Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 48 618401
COTIL 1° Ano 2017Qual a temática da abertura das Olimpíadas 2016, que ocorreram em agosto, no Rio de Janeiro?
Questão 34 611742
IF Sertão 2017A cidadania é um conceito que vem mudando ao longo do tempo. Analise as alternativas que segue e assinale a incorreta:
Questão 5 10998432
IFF Integrados 2016TEXTO
Pobre é ladrão?
Ferreira Gullar
Logo após o fim de semana, quando a zona sul do Rio foi tomada pelos arrastões, assisti a um
programa de televisão em que se debatia o assunto. De fato, foram dois dias – um sábado e um
domingo – que deixaram as pessoas apavoradas, sem falar daquelas que sofreram diretamente a
ação dos pivetes.
[5] Eles agiram em grupos de dez, quinze assaltantes que, nas praias, tomavam dos banhistas
celulares, bolsas, cordões de ouro, relógios, enfim, tudo o que pudessem levar.
Em meio a tanta gente, corriam e sumiam, sem que nem mesmo os policiais conseguissem
pegá-los. Alguns foram presos, mas, como disse um delegado, logo seriam soltos para voltar a
assaltar. É que são menores.
[10] Pois bem, durante o debate, a opinião dos participantes era de que a razão dessa crescente ação
dos pivetes está na maneira como agem as autoridades, usando apenas a repressão policial,
quando o problema é social. Ou seja, de nada adianta reprimir a ação dos pivetes, uma vez que a
causa está na desigualdade: esses assaltantes são jovens de classe baixa, filhos de famílias
pobres, que muitas vezes não têm nem mesmo o que comer.
[15] Isso, sem dúvida alguma, é verdade. Mas, partindo dessa constatação, o que fazer para evitar que
eles continuem a assaltar? Na opinião dos debatedores, naquele programa, o governo deveria
oferecer a esses jovens atendimento capaz de reintegrá-los à vida social. Noutras palavras, é a
desigualdade social que os leva a roubar.
Vamos examinar essa tese. Quantos menores pobres existem na cidade do Rio de Janeiro? Não
[20] sei ao certo, mas acredito que cheguem a muitos milhares, a centenas de milhares. Se aqueles
jovens assaltam por serem pobres, por que não há muitos milhares de assaltantes em vez de
algumas dezenas? Os que agiram naquele fim de semana não chegavam a cem.
Diante disso, concluo que não é apenas por ser pobre que o cara se torna assaltante. Ou vamos
admitir que basta ser pobre para ser bandido? Seria uma ignomínia contra os pobres que, pelo
[25] contrário, em sua absoluta maioria trabalham para ganhar o pão de cada dia. Na verdade, a
maioria dos que pegam no pesado são os pobres. E o pessoal do Petrolão, rouba por quê? Por
não ter o que comer certamente não é. Será por vocação?
Citei, certa vez, numa de minhas crônicas, o que disse uma senhora favelada: "Tenho cinco filhos,
duas meninas e três meninos. Quatro deles estão estudando. Só um deles não quis estudar e
[30] virou assaltante". Vejam bem; todos eles foram criados na mesma casa, na mesma favela, pela
mesma mãe, enfrentando as mesmas dificuldades. Por que só um deles optou pelo crime?
Semana passada, um desses garotos declarou que rouba por prazer e não estuda porque não
quer.
A desigualdade social existe e, no Brasil, chega a um nível vergonhoso. E há desigualdade, maior
[35] ou menor, em todos os países, até naqueles de alto desenvolvimento econômico, como os
Estados Unidos. Deve-se observar também que, durante séculos, a humanidade enfrenta esse
problema e luta para livrar-se dele. Admito que talvez nunca cheguemos à sociedade justa, mas
ela pode ser menos injusta, sem dúvida alguma. Só que isso vai demorar - e muito.
[40] Voltemos, então, à tese daquele pessoal do tal programa. Se é verdade que os pivetes assaltam
porque nasceram numa sociedade desigual, significa que, enquanto a desigualdade se mantiver,
haverá assaltantes, os quais não devem ser punidos, pois são vítimas da sociedade desigual.
Puni-los seria cometer uma dupla injustiça, certo? No fundo, é mais ou menos essa visão do
problema que levou à benevolência das leis brasileiras contra os criminosos, tenham a idade que
[45] tiver.
Mas como fica a mocinha inglesa que teve sua bolsa levada pelos pivetes com todo o seu dinheiro
e todos os seus documentos? Chorando, ela prometeu nunca mais voltar ao Brasil. Como fica o
assassinato daquele senhor, morto pelo pivete que queria roubar sua bicicleta?
Se a causa dos crimes é a desigualdade social, e ela vai custar muito a ser superada, vamos ter
[50] de viver o resto da vida trancados em casa ou andar apavorados pelas ruas da cidade. Será que
está certo?
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2015/10/1689620-pobre-e-ladrao.shtml Acesso em: 16 out 2015.
Assinale a opção em que a vírgula é utilizada pela mesma razão que em “Logo após o fim de semana, quando a zona sul do Rio foi tomada pelos arrastões, assisti a um programa...” (linhas 1-2)
Questão 1 10747284
COLTEC 2016Leia o texto para responder as questões
O mito da redução da maioridade penal
Quando falo sobre redução da maioridade penal, costumo dizer que a sociedade precisa decidir em que banco quer ver a juventude. Se no banco da escola ou no banco dos réus. Anteontem, o Congresso Nacional sinalizou que prefere a segunda opção. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a constitucionalidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.
Por ironia, a votação ocorreu na mesma manhã em que a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, da qual sou presidente, realizou uma importante audiência pública sobre violações aos direitos humanos de internos do sistema socioeducativo e as péssimas condições de trabalho dos agentes do Degase, órgão responsável por abrigar os jovens.
Durante o debate, o presidente do Degase, Alexandre Azevedo, revelou que 95% dos internos não completaram o ensino fundamental. Ou seja, a internação consolida um processo de exclusão cruel que é anterior ao cometimento do ato infracional. Os jovens têm seus direitos violados antes e depois de serem apreendidos.
O problema é que estes adolescentes só ganham visibilidade quando praticam um delito. O mesmo não ocorre quando sua cidadania não é garantida. Durante a audiência, Eufrásia Maria Souza, coordenadora de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública, alertou que 88% das crianças e adolescentes são vítimas de crimes, apenas 11% são autores.
Aos que não se contentam com argumentos humanitários, apresento motivos práticos para mostrar que a redução da maioridade penal não é solução. Presídios são lugares caros para tornar as pessoas piores: a taxa de reincidência entre os adultos é 70%. Não há qualquer política pública com o objetivo de ressocializar os detentos. Pelo contrário, o Estado é responsável por uma série de violações. Pergunto: qual benefício a sociedade espera obter ao mandar um jovem para uma penitenciária?
A justiça não pode ser instrumento de vingança. Os anos a mais na prisão não podem servir como chicotadas que desejamos dar naqueles que cometem crimes. Em vez de nos preocuparmos em endurecer a pena, deveríamos cuidar para que os detentos tenham acesso à educação, ao trabalho, à saúde e à família. São pessoas que voltarão ao convívio social.
Além disso, o que o Brasil mais fez nos últimos anos foi inchar o sistema carcerário. Entre 1992 e 2013, a quantidade de detentos cresceu 317,9%. Temos a terceira maior população carcerária do mundo, com quase 600 mil presos. Se cadeia resolvesse os problemas de segurança pública, viveríamos num dos lugares mais pacíficos do planeta. O que ocorre é o oposto. As taxas de homicídio subiram 24% nos últimos oito anos. (...)
No Brasil, partidários da redução da maioridade costumam citar crimes violentos praticados por adolescentes para defender a medida. Mas, segundo dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública, jovens entre 16 e 18 anos são responsáveis por apenas 0,9% dos crimes no Brasil. A taxa cai para 0,5% se considerarmos somente homicídios e tentativas de homicídio.
Repito: 95% dos internos do Degase não completaram o ensino fundamental. Precisamos mandar esses jovens para as escolas, não para os presídios. Reduzir a maioridade penal é um equívoco grave, que representa uma violência sobre um grupo cujos direitos mais elementares são constantemente violados.
Marcelo Freixo. Disponível em: http://goo.gl/rMleWF. Acesso em: 19 jun. 2015. (adaptado)
O texto estabelece relações entre informações e argumentos para sustentar seu ponto de vista.
Assinale a alternativa que NÃO constitui uma relação estabelecida no texto.
Questão 1 10734383
COLÉGIO SÓLIDO* 1° Ano 2016No lugar do outro
Rosely Sayão

Crianças e adolescentes têm aprendido com a nossa dificuldade em conviver com as diferenças
Estamos vivendo uma crise intensa: a das relações humanas. Todos os dias testemunhamos ou protagonizamos, tanto na vida presencial quanto na virtual, comportamentos e atitudes que vão do ódio declarado ou sutil ao desdém em relação ao outro. As relações humanas, sempre tão complexas, exigem, no entanto, delicadeza, atenção e compromisso social. Tem sido difícil manter a saúde mental e a qualidade de vida no contexto atual.
Crianças e adolescentes já dão sinais claros de que têm aprendido muito com nossa dificuldade em conviver com as diferenças e de respeitá-las; de tentar colocar-se no lugar do outro para compreender suas posições e atitudes; de ter compaixão; de conflitar em vez de confrontar; de agir com doçura, por exemplo. Conseguir fazer isso é ter empatia com o outro.
Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos, desrespeitosos, desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos.
Mas são os mais novos que levam a pior nessa história: crianças e adolescentes que desobedecem, desafiam e têm comportamentos considerados agressivos, como os nossos, podem receber diagnósticos e orientação para tratamento. Conheço famílias com filhos diagnosticados com "Transtorno Desafiador Opositivo", porque têm comportamentos típicos da idade.
Há uma grande preocupação global com a nossa atual falta de empatia. Um sinal disso foi a inauguração, em Londres, do primeiro Museu da Empatia.
Nele, os visitantes são convocados a experimentar/enxergar o mundo pelo olhar de um outro – não próximo ou conhecido, mas um outro com quem eles não têm qualquer relação. A expressão que deu sentido ao museu é a expressão inglesa "in your shoes" (em seus sapatos), que em língua portuguesa significa "em seu lugar".
Os visitantes se deparam, na entrada, com uma caixa com diferentes pares de sapatos usados. Escolhem um de seu número para calçar e recebem um áudio que conta uma parte da história da pessoa que foi dona daquele par.
Desenvolver a empatia é uma condição absolutamente necessária para ensiná-la aos mais novos. Aliás, eles podem tê-la mais facilmente do que nós. Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de muitos refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro local, já que a crise de empregos era mundial. Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato: "Pai, se tivesse guerra aqui, você preferiria que eu morresse?". Ele mudou de ideia.
Estacionar o carro em vaga de idosos, grávidas e portadores de deficiência é mais do que contravenção: é falta de empatia. Reclamar da lentidão dos velhos é mais do que desrespeito: é falta de empatia. Agredir ostensivamente o outro por suas posições é mais do que dificuldade em lidar com as diferenças: é falta de empatia. Do mesmo modo, reclamar do comportamento dos mais novos é falta de empatia.
A empatia pode provocar uma grande mudança social, diz Roman Krznari, estudioso do tema. Vamos desenvolvê-la para ensiná-la?
Folha de S. Paulo, 22 de setembro de 2015
Em seu texto, a autora apresenta exemplos do que é ter empatia com o outro e do que é falta de empatia.
Assinale a alternativa em que NÃO ocorre essa oposição
Questão 37 424130
IFSul - Rio-Grandense 2016/2“As áreas rurais, fortemente mecanizadas, necessitam de pouco trabalho feminino. A conduta dos homens e mulheres, portanto, é radicalmente diferente; nos campos, um homem trabalhará durante quase toda a vida, enquanto na cidade seu período de atividade será muito mais curto; inversamente, as mulheres exercem nas cidades o dobro das atividades que exercem nos campos.”
BEAUJEU-GARNIER, J. Geografia de População. São Paulo: Ed. Nacional, 1980.
Nas últimas décadas, verificou-se a inserção do gênero feminino ao mundo do trabalho, e tal fato vem ocorrendo tendo em vista as mulheres
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