Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 4 10576137
FAETEC 2020Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
Após a leitura do trecho abaixo, responda à questão.
“O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos.”
As expressões “onde gera uma onda de críticas e comentários” e “que pode ou não ser acatada por seus críticos”, em relação ao termo antecedente, evidenciam:
Questão 19 10450818
CMB 1º Ano - Matemática e Português 2020Texto - Uso excessivo de mídias sociais pode impactar a saúde
Na adolescência, quando surgem mais curiosidades relacionadas à escolha vocacional e ao amadurecimento de habilidades cognitivas e sociais, é importante haver diálogo com familiares e escola para o acesso ideal às mídias sociais.
Em restaurantes, shoppings, academias e diversos outros ambientes, é comum ver pessoas
utilizando seus celulares, seja para conversar com amigos ou para tirar e publicar fotografias. De acordo
com o relatório "Digital in 2018: The Americas”, das empresas We are Social e Hootsuite, com dados
de janeiro de 2018, 62% da população brasileira estão ativos nas redes sociais e, entre as plataformas
[5] mais utilizadas, estão YouTube, Facebook, WhatsApp e Instagram.
Apesar dos benefícios proporcionados pela tecnologia - "como a melhoria de comunicação entre
pessoas distantes fisicamente, maior acesso a informações e estudo de pesquisas científicas" -, a
psicóloga do Hapvida, Raíssa Serpa, explica que o uso excessivo pode prejudicar aspectos como
habilidades sociais. Além disso, em meio ao consumo de conteúdos em plataformas digitais, aspectos
[10] cognitivos também podem ser impactados, uma vez que “nem todas as informações são processadas e
interpretadas de forma profunda”. "O excesso de conteúdo acessado e lido de forma superficial nas
mídias sociais pode gerar uma dificuldade de memorização e de atenção a conteúdos que realmente são
interessantes de serem aprendidos", afirma. [...]
Para preservar a saúde
[15] Segundo a psicóloga Raíssa Serpa, publicações nas mídias sociais com exposições de
consumismo ou de sentimentos de alegria podem ser prejudiciais tanto para quem as vê quanto para
quem as publica, “pois, no cotidiano, é muito difícil manter a beleza e a felicidade a todo instante”. Para
Raíssa, as pessoas precisam ter mais cuidado com o conteúdo que acessam nas redes sociais. "Algumas
mensagens ou vídeos expostos podem ser interpretados e incorporados pela pessoa de forma mais intensa
[20] devido à sensibilidade emocional do momento", explica.
Não há uma regra única para que a tecnologia seja utilizada de forma saudável. "É interessante
que haja a reflexão interna do limite de cada pessoa, que pode ser feita pela análise individual, se essa
pessoa está apresentando sintomas físicos ou, até mesmo, psicológicos em decorrência do uso de
tecnologias."
[25] Ao longo da vida
As pessoas estão expostas de formas distintas aos impactos do uso de aparelhos tecnológicos nas
diferentes idades. As crianças, por exemplo, podem não estar maduras o suficiente para entender o
contexto virtual e necessitam de supervisão de adultos. "Na infância, o pensamento crítico e abstrato
ainda está em processo de maturação. É importante que os responsáveis supervisionem os conteúdos e
[30] Jogos assistidos pelas crianças, pois [elas] podem interpretar mensagens de forma equivocada e estar
mais vulneráveis às influências de comportamentos 'vendidos' como 'normais'."
Na adolescência — período que, segundo a psicóloga, pode envolver curiosidades relacionadas
à escolha vocacional e amadurecimento de habilidades cognitivas e sociais —, é importante haver
diálogo com familiares e com a escola. "Este público já tem potencial para formular críticas e pensar
[35] além do conteúdo assistido ou lido, porém essa criticidade deve ser estimulada em diversos contextos
que ocupa e, na medida do possível, é interessante que os responsáveis saibam que sites, fontes e redes
sociais os adolescentes acessam."
Para os adultos, que podem ser beneficiados cognitiva e profissionalmente pela tecnologia,
Raíssa afirma que "é importante fazer uma autoavaliação de quais informações são benéficas à saúde
[40] emocional e quais fontes são confiáveis e analisar o que podem agregar às [suas] habilidades". Já os
idosos podem ter na tecnologia uma aliada para despertar aspectos cognitivos por meio de jogos ou
atividades que trabalhem pontos como atenção, memória, percepção e audição.
Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/especialpublicitario/apaixonadosporgente/2018/12/uso-excessivo-de-midias-sociais-pode-impactar-a-saude-fisica-e-psicolo.html (com adaptações). Acesso em: 10 de set. de 2020.
I- “Na adolescência, quando surgem mais curiosidades relacionadas à (1) escolha vocacional e ao amadurecimento de habilidades cognitivas e sociais, é importante haver diálogo com familiares e escola para o acesso ideal às (2) mídias sociais.
II- "é importante fazer uma autoavaliação de quais informações são benéficas à (3) saúde emocional e quais fontes são confiáveis e analisar o que podem agregar às (4) [suas] habilidades".
Leia atentamente os fragmentos extraídos do Texto e marque a alternativa correta quanto ao emprego do acento indicativo de crase.
Questão 18 10450813
CMB 1º Ano - Matemática e Português 2020Texto 1
Insisto: não há nada de errado em postar fotos de viagem nas redes sociais. Mas não deixo de me perguntar se, às vezes, nos pegamos preocupados demais em fotografar e publicar do que em simplesmente vivenciar o presente. Não que não possamos fazer as duas coisas. Mas quando “mostrar que eu estive lá” se torna mais importante do que simplesmente “estar 14”, tem alguma coisa errada na história.
Texto 2

Disponível em: https://meialuainteira wordpress.com/2015/ 10/22/posto-logo-existo/ (com adaptações). Acesso em: 10 de set. de 2020.
Quanto à composição, ao enfoque temático e à finalidade dos Textos 1 e 2, assinale a assertiva correta.
Questão 16 10450807
CMB 1º Ano - Matemática e Português 2020Texto - Posto, logo existo
Começam a surgir alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à
internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New
York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido
pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de
[5] bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que o estão consumindo.
Antropofagia virtual. O Brasil, para variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda
atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento
de desaceleração dessa obsessão por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como
garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem
[10] O acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma
simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.
Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram
o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que
[15] poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando,
cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se
tornado tão obsoleto.
Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de
compartilhamento. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca O real pelo virtual, está fazendo
[20] bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem
trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização.
Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas
são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na
cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!!
[25] O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo
entre muitos jovens ingênuos, que se deixam fotografar, mostrando o resultado de suas inseguranças,
num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência
comprovada, e para isso se valem de exposições na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se,
tornarem “alguém”, mesmo que alguém comum.
[30] Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre
existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de
mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.
Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/1 1 texto-posto-logo-existo-martha-medeiros.html (com adaptações). Acesso em: 10 de set. de 2020.
Relações sintático-semânticas são estabelecidas entre orações com ou sem a presença de conjunções. Nos fragmentos seguintes, as orações após a vírgula estabelecem uma relação significativa com a anterior.
“Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.” (2º parágrafo/linhas 10 e 11)
“... e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época”. (6º parágrafo/linhas 22 e 23)
Assinale a alternativa em que, nos dois fragmentos apresentados, verificam-se, respectivamente, as mesmas relações semânticas acima.
Questão 13 10246955
OBR 1° Ano - Nível 5 Fase 1 2020GPT-3: O mais poderoso sistema de inteligência artificial já criado
O desenvolvimento das tecnologias de inteligência artificial se tornou cada vez mais sofisticado ao longo dos últimos anos. Computadores com maior poder de processamento vêm adquirindo repertórios abrangentes, dominando diversas áreas do conhecimento e capacidades diferentes.
Um exemplo deste desenvolvimento é o GPT-3: sistema desenvolvido pela OpenAI baseado em machine learning (aprendizado de máquinas) que possui a capacidade de escrever diversos tipos de gêneros textuais com grande verossimilhança a qualquer trabalho executado por um humano.
No entanto, assim como em qualquer outra evolução tecnológica, riscos e preocupações sociais e éticas estão atreladas à sua atuação. Devido à sua exposição a um vasto banco de dados, com conteúdos diversos, o GPT-3 está exposto a aprender conteúdos de ódio, como xenofobia, racismo e machismo, por exemplo.
(Adaptado de https://olhardigital.com.br/noticia/gpt-3-o-mais-poderoso-sistema-de-inteligencia-artificial-ja-criado/105812)

(Imagem extraída de https://vidadeprogramador.com.br/2020/08/27/o-respondedor-universal/)
A utilização de aprendizagem de máquina em robôs tem aproximado a capacidade das máquinas à capacidade humana. Algumas pessoas acreditam que nos próximos anos, os robôs poderão substituir completamente a força de trabalho humana devido à super inteligência alcançada.
Sobre os textos, é incorreto afirmar que:
Questão 8 10246936
OBR 1° Ano - Nível 5 Fase 1 2020Em 2011, a NASA enviou o veículo robótico autônomo de exploração – Rover Curiosity para Marte com o objetivo de fazer investigações sobre a existência de vida no planeta vermelho. Infelizmente, no início deste ano, uma falha no sistema de orientação impediu que a sonda robótica continuasse a se mover pela superfície de Marte. Para evitar acidentes, a NASA “congelou” o robô até que o seu sistema de orientação fosse recuperado. Na charge, o autor utiliza a falha do robô para fazer uma crítica à falta de privacidade.

(Tirinha extraída de www.facebook.com/lute.cartunista)
Sobre a relação privacidade e tecnologia, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
06
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