Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 9 10576399
FAETEC 2020Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
No quarto parágrafo, a autora apresenta a seguinte estratégia:
Questão 2 10576082
FAETEC 2020Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
No primeiro parágrafo, o trecho entre travessões assume, em relação ao anterior, um papel de:
Questão 1 10568800
FAETEC 2020Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
No texto, o novo emprego do verbo “cancelar” sugere um(a):
Questão 1 10541679
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020Para alguns filósofos gregos da Antiguidade, enxergamos as coisas à nossa volta porque nossos olhos emitem partículas que, ao atingirem os objetos, permitem que sejam vistos. Atualmente, entendemos que os objetos podem ser vistos porque a luz que eles emitem ou refletem atinge os nossos olhos, sensibilizando-os.
Uma maneira de mostrar que a hipótese dos gregos estava errada é tentar ler um livro impresso
Questão 8 10108349
CMBH PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2020TEXTO
Melhorando as relações
Tania Zagury
Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.
Assinale a opção cujo trecho contenha um referente para o termo que:
Questão 4 10775991
IFMG 2019/1Leia o texto a seguir.
E se a venda de órgãos fosse legalizada?
Se você algum dia precisar de um transplante de órgão, pode começar a rezar: só no Brasil, existem mais de 69 mil pessoas na fila, que não para de crescer. Mas e se fosse permitido vender órgãos, tirando um lucro da sua vovozinha que morreu – ou até, talvez, colocar no mercado um dos seus próprios rins? “O incentivo financeiro aumentaria a quantidade de transplantes e acabaria com as filas”, diz o economista Gary Becker (que ganhou um Prêmio Nobel por sua análise do comportamento humano), num estudo sobre comércio de órgãos.
E existem números que comprovam isso: o Irã, que permite a venda de órgãos, é líder mundial em doações de rim (são 25 doadores por milhão de habitantes, contra 19 dos EUA e 6,2 do Brasil).
Mas o arrependimento seria alto: 79% dos iranianos que venderam um de seus rins lamentam a decisão. Além disso, um livre mercado de órgãos “poderia explorar os mais pobres e atrapalhar as doações cadavéricas [provenientes de gente morta]”, acredita Valter Garcia, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Como resposta, os defensores da ideia propõem a criação de regras para o comércio.
Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/e-se-vendade-orgaos-fosse-legalizada/. Acesso em: 29 out. 2018. [Fragmento]
As respostas apresentadas, ao longo desse texto, para a pergunta proposta no título, empregam opiniões que
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