Questões de EFAF Filosofia - Temática
744 Questões
Questão 31 10739442
IFF 2023/2O Dr. Ure, o grande defensor da fábrica automática, descreve-a, de um lado, como “a cooperação de diversas classes de trabalhadores, adultos e menores, que com destreza e diligência vigiam um sistema de maquinaria produtiva movido ininterruptamente por uma força central (o primeiro motor)” e, de outro, como “um autômato colossal, composto por inúmeros órgãos mecânicos, dotados de consciência própria e atuando de modo concertado e ininterrupto para a produção de um objeto comum, de modo que todos esses órgãos estão subordinados a uma força motriz, semovente”.
Essas duas descrições não são de modo nenhum idênticas. Na primeira, o trabalhador coletivo combinado, ou corpo social de trabalho, aparece como sujeito dominante e o autômato mecânico, como objeto; na segunda, o próprio autômato é o sujeito, e os operários só são órgãos conscientes pelo fato de estarem combinados com seus órgãos inconscientes, estando subordinados, juntamente com estes últimos, à força motriz central. A primeira descrição vale para qualquer aplicação possível da maquinaria em grande escala; a outra caracteriza sua aplicação capitalista e, por conseguinte, o moderno sistema fabril. [Adaptado]
MARX, Karl. O Capital, vol.1. São Paulo: Boitempo, 2013.
O que o autor pretende, neste trecho, é
Questão 2 10673281
OBRL 8° Ano - 2° Fase 2023Uma proposição é uma frase afirmativa que pode ser avaliada como verdadeira (V) ou falsa (F), mas não se admitem, para a proposição, ambas as interpretações. Considerando as informações apresentadas acima, julgue os itens subsequentes.
I. A proposição “(17 é par) ou (9 é ímpar)” é verdadeira.
II. A proposição “(7 + 4 > 10) → (36 – 25 ≠ √64)” é verdadeira.
III. A proposição “Ou (7 é primo) ou (– 13 < – 15)” é verdadeira.
IV. A proposição “(– 4 > – 3) ↔ (17 – 8 = número primo)” é verdadeira.
V. A proposição “(7 é par) e (2 é ímpar)” é verdadeira.
Entre essas proposições compostas, quantas tem a interpretação V (verdadeiras)?
Questão 8 10636259
CEFET MG 2023Considere os textos I, II e III para responder a questão.
Texto I
Professor baixou a cabeça:
– Deixa de ser besta, Bala! Tu bem sabe que do meio da gente só pode sair ladrão... Quem é que quer saber da gente? Quem? Só ladrão, só ladrão... – e sua voz se elevava, agora gritava com ódio.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. Rio de Janeiro: Record, 1989. p. 122.
Texto II
Numa mesa pediram cachaça. Houve um movimento de copos no balcão. Um velho então disse:
– Ninguém pode mudar o destino. É coisa feita lá em cima – apontava o céu.
Mas João de Adão falou de outra mesa:
– Um dia a gente muda o destino dos pobres...
Pedro Bala levantou a cabeça, Professor ouviu sorridente. Mas João Grande e Boa-Vida pareciam apoiar as palavras do velho, que repetiu:
– Ninguém pode mudar, não. Está escrito lá em cima...
– Um dia a gente muda... – disse Pedro Bala, e todos olharam para o menino.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. Rio de Janeiro: Record, 1989. p. 140.
Texto III
Livre-arbítrio: é você ou o universo que determina suas escolhas?
Luiza Pollo
Filósofos, físicos e neurocientistas se debruçam atualmente sobre uma questão que acompanha a humanidade há milênios: será que nós temos mesmo livre-arbítrio? Spoiler: não há consenso. Entre esses profissionais citados, há diferentes correntes que argumentam em sentidos opostos. Para os filósofos, o debate se dá principalmente em torno da tese do determinismo causal, que tem suas origens na física. "De uma maneira simplificada, essa tese nos diz que o estado de coisas num determinado momento — que podemos chamar de momento T1 —, junto com as leis da natureza, dizem qual vai ser o estado das coisas num momento futuro — o T2 — e permite saber qual foi o estado das coisas no passado. Se só existe um futuro possível, então estamos falando de uma determinação", explica Beatriz Sorrentino, professora do curso de Filosofia da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso). [...]
Atualmente, os filósofos que se dedicam a estudar a existência ou não do livre-arbítrio costumam se dividir a partir da crença na compatibilidade ou na incompatibilidade do livre-arbítrio com a tese determinista. Há os compatibilistas, que acreditam que é possível falar em liberdade de escolha mesmo que a natureza (e por consequência os seres humanos) estejam inseridos num sistema determinista; e há os incompatibilistas, que não veem a possibilidade de o livre-arbítrio existir caso o estado das coisas e as leis da física sejam os únicos responsáveis por reger nossas ações.
POLLO, Luiza. Livre-arbítrio: é você ou o universo que determina suas escolhas? Disponível em:. Acesso em 02 set. 2022.
As correntes filosóficas apresentadas no Texto III se relacionam aos argumentos levantados nos textos I e II pelo ponto de vista de
Questão 9 10775694
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2022TEXTO
Leia o texto para responder.

Fonte: https://diariodoturismo.com.br/charges-dao-tom-divertido-ao-uso-do-fretamento/
Assinale a alternativa que melhor esclarece a charge.
Questão 17 10620607
CEFET MG 2022O 6, o 9 e o culto à ignorância
O mais valioso que aprendi em um curso de Ciências Humanas nem foi a existência e o respeito às formas de ver, mas justamente o ato de problematizá-las, entender que tudo o que temos é resultado de processos históricos mais ou menos longos, e que tudo que temos, portanto, tem um referencial e só pode ser apreendido com alguma clareza a partir dele. Assim, o 6 ou o 9 não está ali entre os dois sujeitos aletoriamente, há um referencial para ele. Se, por exemplo, se tratar de um estacionamento numerado, na vaga anterior estará escrito um 5 ou um 8 e, na posterior, um 7 ou um 10. Somente com base nos referenciais em que circulam as coisas do mundo é que podemos fugir do simplismo de considerar tudo como uma “questão de opinião”. Há de se dizer de onde vêm, com quais outras coisas se trava relação, com quais oposições foi contrastado. Quem “acha”, não sabe. O conhecimento das coisas se dá pelo adensamento do olhar, pelo conflito das visões, pela listagem dos elementos relacionais, e não pelo culto ao perspectivismo raso.
É preciso reafirmar que a pluralidade de ideias, o pluralismo como um todo deve ser sempre festejado. O que não se pode é cair na ignorância por esporte. Pretensão de saber sem referencial.
BORGES, W. C. "O 6, o 9 e o culto à ignorância". Disponível em: https://revistacult.uol. com.br/home/o-6-o-9-e-o-culto-a-ignorancia/. Acesso em: 18 jan.2021.
Nesse texto, o uso da exemplificação como estratégia argumentativa atendeu ao propósito de
Questão 21 10131132
CMBel 1°ano - Matemática e Português 2022/23Leia o texto para responder a questão.
Texto I
De acordo com o filósofo Platão, a associação entre saúde física e mental seria imprescindível para a manutenção da integridade humana. Nesse contexto, elucida-se a necessidade de maior atenção ao aspecto psicológico, o qual, além de estar suscetível a doenças, também é alvo de estigmatização na sociedade brasileira. Tal discriminação é configurada a partir da carência informacional concatenada à idealização da vida nas redes sociais, o que gera a falta de suporte aos necessitados, Isso mostra que esse revés deve ser solucionado urgentemente.
Sob essa análise, é necessário salientar que fatores relevantes são combinados na estruturação dessa problemática. Dentre eles, destaca-se a ausência de informações precisas e contundentes a respeito das doenças mentais, as quais, muitas vezes, são tratadas com descaso e desrespeito, Essa falta de subsídio informacional é grave, visto que impede que uma grande parcela da população brasileira conheça a seriedade das patologias psicológicas, sendo capaz de comprometer a realização de tratamentos adequados, a redução do sofrimento do paciente e a sua capacidade de recuperação. Somada a isso, a veiculação virtual de uma vida idealizada também contribui para a construção dessa caótica conjuntura, pois é responsável pela crença equivocada de que a existência humana pode ser feita, isto é, livre de obstáculos e transtornos. Esse entendimento falho da realidade fez com que os indivíduos que não se encaixem nos padrões dliundidos, em especial no que concerne à saúde mental, sejam vítimas de preconceito e exclusão. Evidencia-se, então, que a carência de conhecimento associada à irrealidade digitalmente disseminada arquitetam esse lastimável panorama.
Consequentemente, tais motivadores geram incontestáveis e sérios efeitos na vida dos indivíduos que sofrem de algum gênero de doença mental. Tendo isso em vista, o acolhimento insuficiente e a falta de tratamento são preocupantes, uma vez que os acometidos precisam de compreensão, respeito e apoio para disporem de mais energia e motivação no enfrentamento dessa situação, além de acompanhamento médico e psicológico também ser essencial para que a pessoa entenda seus sentimentos e organize suas estruturas psicológicas de uma forma mais salutar e emancipadora. O filme “Toc toc" retrata precisamente o processo de cura de um grupo de amigos que são diagnosticados com transtornos de ordem psicológica, revelando que o carinho fraternal e o entendimento mútuo são ferramentas fundamentais no desenvolvimento integral da
saúde. Mostra-se, assim, que a estigmatização de doentes mentais produz a escassez de elementos primordiais para que eles possam ser tratados e curados.
Urge, portanto, que o Ministério da Saúde crie uma plataforma, por meio de recursos digitais, que contenha informações a respeito das doenças mentais e que proponha comportamentos e atitudes adequados a serem adotados durante uma interação com uma pessoa que esteja com alguma patologia do gênero, além de divulgar os sinais mais frequentes relacionados à ausência de saúde psicológica. Essa medida promoverá uma maior rede informacional e propiciará um maior apoio aos necessitados. Ademais, também cabe à sociedade e à mídia elaborar campanhas que preguem a contrariedade ao preconceito no que tange aos doentes dessa natureza, o que pode ser efetivado através de mobilizações em redes sociais e por intermédio de programas televisivos com viés informativo. Tal iniciativa é capaz de engajar a população brasileira no combate a esse tipo de discriminação. Com isso, a ideia platônica será convertida em realidade no Brasil.
(Enem 2020 - Redação avaliada com nota máximo, da candidata Raíssa Picolli Fontoura, do Mato Grosso do Sul)
Texto II
Filme Divertida Mente - Resumo
Riley descobre que irá se mudar de Minnesota para São Francisco por causa do trabalho do pai. A menina tem 11 anos quando toma consciência de que irá passar por essa complicada transição. Riley enfrentará, portanto, duas mudanças: uma externa (de cidade) e uma interna (o fim da fase infantil para a entrada na adolescência).
Ao longo do filme, acompanhamos o desenvolvimento da menina desde o momento que ela sai da barriga da mãe. Assim que a pequena bebê é segurada no colo, vemos nascer também seu primeiro sentimento, a Alegria.
Logo a seguir, precisamente 33 segundos depois, aparecem o Medo e a Tristeza, outros sentimentos que a acompanharão durante o seu percurso. Mais tarde se juntarão a Raiva e o Nojinho, outros dois afetos essenciais que disputarão o controle da sala de comando.

Sala de comando do pensamento da Riley, com Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho
Assistimos não só ao que se passa no dia a dia da garota como também de que forma esses sentimentos vão sendo processados. Riley é obrigada a deixar para trás o seu time de hockey (os Feras do Gelo), os amigos e a casa que tanto gostava. Seu dia a dia passa por uma mudança substancial. E não se trata aqui de demonizar ou louvar algum sentimento específico; todos eles são importantes para a manutenção da saúde psíquica da menina. Percebemos rapidamente como o Medo, por exemplo, é essencial para garantir a segurança da criança.
Cada memória base é organizada de modo a moldar um aspecto da personalidade de Riley. Na menina, várias ilhas coexistem: a Ilha da Bobeira, da Amizade, da Honestidade, da Família etc.

As ilhas de Riley
Através da animação, de forma metafórica, entendemos como se dá o nosso funcionamento interno: o trem do pensamento, o depósito de memória, as emoções complementares que se revezam ao longo das várias fases da vida.
Assistimos em Riley um pouco do que se passa dentro de cada um de nós e, ao observarmos a pequena garotinha, percebemos como também nós reagimos às situações desafiadoras que atravessam o nosso cotidiano.
Disponível em: www.culturagenial.com. Acesso em: 16 set. 2022.
Em relação aos textos I e II, é correto afirmar que
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