Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 5 11024714
IFRR Integrados 2022/1A partir da leitura do livro indicado, assinale a resposta correta.
Questão 2 11022352
IFRR Integrados 2022/1A partir da leitura do livro de Gilberto Dimenstein, considere as afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Cidadania é uma palavra usada todos os dias e significa apenas ter o direito a uma moradia digna.
( ) Cidadania é uma palavra usada todos os dias e significa, em essência, o direito de viver decentemente.
( ) O direito de ter direitos ainda não foi conquistado pela humanidade, mas estamos em uma luta dura para alcançar esse patamar.
( ) Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento.
( ) O voto feminino é um marco para o feminismo, mas não configura um ato de cidadania.
Questão 46 10776968
EPCAR 2022TEXTO
‘A única coisa que não pode ser comprada é o saber’, diz Nuccio Ordine
por Leonardo Cazes
RIO - Na abertura dos seus cursos na
Universidade da Calábria, na Itália, o filósofo Nuccio
Ordine sempre pergunta aos seus alunos: “por que vocês
vieram para a universidade?”. A provocação de Ordine
[5] parte da sua constatação de que as instituições de ensino
se tornaram meras fábricas que despejam jovens
diplomados no mercado de trabalho, e não lugares aonde
se vai para compreender o mundo e a si mesmo.
Contra uma visão utilitarista dos saberes, o
[10] filósofo escreveu o manifesto “A utilidade do inútil” (...),
best-seller na Europa que chega agora ao Brasil.
Como convencer as pessoas da utilidade do
que é considerado inútil?
[15] É preciso olhar o mundo em que vivemos, onde
a lógica do dinheiro domina tudo. A única coisa que não
pode ser comprada é o saber. Não é possível se tornar
um homem culto com um cheque em branco. Criamos um
mundo onde as pessoas pensam apenas no seu próprio
[20] egoísmo. Perdeu-se de vista o sentido da solidariedade
humana. Um mundo que nos obriga a viver na dor é um
mundo possível? Eu não acredito. Os saberes, como a
música, a literatura, a filosofia, a arte, nos ensinam a
importância da gratuidade. Devemos fazer coisas que não
[25] buscam o lucro. A dignidade humana não é a conta que
temos no banco. A dignidade humana é a nossa
capacidade de abraçar os grandes valores, a
solidariedade, o amor pela justiça, o bem-estar. Como
convencer as pessoas disso? Meu argumento é que
[30] estamos numa rota autodestrutiva.
No livro, o senhor mostra que a discussão
sobre o utilitarismo e o poder do dinheiro existe há
séculos. O que há de diferente hoje?
[35] Desde o período clássico, vários autores
refletiram sobre o perigo do dinheiro. Mas, hoje, nós
temos uma radicalização na busca pelo lucro que se
tornou uma forma de autodestruição do próprio
capitalismo. É a ânsia de ganhar mais e mais que vai
[40] destruir o capitalismo.
(O Globo, Segundo Caderno, p. 06 – 27/02/2016.)
Assinale a alternativa em que a substituição sugerida atende à norma padrão e ao sentido do texto.
Questão 13 10774591
IFMG 2022/2Leia os textos a seguir:
TEXTO 1
Liberdade de expressão justifica o discurso de ódio?
Boa parte dos discursos de ódio tem sido justificada pela liberdade de expressão, que é um direito constitucional de qualquer cidadão ou cidadã brasileira. Na Constituição está lá: "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". O mesmo diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras."
Só que existem outros artigos nos dois documentos que também garantem a liberdade de cada um exercer sua religião, ou que nenhum ser humano deve ser discriminado pela cor da pele, por exemplo. Na prática, isso significa que certos discursos e ações não podem ferir esses outros direitos.
Tem até um um slogan importante que diz: “Liberdade de expressão não significa liberdade de ódio”. A pessoa pode até odiar, mas não pode expressar esse ódio. No momento em que ela expressa o ódio, ela está assumindo uma responsabilidade inclusive legal de responder por isso, porque nós temos uma Constituição que diz que todos somos iguais perante a Lei.
RODRIGUES, Paula. Discurso de ódio promove discriminação e até violência (Adaptado). Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2022/02/01/discursode-odio-promove-discriminacao-e-ate-violencia-entenda.htm Acesso em: 23 mai. 2022.
TEXTO 2

COUTINHO, Laerte. Chiclete com banana. Disponível em: https://quadrinheiros. com/2012/09/04/as-tiras-bergmanianas-de-laerte-coutinho/ Acesso em: 11 mai. 2022.
O trecho do Texto 1 que melhor corresponde à crítica social realizada no Texto 2 é:
Questão 35 10736267
EFOMM 1° Dia - Inglês e Português 2022Texto
Direito e avesso
Rachel de Queiroz
Conheci uma moça que escondia como um crime certa feia cicatriz de queimadura que tinha no corpo. De pequena a mãe lhe ensinara a ocultar aquela marca de fogo e nem sei que impulso de desabafo levou-a a me falar nela; e creio que logo se arrependeu, pois me obrigou a jurar que jamais repetiria a alguém o seu segredo. Se agora o conto é porque a moça é morta e a sua cicatriz já estará em nada, levada com o resto pelas águas de março, que levam tudo.
Lembrou-me isso ao escutar outra moça, também vaidosa e bonita, que discorria perante várias pessoas a respeito de uma deformação congênita que ela, moça, tem no coração. Falava daquilo com mal disfarçado orgulho, como se ter coração defeituoso fosse uma distinção aristocrática que se ganha de nascença e não está ao alcance de qualquer um.
E aí saí pensando em como as pessoas são estranhas. Qualquer deformação, por mais mínima, sendo em parte visível do nosso corpo, a gente a combate, a disfarça, oculta como um vício feio. Este senhor, por exemplo, que nos explica, abundantemente, ser vítima de divertículos (excrescências em forma de apêndice que apareceram no seu duodeno), teria o mesmo gosto em gabar-se da anomalia se em lugar dos divertículos tivesse lobinhos pendurados no nariz? Nunca vi ninguém expor com orgulho a sua mão de seis dedos, a sua orelha malformada; mas a má formação interna é marca de originalidade, que se descreve aos outros com evidente orgulho.
Doença interna só se esconde por medo da morte — isto é, por medo de que, a notícia se espalhando, chegue a morte mais depressa. Não sendo por isso, quem tem um sopro no coração se gaba dele como de falar japonês.
Parece que o principal impedimento é o estético. Pois se todos gostam de se distinguir da multidão, nem que seja por uma anomalia, fazem ao mesmo tempo questão de que essa anomalia não seja visivelmente deformante. Ter o coração do lado direito é uma glória, mas um braço menor que o outro é uma tragédia. Alguém com os dois olhos límpidos pode gostar de épater uma roda de conversa, explicando que não enxerga coisíssima nenhuma por um daqueles límpidos olhos, e permitirá mesmo que os circunstantes curiosos lhe examinem o olho cego e constatem de perto que realmente não se nota diferença nenhuma com o olho são. Mas tivesse aquela pessoa o olho que não enxerga coalhado pela gota-serena, jamais se referina ao defeito em público; e, caso o fizesse, por excentricidade de "temperamento sarcástico ou masoquista, os “circunstantes bem-educados se sentiram na obrigação de desviar a vista e mudar de assunto.
Mulheres discutem com prazer seus casos ginecológicos; uma diz abertamente que já não tem um ovário, outra, que o médico lhe diagnosticou um útero infantil. Mas, se ela tivesse um pé infantil, ou seios senis, será que os declararia com a mesma complacência?
Antigamente havia as doenças secretas, que só se nomeavam em segredo ou sob pseudônimo. De um tísico, por exemplo, se dizia que estava “fraco do peito”, e talvez tal reserva nascesse do medo do contágio, que todo mundo tinha. Mas dos malucos também se dizia que “estavam nervosos” e do câncer ainda hoje se faz mistério — e nem câncer e nem doidice pegam. Não somos todos mesmo muito estranhos? Gostamos de ser diferentes — contanto que a diferença não se veja. O bastante para chamar atenção, mas não tanto que pareça feio.
Fonte: O melhor da crônica brasileira, 1/ Ferreira Gullar... [et al.]. 5º ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007.
Vocabulário:
épater: impressionar
Com base no Texto, responda às questões que se segue.
Assinale a opção em que aparece uma oração que, mesmo estando desenvolvida, NÃO apresenta conectivo.
Questão 25 10736031
EFOMM 1° Dia - Inglês e Português 2022Texto
Direito e avesso
Rachel de Queiroz
Conheci uma moça que escondia como um crime certa feia cicatriz de queimadura que tinha no corpo. De pequena a mãe lhe ensinara a ocultar aquela marca de fogo e nem sei que impulso de desabafo levou-a a me falar nela; e creio que logo se arrependeu, pois me obrigou a jurar que jamais repetiria a alguém o seu segredo. Se agora o conto é porque a moça é morta e a sua cicatriz já estará em nada, levada com o resto pelas águas de março, que levam tudo.
Lembrou-me isso ao escutar outra moça, também vaidosa e bonita, que discorria perante várias pessoas a respeito de uma deformação congênita que ela, moça, tem no coração. Falava daquilo com mal disfarçado orgulho, como se ter coração defeituoso fosse uma distinção aristocrática que se ganha de nascença e não está ao alcance de qualquer um.
E aí saí pensando em como as pessoas são estranhas. Qualquer deformação, por mais mínima, sendo em parte visível do nosso corpo, a gente a combate, a disfarça, oculta como um vício feio. Este senhor, por exemplo, que nos explica, abundantemente, ser vítima de divertículos (excrescências em forma de apêndice que apareceram no seu duodeno), teria o mesmo gosto em gabar-se da anomalia se em lugar dos divertículos tivesse lobinhos pendurados no nariz? Nunca vi ninguém expor com orgulho a sua mão de seis dedos, a sua orelha malformada; mas a má formação interna é marca de originalidade, que se descreve aos outros com evidente orgulho.
Doença interna só se esconde por medo da morte — isto é, por medo de que, a notícia se espalhando, chegue a morte mais depressa. Não sendo por isso, quem tem um sopro no coração se gaba dele como de falar japonês.
Parece que o principal impedimento é o estético. Pois se todos gostam de se distinguir da multidão, nem que seja por uma anomalia, fazem ao mesmo tempo questão de que essa anomalia não seja visivelmente deformante. Ter o coração do lado direito é uma glória, mas um braço menor que o outro é uma tragédia. Alguém com os dois olhos límpidos pode gostar de épater uma roda de conversa, explicando que não enxerga coisíssima nenhuma por um daqueles límpidos olhos, e permitirá mesmo que os circunstantes curiosos lhe examinem o olho cego e constatem de perto que realmente não se nota diferença nenhuma com o olho são. Mas tivesse aquela pessoa o olho que não enxerga coalhado pela gota-serena, jamais se referina ao defeito em público; e, caso o fizesse, por excentricidade de "temperamento sarcástico ou masoquista, os “circunstantes bem-educados se sentiram na obrigação de desviar a vista e mudar de assunto.
Mulheres discutem com prazer seus casos ginecológicos; uma diz abertamente que já não tem um ovário, outra, que o médico lhe diagnosticou um útero infantil. Mas, se ela tivesse um pé infantil, ou seios senis, será que os declararia com a mesma complacência?
Antigamente havia as doenças secretas, que só se nomeavam em segredo ou sob pseudônimo. De um tísico, por exemplo, se dizia que estava “fraco do peito”, e talvez tal reserva nascesse do medo do contágio, que todo mundo tinha. Mas dos malucos também se dizia que “estavam nervosos” e do câncer ainda hoje se faz mistério — e nem câncer e nem doidice pegam. Não somos todos mesmo muito estranhos? Gostamos de ser diferentes — contanto que a diferença não se veja. O bastante para chamar atenção, mas não tanto que pareça feio.
Fonte: O melhor da crônica brasileira, 1/ Ferreira Gullar... [et al.]. 5º ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007.
Vocabulário:
épater: impressionar
Com base no Texto, responda às questões que se segue.
O eufemismo como figura de linguagem se encontra na opção:
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