Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 1 10541679
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020Para alguns filósofos gregos da Antiguidade, enxergamos as coisas à nossa volta porque nossos olhos emitem partículas que, ao atingirem os objetos, permitem que sejam vistos. Atualmente, entendemos que os objetos podem ser vistos porque a luz que eles emitem ou refletem atinge os nossos olhos, sensibilizando-os.
Uma maneira de mostrar que a hipótese dos gregos estava errada é tentar ler um livro impresso
Questão 8 10108349
CMBH PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2020TEXTO
Melhorando as relações
Tania Zagury
Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.
Assinale a opção cujo trecho contenha um referente para o termo que:
Questão 4 10775991
IFMG 2019/1Leia o texto a seguir.
E se a venda de órgãos fosse legalizada?
Se você algum dia precisar de um transplante de órgão, pode começar a rezar: só no Brasil, existem mais de 69 mil pessoas na fila, que não para de crescer. Mas e se fosse permitido vender órgãos, tirando um lucro da sua vovozinha que morreu – ou até, talvez, colocar no mercado um dos seus próprios rins? “O incentivo financeiro aumentaria a quantidade de transplantes e acabaria com as filas”, diz o economista Gary Becker (que ganhou um Prêmio Nobel por sua análise do comportamento humano), num estudo sobre comércio de órgãos.
E existem números que comprovam isso: o Irã, que permite a venda de órgãos, é líder mundial em doações de rim (são 25 doadores por milhão de habitantes, contra 19 dos EUA e 6,2 do Brasil).
Mas o arrependimento seria alto: 79% dos iranianos que venderam um de seus rins lamentam a decisão. Além disso, um livre mercado de órgãos “poderia explorar os mais pobres e atrapalhar as doações cadavéricas [provenientes de gente morta]”, acredita Valter Garcia, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Como resposta, os defensores da ideia propõem a criação de regras para o comércio.
Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/e-se-vendade-orgaos-fosse-legalizada/. Acesso em: 29 out. 2018. [Fragmento]
As respostas apresentadas, ao longo desse texto, para a pergunta proposta no título, empregam opiniões que
Questão 2 10736701
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2019TEXTO PARA A QUESTÃO.
“Gracias a la Vida” e a vocês
Se quem escreve o faz para um outro, o outro está sempre presente quando escrevemos. Trata-se, pois, de um exercício solitário na aparência, mas que nos põe em contato virtual com todos os possíveis leitores. Quando apagamos, quando corrigimos, nós o fazemos para o severo leitor, eu ou você.
No meio deste mundo aparentemente superpovoado, aumenta sempre o número dos que se ressentem do anonimato, da solidão, da falta de tempo para si. É contra isso tudo que cada vez mais escrevemos na luta que travamos contra essa existência e esse isolamento que a multidão nos impõe. Quanto mais nossa existência ocorre na solidão de minúsculas ilhas desertas, imaginárias, mais escrevemos para manter a comunicação com os outros.
Nas celas solitárias dos mais severos presídios, encontramos recados raspados a unha. Náufragos hasteiam bandeiras. Grandes homens e mulheres perscrutam suas especificidades e escrevem autobiografias. Quando o "engenho e arte" de cada um não dá conta, paga-se para que alguém escreva.
Nas livrarias, estantes de biografias ocupam cada vez mais espaço. Proliferam cursos de redação. Quanto menos dizem que lemos, mais livros são publicados. Nas feiras de livros, vagamos por quilômetros de livros expostos.
Cada livro é uma porta aberta, uma janela escancarada por onde alguém fala ao mundo - que pode ser uma pessoa, um grupo, uma tribo, uma nação - e, se muito talento houver, talvez fale a todo mundo e a todo o futuro. Deixar escrito é uma esperança lançada na direção da imortalidade. Os que escrevem e são escolhidos entram na academia, não é? Os acadêmicos tornam-se imortais. Dizem.
Nas mitologias ocidentais, depois da morte, o destino das almas não é a solidão, é o céu, o inferno, o purgatório, o limbo, em torno do padre eterno. Juntos, em boa companhia, entramos em alguma eternidade.
Disse do mundo ocidental porque é aí que parece estar arraigada essa mania de escrever, assim como o medo do isolamento, da morte e do vazio do grande silêncio interior. Escrever aparece como grande ponte para se esquivar dessas formas aversivas de sentir.
Parece que não basta o amor e o respeito ao próximo. Eles precisam ser expressos na prática. Escrever é dizer o sentimento. É um fazer que pode ser percebido. Nos agrupamentos humanos onde predominam contatos diretos face a face, pode-se dispensar a escrita, pois se pratica a comunicação contínua. Onde os contatos face a face rareiam, onde o isolamento começa a machucar, a escrita é o ato de se aproximar. É o grito.
Anna Verônica Mautner, Folha de S. Paulo – 04/09/03
Segundo o texto, é CORRETO afirmar que o ato de escrever
Questão 11 10415559
CMT 2019TEXTO
Consumo Infantil
Na época de comemoração do Dia das Crianças, os pais enchem as lojas para
atender aos desejos dos filhos, que conseguem levar os pais até mesmo aos shoppings.
Esta cena não parece comum somente no mês de outubro. Os excessos quanto aos
pedidos das crianças acontecem frequentemente e isto se deve à forte influência que o
consumo exerce sobre as crianças. Uma forma de lidar com esse aspecto é a orientação
que os pais podem oferecer o quanto antes, esclarecendo que o importante é a
personalidade do indivíduo, e não aquilo que ele consome.
Na verdade, os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é
ser o que é, já que estão sendo bombardeados pelo consumismo de todos os lados.
Os shoppings possuem uma estrutura que fascina as crianças. As lojas de
brinquedos, o parque, as cores e as luzes as atraem.
O ser humano tem uma grande necessidade de aceitação, de pertencer a um
grupo, e o ato de consumir seria uma forma de inserção social, ou seja, para vivenciar
este sentimento de pertença, a criança “necessita” adquirir determinado brinquedo, certas
marcas de tênis e roupas e até fazer alguns passeios que são interessantes para o seu
grupo.
Os pais e a escola podem ensinar a criança a consumir com consciência e
responsabilidade. Considerando a qualidade do produto e as necessidades a fim de não
desperdiçar e sim economizar.
Quando o pai é consumista, tem grande possibilidade de ter um filho também
consumista. Se o pai é econômico, planeja e investe naquilo que é fundamental,
consegue passar esses valores para o filho.
Vale ressaltar algumas estratégias para os pais, quando o assunto é consumir:
• Diante da insistência da criança, seja firme, pois ela não sabe o que é melhor
para si.
• Oriente a criança que, antes de gastar o dinheiro, é necessário ganhá-lo.
• Deixe-a participar do dia a dia da família, indo às compras de supermercado.
• Negocie com ela, antes de sair, quais os produtos serão adquiridos.
PERCíLIA, Eliene. "Consumo Infantil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/consumoinfantil.htm. Acesso em 09 de junho de 2019 - adaptado.
Marque a única opção em que a palavra destacada exerce a mesma função que em “os pais são desafiados, quando ensinam os filhos que o essencial é ser o que é (...)” (l.8 e 9).
Questão 11 9541872
IFSul - Rio-Grandense Verão 2019Leia o texto, para responder à questão.
Texto
A política e as políticas
Apesar da multiplicidade de facetas a que se aplica a palavra “política”___ uma delas goza
de indiscutível unanimidade___ a referência ao poder político___ à esfera da política institucional.
Um deputado ou um órgão de administração pública são políticos para a totalidade das pessoas.
Todas as atividades associadas de algum modo à esfera institucional política, e o espaço onde se
[5] realizam, também são políticos. Um comício é uma reunião política e um partido é uma
associação política, um indivíduo que questiona a ordem institucional pode ser um preso político;
as ações do governo, o discurso de um vereador, o voto de um eleitor são políticos.
Mas há um outro conjunto em que a mesma palavra manifesta-se claramente de um modo
diverso. Quando se fala da política da Igreja, isto não se refere apenas às relações entre a Igreja
[10] e as instituições políticas, mas à existência de uma política que se expressa na Igreja em relação
a certas questões como a miséria, a violência, etc. Do mesmo modo, a política dos sindicatos não
se refere unicamente à política sindical, desenvolvida pelo governo para os sindicatos, mas às
questões que dizem respeito à própria atividade do sindicato em relação aos seus filiados e ao
restante da sociedade. A política feminista não se refere apenas ao Estado, mas aos homens e às
[15] mulheres em geral. As empresas têm políticas para realizarem determinadas metas no
relacionamento com outras empresas, ou com os seus empregados. As pessoas, no seu
relacionamento cotidiano, desenvolvem políticas para alcançar seus objetivos nas relações de
trabalho, de amor, ou de lazer; dizer “Você precisa ser mais político” é completamente distinto de
dizer “Você precisa se politizar mais”, isto é, “precisa ocupar-se mais da esfera política
[20] institucional”.
[...] Não resta dúvida, porém, de que este segundo significado é muito mais vago e
impreciso do que o primeiro. A evolução histórica em relação ao gigantismo das Instituições
Políticas – o Estado onipresente – é acompanhada de uma politização geral da sociedade em seus
mínimos detalhes, por exigir um posicionamento diário frente ao Poder. Mas ao mesmo tempo
[25] traz consigo a imposição de normas com que balizar a própria aplicação da palavra política,
procurando determinar o que é e o que não é “política”.
Desta forma, oculta-se ao eleitor o seu ser político, atribuindo-se esta qualidade apenas ao
eleito. Ou então atribui-se à pessoa um espaço e um tempo determinado para que exerça uma
atividade política, na hora das eleições, quando está na tribuna da Câmara dos Deputados depois
[30] de ter sido eleita, quando senta no palácio para despachar com seus secretários mesmo sem ter
sido eleita. A própria delimitação rígida da política constitui, portanto, um produto da história; e
este é, sem dúvida, o principal motivo pelo qual não basta ater-se a um significado geral da
política, que apagaria todas as figuras com que se apresentou em sua gênese.
Esta delimitação operada pelo nível institucional traz consigo alterações profundas na
[35] esfera de valores associados à política. Uma conjuntura institucional insatisfatória, pela corrupção
ou pela violência, jamais dissociadas, reflete-se numa desmoralização da atividade política –
politicagem – que pode reverter em apatia e na procura de alternativas extra-institucionais como
a luta armada. Ao mesmo tempo, processa-se uma inversão na valorização da atividade política
na própria esfera institucional, em que ela deixa de ser um direito, passando a ser apenas um
[40] dever e uma responsabilidade. Em outras palavras, à Instituição passa despercebido que a sua é
também uma política, assentada na sociedade com uma proposta de participação, representação
e direção. Por esta carência de visão de relatividade, instaura-se um normativismo absoluto,
ocultando-se assim sua natureza.
Interessa perceber que, apesar de haver um significado predominante, que se impõe em
[45] determinadas situações, e que aparece como sendo a política, o que existe na verdade são
políticas.
MAAR, Leo Wolfgang. A política e as políticas. In: ____. O que é política. São Paulo: Abril Cultural/Brasiliense, 1985. (fragmento)
No texto: A política e as políticas, o autor define um comício como [...] uma reunião política. Suponha que, num comício, se candidatem 10 pessoas para realizar um discurso, mas, por ordem organizacional, são sorteadas aleatoriamente somente três dessas.
As possibilidades de escolha para realizar o primeiro, segundo e terceiro discursos são
06
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