Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 18 10780777
Liceu-SP C. Gerais 2020Leia o texto para responder à questão.
A internet e o isolamento
Parece evidente que a internet aproxima e conecta pessoas. Tal afirmação é quase um lugar comum. No entanto, não é assim que os jovens brasileiros veem a rede. Dois em cada três jovens acreditam que a internet aumenta a prática de bullying e amplia o isolamento, detectou a pesquisa Juventudes e Conexões, realizada pela Rede Conhecimento Social e pelo Ibope Inteligência, a pedido da Fundação Telefônica Vivo. “Muito embora tenha um potencial de contribuição positiva, (a internet) tem dados negativos”, diz Marisa de Castro Villi, diretora executiva da Rede de Conhecimento Social.
Em vez de um olhar ingênuo sobre a internet, a pesquisa identificou que os jovens percebem suas complexidades e contradições. Na visão deles, a internet permite acessar conteúdos diversos que quebram paradigmas e preconceitos; ajuda a conhecer e incorporar novos comportamentos, como estilos e hobbies; legitima discursos antes excluídos sobre padrão de beleza; e permite estar, de alguma forma, próximo e se inspirar em pessoas famosas.
Ao mesmo tempo, segundo os participantes da pesquisa, a internet deixa o jovem perdido e confuso diante de tanta informação; orienta sobre comportamentos considerados perigosos, especialmente para os mais novos; distancia os jovens de sua própria identidade a partir do momento em que eles copiam o que veem nas redes; e transmite a impressão de que “ter” é mais importante do que “ser”. Nesses elementos, delineia-se todo um itinerário educativo a ser percorrido, de forma a contrabalançar as tendências e os efeitos negativos que a internet produz.
Quanto ao comportamento, 57% dos jovens consideram que a internet agrava a ocorrência da ansiedade. Para quase dois terços (65%), a rede amplia a exposição da intimidade. Especialmente relevante é o fato de que, embora a comunicação seja a principal atividade feita pelos jovens no ambiente online – por exemplo, utilizando aplicativos para conversa instantânea e redes sociais –, 60% avaliam que a internet agrava a sensação de isolamento.
(https://opiniao.estadao.com.br, 07.10.2019. Adaptado)
Considere as passagens:
• Parece evidente que a internet aproxima e conecta pessoas. (1º parágrafo)
• Na visão deles, a internet permite acessar conteúdos diversos que quebram paradigmas e preconceitos... (2º parágrafo)
• Nesses elementos, delineia-se todo um itinerário educativo a ser percorrido... (3º parágrafo)
• ... 57% dos jovens consideram que a internet agrava a ocorrência da ansiedade. (4º parágrafo)
No contexto em que estão inseridos, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Questão 16 10780772
Liceu-SP C. Gerais 2020Leia o texto para responder à questão.
A internet e o isolamento
Parece evidente que a internet aproxima e conecta pessoas. Tal afirmação é quase um lugar comum. No entanto, não é assim que os jovens brasileiros veem a rede. Dois em cada três jovens acreditam que a internet aumenta a prática de bullying e amplia o isolamento, detectou a pesquisa Juventudes e Conexões, realizada pela Rede Conhecimento Social e pelo Ibope Inteligência, a pedido da Fundação Telefônica Vivo. “Muito embora tenha um potencial de contribuição positiva, (a internet) tem dados negativos”, diz Marisa de Castro Villi, diretora executiva da Rede de Conhecimento Social.
Em vez de um olhar ingênuo sobre a internet, a pesquisa identificou que os jovens percebem suas complexidades e contradições. Na visão deles, a internet permite acessar conteúdos diversos que quebram paradigmas e preconceitos; ajuda a conhecer e incorporar novos comportamentos, como estilos e hobbies; legitima discursos antes excluídos sobre padrão de beleza; e permite estar, de alguma forma, próximo e se inspirar em pessoas famosas.
Ao mesmo tempo, segundo os participantes da pesquisa, a internet deixa o jovem perdido e confuso diante de tanta informação; orienta sobre comportamentos considerados perigosos, especialmente para os mais novos; distancia os jovens de sua própria identidade a partir do momento em que eles copiam o que veem nas redes; e transmite a impressão de que “ter” é mais importante do que “ser”. Nesses elementos, delineia-se todo um itinerário educativo a ser percorrido, de forma a contrabalançar as tendências e os efeitos negativos que a internet produz.
Quanto ao comportamento, 57% dos jovens consideram que a internet agrava a ocorrência da ansiedade. Para quase dois terços (65%), a rede amplia a exposição da intimidade. Especialmente relevante é o fato de que, embora a comunicação seja a principal atividade feita pelos jovens no ambiente online – por exemplo, utilizando aplicativos para conversa instantânea e redes sociais –, 60% avaliam que a internet agrava a sensação de isolamento.
(https://opiniao.estadao.com.br, 07.10.2019. Adaptado)
De acordo com o texto, a pesquisa Juventudes e Conexões revelou que os jovens brasileiros
Questão 1 10779337
Liceu-SP C. Gerais 2020Leia a tira.

(Adão Iturrusgarai, “A vida como ela yeah”. Folha de S.Paulo, 09.10.2019)
A leitura da tira permite concluir corretamente que
Questão 14 10775925
IFMG 2020/1INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Anatomia da Corrupção
Existe um elo entre poder e corrupção? Dois cientistas holandeses e um americano tentam provar que sim. Os psicólogos Joris Lammers, Diederik e Adam Galinsky identificaram um elo causal entre poder, status, hipocrisia e corrupção no cérebro e no comportamento humanos. Até hoje essa relação não tinha sido comprovada cientificamente.
Na pesquisa, os cientistas submeteram 150 estudantes holandeses a dilemas morais e comportamentais. Na primeira etapa, os psicólogos pediram a eles que recordassem, e escrevessem, uma situação na qual detinham poder, ou então na qual estivessem privados dele. “Psicologicamente, a lembrança vivenciada fez a pessoa pesquisada assumir a identidade de poderoso ou não poderoso”, diz Galinsky. Assumidos os papéis, começaram as surpresas. No primeiro teste, depois de responder a um questionário inócuo, os pesquisadores foram encorajados a jogar um par de dados. O resultado seria correspondente ao número de rifas de um sorteio que se realizaria ao fim da pesquisa. Embora não soubessem, esse era o verdadeiro teste. O participante jogava os dados numa sala privada, em segredo.
Os poderosos trapacearam muito mais do que os não poderosos. Depois, foi proposto ao grupo que julgasse um funcionário que tivesse maquiado as despesas de uma viagem de negócios para embolsar a diferença. Nesse caso, em que a reputação pessoal não estava em jogo, os poderosos mostraram-se mais duros com o funcionário. “O poder faz aumentar a hipocrisia pessoal”, disse Lammers. Torna o sujeito mais rígido em seu julgamento dos outros, mas ao mesmo tempo leniente consigo mesmo na hora de burlar as mesmas normas.
É da assimetria entre direitos e responsabilidades, observam os pesquisadores, que nasce a impunidade, um problema global. O especialista em governança corporativa americano Sridhar Ramamurthy criou o triângulo da fraude para explicar a corrupção. Na base, existe o desejo de ter algo. Depois vem a oportunidade de consegui-lo por meios espúrios. E da oportunidade surge a racionalização: “Não é tão grave assim”. “São problemas de transparência e responsabilidade”, diz Galinsky. A pesquisa identificou um fenômeno inverso entre os não poderosos: o excesso de autocrítica. “Eles se mostraram mais rígidos consigo mesmos do que com os outros”, disse Lammers. Isso só faz aumentar a espiral da desigualdade, já que o poderoso se acha livre para fazer o que quer. E o não poderoso é tímido demais para criticar, o que cria um círculo vicioso”.
Disponível em: http://epocanegocios.globo. com/Revista/Common/0,,EMI125301-16363,00- ANATOMIA+DA+CORRUPCAO.html. Acesso em: 26 set. 2019 (Fragmento adaptado).
O texto em análise é predominantemente
Questão 13 10775924
IFMG 2020/1INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Anatomia da Corrupção
Existe um elo entre poder e corrupção? Dois cientistas holandeses e um americano tentam provar que sim. Os psicólogos Joris Lammers, Diederik e Adam Galinsky identificaram um elo causal entre poder, status, hipocrisia e corrupção no cérebro e no comportamento humanos. Até hoje essa relação não tinha sido comprovada cientificamente.
Na pesquisa, os cientistas submeteram 150 estudantes holandeses a dilemas morais e comportamentais. Na primeira etapa, os psicólogos pediram a eles que recordassem, e escrevessem, uma situação na qual detinham poder, ou então na qual estivessem privados dele. “Psicologicamente, a lembrança vivenciada fez a pessoa pesquisada assumir a identidade de poderoso ou não poderoso”, diz Galinsky. Assumidos os papéis, começaram as surpresas. No primeiro teste, depois de responder a um questionário inócuo, os pesquisadores foram encorajados a jogar um par de dados. O resultado seria correspondente ao número de rifas de um sorteio que se realizaria ao fim da pesquisa. Embora não soubessem, esse era o verdadeiro teste. O participante jogava os dados numa sala privada, em segredo.
Os poderosos trapacearam muito mais do que os não poderosos. Depois, foi proposto ao grupo que julgasse um funcionário que tivesse maquiado as despesas de uma viagem de negócios para embolsar a diferença. Nesse caso, em que a reputação pessoal não estava em jogo, os poderosos mostraram-se mais duros com o funcionário. “O poder faz aumentar a hipocrisia pessoal”, disse Lammers. Torna o sujeito mais rígido em seu julgamento dos outros, mas ao mesmo tempo leniente consigo mesmo na hora de burlar as mesmas normas.
É da assimetria entre direitos e responsabilidades, observam os pesquisadores, que nasce a impunidade, um problema global. O especialista em governança corporativa americano Sridhar Ramamurthy criou o triângulo da fraude para explicar a corrupção. Na base, existe o desejo de ter algo. Depois vem a oportunidade de consegui-lo por meios espúrios. E da oportunidade surge a racionalização: “Não é tão grave assim”. “São problemas de transparência e responsabilidade”, diz Galinsky. A pesquisa identificou um fenômeno inverso entre os não poderosos: o excesso de autocrítica. “Eles se mostraram mais rígidos consigo mesmos do que com os outros”, disse Lammers. Isso só faz aumentar a espiral da desigualdade, já que o poderoso se acha livre para fazer o que quer. E o não poderoso é tímido demais para criticar, o que cria um círculo vicioso”.
Disponível em: http://epocanegocios.globo. com/Revista/Common/0,,EMI125301-16363,00- ANATOMIA+DA+CORRUPCAO.html. Acesso em: 26 set. 2019 (Fragmento adaptado).
Releia este trecho.
“Isso só faz aumentar a espiral da desigualdade, já que o poderoso se acha livre para fazer o que quer.”
A expressão que pode substituir o termo destacado sem prejuízo do significado original é
Questão 12 10775923
IFMG 2020/1INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Anatomia da Corrupção
Existe um elo entre poder e corrupção? Dois cientistas holandeses e um americano tentam provar que sim. Os psicólogos Joris Lammers, Diederik e Adam Galinsky identificaram um elo causal entre poder, status, hipocrisia e corrupção no cérebro e no comportamento humanos. Até hoje essa relação não tinha sido comprovada cientificamente.
Na pesquisa, os cientistas submeteram 150 estudantes holandeses a dilemas morais e comportamentais. Na primeira etapa, os psicólogos pediram a eles que recordassem, e escrevessem, uma situação na qual detinham poder, ou então na qual estivessem privados dele. “Psicologicamente, a lembrança vivenciada fez a pessoa pesquisada assumir a identidade de poderoso ou não poderoso”, diz Galinsky. Assumidos os papéis, começaram as surpresas. No primeiro teste, depois de responder a um questionário inócuo, os pesquisadores foram encorajados a jogar um par de dados. O resultado seria correspondente ao número de rifas de um sorteio que se realizaria ao fim da pesquisa. Embora não soubessem, esse era o verdadeiro teste. O participante jogava os dados numa sala privada, em segredo.
Os poderosos trapacearam muito mais do que os não poderosos. Depois, foi proposto ao grupo que julgasse um funcionário que tivesse maquiado as despesas de uma viagem de negócios para embolsar a diferença. Nesse caso, em que a reputação pessoal não estava em jogo, os poderosos mostraram-se mais duros com o funcionário. “O poder faz aumentar a hipocrisia pessoal”, disse Lammers. Torna o sujeito mais rígido em seu julgamento dos outros, mas ao mesmo tempo leniente consigo mesmo na hora de burlar as mesmas normas.
É da assimetria entre direitos e responsabilidades, observam os pesquisadores, que nasce a impunidade, um problema global. O especialista em governança corporativa americano Sridhar Ramamurthy criou o triângulo da fraude para explicar a corrupção. Na base, existe o desejo de ter algo. Depois vem a oportunidade de consegui-lo por meios espúrios. E da oportunidade surge a racionalização: “Não é tão grave assim”. “São problemas de transparência e responsabilidade”, diz Galinsky. A pesquisa identificou um fenômeno inverso entre os não poderosos: o excesso de autocrítica. “Eles se mostraram mais rígidos consigo mesmos do que com os outros”, disse Lammers. Isso só faz aumentar a espiral da desigualdade, já que o poderoso se acha livre para fazer o que quer. E o não poderoso é tímido demais para criticar, o que cria um círculo vicioso”.
Disponível em: http://epocanegocios.globo. com/Revista/Common/0,,EMI125301-16363,00- ANATOMIA+DA+CORRUPCAO.html. Acesso em: 26 set. 2019 (Fragmento adaptado).
Considere as seguintes afirmativas.
I. Os poderosos trapaceiam mais do que os não poderosos porque os primeiros não possuem autocrítica.
II. Segundo a pesquisa, a corrupção e a hipocrisia pessoal são causadas pela posse de poder.
III. Segundo o texto, a impunidade é fruto de um abismo existente entre direitos e deveres do indivíduo.
Está(ão) de acordo com o texto, a(s) afirmativa(s)
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