Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 41 165105
IFGO 2016Texto 01
“Em Atenas, explicava o sofista Protágoras, ‘quando o objetivo de sua deliberação implica sabedoria política, (...) eles ouvem a cada homem, porque supõe que todos devem participar desta virtude (...)’
Eurípedes expendeu a mesma opinião em sua obra As Suplicantes (II, 438-41) (...) citando as palavras do arauto, na reunião da Assembleia – ‘Que homem tem um bom conselho a oferecer à cidade (pólis) e deseja torná-lo conhecido?’ (...)
Os julgamentos de Protágoras e de Eurípedes só foram possíveis em virtude de uma inovação grega fundamental (...)”
FINLEY, M. O legado da Grécia: uma nova avaliação. Brasília: Editora da UNB, 1998. p. 31.
O texto acima aponta para uma inovação grega que a difere das sociedades do antigo Oriente Próximo. De acordo com o apresentado, é correto afirmar que a dita “inovação grega” trata
Questão 17 10719811
COLÉGIO SÓLIDO* Colégio Sólido 1°ano 2015ENCONTRO DE GERAÇÕES
Há alguns meses, eu me toquei de que meu filho de 4 anos ainda não conhecia a bisavó, que vai fazer
90 anos e mora no interior do Rio Grande do Sul. Não é uma viagem fácil para se fazer com crianças, mas
nenhuma desculpa é suficiente para adiar esse encontro. Seguir a viagem até a casa da avó, a cerca de duas
horas e meia de carro a partir de Porto Alegre, foi como voltar no tempo. As curvas, a sinalização, os campos e
plantações a perder de vista eram algo tão familiar para mim que senti o conforto de estar pisando em um lugar
de onde parecia nunca ter saído. E provavelmente não, afinal, nossas raízes estão sempre conosco.
Já no centro da cidade, o apartamento do prédio frio e pouco iluminado da minha avó reluziu quando
os bisnetos entraram. Toda a família estava por lá, numa intensa celebração do encontro. Primos e seus filhos,
tios, avós, pais, esposa, uma profusão de gente da família e que imediatamente nos conecta com o que é
importante. Nenhuma realização do trabalho é tão importante quanto isso. Pensei naquilo ao olhar para o
espelho do banheiro daquele apartamento onde vivi por um tempo há quase 30 anos.
Enquanto fitava meu rosto já com alguns sinais do tempo, lembrava-me de mim levantando os pés para
poder alcançar o olhar no espelho. E percebi que, como diz Heráclito, um homem nunca poderá entrar duas
vezes no mesmo rio, porque, quando ele passar de novo por ali, o rio já não será o mesmo, assim como o
homem também não será. A estrada até a casa da minha avó continua com 190 quilômetros, mas está tão
mudada quanto eu. A busca da felicidade era uma naqueles anos e hoje é outra.
(Rodrigo Vieira da Cunha. http://vidasimples.abril.com.br. Adaptado.)
A ideia de que um homem nunca poderá entrar duas vezes no mesmo rio aplica-se à percepção do autor de que
Questão 8 10447311
COLÉGIO SÓLIDO* 9° ANO 2015Texto
SOBRE PAIS E FILHOS
"Por que as crianças hoje são tão malcriadas e os adolescentes tão agressivos?"

A pergunta mexeu com todos. Alguns aplaudiram, outros deram risada (solidária, não irônica), e pareceu correr pela sala uma onda de alívio: o problema não era a dor secreta de cada um, mas uma aflição geral. Minha resposta não foi nada sofisticada. Saltou espontânea de trás de tudo o que li sobre educação e psicologia:
"Porque a gente deixa".
E a gente deixa porque talvez uma generalizada troca de papéis nos confunda. Por exemplo, a que ocorre entre público e privado. Vivemos uma ânsia de expor o que pensamos sobre os outros, achando que nos resguardamos da opinião alheia. No entanto, essa é uma forma de botar a cara na janela, tornar-se cabide dos fantasmas alheios – uma verdade mais contundente do que imaginam os que nunca se debruçaram em nenhum parapeito.
Quando pequena, numa cidade do interior, era engraçado no fim da tarde, no sobrado de meus avós, subir numa banqueta e, cotovelos apoiados em almofadas, ficar olhando pela janela o que se passava na rua. Até que descobri que eu é que estava sendo olhada: eu me expunha. Eu, tímida e assustada, era personagem, não plateia. E a janela perdeu a graça.
Filhos malcriados e agressivos... O problema da autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece que criamos um bando de angustiados, mais do que seria natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose de angústia é do jogo e faz bem.
Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque, atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez tenhamos desaprendido a dizer não. Nem distinguimos quando se devia dizer sim. Estamos tão desorientados quanto esses que têm vinte, trinta anos menos do que nós. Assim é instalada a inversão, e esta pode ser bem dolorosa.
Muitas vezes crianças são excessivamente malcriadas e adolescentes agressivos demais porque têm medo. Ser insolente, testar a autoridade adulta, quebrar a cara e bater pé, tudo isso faz parte do crescimento, da busca saudável de um lugar no mundo. Mas não ter limites é assustador. Ser superprotegido fragiliza. O mundo é informe quando se está começando a caminhar por ele: quem poderia sugerir formas, apontar caminhos,
discutir questões, escutar e dialogar está tão inseguro quanto os que mal acabaram de nascer.
Teorias mal explicadas, mal digeridas e mais mal aplicadas geraram o medo de magoar, de afastar, de "perder" o filho. A fuga da responsabilidade, o receio de desagradar (todos temos de ser bonzinhos) aliam-se ao conformismo, o "hoje em dia é assim mesmo". Ninguém mais quer ser responsável: é cansativo, é tedioso, dá trabalho, causa insônia. Queremos ser amiguinhos, mas os filhos precisam de pais. E, intuindo nossa aflição, esperneiam, agridem, se agridem – talvez por não confiarem o suficiente em nós.
Ter um filho é, necessariamente, ser responsável. Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é uma grave responsabilidade. Não basta tentar salvar a própria pele nessa guerrilha social, econômica, ética e concreta em que estamos metidos. Trata-se de ter ao menos um pequeno facho de confiança, generosidade e experiência, e colocá-lo nas mãos das crianças e dos jovens que, queiram eles ou não, se voltam para nós – antes de se voltarem contra nós.
LUFT, Lya. Veja, 16 jun. 2004. Editora Abril. (Fragmento).
Vocabulário
▪ Contundente: dj.2g. 1 capaz de produzir contusão. 2 fig. incisivo, categórico, terminante.
▪ Informe: dj.2g.1 que ainda não tem forma própria, precisa, acabada . 2 não de todo elaborado; vago, incerto.
Releia “Assim é instalada a inversão, e esta pode ser bem dolorosa”.
Para a autora o que significa a inversão de papéis entre pais e filhos adolescentes?
Questão 7 10447249
COLÉGIO SÓLIDO* 9° ANO 2015Texto
SOBRE PAIS E FILHOS
"Por que as crianças hoje são tão malcriadas e os adolescentes tão agressivos?"

A pergunta mexeu com todos. Alguns aplaudiram, outros deram risada (solidária, não irônica), e pareceu correr pela sala uma onda de alívio: o problema não era a dor secreta de cada um, mas uma aflição geral. Minha resposta não foi nada sofisticada. Saltou espontânea de trás de tudo o que li sobre educação e psicologia:
"Porque a gente deixa".
E a gente deixa porque talvez uma generalizada troca de papéis nos confunda. Por exemplo, a que ocorre entre público e privado. Vivemos uma ânsia de expor o que pensamos sobre os outros, achando que nos resguardamos da opinião alheia. No entanto, essa é uma forma de botar a cara na janela, tornar-se cabide dos fantasmas alheios – uma verdade mais contundente do que imaginam os que nunca se debruçaram em nenhum parapeito.
Quando pequena, numa cidade do interior, era engraçado no fim da tarde, no sobrado de meus avós, subir numa banqueta e, cotovelos apoiados em almofadas, ficar olhando pela janela o que se passava na rua. Até que descobri que eu é que estava sendo olhada: eu me expunha. Eu, tímida e assustada, era personagem, não plateia. E a janela perdeu a graça.
Filhos malcriados e agressivos... O problema da autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece que criamos um bando de angustiados, mais do que seria natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose de angústia é do jogo e faz bem.
Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque, atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez tenhamos desaprendido a dizer não. Nem distinguimos quando se devia dizer sim. Estamos tão desorientados quanto esses que têm vinte, trinta anos menos do que nós. Assim é instalada a inversão, e esta pode ser bem dolorosa.
Muitas vezes crianças são excessivamente malcriadas e adolescentes agressivos demais porque têm medo. Ser insolente, testar a autoridade adulta, quebrar a cara e bater pé, tudo isso faz parte do crescimento, da busca saudável de um lugar no mundo. Mas não ter limites é assustador. Ser superprotegido fragiliza. O mundo é informe quando se está começando a caminhar por ele: quem poderia sugerir formas, apontar caminhos,
discutir questões, escutar e dialogar está tão inseguro quanto os que mal acabaram de nascer.
Teorias mal explicadas, mal digeridas e mais mal aplicadas geraram o medo de magoar, de afastar, de "perder" o filho. A fuga da responsabilidade, o receio de desagradar (todos temos de ser bonzinhos) aliam-se ao conformismo, o "hoje em dia é assim mesmo". Ninguém mais quer ser responsável: é cansativo, é tedioso, dá trabalho, causa insônia. Queremos ser amiguinhos, mas os filhos precisam de pais. E, intuindo nossa aflição, esperneiam, agridem, se agridem – talvez por não confiarem o suficiente em nós.
Ter um filho é, necessariamente, ser responsável. Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é uma grave responsabilidade. Não basta tentar salvar a própria pele nessa guerrilha social, econômica, ética e concreta em que estamos metidos. Trata-se de ter ao menos um pequeno facho de confiança, generosidade e experiência, e colocá-lo nas mãos das crianças e dos jovens que, queiram eles ou não, se voltam para nós – antes de se voltarem contra nós.
LUFT, Lya. Veja, 16 jun. 2004. Editora Abril. (Fragmento).
Vocabulário
▪ Contundente: dj.2g. 1 capaz de produzir contusão. 2 fig. incisivo, categórico, terminante.
▪ Informe: dj.2g.1 que ainda não tem forma própria, precisa, acabada . 2 não de todo elaborado; vago, incerto.
Em seu artigo de opinião, na sua coluna semanal da revista Veja, Lya Luft desenvolve seu texto a partir de uma pergunta.
Qual trecho apresenta a opinião da autora e resposta à pergunta?
Questão 3 167116
IFBA 2015Questão 03 Observe a imagem abaixo. Essa publicidade expressa ideias e valores que compõem uma crítica a certos costumes, a movimentos contestatórios ocorridos em sociedades europeias e americanas notadamente, mas também no Brasil dos anos de 1960. Na campanha publicitária do detergente ODD, veiculada pela revista brasileira Manchete, em 22 de o março de 1969, em sua Edição nº 883, figuram mulheres em atividades domésticas de limpeza, as quais fazem uso de palavras de ordem.

Podemos afirmar que, desde então, muitas coisas mudaram, principalmente, em virtude desses movimentos contestatórios protagonizados por mulheres em várias regiões do mundo. Dentre as transformações provocadas por esses movimentos e que permeiam a publicidade da revista Manchete temos:
Questão 5 10537956
Colégio Embraer 2014Dilema
A pretensão me degrada
A humildade me deprime
E assim a vida é lesada:
Ora é virtude ora é crime
(Ferreira Gullar. Muitas vozes)
No contexto em que está empregado, o termo lesada significa
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)