Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 5 10422300
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto - Como vejo o mundo
Albert Einstein
[01] Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que
estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me o
descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente,
mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.
[05] E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do
trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois
experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda
alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica
a não ser a violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e
[10] de espírito.
Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes
constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei
impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode
querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me
[15] tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto, por conseguinte, melhor
meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar a sério demais. Vejo,
então, o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha
existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. Não obstante,
como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos porque jamais considerei o
[20] prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a
instintos de grupo.
Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-
-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e
se não me obstino incansavelmente em perseguir estes ideais eternamente inacessíveis na arte e na
[25] ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias
que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava. Tenho forte amor pela
justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas
comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado
ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração
[30] experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem
acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da
comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso, perdi algo da ingenuidade ou da
inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um
julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.[...]
[35] No entanto, creio profundamente na humanidade. [...] O mistério da vida me causa a mais forte
emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece 7
esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se
cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens
reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências; conhecem, porém, as manifestações desta
[40] ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode
apreender esta perfeição. E esse conhecimento e essa confissão tomam o nome de religião. Deste modo,
mas somente deste modo, sou profundamente religioso, bem como esses homens. [...) Não me canso
de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do
ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se
[45] manifestar na vida.
Disponível em: https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/como-vejo-o-mundo.himl (Com adaptações). Acesso em: 11 set. 2019.
A respeito da manutenção e da progressão das ideias no Texto, é correto afirmar que
Questão 4 10422273
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto - Como vejo o mundo
Albert Einstein
[01] Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que
estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me o
descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente,
mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.
[05] E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do
trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois
experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda
alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica
a não ser a violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e
[10] de espírito.
Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes
constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei
impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode
querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me
[15] tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto, por conseguinte, melhor
meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar a sério demais. Vejo,
então, o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha
existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. Não obstante,
como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos porque jamais considerei o
[20] prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a
instintos de grupo.
Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-
-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e
se não me obstino incansavelmente em perseguir estes ideais eternamente inacessíveis na arte e na
[25] ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias
que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava. Tenho forte amor pela
justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas
comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado
ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração
[30] experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem
acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da
comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso, perdi algo da ingenuidade ou da
inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um
julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.[...]
[35] No entanto, creio profundamente na humanidade. [...] O mistério da vida me causa a mais forte
emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece 7
esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se
cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens
reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências; conhecem, porém, as manifestações desta
[40] ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode
apreender esta perfeição. E esse conhecimento e essa confissão tomam o nome de religião. Deste modo,
mas somente deste modo, sou profundamente religioso, bem como esses homens. [...) Não me canso
de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do
ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se
[45] manifestar na vida.
Disponível em: https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/como-vejo-o-mundo.himl (Com adaptações). Acesso em: 11 set. 2019.
Quanto à tipologia textual e ao enfoque temático do Texto, marque a alternativa correta.
Questão 3 10422208
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto - Como vejo o mundo
Albert Einstein
[01] Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que
estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me o
descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente,
mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.
[05] E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do
trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois
experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda
alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica
a não ser a violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e
[10] de espírito.
Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes
constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei
impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode
querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me
[15] tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto, por conseguinte, melhor
meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar a sério demais. Vejo,
então, o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha
existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. Não obstante,
como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos porque jamais considerei o
[20] prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a
instintos de grupo.
Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-
-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e
se não me obstino incansavelmente em perseguir estes ideais eternamente inacessíveis na arte e na
[25] ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias
que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava. Tenho forte amor pela
justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas
comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado
ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração
[30] experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem
acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da
comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso, perdi algo da ingenuidade ou da
inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um
julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.[...]
[35] No entanto, creio profundamente na humanidade. [...] O mistério da vida me causa a mais forte
emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece 7
esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se
cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens
reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências; conhecem, porém, as manifestações desta
[40] ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode
apreender esta perfeição. E esse conhecimento e essa confissão tomam o nome de religião. Deste modo,
mas somente deste modo, sou profundamente religioso, bem como esses homens. [...) Não me canso
de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do
ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se
[45] manifestar na vida.
Disponível em: https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/como-vejo-o-mundo.himl (Com adaptações). Acesso em: 11 set. 2019.
Considere os excertos abaixo, extraídos do Texto.
I- “Não obstante, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos” (1. 18 e 19).
II- “Suporto, por conseguinte, melhor meu sentimento de responsabilidade” (1. 15 e 16). se manifestar na vida” (1. 44 e 45).
III- "Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se manifestar na vida" (1, 44 e 45).
Os conectivos em destaque exprimem, respectivamente, relação semântica de :
Questão 2 10422169
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto - Como vejo o mundo
Albert Einstein
[01] Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que
estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me o
descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente,
mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.
[05] E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do
trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois
experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda
alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica
a não ser a violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e
[10] de espírito.
Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes
constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei
impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode
querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me
[15] tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto, por conseguinte, melhor
meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar a sério demais. Vejo,
então, o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha
existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. Não obstante,
como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos porque jamais considerei o
[20] prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a
instintos de grupo.
Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-
-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e
se não me obstino incansavelmente em perseguir estes ideais eternamente inacessíveis na arte e na
[25] ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias
que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava. Tenho forte amor pela
justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas
comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado
ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração
[30] experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem
acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da
comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso, perdi algo da ingenuidade ou da
inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um
julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.[...]
[35] No entanto, creio profundamente na humanidade. [...] O mistério da vida me causa a mais forte
emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece 7
esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se
cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens
reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências; conhecem, porém, as manifestações desta
[40] ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode
apreender esta perfeição. E esse conhecimento e essa confissão tomam o nome de religião. Deste modo,
mas somente deste modo, sou profundamente religioso, bem como esses homens. [...) Não me canso
de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do
ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se
[45] manifestar na vida.
Disponível em: https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/como-vejo-o-mundo.himl (Com adaptações). Acesso em: 11 set. 2019.
O autor escreve o Texto com a finalidade principal de
Questão 1 10421921
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto - Como vejo o mundo
Albert Einstein
[01] Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que
estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me o
descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente,
mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.
[05] E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do
trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois
experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda
alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica
a não ser a violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e
[10] de espírito.
Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes
constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei
impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode
querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me
[15] tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto, por conseguinte, melhor
meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar a sério demais. Vejo,
então, o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha
existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. Não obstante,
como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos porque jamais considerei o
[20] prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a
instintos de grupo.
Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-
-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e
se não me obstino incansavelmente em perseguir estes ideais eternamente inacessíveis na arte e na
[25] ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias
que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava. Tenho forte amor pela
justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas
comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado
ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração
[30] experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem
acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da
comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso, perdi algo da ingenuidade ou da
inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um
julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.[...]
[35] No entanto, creio profundamente na humanidade. [...] O mistério da vida me causa a mais forte
emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece 7
esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se
cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens
reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências; conhecem, porém, as manifestações desta
[40] ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode
apreender esta perfeição. E esse conhecimento e essa confissão tomam o nome de religião. Deste modo,
mas somente deste modo, sou profundamente religioso, bem como esses homens. [...) Não me canso
de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do
ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se
[45] manifestar na vida.
Disponível em: https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/como-vejo-o-mundo.himl (Com adaptações). Acesso em: 11 set. 2019.
Quanto ao emprego das regras de colocação pronominal, marque a única alternativa correta.
Questão 15 10415643
CMT 2019TEXTO
Consumo Infantil
Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
grupo.
Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
desperdiçar e sim economizar.
Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
consegue passar esses valores para o filho.
Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
• Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
para si.
• Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
• Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
• Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumoinfantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
TEXTO I
Blusão da moda

Há cores por todos os lados e um clima de muita
generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
malabarismos.
Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
[5] no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
de inverno pela frente, é de aproveitar.
Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
[10] interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
encontra. O que justamente está de amostra é o último.
Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
[15] “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
- Viu? Olha aí!
Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
[20] bom.
- Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
[25] decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
[30] Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
[35] animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
sempre a de esticar, claro.
Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
[40] noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
TEXTO II

https://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/12/calvin.gif?w=720 acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
TEXTO III

Olá, eu sou o seu novo amiguinho.
E neste Natal, pode contar comigo pra ganhar uma Caloi. Recorte a minha figurinha, tire quantas cópias quiser, me espalhe por todo canto: no espelho da mamãe, na cesta de tricô da vovó, na pasta do papai, onde você achar melhor.
O negócio é não deixar ninguém esquecer que o que você quer mesmo é uma bicicleta Caloi.
Ah! E tem mais: ganhando uma Caloi, você também pode estar concorrendo a uma Mobylette. Conte isso pro seu pai, pra sua mãe, pra sua vovó. As instruções para o sorteio estão nas lojas que vendem Caloi.
Boa sorte e não se esqueça: a Caloi é a melhor bicicleta do Brasil.
https://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwiL2a3CiZLjAhUYILkGHSdnDDcQjRx6BAgBEAU&url=http%3A %2F%2Fieci.org.br%2Fnovo%2Fdevocional%2Fnao-se-esqueca-da-minhacaloi%2F&psig=AOvVaw2OOlgrQcftqRCy7FYpz95R&ust=1562013880327338 – acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
TEXTO IV
Consumo Infantil
Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
grupo.
Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
desperdiçar e sim economizar.
Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
consegue passar esses valores para o filho.
Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
• Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
para si.
• Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
• Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
• Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumoinfantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
Com base na leitura dos textos que compõem esta prova, analise as afirmações a seguir.
I- Entre a fala de Calvin, TEXTO II, no último quadrinho “(...) é o modo americano de expressar individualidade” e o trecho do TEXTO IV “(...) esclarecendo que o importante é a personalidade do indivíduo, e não aquilo que consome” (l.6 e 7), há uma relação de analogia.
II- Todos os textos (I, II, III e IV) expressam que o consumo é algo prejudicial ao homem, e que o consumo deve ser praticado com consciência e responsabilidade.
III- O narrador-personagem do TEXTO I fica interessado no blusão devido ao mesmo motivo pelo qual Calvin, TEXTO II, comenta sobre o seu desejo de ter o nome de um produto em sua camiseta.
É correto afirmar o que se apresenta em:
06
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