Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 13 10415594
CMT 2019TEXTO
Consumo Infantil
Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
grupo.
Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
desperdiçar e sim economizar.
Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
consegue passar esses valores para o filho.
Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
• Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
para si.
• Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
• Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
• Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumoinfantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
Nos trechos selecionados do TEXTO, todos os termos destacados pertencem à mesma classe de palavras.
Marque a única opção em que o vocábulo em destaque exerce a mesma função que em “Os excessos quanto aos pedidos das crianças acontecem frequentemente(...)” (l.3 e 4).
Questão 12 10415585
CMT 2019TEXTO
Consumo Infantil
Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
grupo.
Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
desperdiçar e sim economizar.
Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
consegue passar esses valores para o filho.
Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
• Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
para si.
• Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
• Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
• Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumoinfantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
Marque a única opção em que os trechos selecionados apresentam entre eles a relação semântica indicada
Questão 1 10302337
IFPE Subsequente 2019/1TEXTO
COMO A DESIGUALDADE PODE ESTAR IMPULSIONANDO AS SELFIES SENSUAIS
O que está por trás do fenômeno da selfie sexy? A obsessão online que vivemos hoje tem sido vinculada à vaidade e até à opressão de gênero. Mas esse poderia ser também um comportamento guiado pela economia
(1) Uma imagem vale mais que mil palavras. Da mesma forma, parece que há mais por trás das selfies do que pode parecer à primeira vista. A obsessão online que vivemos hoje tem sido vinculada à vaidade e até à opressão de gênero. Mas poderia ser também um comportamento guiado pela economia?
(2) Asma Elbadawi é uma artista visual de origem inglesa e sudanesa. Ela acha que o capitalismo moderno impulsiona as mulheres a se fotografarem como objetos de desejo. Recentemente, ela postou uma selfie no Instagram com desenhos no rosto, lembrando as marcas feitas em pacientes antes de uma cirurgia plástica. Elbadawi, ativista reconhecida pelo empoderamento de jovens muçulmanas, afirma que sua intenção era usar a linguagem de cartazes publicitários, criando uma mensagem irônica.
(3) O trabalho de Elbadawi levanta uma questão interessante. Conquistas femininas possibilitaram às mulheres denunciarem tudo que as objetifica, desde a cantada na rua até a cultura machista do teste de fidelidade de programas de auditório. Apesar disso, a disseminação das redes sociais faz com que sejamos bombardeados com imagens sexualizadas de mulheres. Por quê?
(4) Khandis Blake, psicóloga na Universidade de New South Wales, em Sydney, pesquisa o que a sexualização das mulheres pode nos dizer sobre as sociedades. Segundo ela, as selfies são geralmente tiradas como um sinal de discriminação de gênero. Ou seja, as mulheres tiram selfies porque elas sentem que precisam parecer atraentes para os homens.
(5) Mas, além disso, a última pesquisa de Blake encontrou um aspecto econômico. O resultado é que o fenômeno da selfie sexy é mais prevalente em países educados e desenvolvidos, afirma Blake. "São as mesmas sociedades que passaram décadas lutando contra a objetificação sexual de mulheres e garotas - e que estão fazendo com que homens poderosos expliquem seu comportamento em relação a mulheres".
(6) Para entender essa aparente contradição, a equipe da psicóloga avaliou indicadores econômicos e de gênero nesses países e descobriu que as mulheres são mais propensas a investir tempo e esforço em tirar e postar selfies sexy em países onde a desigualdade econômica está subindo.
(7) Isso explicaria, segundo ela, por que os Estados Unidos, Reino Unido e Cingapura - onde a desigualdade de renda está aumentando - estão entre os países mais viciados em selfies, juntamente com um conjunto de países menos desenvolvidos mas muito desiguais - como Brasil, México e Colômbia.
UCHOA, P. #Instaperfect: como a desigualdade pode estar impulsionando as selfies sensuais. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-45416858. Acesso em: 25 set. 2018 (adaptado).
De acordo com o TEXTO, é CORRETO afirmar que, para a artista visual Asma Elbadawi, a sexy selfie
Questão 8 10302200
CMR 1°ano - Prova Matemática 2019Analise as afirmativas I, II, III e IV e escolha, dentre as alternativas abaixo, a correta.
I - Se
é correto afirmar que %7D%7D%3D(%5Cfrac%7Bp%7D%7Bq%7D)%5E%7B0%2C666...%7D)
II - Se
é correto afirmar que %7D%3D6.)
III - %5E%7B27%7D-4%5E%7B%5Cfrac%7B1%7D%7B2%7D%7D%2B%5E5%5Csqrt%7B239%2B%5Csqrt%5B5%5D%7B%5Cfrac%7B3072%7D%7B3%7D%7D-(%5Csqrt%5B3%5D%7B3%7D)%5E%7B3%5E3%7D%5D%7D%5E%7B%5Csqrt%5B5%5D%7B32%7D%7D%3D1)
IV - %5E0%3D1)
Questão 9 10135901
CMM 1º Ano - Língua Portuguesa 2019TEXTO
Tempo e internet: sedução e mistério de um novo conceito de tempo
Eloiza Oliveira
O surgimento e rapidíssima difusão da internet provocaram uma verdadeira revolução, entre outras características, o rompimento dos conceitos tradicionais de espaço e tempo. Com a minimização das distâncias espaço-temporais e a intensificação da recursividade, a possibilidade de múltiplas interferências, a variedade de conexões e a diversificação de trajetórias, rompeu-se a temporalidade rígida, relativizando-a. [...]
Sherry Turkle (2012) faz duras críticas ao fato do longo tempo de conexão à internet, prática comum hoje em dia. Segundo ela, focalizando a questão das relações mediadas pela rede, a longa conexão traz uma “ilusão” de estar sempre acompanhado por olhos e ouvidos, de ter uma infinidade de “amigos”. A tecnologia providenciaria uma impressão de escuta permanente e de proteção contra a solidão e o desamparo, com três falsas certezas: a de que podemos colocar nossa atenção no que quisermos; a de que seremos sempre ouvidos; e a de que nunca ficaremos sós. Isso leva as pessoas, especialmente os adolescentes, a dizerem que, para se comunicar, preferem escrever a falar.
Em contrapartida, segundo a autora, a solidão oriunda da desconexão à internet, passa a ser percebida com medo, como um estado de desligamento que precisa ser evitado, um problema a ser resolvido, um estado que ameaça o sujeito em sua identidade e na percepção de si mesmo.
Em alguns casos, que não constituem o objeto deste artigo, o uso da internet adquire características de compulsão, provocando a dependência e a utilização do termo Transtorno de Dependência de Internet (TDI), em que estar conectado se transforma em uma imperiosa necessidade e o uso do tempo na internet, abusivo.
Para Palfrey e Gasser (2011, p. 210), “[...] o vício da internet, a síndrome da fadiga de informações e a sobrecarga de informações estão entre os termos que estão sendo lançados para descrever as novas doenças patológicas da era digital”.
A modificação do “fluir temporal”, a que as pessoas estão acostumadas, dá suporte a uma das características da contemporaneidade: a negação do tempo passado e a não conexão com o futuro (DRAWIN, 2003), que fazem parte do que Bauman (2001, 2004) chamou de “modernidade líquida”, caracterizada, entre outras coisas, pela fragilidade dos laços afetivos (“amor líquido”).
A extraterritorialidade e a fluidez típicas das relações na internet são assim caracterizadas pelo autor: “Diferentemente dos ‘relacionamentos reais’, é fácil entrar e sair dos ‘relacionamentos virtuais’. Em comparação com a ‘coisa autêntica’, pesada, lenta e confusa, eles parecem inteligentes e limpos, fáceis de usar, compreender e manusear. [...] Sempre se pode apertar a tecla de deletar.(BAUMAN, 2004, p. 13).
Para outros autores, como Rheingold (1993), no entanto, a capacidade de comunicação coletiva nos ambientes virtuais da internet possibilita a interação, os relacionamentos, as amizades e a formação de laços comunitários entre estranhos.
A verdade é que, com a vertiginosa expansão da internet, o homem, que desenvolveu o conceito de tempo desde o nascimento, a partir dos intervalos biológicos de sono, alimentação e satisfação das demais necessidades biológicas, fica perplexo e fascinado com essa nova dimensão ciberespacial e cibertemporal.
OLIVEIRA, E. S. G. Adolescência, internet e tempo: desafios para a Educação. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 64, p. 283-298, abr./jun. 2017. p. 287-9.
O termo “modernidade líquida” é de autoria do sociólogo Zygmunt Bauman e pode ser definido, segundo o texto, como:
Questão 6 10135801
CMM 1º Ano - Língua Portuguesa 2019TEXTO
Tecnologia e juventude
Camila Achutti*
O jovem é fascinado pelas novas tecnologias – mas essa relação precisa ser trabalhada para ganhar maior responsabilidade. E, assim, gerar progresso.

(FOTO: THINKSTOCK)
Na semana passada, conversamos sobre como nossas crianças estão expostas ao usar as novas tecnologias. Mas e nossa juventude? Como ela está se comportando e se desenvolvendo nos tempos digitais? Certa vez, ouvi de um professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) que tecnologia representava para o jovem um fascínio. Algo que é difícil de explicar para os adultos – aliás, essa é uma das poucas áreas em que eles têm desempenho melhor que os adultos. Pensa se você também não iria se fascinar se existisse um lugar, uma forma de criar modelos e culturas próprias distantes dos pais, da escola ou da sociedade. É fascinante construir relacionamentos com certo distanciamento e liberdade, dois aspectos intrínsecos à juventude. Mas é nesse fascínio que mora o perigo.
No livro Ideais na Adolescência: falta (d)e perspectivas na virada do século, Tiago Corbisier Matheus defendeu que a dificuldade na relação da juventude com a tecnologia reside no fato de os jovens não compreenderem que é preciso se comprometer com as ações realizadas no mundo virtual. Eles pensam que o ciberespaço não tem efeito algum sobre o mundo real. Aí está a explicação para cyberbullying (...) e novos comportamentos que não existiam antes. Mas será que é culpa da tecnologia? Não acredito. A recusa de se responsabilizar pelas próprias ações é característica da adolescência.
O papel da tecnologia foi ter trazido novos espaços e ferramentas que ampliaram os efeitos e danos desse comportamento. A internet, os aplicativos, os games e todo esse mundo virtual permitem a experimentação de papéis sociais, ampliam possibilidade de aprendizado, abrem as portas para um mundo.de informação e cultura. Tudo isso só auxilia na formação da identidade. Só precisamos ajudá-los a construir uma relação saudável com tudo isso.
Caso seja utilizada de forma adequada, a tecnologia pode se transformar em um superpoder para a juventude que tem vontade, disposição e ideal para realizar mudanças e quebrar paradigmas. (...) Precisamos trabalhar duro em direção a esse novo mundo que empodera o jovem de tecnologia e não permite que ele se torne vítima dessa nova economia. Ver a juventude ou a tecnologia como vilões e querer impossibilitar esse
relacionamento não é a melhor solução. É necessário que haja um equilíbrio e espaço para desenvolvimento e amadurecimento dessa relação.
É preciso olhar para estes jovens com outra perspectiva. Ver que eles podem ser agentes de mudança com o superpoder de saber usar tecnologia. Precisamos catalisar toda essa ousadia e habilidade para o lado bom. Para isso, professores, escolas e sociedade precisam mudar de forma urgente. Precisam aceitar que não dá mais para trabalhar com base em volume e memorização. Não dá mais pra ter palestra de 3 horas sem colocar esse aluno em posição ativa, protagonizando e criando. Eles têm a informação do planeta nas mãos. Por qual motivo não se valer disso?
*Camila Achutti é CTO e fundadora do Mastertech, professora do Insper e idealizadora do Mulheres na Computação.
Fonte: https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/ 2018/04/tecnologia-e-juventude.html.
No trecho “Algo que é difícil de explicar para os adultos – aliás, essa é uma das poucas áreas em que eles têm desempenho melhor que os adultos.”, o termo destacado adiciona uma informação.
Entretanto, segundo a norma culta, deveria introduzir uma ideia de:
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