Questões de EFAF Filosofia
844 Questões
Questão 11 10773086
IFMG 2023/1Leia a tirinha a seguir.

DAHMER, André. Amendoins empreendedores. Disponível em: https://www.instagram. com/p/CiPvyqoullI/?igshid=YmMyMTA2M2Y= Acesso em: 8 set. 2022.
Neste texto, André Dahmer ironiza um modelo de empreendedorismo que se baseia em
Questão 4 10772572
IFMG 2023/1Leia os textos a seguir:
Texto 1
FAKE NEWS DA BELEZA
Com a ajuda de filtros de Instagram, buscamos um padrão estético que nos foi ensinado como certo, aquele em que poucos se encaixam e que mantém uma maioria angustiada e consumindo
Vanessa Rozan, Gama Revista 2 set. 2022
Existe a hashtag “sem filtro” para marcar fotos e vídeos publicados em sua rede social preferida. Sim, muita gente usa essa marcação para anunciar que as imagens são exatamente como a câmera as captou, sem edição. Mas daí existe a hashtag “sem filtro mesmo”, caso você esteja duvidando da veracidade do que se apresenta na sua tela, e vai que só dizer “sem filtro” não bastou. Agora existe uma lei no Reino Unido que proíbe influenciadores de usarem filtros em postagens publicitárias de produtos de beleza. [...]
Sim, anúncios de beleza e influenciadores que anunciam produtos de maquiagem não devem usar filtros de Instagram. O caso das máscaras de cílios já deu muito quiprocó com fotos em que as modelos usavam cílios postiços ou tinham seus cílios modificados em pós-edição e os anúncios dessas marcas tiveram que ser retirados de circulação. Por isso vale a pena entender que essa doideira de modificação não começou nos influenciadores, a gente tem que encontrar esse fio para desenrolar onde chegamos e pior: para entender para onde estamos indo. Com o aumento de procedimentos estéticos não-invasivos, o aumento de cirurgias plásticas entre adolescentes e o número alarmante de suicídios entre jovens, o assunto era sobre beleza, mas parece que agora o jogo virou e eu nem cheguei nos temas da baixa autoestima e da autoimagem distorcida. [...]
Agora com essa nova lei, é preciso que as imagens editadas sejam anunciadas. Ótimo, a ideia toda de seguir alguém que te inspira é que se cria uma relação de confiança e de certa verdade. Isso seria quase 100% se o Instagram não tivesse deixado de ser uma rede social para virar uma enorme plataforma de vendas. E se é venda, assim como o Conar já regularizou que as publicidades sejam demarcadas, é preciso que a edição de imagem seja também escancarada. Porque se for para seguir recebendo um monte de pele sem poros e corpos de modelos de 18 anos sugerindo um ideal para mulheres de 38, eu poderia continuar folheando só o que as revistas femininas e marcas de moda vinham fazendo até 5 anos atrás. Aliás, o que algumas ainda seguem fazendo, editando tudo sem nos avisar.
Disponível em: https://gamarevista.uol.com.br/colunistas/vanessa-rozan/fake-news-da-beleza/ Acesso em: 6 set. 2022. Adaptado.
Texto 2

Disponível em: https://www.instagram.com/p/CObYP-Lnl4s/?igshid=YmMyMTA2M2Y=. Acesso em 6 set. 2022.
Qual a temática comum aos textos 1 e 2?
Questão 32 10771399
EPCAR 2023TEXTO
A produção cultural do corpo
Pensar o corpo como algo produzido na e pela
cultura é, simultaneamente, um desafio e uma
necessidade. Um desafio porque rompe, de certa forma,
com o olhar naturalista sob o qual muitas vezes o corpo é
[5] observado, explicado, classificado e tratado. Uma
necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela,
sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um
dado natural cuja materialidade nos presentifica no
mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são
[10] conferidas diferentes marcas em diferentes tempos,
espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais,
étnicos, etc. Não é portanto algo dado a priori nem
mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e
mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o
[15] desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura
bem como suas leis, seus códigos morais, as
representações que cria sobre os corpos, os discursos
que sobre ele produz e reproduz.
Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu
[20] entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos,
vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a
roupa e os acessórios que o adornam, as intervenções
que nele se operam, a imagem que dele se produz, as
máquinas que nele se acoplam, os sentidos que nele se
[25] incorporam, os silêncios que por ele falam, os vestígios
que nele se exibem, a educação de seus gestos... enfim,
é um sem-limite de possibilidades sempre reinventadas e
a serem descobertas. Não são, portanto, as semelhanças
biológicas que o definem mas, fundamentalmente, os
[30] significados culturais e sociais que a ele se atribuem.
(GOELLNER, Silvana Vilodre. “A produção cultural do corpo”. In: LOURO, Guacira Lopes (Org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 28-29.)
Considerando o Texto e os trechos dele extraídos, assinale a alternativa em que o termo referente do pronome grifado é o substantivo “corpo”.
Questão 30 10771097
EPCAR 2023TEXTO
A produção cultural do corpo
Pensar o corpo como algo produzido na e pela
cultura é, simultaneamente, um desafio e uma
necessidade. Um desafio porque rompe, de certa forma,
com o olhar naturalista sob o qual muitas vezes o corpo é
[5] observado, explicado, classificado e tratado. Uma
necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela,
sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um
dado natural cuja materialidade nos presentifica no
mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são
[10] conferidas diferentes marcas em diferentes tempos,
espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais,
étnicos, etc. Não é portanto algo dado a priori nem
mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e
mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o
[15] desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura
bem como suas leis, seus códigos morais, as
representações que cria sobre os corpos, os discursos
que sobre ele produz e reproduz.
Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu
[20] entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos,
vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a
roupa e os acessórios que o adornam, as intervenções
que nele se operam, a imagem que dele se produz, as
máquinas que nele se acoplam, os sentidos que nele se
[25] incorporam, os silêncios que por ele falam, os vestígios
que nele se exibem, a educação de seus gestos... enfim,
é um sem-limite de possibilidades sempre reinventadas e
a serem descobertas. Não são, portanto, as semelhanças
biológicas que o definem mas, fundamentalmente, os
[30] significados culturais e sociais que a ele se atribuem.
(GOELLNER, Silvana Vilodre. “A produção cultural do corpo”. In: LOURO, Guacira Lopes (Org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 28-29.)
O objetivo principal do Texto é
Questão 6 10768546
COLTEC 2023Leia o Texto para responder às questões.
Preconceito contra os feios ganha nome e pode ser alvo até de proteção legal
Vários estudos apontam que os mais belos são sempre beneficiados nas notas, nas promoções, até nas penas de prisão
João Pereira Coutinho
“As muito feias que me perdoem”, escreveu Vinicius de Moraes, “mas a beleza é fundamental”. Anos atrás, esses versos eram pacíficos, embora cruéis. Hoje? Revelam um “preconceito” que, além de cruel, talvez mereça uma correção. Que o mesmo é dizer: uma mudança de conduta e, quem sabe, uma proteção legal.
Porque o preconceito tem nome: “lookism”. Desconhecia o termo, confesso, mas David Brooks explicou tudo no jornal The New York Times.
Segundo o colunista, “lookism” significa valorizar em excesso os belos e, sobretudo, discriminar contra os feios. Não apenas em matéria sentimental; em todas as áreas da vida, do ensino à carreira profissional, sem esquecer as sentenças da Justiça.
São vários os estudos que apontam para a mesma conclusão: os mais belos são sempre beneficiados nas notas escolares, nas promoções, nos salários, até nas penas de prisão. Os feios, pelo contrário, são injustamente punidos por suas feições.
Moral da história? É preciso mudar de atitude, aconselha Brooks, e tratar do preconceito contra os feios como mais um preconceito intolerável. Apesar de tudo, o colunista não recomenda cotas para feios. Faz bem. Até porque é difícil imaginar como seriam essas cotas.
Para começar, seria necessário estabelecer o que se entende por feiura humana e, depois, era preciso aplicar esse critério a eventuais candidatos que se reconhecessem como feios. Tarefa espinhosa. Será que a inteligência artificial poderia dar uma ajuda?
Imagino o cenário: o candidato apresenta-se para uma entrevista de emprego, a máquina analisa as suas feições e a empresa informa que, segundo a escala de Quasimodo, ele atinge 68% de hediondez. É, portanto, elegível para a cota respectiva. O candidato, feliz por ter sido declarado horrendo (“eu sempre soube que esse rosto me levaria longe!”), agradece e aceita o trabalho.
Enquanto esse futuro não chega, mudar de atitude seria um bom começo. Mas também aqui o meu ceticismo impera: Brooks confunde boas maneiras (com os feios) e naturais inclinações (pelos belos), como se fossem a mesma coisa.
Não são. Ofender ou prejudicar alguém porque é feio constitui uma grosseria abominável; nenhuma sociedade civilizada sobrevive se deixar o superego sem freio.
Coisa distinta é ter uma inclinação natural por aquilo que é belo, mesmo sabendo que a palavra “natural” não se ajusta às modas do tempo. Se tudo que existe é uma construção social, então a beleza dependerá sempre dos critérios reinantes em particulares sociedades — e, mais especificamente, das relações de poder que se estabelecem entre os seus membros.
[...]
Mas a beleza será sempre uma evidência e um mistério que se impõe e nos desarma, independentemente das suas causas mais profundas. Até um bebê sabe disso quando contempla um rosto belo e um rosto medonho. Ou quando prova algo doce e algo amargo.
Negar essa dimensão da nossa natureza, por razões de justiça social, não me parece apenas quimérico; parece-me abusivo e de um paternalismo arrepiante. Como se os feios precisassem de uma mentira piedosa para se sentirem menos feios, ou até subitamente belos.
Um dia, o cantor Serge Gainsbourg, que era feio como a morte e que namorou as mais belas mulheres da França, disse preferir a feiura à beleza; a feiura, acrescentou Gainsbourg, dura mais tempo.
Ironicamente, Gainsbourg tocou no essencial: somos vulneráveis à beleza porque sabemos, inconscientemente que seja, que ela é efêmera. E não há nenhuma engenharia social capaz de remover essa sombra de mortalidade.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2021/07/preconceito-contra-osfeios-ganha-nome-e-pode-ser-alvo-ate-de-protecao-legal.shtml. Acesso em: 07 jul. 2021. (Adapt.)
Releia os dois últimos parágrafos do texto:
“Um dia, o cantor Serge Gainsbourg, que era feio como a morte e que namorou as mais belas mulheres da França, disse preferir a feiura à beleza; a feiura, acrescentou Gainsbourg, dura mais tempo.
Ironicamente, Gainsbourg tocou no essencial: somos vulneráveis à beleza porque sabemos, inconscientemente que seja, que ela é efêmera. E não há nenhuma engenharia social capaz de remover essa sombra de mortalidade.”
A partir deles, selecione a alternativa que melhor sintetiza a conclusão de João Pereira Coutinho.
Questão 5 10768545
COLTEC 2023Leia o Texto para responder às questões.
Preconceito contra os feios ganha nome e pode ser alvo até de proteção legal
Vários estudos apontam que os mais belos são sempre beneficiados nas notas, nas promoções, até nas penas de prisão
João Pereira Coutinho
“As muito feias que me perdoem”, escreveu Vinicius de Moraes, “mas a beleza é fundamental”. Anos atrás, esses versos eram pacíficos, embora cruéis. Hoje? Revelam um “preconceito” que, além de cruel, talvez mereça uma correção. Que o mesmo é dizer: uma mudança de conduta e, quem sabe, uma proteção legal.
Porque o preconceito tem nome: “lookism”. Desconhecia o termo, confesso, mas David Brooks explicou tudo no jornal The New York Times.
Segundo o colunista, “lookism” significa valorizar em excesso os belos e, sobretudo, discriminar contra os feios. Não apenas em matéria sentimental; em todas as áreas da vida, do ensino à carreira profissional, sem esquecer as sentenças da Justiça.
São vários os estudos que apontam para a mesma conclusão: os mais belos são sempre beneficiados nas notas escolares, nas promoções, nos salários, até nas penas de prisão. Os feios, pelo contrário, são injustamente punidos por suas feições.
Moral da história? É preciso mudar de atitude, aconselha Brooks, e tratar do preconceito contra os feios como mais um preconceito intolerável. Apesar de tudo, o colunista não recomenda cotas para feios. Faz bem. Até porque é difícil imaginar como seriam essas cotas.
Para começar, seria necessário estabelecer o que se entende por feiura humana e, depois, era preciso aplicar esse critério a eventuais candidatos que se reconhecessem como feios. Tarefa espinhosa. Será que a inteligência artificial poderia dar uma ajuda?
Imagino o cenário: o candidato apresenta-se para uma entrevista de emprego, a máquina analisa as suas feições e a empresa informa que, segundo a escala de Quasimodo, ele atinge 68% de hediondez. É, portanto, elegível para a cota respectiva. O candidato, feliz por ter sido declarado horrendo (“eu sempre soube que esse rosto me levaria longe!”), agradece e aceita o trabalho.
Enquanto esse futuro não chega, mudar de atitude seria um bom começo. Mas também aqui o meu ceticismo impera: Brooks confunde boas maneiras (com os feios) e naturais inclinações (pelos belos), como se fossem a mesma coisa.
Não são. Ofender ou prejudicar alguém porque é feio constitui uma grosseria abominável; nenhuma sociedade civilizada sobrevive se deixar o superego sem freio.
Coisa distinta é ter uma inclinação natural por aquilo que é belo, mesmo sabendo que a palavra “natural” não se ajusta às modas do tempo. Se tudo que existe é uma construção social, então a beleza dependerá sempre dos critérios reinantes em particulares sociedades — e, mais especificamente, das relações de poder que se estabelecem entre os seus membros.
[...]
Mas a beleza será sempre uma evidência e um mistério que se impõe e nos desarma, independentemente das suas causas mais profundas. Até um bebê sabe disso quando contempla um rosto belo e um rosto medonho. Ou quando prova algo doce e algo amargo.
Negar essa dimensão da nossa natureza, por razões de justiça social, não me parece apenas quimérico; parece-me abusivo e de um paternalismo arrepiante. Como se os feios precisassem de uma mentira piedosa para se sentirem menos feios, ou até subitamente belos.
Um dia, o cantor Serge Gainsbourg, que era feio como a morte e que namorou as mais belas mulheres da França, disse preferir a feiura à beleza; a feiura, acrescentou Gainsbourg, dura mais tempo.
Ironicamente, Gainsbourg tocou no essencial: somos vulneráveis à beleza porque sabemos, inconscientemente que seja, que ela é efêmera. E não há nenhuma engenharia social capaz de remover essa sombra de mortalidade.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2021/07/preconceito-contra-osfeios-ganha-nome-e-pode-ser-alvo-ate-de-protecao-legal.shtml. Acesso em: 07 jul. 2021. (Adapt.)
Identifique a alternativa em que a palavra destacada na frase está CORRETAMENTE seguida de seu sinônimo.
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