Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 3 10134191
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2019Leia os textos a seguir para responder ao item.
Texto 01

(Fonte: Toda Mafalda, Quino, Editora Martins Fontes)
Texto 02
Milhões de Minutos... Como você está usando o seu tempo?
Já ouvi dizer que alguns dos maiores escultores de todos os tempos costumam falar que as obras que criaram já estão dentro dos monólitos de pedra por eles talhados. Coube a eles "apenas" enxergar o devir das referidas obras, ou seja, ter a necessária sensibilidade para perceber o que se escondia por detrás daquelas rochas ainda em estado sólido, bruto.
Da mesma forma, quem escreve e exerce com maestria as artes da produção de textos - literários, técnicos, jornalísticos, científicos, filosóficos - vê, invariavelmente, a sua frente, uma folha de papel em branco, não preenchida e, aos poucos, vai consolidando suas mensagens, ideias, pesquisas, descrições, narrativas...
Realizam-se em casos como o dos artistas plásticos e escritores o que chamamos de trabalho de composição, de elaboração, de criação. Especificamente no que se refere aos textos, por exemplo, vale lembrar que a palavra "texto" deriva de "tecido", ou seja, relaciona-se a um trabalho de construção ponto a ponto, selecionando os nós e as amarrações mais corretas e adequadas para que se expresse, com o máximo de clareza, o que se quer apresentar através das palavras.
Parece fácil aos olhos de outrem, mas tal sensibilidade, arte, habilidade, competência, ou seja, lá como a quiserem chamar depende, por sua vez, da forma como nos relacionamos com os milhões de minutos "que ficam esperando a vez para sair dos relógios", como sabiamente nos diz Mafalda, imortal criação do argentino Quino.
E quanta "responsabilidade" há, portanto, na forma como nos relacionamos com o tempo... Relação esta que nem ao menos nos preocupamos em administrar já que sempre pensamos que temos muito mais segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses ou anos do que realmente iremos ter ao longo de nossas vidas...
Situação que se parece com a relação que travamos com recursos naturais como a água... Agimos de forma inconsequente, usando este e outros recursos como se eles jamais pudessem se esgotar... Com isso nos condenamos, e a muitas outras pessoas igualmente, a um amanhã que pode ser desolador, preocupante, de conflitos...
O tempo que temos, ainda que artificialmente concebido, mesmo que demasiadamente humano, é algo que não podemos pegar, sentir, tatear, guardar em um invólucro, poupar para depois... Ao nos depararmos com o questionamento de Mafalda, devemos pôr a mão na consciência e, mais do que rir de nós mesmos, pensar e agir no intuito de melhor utilizar os minutos que temos pela frente... Sejam eles quantos forem... Até mesmo porque, realmente, não sabemos por quanto tempo os teremos...
João Luis de Almeida Machado
No Texto 01, no segundo quadrinho, a personagem Mafalda tece o seguinte comentário: "Temos à frente milhões de minutos sem usar!".
O vocábulo grifado está acentuado pela mesma regra em:
Questão 2 10134184
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2019Leia os textos a seguir para responder ao item.
Texto 01

(Fonte: Toda Mafalda, Quino, Editora Martins Fontes)
Texto 02
Milhões de Minutos... Como você está usando o seu tempo?
Já ouvi dizer que alguns dos maiores escultores de todos os tempos costumam falar que as obras que criaram já estão dentro dos monólitos de pedra por eles talhados. Coube a eles "apenas" enxergar o devir das referidas obras, ou seja, ter a necessária sensibilidade para perceber o que se escondia por detrás daquelas rochas ainda em estado sólido, bruto.
Da mesma forma, quem escreve e exerce com maestria as artes da produção de textos - literários, técnicos, jornalísticos, científicos, filosóficos - vê, invariavelmente, a sua frente, uma folha de papel em branco, não preenchida e, aos poucos, vai consolidando suas mensagens, ideias, pesquisas, descrições, narrativas...
Realizam-se em casos como o dos artistas plásticos e escritores o que chamamos de trabalho de composição, de elaboração, de criação. Especificamente no que se refere aos textos, por exemplo, vale lembrar que a palavra "texto" deriva de "tecido", ou seja, relaciona-se a um trabalho de construção ponto a ponto, selecionando os nós e as amarrações mais corretas e adequadas para que se expresse, com o máximo de clareza, o que se quer apresentar através das palavras.
Parece fácil aos olhos de outrem, mas tal sensibilidade, arte, habilidade, competência, ou seja, lá como a quiserem chamar depende, por sua vez, da forma como nos relacionamos com os milhões de minutos "que ficam esperando a vez para sair dos relógios", como sabiamente nos diz Mafalda, imortal criação do argentino Quino.
E quanta "responsabilidade" há, portanto, na forma como nos relacionamos com o tempo... Relação esta que nem ao menos nos preocupamos em administrar já que sempre pensamos que temos muito mais segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses ou anos do que realmente iremos ter ao longo de nossas vidas...
Situação que se parece com a relação que travamos com recursos naturais como a água... Agimos de forma inconsequente, usando este e outros recursos como se eles jamais pudessem se esgotar... Com isso nos condenamos, e a muitas outras pessoas igualmente, a um amanhã que pode ser desolador, preocupante, de conflitos...
O tempo que temos, ainda que artificialmente concebido, mesmo que demasiadamente humano, é algo que não podemos pegar, sentir, tatear, guardar em um invólucro, poupar para depois... Ao nos depararmos com o questionamento de Mafalda, devemos pôr a mão na consciência e, mais do que rir de nós mesmos, pensar e agir no intuito de melhor utilizar os minutos que temos pela frente... Sejam eles quantos forem... Até mesmo porque, realmente, não sabemos por quanto tempo os teremos...
João Luis de Almeida Machado
No trecho "Já ouvi dizer que alguns dos maiores escultores de todos os tempos costumam falar que as obras que criaram já estão dentro dos monólitos de pedra por eles talhados", do Texto 02, podemos afirmar que existem orações que desempenham função de:
Questão 1 10134150
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2019Leia os textos a seguir para responder ao item.
Texto 01

(Fonte: Toda Mafalda, Quino, Editora Martins Fontes)
Texto 02
Milhões de Minutos... Como você está usando o seu tempo?
Já ouvi dizer que alguns dos maiores escultores de todos os tempos costumam falar que as obras que criaram já estão dentro dos monólitos de pedra por eles talhados. Coube a eles "apenas" enxergar o devir das referidas obras, ou seja, ter a necessária sensibilidade para perceber o que se escondia por detrás daquelas rochas ainda em estado sólido, bruto.
Da mesma forma, quem escreve e exerce com maestria as artes da produção de textos - literários, técnicos, jornalísticos, científicos, filosóficos - vê, invariavelmente, a sua frente, uma folha de papel em branco, não preenchida e, aos poucos, vai consolidando suas mensagens, ideias, pesquisas, descrições, narrativas...
Realizam-se em casos como o dos artistas plásticos e escritores o que chamamos de trabalho de composição, de elaboração, de criação. Especificamente no que se refere aos textos, por exemplo, vale lembrar que a palavra "texto" deriva de "tecido", ou seja, relaciona-se a um trabalho de construção ponto a ponto, selecionando os nós e as amarrações mais corretas e adequadas para que se expresse, com o máximo de clareza, o que se quer apresentar através das palavras.
Parece fácil aos olhos de outrem, mas tal sensibilidade, arte, habilidade, competência, ou seja, lá como a quiserem chamar depende, por sua vez, da forma como nos relacionamos com os milhões de minutos "que ficam esperando a vez para sair dos relógios", como sabiamente nos diz Mafalda, imortal criação do argentino Quino.
E quanta "responsabilidade" há, portanto, na forma como nos relacionamos com o tempo... Relação esta que nem ao menos nos preocupamos em administrar já que sempre pensamos que temos muito mais segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses ou anos do que realmente iremos ter ao longo de nossas vidas...
Situação que se parece com a relação que travamos com recursos naturais como a água... Agimos de forma inconsequente, usando este e outros recursos como se eles jamais pudessem se esgotar... Com isso nos condenamos, e a muitas outras pessoas igualmente, a um amanhã que pode ser desolador, preocupante, de conflitos...
O tempo que temos, ainda que artificialmente concebido, mesmo que demasiadamente humano, é algo que não podemos pegar, sentir, tatear, guardar em um invólucro, poupar para depois... Ao nos depararmos com o questionamento de Mafalda, devemos pôr a mão na consciência e, mais do que rir de nós mesmos, pensar e agir no intuito de melhor utilizar os minutos que temos pela frente... Sejam eles quantos forem... Até mesmo porque, realmente, não sabemos por quanto tempo os teremos...
João Luis de Almeida Machado
A menina Mafalda, retratada na tirinha (Texto 01), é uma personagem extremamente crítica e tem o hábito de se posicionar sobre os mais variados assuntos. Neste, em específico, ela está preocupada com os minutos que terá pela frente "novinhos em folha".
Com base nos textos lidos, assinale a única opção correta:
Questão 2 10132486
CMF 1° Ano - Prova de Português 2019TEXTO
Estranhas afinidades
Casal se divorcia após descobrir que flertava pela internet. Um casal residente na cidade de
Zenica, na Bósnia-Herzegovina, estava com problemas no casamento. Por causa disso os dois
iniciaram contatos pela internet, e, sem saber de suas identidades, trocaram mensagens e acabaram
se apaixonando. Quando a relação se tornou séria, decidiram se encontrar, e então descobriram
[5] quem eram. O casal decidiu se separar. (29/10/2007)
Quando descobriram que, sem saber, estavam se correspondendo pela internet, ficaram, marido
e mulher, surpresos e chocados. Aquilo era algo mais que uma simples coincidência. Era um sinal de
que alguma coisa, em ambos, estava profundamente errada. E esta coisa os levara, durante um tempo
que não havia sido pequeno, a viver uma dupla existência. Daí as interrogações.
[10] Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. No dia a dia ele era uma pessoa nervosa, irascível,
de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
frustrações na esposa.
Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. No dia a dia ela era uma pessoa nervosa, irascível,
de gestos bruscos. Relacionava-se mal com os amigos e conhecidos e costumava descarregar suas
[15] frustrações no marido.
Quem sou eu, perguntava-se ele. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquela a quem se dirigia. Um
milagre da internet? Talvez, mas ele suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
[20] lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
com alguém.
Quem sou eu, perguntava-se ela. Com razão. Nas mensagens que enviava pela internet
revelava-se, para sua própria surpresa, uma pessoa afetiva, dotada de rica imaginação e capaz de
construir uma relação amorosa mesmo à distância, mesmo sem ver aquele a quem se dirigia. Um
[25] milagre da internet? Talvez, mas ela suspeitava que a internet nada mais fizera do que liberar o seu
lado bom, o seu lado positivo, o lado que amava a vida e que buscava compartilhar tais sentimentos
com alguém.
Como é possível, indagava-se ele, inquieto, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como
é possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia
[30] fazer para me tornar uma pessoa só? À quem deveria recorrer para isso?
Como é possível, indagava-se ela, inquieta, que eu tenha, por assim dizer, duas vidas? Como é
possível que estas duas partes de mim sejam tão diferentes, tão incompatíveis? O que eu poderia fazer
para me tornar uma pessoa só? A quem deveria recorrer para isso?
Estas eram as perguntas que se faziam. Claro, poderiam fazer as mesmas perguntas um para 0
[35] outro. Poderiam descobrir-se mutuamente, poderiam, quem sabe, constatar que, ao fim e ao cabo,
haviam sido feitos um para o outro. Mas o diálogo destes não é fácil. Preferem continuar na intemet
para ver se encontram o Príncipe Encantado, a Princesa Encantada.
(SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam: 54 crônicas inspiradas em notícias de jornal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
Não há menção dos nomes dos personagens do texto, conhece-se apenas a que sexo pertencem.
Isso tem por intenção
Questão 2 9545308
IFSul - Rio-Grandense Inverno 2019Texto
A vida perdeu o valor
O modo exploratório e invasivo com que lidamos com ___ natureza levou ao desequilíbrio
ambiental, ____ instabilidade climática, ___ exaustão de determinados recursos naturais; mas
também levou ___ insustentabilidade social, ___ desigualdade econômica, ao descaso com a
vida.
[5] Se por um lado a indústria farmacêutica deu saltos incríveis, por outro nos tornamos cada
vez mais dependentes dos médicos e de medicação, especialmente psiquiátrica, nos tornamos
uma sociedade medicada. E suicida. Os impressionantes avanços da medicina nas últimas
décadas fizeram com que morrêssemos cada vez menos de doenças, mas estamos hoje vivendo
um crescente surto de depressão e automutilação, mais do que tudo entre jovens e crianças.
[10] O suicídio é hoje a segunda principal causa de mortes de crianças e jovens entre 12 e 18
anos nos Estados Unidos. “A taxa de suicídios infanto-juvenis é maior do que a soma das mortes
por câncer, doenças cardíacas e respiratórias, problemas de nascimento, derrame, pneumonia e
febre”. As tentativas de suicídio e automutilação nesta faixa etária mais que dobraram nos
Estados Unidos na última década.
[15] Mas não apenas nos Estados Unidos. O Brasil, que já foi tão cantado por sua alegria de
viver, também padece; segundo a OMS, o suicídio é hoje a terceira causa de morte de jovens de
15 a 19 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios, especialmente
nas periferias das grandes cidades. Destas mortes, mais de 80% é de negros, e 90% dos que
morrem são homens; um verdadeiro genocídio da juventude negra brasileira.
[20] Se considerarmos de 1980 até 2014, o índice de suicídios subiu quase 30% nesta faixa
etária no Brasil. Ainda mais grave é saber que este índice aumenta quanto mais a idade diminui;
segundo o mapa da violência de 2017, organizado pelo Ministério da Saúde, de 2002 a 2012 o
índice de suicídios entre 10 e 14 anos subiu 40% no Brasil. Uma constatação alarmante. Ao
mesmo tempo, aumentam em todo o mundo os ataques terroristas, na maioria ações suicidas,
[25] com algum tipo de causa ou não, que se caracterizam por deixar atrás de si um rastro de outras
mortes.
Quando grande parte dos adultos está deprimida e medicada e quando a segunda maior
causa de morte de jovens em todo o mundo é o suicídio, alguma coisa muito errada se deu no
processo civilizatório. Quando a medicina se sofistica a ponto de operar crianças ainda no útero
[30] da mãe, e ao mesmo tempo a soma das cinco doenças que mais matam crianças nos Estados
Unidos é menor do que as que tiram suas próprias vidas, isso somente pode dizer que algo deu
muito errado com as escolhas civilizatórias que fizemos.
Os dados mostram que nos últimos anos quanto menor a idade, maior a taxa de suicídios.
A vida se tornou um peso, uma carga que os jovens, adolescentes e crianças não estão
[35] conseguindo carregar. É como se o próprio processo civilizatório estivesse se autoavaliando,
como se cada suicídio tivesse uma placa dizendo: “Eu não quero a civilização com as suas
incríveis conquistas, eu não quero viver”.
MOSÉ, Viviane. A vida perdeu o valor. In: ______. Nitzsche Hoje. Petrópolis – RJ: Vozes, 2018. (fragmento)
Qual é a relação sintático-semântica estabelecida pelas locuções conjuntivas “por um lado...por outro” na linha 5?
Questão 9 11006992
IFF Integrados 2018TEXTO

https://deposito-de-tirinhas.tumblr.com/image/119490365292.%20Acesso%20em:%2023%20set%202017.
A reflexão filosófica presente nos dois primeiros quadrinhos de Charlie Brown, desenhados por Charles Schulz, encontra eco no seguinte verso:
06
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