Questões de EFAF Filosofia
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Questão 7 10727363
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2011TEXTO:
O gosto da surpresa
Betty Milan
Psicanalista e escritora
Nada é melhor do que se surpreender, olhar o mundo com olhos de criança. Por isso as pessoas gostam de viajar. Nem o trânsito, nem a fila no aeroporto, nem o eventual desconforto do hotel são empecilhos neste caso. Só viajar importa, ir de um para outro lugar e se entregar à cena que se descortina. Como, aliás, no teatro.
O turista compra a viagem baseado nas garantias que a agência de turismo oferece, mas se transporta em busca de surpresa. Porque é dela que nós precisamos mais. Isso explica a célebre frase “navegar é preciso, viver não”, erroneamente atribuída a Fernando Pessoa, já que data da Idade Média.
Agora, não é necessário se deslocar no espaço para se surpreender e se renovar. Olhar atentamente uma flor, acompanhar o seu desenvolvimento, do botão à pétala caída, pode ser tão enriquecedor quanto visitar um monumento histórico.
Tudo depende do olhar. A gente tanto pode olhar sem ver nada quanto se maravilhar, uma capacidade natural na criança e que o adulto precisa conquistar, suspendendo a agitação da vida cotidiana e não se deixando absorver por preocupações egocêntricas. Como diz um provérbio chinês, a lua só se reflete perfeitamente numa água tranquila.
O que nós vemos e ouvimos depende de nós. A meditação nos afasta do clamor do cotidiano e nos permite, por exemplo, ouvir a nossa respiração. Quem escuta com o espírito e não com o ouvido, percebe os sons mais sutis. Ouve o silêncio, que é o mais profundo de todos os sons, como bem sabem os músicos. Numa de suas músicas, Caetano Veloso diz que “só o João (Gilberto) é melhor do que o silêncio”. Porque o silêncio permite entrar em contato com um outro eu, que só existe quando nos voltamos para nós mesmos.
Há milênios, os asiáticos, que valorizam a longevidade, se exercitam na meditação, enquanto nós, ocidentais, evitamos o desligamento que ela implica. Por imaginarmos que sem estar ligado não é possível existir, ignoramos que o afastamento do circuito habitual propicia uma experiência única de nós mesmos, uma experiência sempre nova.
Desde a Idade Média, muitos séculos se passaram. Mas o lema dos navegadores continua atual. Surpreender-se é preciso. A surpresa é a verdadeira fonte da juventude, promessa de renovação e de vida.
(Veja, Editora Abril, edição 2184 – ano 43 – no 39, 29/09/2010, p. 116)
Em: “Há milênios, os asiáticos, que valorizam a longevidade, exercitam-se na meditação, enquanto nós, ocidentais, evitamos o desligamento que ela implica.”, a palavra grifada, mantido o sentido expresso no trecho, poderia ser substituída por:
Questão 7 10679595
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2011Geração Y
Eles já foram acusados de tudo: distraídos, superficiais, impacientes, preocupados consigo mesmos e até egoístas. Mas se preocupam com o ambiente, têm fortes valores morais e estão prontos para mudar o mundo. São interessados em construir um mundo melhor e, em pouco tempo, vão tomar conta do planeta. Eis algumas outras de suas características: só fazem o que gostam, não conseguem passar mais de três meses no mesmo trabalho. Concebidos na era digital, democrática e da ruptura da família tradicional, essa garotada está acostumada a pedir e ter o que quer.
Com vinte e poucos anos, esses jovens são os representantes da chamada Geração Y, um grupo que está, aов роисов, provocando uma revolução silenciosa. Sem as bandeiras e o estardalhaço das gerações dos anos 60 е 70, пas com a mesma força poderosa de mudança, eles sabem que as normas do passado não funcionam - e as novas estão inventando sozinhos.
A novidade é que esse "umbiguismo" não é, necessariamente, negativo. Dizem que esses jovens estão aptos a desenvolver a autorrealização, algo que, até hoje, foi apenas um conceito. Questionando o que é a realização pessoal e profissional e buscando agir de acordo com seus próprios interesses, estão levando a sociedade a um novo estágio, que será muito diferente do que conhecemos. No trabalho, é comum os recém-contratados pularem de um emprego para o outro, tratarem os superiores como colegas de turma ou baterem a porta quando não são reconhecidos. Não são revoltados e têm valores éticos muito fortes: priorizam o aprendizado e as relações humanas. Mas é preciso, antes de tudo, aprender a conversar com eles para que essas características sejam reveladas.
Essa é a primeira geração que não precisou aprender a dominar as máquinas, mas nasceu com TV, computador e comunicação rápida dentro de casa. Parece um dado sem importância, mas estudos comprovam que quem convive com ferramentas virtuais desenvolve um sistema cognitivo diferente. Uma pesquisa do Departamento de Educação dos Estados Unidos revelou que crianças que usam programas online para aprender ficam nova pontos acima da média geral e são mais motivadas.
Para alguns, são indivíduos multitarefas: ao mesmo tempo em que estudam, são capazes de ler notícias na internet, checar a página do Facebook, escutar música e ainda prestar atenção na conversa ao lado. Para eles, a velocidade é outra. Os resultados precisam ser mais rápidos, e os desafios, constantes. É mais ou menos como se os nascidos nas duas últimas décadas fossem um celular de última geração.
Revista Galileu (Adaptado)
Assinale a opção em que, no trecho, segundo a variedade padrão escrita da língua, ocorre um desvio de regência.
Questão 7 10307541
OBR 1° Ano - Nível 4 2011Isaac Asimov, considerado uma espécie de "pai espiritual" dos robôs, traçou para eles os seus três mandamentos, três regras simples que todos os robôs deveriam futuramente seguir:
• 1a: um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por omissão, permitir que algum mal lhe aconteça.
• 2a: um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas contrariarem a Primeira Lei.
• 3a: um robô deve proteger a sua integridade física, desde que, com isto, não contrarie a Primeira e a Segunda leis.
Fonte: “Robôs vão obedecer às Leis de Asimov na vida real” - Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/09/2008.
Considerando as três leis postuladas por Isaac Asimov, qual das seguintes ações de um robô pode ser considerada como infratora?
Questão 11 10190257
IFCE* 1° Ano 2011/2TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades completamente
diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente
“sérios”, o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro,
ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.
[5] O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas tragédias, Sófocles e
Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia mas também e, sobretudo, pôr em discussão certos temas que
dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a
própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar
os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova
[10] o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar mais livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição religiosa, para os valores
da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e
pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos
para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o
[15] destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia,
drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo,
um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas
peças tiveram um papel essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a
[20] resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas,
sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na
fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e
exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real,
[25] muito além dos palcos e dos camarins.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola sempre teve muito a
aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de
gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os
[30] figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao
teatro!
(Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo)
No trecho “... não visavam apenas à diversão...” (linha 6), o acento indicativo de crase está corretamente empregado.
Isso não ocorreu na opção
Questão 54 11230316
IFSP 2010/1O autor utiliza-se de uma linguagem figurada para dar ênfase a sua opinião.
Isso está claramente perceptível em
Questão 6 10767272
UTFPR Verão 2010/2TEXTO DE REFERÊNCIA PARA A QUESTÃO
Um adolescente um pouco sem rumo, estranhando seu próprio comportamento, paradoxalmente desafiador e arrependido, para você na rua e fala: “Estou só passando por uma fase agora. Todo o mundo passa por fases, não é?” Alguém talvez reconheça sua voz. É Holden, o herói do romance O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger.
Aproveitando-se da situação, atrás e ao lado dele se aglomeram pais e mães de adolescentes. Eles também perguntam: “Então, é assim? Vai passar? É só uma fase?”
Resposta de bolso, caso Holden e os pais o parem na rua: “Não. Não é apenas uma fase. Por isso, nada garante que passe”.
Nossos adolescentes amam, estudam ,brigam, trabalham. Batalham com seus corpos, que se esticam e se transformam. Lidam com as dificuldades de crescer no quadro complicado da família moderna. Como se diz hoje, eles se procuram e eventualmente se acham. Mas, além disso, eles precisam lutar com a adolescência, que é uma criatura um pouco monstruosa, sus- tentada pela imaginação de todos, adolescentes e pais. Um mito, inventado no começo do século 20, que vingou sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial.
A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época.
Objeto de inveja e de medo, ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e, ao mesmo tempo, a seus pesadelos de violência e desordem.
Objeto de admiração e ojeriza, ela é um poderoso argumento de marketing e, ao mesmo tempo, uma fonte de desconfiança e repressão preventiva.
A Holden e aos pais pode-se responder, assim, que os jovens de hoje chegaram à adolescência numa época que alimenta uma espécie de culto desse tempo da vida. E caberia, então, tentar explicar como isso nos afeta a todos.
(Texto extraído do livro: Caligaris, Contardo. A adolescência, Ed. Publifolha, 2000)
Assinale a alternativa que contém a explicação correta para a expressão “argumento de marketing”, preservando-se o sentido com que ela é empregada no texto.
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