Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 3 10108347
CMBH PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2020TEXTO
Melhorando as relações
Tania Zagury
Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.
Assinale a opção em que a tese destacada nas frases abaixo, inferidas do texto, é corroborada pelo argumento que a segue:
Questão 3 11475910
IFPA Integrado 2019Leia o texto:
As possibilidades perdidas
Fiquei sabendo que um poeta mineiro que
eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria
completado 100 anos neste mês de agosto, caso
vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta,
Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele,
e um em especial me chamou a atenção: “Viver
não dói. O que dói é a vida que não se vive”.
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa
dor não advém das coisas vividas, mas das coisas
que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo
seria a gente não sofrer, apenas agradecer por
termos conhecido uma pessoa tão bacana, que
gerou em nós um sentimento intenso e que
nos fez companhia por um tempo razoável, um
tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que
foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas
projeções irrealizadas, por todas as cidades
que gostaríamos de ter conhecido ao lado do
nosso amor e não conhecemos, por todos os
filhos que gostaríamos de ter tido junto e não
tivemos, por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado, e não
compartilhamos. Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade interrompida.
Sofremos não porque nosso trabalho é
desgastante e paga pouco, mas por todas as
horas livres que deixamos de ter para ir ao
cinema, para conversar com um amigo, para
nadar, para namorar. Sofremos não porque
nossa mãe é impaciente conosco, mas por
todos os momentos em que poderíamos estar
confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos
compreender. Sofremos não porque nosso time
perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos
não porque envelhecemos, mas porque o futuro
está sendo confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas
com as quais sonhamos e nunca chegamos a
experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A
resposta é simples como um verso: se iludindo
menos e vivendo mais.
MEDEIROS, Martha. As possibilidades perdidas. RevistaPazes: 2016. Disponível em: https://www.revistapazes.com/ perdidasmarthamedeiros. Acesso em: 13 set. 2018.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para irao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar”.
No trecho destacado, a vírgula tem por objetivo:
Questão 9 10736628
SENAI 1ºAno - CGE 2162 2019/1Os textos abaixo se referem à questão.
Texto I
Não conheço o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar a todo mundo.
Fonte: COLSBY, B. Disponível em: http://www.desistirnunca.com.br/nao-conheco-o-segredo-do-sucesso-bill-cosby/. Acesso em: 16 maio 2016.
Texto II
O segredo para o fracasso é ouvir os outros. O segredo para o sucesso é ouvir a si mesmo!
Fonte: GASPARETTO, L. Disponível em: http://kdfrases.com/frase/160380. Acesso em: 16 maio 2016.
Considere as seguintes afirmações referentes aos textos apresentados.
I. Ambos os autores relacionam o fracasso à influência da opinião alheia.
II. Para Luiz Gasparetto, sucesso é não ouvir o outro.
III. Bill Cosby considera-se um fracassado, pois não conhece o segredo do sucesso.
Está correto o contido em
Questão 14 10253250
OBR 1° Ano - Nível 3 2019Admirável Chip Novo
Pitty
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vêm eles novamente, eu sei o que
vão fazer
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não, senhor, sim, senhor
Não, senhor, sim, senhor.
Considerando o trecho da música em destaque, assinale a alternativa que expressa com clareza a realidade atual.
Questão 15 10135916
CMM 1º Ano - Língua Portuguesa 2019TEXTO
A INTERFERÊNCIA DO TEMPO
Martha Medeiros
Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-lo com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir esta questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tempo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá certeza disso.
Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes.
Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção às minhas ilusões.
A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas e a sensação que me causam não é nem um pouco desafiadora.
E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem?
Alguém que era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.
Talvez seja esta a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore que para ser explorada exigia uma certa logística – ou ao menos um “calço” de quem estivesse por perto e com as mãos livres – hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.
E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos.
Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.
Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro – quando o futuro também era infinito à nossa frente
Fonte: https://www.facebook.com/MarthaMedeiros.
A partir do texto “A interferência do tempo”, é correto entender que as experiências pessoais vividas ao longo do tempo interferem na percepção de diferentes elementos, com exceção de:
Questão 16 10135914
CMM 1º Ano - Língua Portuguesa 2019
TEXTO VII
A INTERFERÊNCIA DO TEMPO
Martha Medeiros
Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-lo com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir esta questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tempo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá certeza disso.
Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes.
Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção às minhas ilusões.
A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas e a sensação que me causam não é nem um pouco desafiadora.
E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem?
Alguém que era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.
Talvez seja esta a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore que para ser explorada exigia uma certa logística – ou ao menos um “calço” de quem estivesse por perto e com as mãos livres – hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.
E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos.
Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.
Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro – quando o futuro também era infinito à nossa frente
Fonte: https://www.facebook.com/MarthaMedeiros.
TEXTO VIII

– Pode-se dizer que o texto VII, “A interferência do tempo”, de Martha Medeiros, relaciona-se com esta tira de Mafalda, texto VIII.
O fragmento do texto VII que justifica essa afirmação é:
06
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