Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 5 10708528
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Para driblar a depressão, UnB é a 1a do país a ensinar 'Felicidade'. Nova disciplina será ofertada no campus que concentra cursos de engenharia. (Adaptado)
Por Dhiego Maia
[1] Felicidade se ensina? Para a UnB (Universidade de Brasília), a resposta é sim. A instituição é a
primeira do país a criar uma disciplina acadêmica para estudar o tema – tão efêmero e particular.
A primeira turma de Felicidade vai contar com 240 vagas e será ofertada a partir de agosto. O titular
da disciplina é o professor Wander Pereira, 50, que leciona “gamificação” no curso de Engenharia de
[5] Software no campus Gama. Ele explica que os alunos serão desafiados a descobrir como é possível ser feliz
no momento em que estão. “A intenção é apresentar estratégias para ajudá-los a lidar com fatores adversos
do dia a dia. Estamos diante de uma geração que não sabe diferenciar os problemas em cada uma das áreas
da vida. Se ele vai mal nos estudos, tudo está ruim”, afirma.
A nova disciplina está amparada nas experiências colhidas pelas universidades americanas Harvard
[10] e Yale, pioneiras no ensino da felicidade. Por aqui, ela vai mergulhar na Psicologia para esmiuçar áreas
como autoconhecimento. Não haverá prova ao final das aulas. Os alunos terão que criar um produto que
gere felicidade entre os colegas. “Pode ser um „site‟, uma peça de teatro, um aplicativo de serviço, uma
ideia de lazer. Qualquer coisa que torne todos mais felizes”, explica.
Triste Gama
[15] Apesar de estar aberta a toda UnB, a disciplina será ofertada presencialmente no Gama, um campus
cujos alunos não têm encontrado motivos para sorrir. A unidade, erguida na cidade-satélite de Brasília,
concentra cinco Engenharias: Automotiva, Energia, Eletrônica, Aeroespacial e Software. Isolados a 35 km
do plano-piloto da Capital Federal, os futuros engenheiros vivem num mundo particular, sem contato com
outras áreas do conhecimento e pouco intercâmbio com os demais universitários. O resultado disso recai na
[20] evasão. Em média, 6 em cada 10 ingressantes abandonam a graduação no Gama. Quem resolve ser
reintegrado, admite ter sofrido depressão.
Gabriel Libório, 25, está no grupo dos que pediram para sair. Aluno de Engenharia Automotiva,
abandonou o curso por não conseguir dar conta da cultura “preciosista” do lugar. “Eu tive depressão,
busquei ajuda psicológica e até tomei remédio psiquiátrico para segurar a onda”, conta. [...]
[25] Libório voltou para casa. Hoje, cursa Economia em uma faculdade particular de Salvador (BA) e
faz estágio em uma casa de investimentos.
A Felicidade foi então parar na grade curricular da UnB, para tornar a vida dos acadêmicos mais
“leve”, segundo o professor Wander Pereira. A universidade também criou neste ano a Comissão de Saúde
Mental, que presta apoio psicológico e pedagógico para alunos com depressão e dificuldade nos estudos.
[30] Quem já está inserido nos atendimentos terá prioridade na hora da matrícula na disciplina de Felicidade.
Wander diz que o objetivo das aulas não é dar uma “receita de Bolo da Felicidade”, mas apontar caminhos
para se chegar lá. Para ele, é feliz quem “é capaz de alcançar aquilo que deseja sem depender de coisas
materiais”. “Eu só não quero é ficar marcado como o „Professor da Felicidade‟, porque no dia em que eu
estiver triste, eles vão me cobrar”, ri.
Vocabulário:
- Gamificação: Do inglês gamification, define o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/07para-driblar-depressao-unb-e-a-la-do-pais-a-ensinar-felicidade.shtml . Acesso em 27 jul 2018.)
Texto I
Felicidade Gourmet
Luis Giffoni
[1] A felicidade é um prato descomplicado de fazer. É verdade que leva muitos ingredientes, pode
custar caro, admite variações, às vezes demora; muita gente jura que o inventou, mas cada um de nós
possui talento inato para alcançar as três estrelas do Michelin. É fácil.
Adicione sempre um pouco de desejo à receita. Sem desejo, o prato perde a atração.
[5] Preocupações exageradas põem tudo a perder. Cultura e conhecimento podem ser usados à vontade, senão
não se aproveita todo o paladar. A Lua deve estar no tempero, para o cheiro subir ao espaço. A natureza
também, para se apurar o gosto da vida. Nada como polvilhar sobre o molho o canto do sabiá ou do
pintassilgo, como preferir. Providência simples, que acrescenta doçura. Poesia também entra no preparo.
Substitui o sal, quando vem das entranhas.
[10] A base, no entanto, continua você mesmo, suas escolhas, suas preferências. Você decide o que
usar e, ao servir-se, será o supremo juiz. Chame os amigos e os parentes para ajudá-lo na cozinha. Eles
realçam as delícias de sua receita.
Importante: não se esqueça do ponto. Retire do fogo na hora certa. Tem gente que esperou tanto o
prato ficar pronto que morreu antes. Com fome.
Vocabulário:
- Michelin: guia turístico que premia restaurantes. O máximo de estrelas são três, sinônimo de uma cozinha irrepreensível.
- gourmet: palavra de origem francesa que significa quem conhece e aprecia bons pratos e vinhos.
(Fonte: https://luisgiffoni.com.br/felicidade-gourmet/ . Acesso em 09 ago 2018.)
Texto II
Para driblar a depressão, UnB é a 1a do país a ensinar 'Felicidade'. Nova disciplina será ofertada no campus que concentra cursos de engenharia. (Adaptado)
Por Dhiego Maia
[1] Felicidade se ensina? Para a UnB (Universidade de Brasília), a resposta é sim. A instituição é a
primeira do país a criar uma disciplina acadêmica para estudar o tema – tão efêmero e particular.
A primeira turma de Felicidade vai contar com 240 vagas e será ofertada a partir de agosto. O titular
da disciplina é o professor Wander Pereira, 50, que leciona “gamificação” no curso de Engenharia de
[5] Software no campus Gama. Ele explica que os alunos serão desafiados a descobrir como é possível ser feliz
no momento em que estão. “A intenção é apresentar estratégias para ajudá-los a lidar com fatores adversos
do dia a dia. Estamos diante de uma geração que não sabe diferenciar os problemas em cada uma das áreas
da vida. Se ele vai mal nos estudos, tudo está ruim”, afirma.
A nova disciplina está amparada nas experiências colhidas pelas universidades americanas Harvard
[10] e Yale, pioneiras no ensino da felicidade. Por aqui, ela vai mergulhar na Psicologia para esmiuçar áreas
como autoconhecimento. Não haverá prova ao final das aulas. Os alunos terão que criar um produto que
gere felicidade entre os colegas. “Pode ser um „site‟, uma peça de teatro, um aplicativo de serviço, uma
ideia de lazer. Qualquer coisa que torne todos mais felizes”, explica.
Triste Gama
[15] Apesar de estar aberta a toda UnB, a disciplina será ofertada presencialmente no Gama, um campus
cujos alunos não têm encontrado motivos para sorrir. A unidade, erguida na cidade-satélite de Brasília,
concentra cinco Engenharias: Automotiva, Energia, Eletrônica, Aeroespacial e Software. Isolados a 35 km
do plano-piloto da Capital Federal, os futuros engenheiros vivem num mundo particular, sem contato com
outras áreas do conhecimento e pouco intercâmbio com os demais universitários. O resultado disso recai na
[20] evasão. Em média, 6 em cada 10 ingressantes abandonam a graduação no Gama. Quem resolve ser
reintegrado, admite ter sofrido depressão.
Gabriel Libório, 25, está no grupo dos que pediram para sair. Aluno de Engenharia Automotiva,
abandonou o curso por não conseguir dar conta da cultura “preciosista” do lugar. “Eu tive depressão,
busquei ajuda psicológica e até tomei remédio psiquiátrico para segurar a onda”, conta. [...]
[25] Libório voltou para casa. Hoje, cursa Economia em uma faculdade particular de Salvador (BA) e
faz estágio em uma casa de investimentos.
A Felicidade foi então parar na grade curricular da UnB, para tornar a vida dos acadêmicos mais
“leve”, segundo o professor Wander Pereira. A universidade também criou neste ano a Comissão de Saúde
Mental, que presta apoio psicológico e pedagógico para alunos com depressão e dificuldade nos estudos.
[30] Quem já está inserido nos atendimentos terá prioridade na hora da matrícula na disciplina de Felicidade.
Wander diz que o objetivo das aulas não é dar uma “receita de Bolo da Felicidade”, mas apontar caminhos
para se chegar lá. Para ele, é feliz quem “é capaz de alcançar aquilo que deseja sem depender de coisas
materiais”. “Eu só não quero é ficar marcado como o „Professor da Felicidade‟, porque no dia em que eu
estiver triste, eles vão me cobrar”, ri.
Vocabulário:
- Gamificação: Do inglês gamification, define o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos.
(Fonte:. . Acesso em 27 jul 2018.)
Os textos 1 e 2 pertencem a diferentes tipos textuais. O primeiro é literário; o segundo, informativo.
A partir dessa afirmação e, de acordo com o conteúdo dos textos, assinale, entre as alternativas abaixo, a opção INCORRETA.
Questão 4 10708519
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Para driblar a depressão, UnB é a 1a do país a ensinar 'Felicidade'. Nova disciplina será ofertada no campus que concentra cursos de engenharia. (Adaptado)
Por Dhiego Maia
[1] Felicidade se ensina? Para a UnB (Universidade de Brasília), a resposta é sim. A instituição é a
primeira do país a criar uma disciplina acadêmica para estudar o tema – tão efêmero e particular.
A primeira turma de Felicidade vai contar com 240 vagas e será ofertada a partir de agosto. O titular
da disciplina é o professor Wander Pereira, 50, que leciona “gamificação” no curso de Engenharia de
[5] Software no campus Gama. Ele explica que os alunos serão desafiados a descobrir como é possível ser feliz
no momento em que estão. “A intenção é apresentar estratégias para ajudá-los a lidar com fatores adversos
do dia a dia. Estamos diante de uma geração que não sabe diferenciar os problemas em cada uma das áreas
da vida. Se ele vai mal nos estudos, tudo está ruim”, afirma.
A nova disciplina está amparada nas experiências colhidas pelas universidades americanas Harvard
[10] e Yale, pioneiras no ensino da felicidade. Por aqui, ela vai mergulhar na Psicologia para esmiuçar áreas
como autoconhecimento. Não haverá prova ao final das aulas. Os alunos terão que criar um produto que
gere felicidade entre os colegas. “Pode ser um „site‟, uma peça de teatro, um aplicativo de serviço, uma
ideia de lazer. Qualquer coisa que torne todos mais felizes”, explica.
Triste Gama
[15] Apesar de estar aberta a toda UnB, a disciplina será ofertada presencialmente no Gama, um campus
cujos alunos não têm encontrado motivos para sorrir. A unidade, erguida na cidade-satélite de Brasília,
concentra cinco Engenharias: Automotiva, Energia, Eletrônica, Aeroespacial e Software. Isolados a 35 km
do plano-piloto da Capital Federal, os futuros engenheiros vivem num mundo particular, sem contato com
outras áreas do conhecimento e pouco intercâmbio com os demais universitários. O resultado disso recai na
[20] evasão. Em média, 6 em cada 10 ingressantes abandonam a graduação no Gama. Quem resolve ser
reintegrado, admite ter sofrido depressão.
Gabriel Libório, 25, está no grupo dos que pediram para sair. Aluno de Engenharia Automotiva,
abandonou o curso por não conseguir dar conta da cultura “preciosista” do lugar. “Eu tive depressão,
busquei ajuda psicológica e até tomei remédio psiquiátrico para segurar a onda”, conta. [...]
[25] Libório voltou para casa. Hoje, cursa Economia em uma faculdade particular de Salvador (BA) e
faz estágio em uma casa de investimentos.
A Felicidade foi então parar na grade curricular da UnB, para tornar a vida dos acadêmicos mais
“leve”, segundo o professor Wander Pereira. A universidade também criou neste ano a Comissão de Saúde
Mental, que presta apoio psicológico e pedagógico para alunos com depressão e dificuldade nos estudos.
[30] Quem já está inserido nos atendimentos terá prioridade na hora da matrícula na disciplina de Felicidade.
Wander diz que o objetivo das aulas não é dar uma “receita de Bolo da Felicidade”, mas apontar caminhos
para se chegar lá. Para ele, é feliz quem “é capaz de alcançar aquilo que deseja sem depender de coisas
materiais”. “Eu só não quero é ficar marcado como o „Professor da Felicidade‟, porque no dia em que eu
estiver triste, eles vão me cobrar”, ri.
Vocabulário:
- Gamificação: Do inglês gamification, define o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/07para-driblar-depressao-unb-e-a-la-do-pais-a-ensinar-felicidade.shtml . Acesso em 27 jul 2018.)
No final do texto, o entrevistado revela um momento de
Questão 3 10708514
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Para driblar a depressão, UnB é a 1a do país a ensinar 'Felicidade'. Nova disciplina será ofertada no campus que concentra cursos de engenharia. (Adaptado)
Por Dhiego Maia
[1] Felicidade se ensina? Para a UnB (Universidade de Brasília), a resposta é sim. A instituição é a
primeira do país a criar uma disciplina acadêmica para estudar o tema – tão efêmero e particular.
A primeira turma de Felicidade vai contar com 240 vagas e será ofertada a partir de agosto. O titular
da disciplina é o professor Wander Pereira, 50, que leciona “gamificação” no curso de Engenharia de
[5] Software no campus Gama. Ele explica que os alunos serão desafiados a descobrir como é possível ser feliz
no momento em que estão. “A intenção é apresentar estratégias para ajudá-los a lidar com fatores adversos
do dia a dia. Estamos diante de uma geração que não sabe diferenciar os problemas em cada uma das áreas
da vida. Se ele vai mal nos estudos, tudo está ruim”, afirma.
A nova disciplina está amparada nas experiências colhidas pelas universidades americanas Harvard
[10] e Yale, pioneiras no ensino da felicidade. Por aqui, ela vai mergulhar na Psicologia para esmiuçar áreas
como autoconhecimento. Não haverá prova ao final das aulas. Os alunos terão que criar um produto que
gere felicidade entre os colegas. “Pode ser um „site‟, uma peça de teatro, um aplicativo de serviço, uma
ideia de lazer. Qualquer coisa que torne todos mais felizes”, explica.
Triste Gama
[15] Apesar de estar aberta a toda UnB, a disciplina será ofertada presencialmente no Gama, um campus
cujos alunos não têm encontrado motivos para sorrir. A unidade, erguida na cidade-satélite de Brasília,
concentra cinco Engenharias: Automotiva, Energia, Eletrônica, Aeroespacial e Software. Isolados a 35 km
do plano-piloto da Capital Federal, os futuros engenheiros vivem num mundo particular, sem contato com
outras áreas do conhecimento e pouco intercâmbio com os demais universitários. O resultado disso recai na
[20] evasão. Em média, 6 em cada 10 ingressantes abandonam a graduação no Gama. Quem resolve ser
reintegrado, admite ter sofrido depressão.
Gabriel Libório, 25, está no grupo dos que pediram para sair. Aluno de Engenharia Automotiva,
abandonou o curso por não conseguir dar conta da cultura “preciosista” do lugar. “Eu tive depressão,
busquei ajuda psicológica e até tomei remédio psiquiátrico para segurar a onda”, conta. [...]
[25] Libório voltou para casa. Hoje, cursa Economia em uma faculdade particular de Salvador (BA) e
faz estágio em uma casa de investimentos.
A Felicidade foi então parar na grade curricular da UnB, para tornar a vida dos acadêmicos mais
“leve”, segundo o professor Wander Pereira. A universidade também criou neste ano a Comissão de Saúde
Mental, que presta apoio psicológico e pedagógico para alunos com depressão e dificuldade nos estudos.
[30] Quem já está inserido nos atendimentos terá prioridade na hora da matrícula na disciplina de Felicidade.
Wander diz que o objetivo das aulas não é dar uma “receita de Bolo da Felicidade”, mas apontar caminhos
para se chegar lá. Para ele, é feliz quem “é capaz de alcançar aquilo que deseja sem depender de coisas
materiais”. “Eu só não quero é ficar marcado como o „Professor da Felicidade‟, porque no dia em que eu
estiver triste, eles vão me cobrar”, ri.
Vocabulário:
- Gamificação: Do inglês gamification, define o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/07para-driblar-depressao-unb-e-a-la-do-pais-a-ensinar-felicidade.shtml . Acesso em 27 jul 2018.)
No texto, o autor afirma que o tema Felicidade é algo “efêmero e particular”.
Ao fazer essa afirmação, o autor
Questão 6 10689669
OBRL 8° Ano - 2° Fase 2018O valor lógico de uma proposição composta será determinado não só pelo valor lógico de cada proposição simples que o compõe, mas também do conectivo lógico que aparecer. Para cada conectivo lógico que estiver presente em uma proposição composta, poderemos a chamar de:
• Conjunções: a ∧ b (lê-se: a e b)
• Disjunção Inclusiva: a ∨ b (lê-se: a ou b)
• Implicação ou Condicional: a → b (lê-se: se a então b)
• Equivalência ou Bicondicional: a ↔ b (lê – se: a se, e somente se, b)
Quando utilizamos o conectivo lógico “se...então” chamado de implicação, ligando duas proposições simples e distintas quaisquer, representadas pelas letras “β” e “Ω”, formamos uma proposição composta Ψ.
Determine a alternativa INCORRETA na presença da implicação:
Questão 5 10618274
IFPE MÉDIO INTEGRADO 2018TEXTO
SOBRE POLÍTICA E JARDINAGEM
De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer ‘chamado’. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um ‘fazer’, o vocacionado quer ‘fazer amor’ com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada. ‘Política’ vem de ‘polis’, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade.
O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade. Talvez por terem sido nômades no deserto, os hebreus não sonhavam com cidades; sonhavam com jardins. Quem mora no deserto sonha com o oásis. Deus não criou uma cidade. Ele criou um jardim. Se perguntássemos a um profeta hebreu ‘o que é política?’ ele nos responderia: ‘A arte de jardinagem aplicada às coisas públicas’.
O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se a sua volta está deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim.
Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor, mas não tem poder. Mas o político tem. Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins de verdade.
A vocação política é transformar sonhos em realidade. É uma vocação tão feliz que Platão sugeriu que os políticos não precisam possuir nada: bastarlhes-ia o grande jardim para todos. Seria indigno que o jardineiro tivesse um espaço privilegiado, melhor e diferente do espaço ocupado por todos. Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança.
Vocação é diferente de profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão o prazer se encontra não na ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. O homem movido pela vocação é um amante. Faz amor com a amada pela alegria de fazer amor. O profissional não ama a mulher. Ele ama o dinheiro que recebe dela. É um gigolô.
Todas as vocações podem ser transformadas em profissões. O jardineiro por vocação ama o jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que, para que isso aconteça, ao seu redor aumentem o deserto e o sofrimento.
Assim é a política. São muitos os políticos profissionais. Posso, então, enunciar minha segunda tese: de todas as profissões, a política é a mais vil. O que explica o desencanto total do povo, em relação à política. Guimarães Rosa, questionado por Gunter Lorenz se ele se considerava político, respondeu: “Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade. Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem”.
Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las.
Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão. (...)
(ALVES, Rubem. In: Folha de S. Paulo, fragmento, 19 maio 2000.)
Das ideias do texto, são feitas as seguintes inferências:
I – Tanto a jardinagem quanto a política, ou qualquer outra vocação, se transformadas em profissão, passam a ser movidas por interesses individuais;
II – Mesmo que o sofrimento aumente ao seu redor, o político por profissão usa o bem coletivo em função dos interesses pessoais;
III – Segundo Guimarães Rosa, os verdadeiros políticos acreditam no homem e no futuro.
É CORRETO o que se afirma em
Questão 109 10532149
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2018Estado violência
Estado violência
Deixem-me querer
Estado violência
Deixem-me pensar
Estado violência
Deixem-me sentir
Estado violência
Deixem-me em paz
TITÃS. Cabeça dinossauro ao vivo. Rio de Janeiro: Universal, 2012 (fragmento).
A ação do Estado na canção é reveladora de uma postura identificada em:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)