Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 3 10763674
COLTEC 2020Leia o texto para responder as questões.
Incentivar que mais civis se armem não irá melhorar a segurança pública
Ilona Szabó de Carvalho
Armamento é assunto sério, de vida ou morte, e precisa ser discutido com responsabilidade e sem ideologia. Só assim teremos condições de avaliar os reais impactos das propostas que começam a ser apresentadas pelo novo governo. Ironia do destino chegarmos ao momento de mais riscos de retrocessos na lei de controle de armas de 2003, justamente quando temos uma boa notícia para comemorar. Após um longo período de aumento no número de mortes violentas, estima-se que em 2018 houve queda de 12% desses registros.
Todos queremos viver em um país seguro. Isso passa também por evitar que armas caiam nas mãos erradas e por apoiar os bons policiais, dando-lhes melhores condições de trabalho, equipamentos e treinamento de ponta. Como já falei antes, não sou contra a posse de armas por quem cumpre os requisitos e a pequenos ajustes na lei de 2003. A definição de critérios para comprovar a chamada efetiva necessidade e, assim, poder ter uma arma em casa, é exemplo disso.
Mas não podemos abrir mão de discutir quais são os riscos para pais e mães que fazem essa opção, os impactos sobre a violência doméstica, e as reais chances de o cidadão, ao ser assaltado, ser bem sucedido em uma legítima defesa e não ter sua arma roubada. Tampouco podemos deixar de exigir um bom controle de armas por parte dos governos estaduais e federal.
Armas têm vida longa. Por isso, a necessidade de renovação do registro é tão importante e não pode ser extinta. O prazo, que hoje é de cinco anos, foi modificado para dez anos pelo decreto presidencial, e isso preocupa.
Vale lembrar que as armas nascem legais, e que armas legais alimentam o mercado ilegal. Já temos muitas brechas na lei atual e em sua fiscalização, o que permite desvios e condutas ilícitas que ajudam a armar criminosos, organizados ou não.
Precisamos, então, exigir a implementação das medidas que realmente nos trarão a paz que buscamos. Por isso, já adianto: a discussão sobre ampliar posse e porte de armas é uma distração. Incentivar que mais civis se armem não irá melhorar a segurança pública.
O que devemos cobrar do novo governo é que evite que armas continuem chegando nas mãos dos criminosos. Isso só é possível com um plano para garantir uma regulação responsável. Há muitas perguntas a serem respondidas pelas autoridades eleitas. O que farão para melhorar os sistemas de controle de armas da Polícia Federal e do Exército (Sinarm e Sigma)? Como eles serão integrados? Quando começarão a exigir das empresas nacionais e internacionais que a marcação das armas e munições vendidas no Brasil seja feita com tecnologia de ponta? Essas medidas permitirão às polícias chegarem aos culpados de crimes e ao ponto exato dos desvios, seja de forças de segurança oficiais, de empresas de segurança privada ou de cidadãos que descumprem a lei.
Em vez de desmantelar a lei de armas, o novo governo deve se esforçar para aplicar a legislação existente. O novo ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sergio Moro, tem um amplo mandato para reduzir a corrupção, o crime organizado e a violência letal. Há razões para acreditar que uma boa implementação da lei de armas pode ajudá-lo a atingir as metas de segurança pública que tanto desejamos. Por outro lado, expandir o acesso e a disponibilidade de armas de fogo no país mais homicida do mundo e relaxar ainda mais os fracos controles existentes equivale a jogar mais lenha na fogueira.
Ilona Szabó de Carvalho, empreendedora cívica, mestre em estudos internacionais pela Universidade de Uppsala (Suécia). É autora de “Segurança Pública para Virar o Jogo”
Disponível em: encurtador.com.br/abpxM. Acesso em: 14 de jun. de 2019.
Assinale a alternativa cujo(s) termo(s) em destaque no período remete(m) CORRETAMENTE ao referente entre parênteses.
Questão 2 10728064
CMS 6º Ano - Português 2020Texto
Os cegos e o elefante

Há muitos anos, vivia na Índia, um rei sábio e muito culto. Já havia lido todos os livros de seu
reino. Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do Rio Ganges. Muitos súditos e
ministros, para agradar o rei, também se aplicaram aos estudos e às leituras dos velhos livros. Mas
viviam disputando entre si quem era o mais conhecedor, inteligente e sábio. Cada um se arvorava em
[5] ser o dono da verdade e menosprezava os demais.
O rei se entristecia com essa rivalidade intelectual. Resolveu, então, dar-lhes uma lição.
Chamou-os todos para que presenciassem uma cena no palácio. Bem no centro da grande sala do
trono estavam alguns belos elefantes. O rei ordenou que os soldados deixassem entrar um grupo de
cegos de nascença.
[10] Obedecendo às ordens reais, os soldados conduziram os cegos para os elefantes e, guiando-lhes
as mãos, mostraram-lhes os animais. Um dos cegos agarrou a perna de um elefante; o outro segurou a
cauda; outro tocou a barriga; outro, as costas; outro apalpou as orelhas; outro, a presa; outro, a
tromba.
O rei pediu que cada um examinasse bem, com as mãos, a parte que lhe cabia. Em seguida,
[15] mandou-os vir à sua presença e perguntou-lhes:
— Com que se parece um elefante?
Começou uma discussão acalorada entre os cegos.
Aquele que agarrou a perna respondeu: — O elefante é como uma coluna roliça e pesada.
— Errado! — interferiu o cego que segurou a cauda. — O elefante é tal qual uma vassoura de
[20] cabo maleável. .
— Absurdo! — gritou aquele que tocou a barriga. — É uma parede curva e tem a pele semelhante
a um tambor.
— Vocês não perceberam nada — desdenhou o cego que tocou as costas. — O elefante parece-se com
uma mesa abaulada e muito alta.
[25] — Nada disso! — resmungou o que tinha apalpado as orelhas. - É como uma bandeira
arredondada e muito grossa que não para de tremular.
— Pois eu não concordo com nenhum de vocês — falou alto o cego que examinara a presa. — Ele
é comprido, grosso e pontiagudo, forte e rigido como os chifres.
— Lamento dizer que todos vocês estão errados — disse com prepotência o que tinha segurado a
[30] tromba. — O elefante é como a serpente, mas flutua no ar.
O rei se divertiu com as respostas e, virando-se para seus súditos e ministros, disse-lhes:
— Viram? Cada um deles disse a sua verdade. E nenhuma delas responde corretamente a
minha pergunta. Mas, se juntarmos todas as respostas, poderemos conhecer a grande verdade. Assim
são vocês: cada um tem a sua parcela de verdade. Se souberem ouvir e compreender o outro e se
[35] observarem o mundo de diferentes ângulos, chegarão ao conhecimento e à sabedoria.
(Conto do budismo chinês. Extraído de DOMINGUES, Joelza Ester. História em Documento. Imagem e texto. São Paulo: FTD, 2012. Adaptado.Acesso em: 29 jul. 2020.)
Na linha 2 do texto, a palavra “como”, no trecho “Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do Rio Ganges”, relaciona idéias, expressando uma:
Questão 1 10728055
CMS 6º Ano - Português 2020Texto
Os cegos e o elefante

Há muitos anos, vivia na Índia, um rei sábio e muito culto. Já havia lido todos os livros de seu
reino. Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do Rio Ganges. Muitos súditos e
ministros, para agradar o rei, também se aplicaram aos estudos e às leituras dos velhos livros. Mas
viviam disputando entre si quem era o mais conhecedor, inteligente e sábio. Cada um se arvorava em
[5] ser o dono da verdade e menosprezava os demais.
O rei se entristecia com essa rivalidade intelectual. Resolveu, então, dar-lhes uma lição.
Chamou-os todos para que presenciassem uma cena no palácio. Bem no centro da grande sala do
trono estavam alguns belos elefantes. O rei ordenou que os soldados deixassem entrar um grupo de
cegos de nascença.
[10] Obedecendo às ordens reais, os soldados conduziram os cegos para os elefantes e, guiando-lhes
as mãos, mostraram-lhes os animais. Um dos cegos agarrou a perna de um elefante; o outro segurou a
cauda; outro tocou a barriga; outro, as costas; outro apalpou as orelhas; outro, a presa; outro, a
tromba.
O rei pediu que cada um examinasse bem, com as mãos, a parte que lhe cabia. Em seguida,
[15] mandou-os vir à sua presença e perguntou-lhes:
— Com que se parece um elefante?
Começou uma discussão acalorada entre os cegos.
Aquele que agarrou a perna respondeu: — O elefante é como uma coluna roliça e pesada.
— Errado! — interferiu o cego que segurou a cauda. — O elefante é tal qual uma vassoura de
[20] cabo maleável. .
— Absurdo! — gritou aquele que tocou a barriga. — É uma parede curva e tem a pele semelhante
a um tambor.
— Vocês não perceberam nada — desdenhou o cego que tocou as costas. — O elefante parece-se com
uma mesa abaulada e muito alta.
[25] — Nada disso! — resmungou o que tinha apalpado as orelhas. - É como uma bandeira
arredondada e muito grossa que não para de tremular.
— Pois eu não concordo com nenhum de vocês — falou alto o cego que examinara a presa. — Ele
é comprido, grosso e pontiagudo, forte e rigido como os chifres.
— Lamento dizer que todos vocês estão errados — disse com prepotência o que tinha segurado a
[30] tromba. — O elefante é como a serpente, mas flutua no ar.
O rei se divertiu com as respostas e, virando-se para seus súditos e ministros, disse-lhes:
— Viram? Cada um deles disse a sua verdade. E nenhuma delas responde corretamente a
minha pergunta. Mas, se juntarmos todas as respostas, poderemos conhecer a grande verdade. Assim
são vocês: cada um tem a sua parcela de verdade. Se souberem ouvir e compreender o outro e se
[35] observarem o mundo de diferentes ângulos, chegarão ao conhecimento e à sabedoria.
(Conto do budismo chinês. Extraído de DOMINGUES, Joelza Ester. História em Documento. Imagem e texto. São Paulo: FTD, 2012. Adaptado.Acesso em: 29 jul. 2020.)
O texto é um conto popular que tem como objetivo proporcionar uma reflexão aos seus ouvintes ou aos seus leitores.
Assim, marque a alternativa que resume corretamente o ensinamento transmitido pela narrativa.
Questão 17 10577002
FAETEC 2020Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
De acordo com a ideia central do texto, a cultura do cancelamento expõe:
Questão 16 10576988
FAETEC 2020Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
Em “Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”, a expressão que pode ser incluída após a palavra “vão”, sem alteração do sentido global da frase, é:
Questão 15 10576953
FAETEC 2020Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
Após a leitura do trecho abaixo, responda à questão.
“O autor do artigo da New Republic, Osita N w a n e v u , v a i a o e n c o n t r o d e s s e s questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.”
Os dois-pontos introduzem uma expressão que apresenta em relação à anterior papel de:
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