Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 9 169835
IFMT 2012/2
As Questões de 09 a 11 referem-se ao Texto 2.
A partir da leitura do texto, não é possível afirmar que:
Questão 6 10727362
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2011TEXTO:
O gosto da surpresa
Betty Milan
Psicanalista e escritora
Nada é melhor do que se surpreender, olhar o mundo com olhos de criança. Por isso as pessoas gostam de viajar. Nem o trânsito, nem a fila no aeroporto, nem o eventual desconforto do hotel são empecilhos neste caso. Só viajar importa, ir de um para outro lugar e se entregar à cena que se descortina. Como, aliás, no teatro.
O turista compra a viagem baseado nas garantias que a agência de turismo oferece, mas se transporta em busca de surpresa. Porque é dela que nós precisamos mais. Isso explica a célebre frase “navegar é preciso, viver não”, erroneamente atribuída a Fernando Pessoa, já que data da Idade Média.
Agora, não é necessário se deslocar no espaço para se surpreender e se renovar. Olhar atentamente uma flor, acompanhar o seu desenvolvimento, do botão à pétala caída, pode ser tão enriquecedor quanto visitar um monumento histórico.
Tudo depende do olhar. A gente tanto pode olhar sem ver nada quanto se maravilhar, uma capacidade natural na criança e que o adulto precisa conquistar, suspendendo a agitação da vida cotidiana e não se deixando absorver por preocupações egocêntricas. Como diz um provérbio chinês, a lua só se reflete perfeitamente numa água tranquila.
O que nós vemos e ouvimos depende de nós. A meditação nos afasta do clamor do cotidiano e nos permite, por exemplo, ouvir a nossa respiração. Quem escuta com o espírito e não com o ouvido, percebe os sons mais sutis. Ouve o silêncio, que é o mais profundo de todos os sons, como bem sabem os músicos. Numa de suas músicas, Caetano Veloso diz que “só o João (Gilberto) é melhor do que o silêncio”. Porque o silêncio permite entrar em contato com um outro eu, que só existe quando nos voltamos para nós mesmos.
Há milênios, os asiáticos, que valorizam a longevidade, se exercitam na meditação, enquanto nós, ocidentais, evitamos o desligamento que ela implica. Por imaginarmos que sem estar ligado não é possível existir, ignoramos que o afastamento do circuito habitual propicia uma experiência única de nós mesmos, uma experiência sempre nova.
Desde a Idade Média, muitos séculos se passaram. Mas o lema dos navegadores continua atual. Surpreender-se é preciso. A surpresa é a verdadeira fonte da juventude, promessa de renovação e de vida.
(Veja, Editora Abril, edição 2184 – ano 43 – no 39, 29/09/2010, p. 116)
No texto: “O gosto da surpresa”, Betty Milan defende a tese segundo a qual:
Questão 14 10190262
IFCE* 1° Ano 2011/2TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades completamente
diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente
“sérios”, o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro,
ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.
[5] O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas tragédias, Sófocles e
Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia mas também e, sobretudo, pôr em discussão certos temas que
dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a
própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar
os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova
[10] o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar mais livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição religiosa, para os valores
da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e
pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos
para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o
[15] destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia,
drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo,
um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas
peças tiveram um papel essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a
[20] resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas,
sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na
fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e
exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real,
[25] muito além dos palcos e dos camarins.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola sempre teve muito a
aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de
gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os
[30] figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao
teatro!
(Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo)
O tipo de romance que não faz parte da produção literária do notável escritor cearense José de Alencar está na opção
Questão 9 10190239
IFCE* 1° Ano 2011/2TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades completamente
diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente
“sérios”, o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro,
ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.
[5] O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas tragédias, Sófocles e
Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia mas também e, sobretudo, pôr em discussão certos temas que
dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a
própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar
os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova
[10] o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar mais livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição religiosa, para os valores
da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e
pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos
para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o
[15] destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia,
drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo,
um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas
peças tiveram um papel essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a
[20] resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas,
sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na
fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e
exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real,
[25] muito além dos palcos e dos camarins.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola sempre teve muito a
aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de
gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os
[30] figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao
teatro!
(Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo)
A expressão “... bem como...” (linha 15)
Questão 9 624433
COTUCA 2011O texto a seguir se refere à questão.
Todo Ponto de Vista é a Vista de Um Ponto
Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.
Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e a sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura.
A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.
Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor. Porque cada um lê e relê com os olhos que tem. Porque compreende e interpreta a partir do mundo que habita.
(BOFF, Leonardo. A Águia e a Galinha. Petrópolis: Vozes, 14ª edição1998.)
Observe o segundo parágrafo. Nele, o autor utiliza a expressão “ponto de vista”, que quer dizer: “Maneira de considerar ou de entender um assunto ou uma questão”. Baseando-se nesse entendimento, o que poderia significar “a vista de um ponto”?
Questão 13 10169125
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2010TEXTO I
CARPE DIEM
Carpe diem, “aproveite o dia presente”, escreveu Horácio, um poeta guerreiro que habitou o vasto
império romano, em tempos do principesco Augustus. Sensível como um barômetro, o velho Quintus
Horatius Flaccus um dia elevou o olhar aos céus e captou o fluir silencioso das águas do rio tempo. A
visão da transitoriedade aflorou na sentença: Carpe diem, aproveite o dia presente, pois ele é tudo o que
[5] é dado ao homem usufruir. Passado é história, água corrida que não volta. Futuro é hipótese,
probabilidade apenas, incerteza e risco, impalpável demais para ser levado tão a sério.
Carpe diem, nessas duas palavras latinas, um alerta, um conselho, uma filosofia de vida. Viver é já.
Existir é hoje. Nenhum tempo além. Nenhum lugar além. Se tiver de ser, que seja eternamente agora. Ou
talvez jamais, porque as águas do rio tempo não voltam – e ainda que voltassem não nos encontrariam,
[10] pois não seríamos mais os mesmos. Tudo flui, dizia Heródoto. Tudo muda. À única coisa que permanece
é a improcedência. Nada é eterno, pois que tudo é chama, fluxo, incapacidade, escorregar-se, deixar de
ser. Carpe diem. Se tiver de viver, que seja agora.
A advertência de Horácio é sábia. E sobretudo útil. Talvez mais útil ainda nestes tempos
sobrecarregados, de cenhos sombrios, estafados na tentativa de construir defesas antecipadas contra
[15] difusos perigos de um amanhã improvável. Apólices de seguro na mão, e vamos nós, seguros e
inseguros. os :
Carpe diem, ouçamos Horácio, que perscrutou uma verdade profunda – e traduziu-a numa norma
simples. Viver hoje – fazer hoje. Ser hoje. Sem essa de não poder ser feliz no domingo porque há contas
a pagar na segunda. O conflito é amanhã? Deixa pra lá... Amanhã você pode ser até enforcado, mas até
[20] que chegue amanhã, aproveite bem o seu pescoço.
Viver no passado é neurótico, é inútil, é um viver virtual. Carpe diem, colha seu dia, como quem
colhe um fruto maduro, na hora exata. Um descuido e o fruto se perde.
Carpe diem quer dizer colha o dia. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanha estará
podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.
(Adaptação de texto de autor desconhecido) Publicado por Roberto Recinella no Recanto das Létras em 16/04/2007 Disponível em: http:lltecantodasletras.uol.com.bHensaios/451555 Acesso em: 25a99:2010
TEXTO II
CARPE DIEM
As operações matemáticas da vida contrariam as regras da ciência. Na vida, as operações se
contradizem, não respeitam a lógica. Na vida, nada é simples ou absoluto.
As somas muitas vezes se transformam em subtrações, elas parecem estar paralelas, mas em
sentidos opostos. Quando somamos mais um dia aqueles que já vivemos, automaticamente também
[5] subtraímos um dia daqueles que nos restam para viver. Quando multiplicamos nossos sonhos, também
acabamos dividindo o nosso tempo. Com isso, a vida acaba se transformando para muitas pessoas em
uma equação insolúvel, em que todos estão debruçados, tentando obter o resultado final, sendo que, na
realidade, o importante não está no resultado final, mas nas formas como você conseguiu equilibrar
essas operações na vida.
[10] O que afinal entendemos por aproveitar o dia presente se vivemos aprisionados entre o passado e o
futuro? Vivemos atormentados pelas nossas ações passadas que não podem mais ser alteradas.
Parecemos espectadores cativos do mesmo velho cinema abandonado onde, nas madrugadas frias, se
reprisam filmes de terror, contendo somente os melhores momentos de nossos próprios erros e pecados.
Ao invés de aprendermos com nossas falhas e arquivá-las, apenas voltamos à bilheteria para comprar
[15] um novo bilhete para a próxima sessão.
Ficamos sonhando ansiosos com um futuro que somente existirá se soubermos equacionar
adequadamente as nossas ações no presente.
A solução para a equação da vida está no momento presente, é o resultado das suas atitudes e
decisões agora, hoje, neste exato momento em que você está lendo esta linha do texto.
[20] Não existe viver ontem ou amanhã, somente o HOJE. Por isso, Carpe diem.
“Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o
importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha”.
(Adaptação de texto de autor desconhecido) Publicado por Roberto Recinella no Recanto das Letras em 16/04/2007 Disponível em: http:/lrecantodasletras.uol.com.br/ensaios/451555 Acesso em: 25ago.2010
TEXTO III

VIVE O HOJE
SE O CALOR DO SOL TE AQUECE, APROVEITA.
SE À CHUVA TE TRAZ RECORDAÇÕES, LEMBRA.
SE UMA CRIANÇA SORRIR, FESTEJA.
SE UM BEIJA-FLOR POUSAR EM UM GALHO, ADMIRA.
[5] SE TUA VIDA É GLORIOSA, AGRADECE.
SE O TEU CORAÇÃO PALPITA MAIS FORTE, AMA.
SE UM AMIGO TE ESTENDER A MÃO, SEGURA-A.
SE FOR SOLICITADO A DOAR-TE, DOA-TE.
SE RECEBERES PALAVRAS DE CONFORTO, ANIMA-TE.
[10] SE A PORTA DA FELICIDADE SE ABRIR, ENTRA.
ENFIM, SE FORES FELIZ, MOSTRA.
E NUNCA ABANDONA O TEU CORPO DO TEU ESPÍRITO.
VIVE INTENSAMENTE O MOMENTO PRESENTE,
POIS O AMANHÃ PODERÁ NÃO ACONTECER.
(Adaptação do texto de Francisco Albano Boscatto) Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2008 Disponível em: http:llrecantodasletras.uol.com.br/poesiasdealegria/860776 Acesso em: 26ago.2010
Leia os períodos abaixo:
1. “Se o calor do sol te aquece, aproveita” (verso 1, texto III).
2. “(...) o importante não está no resultado final, mas nas formas como você conseguiu equilibrar essas operações na vida” (linhas 8 e 9, texto II).
3. “Carpe Diem, 'aproveite o dia presente”, escreveu Horácio, um poeta guerreiro que habitou o vasto império romano, em tempos do principesco Augustus.” (linhas 1 e 2, texto I).
A respeito do uso das vírgulas nos períodos acima, analise as seguintes afirmações:
I. No período 1, a vírgula é utilizada para separar uma oração subordinada adverbial condicional anteposta à principal; portanto, seu uso está correto.
II. No período 2, a vírgula separa a oração principal-de uma oração coordenada adversativa; logo, seu uso está correto.
III. No período 3, as vírgulas separam apostos; portanto, seu uso esta correto.
De acordo com a norma culta estão corretas as afirmações:
06
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