Questões de EFAF Geografia - Terra -
101 Questões
Questão 35 15307086
CMPA 1 Ano 2025Texto
Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder à questão.
O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial
12 dez. 2024 às 22h00
João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
[1] A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
[5] indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), organismo das Nações Unidas.
Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
[10] como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
[15] que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
[20] estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
[25] investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
retenção de água.
Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
[30] demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
[35] combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
[40] ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
familiares nas áreas mais afetadas.
Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
[45] problema.
Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacaono-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.
Qual das alternativas abaixo é mais adequada para definir o substantivo “premência”, considerando o seu contexto de uso na linha 42?
Questão 34 15307076
CMPA 1 Ano 2025Texto
Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder à questão.
O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial
12 dez. 2024 às 22h00
João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
[1] A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
[5] indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), organismo das Nações Unidas.
Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
[10] como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
[15] que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
[20] estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
[25] investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
retenção de água.
Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
[30] demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
[35] combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
[40] ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
familiares nas áreas mais afetadas.
Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
[45] problema.
Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacaono-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.
Releia os trechos abaixo.
I. “(...) o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos.” (linhas 03 e 04).
II. “Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação (...)”. (linha 14).
III. “Outra medida relevante é o investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas adversas.” (linhas 24 a 26).
Considerando as formas verbais em destaque e o seu contexto de uso, marque a alternativa correta.
Questão 33 15307074
CMPA 1 Ano 2025Texto
Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder à questão.
O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial
12 dez. 2024 às 22h00
João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
[1] A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
[5] indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), organismo das Nações Unidas.
Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
[10] como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
[15] que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
[20] estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
[25] investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
retenção de água.
Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
[30] demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
[35] combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
[40] ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
familiares nas áreas mais afetadas.
Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
[45] problema.
Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacaono-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.
Marque a alternativa que responde corretamente às duas perguntas abaixo:
Pergunta 01:
Por que o semiárido e a caatinga estão conhecendo dificuldades para além das já rotineiras?
Pergunta 02:
Como o autor avalia as taxas de juros relacionadas ao RenovAgro?
Questão 32 15307071
CMPA 1 Ano 2025Texto
Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder à questão.
O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial
12 dez. 2024 às 22h00
João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
[1] A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
[5] indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), organismo das Nações Unidas.
Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
[10] como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
[15] que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
[20] estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
[25] investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
retenção de água.
Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
[30] demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
[35] combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
[40] ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
familiares nas áreas mais afetadas.
Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
[45] problema.
Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacaono-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.
Ao longo desse artigo de opinião, são empregadas cinco orações subordinadas adverbiais finais reduzidas de infinitivo.
Sabendo disso, marque a alternativa que justifica corretamente essa quantidade expressiva.
Questão 31 15307046
CMPA 1 Ano 2025Texto
Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder à questão.
O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial
12 dez. 2024 às 22h00
João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
[1] A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
[5] indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), organismo das Nações Unidas.
Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
[10] como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
[15] que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
[20] estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
[25] investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
retenção de água.
Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
[30] demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
[35] combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
[40] ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
familiares nas áreas mais afetadas.
Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
[45] problema.
Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacaono-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.
Observe alguns empregos do sinal grave, o qual indica, nas relações de regência verbal e nominal, a ocorrência de crase.
I. “A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),” (linha 01).
II. “(...) cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca (...)” (linhas 08 e 09).
III. “Outra medida relevante é o investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas adversas (...)” (linhas 24 a 26).
Considerando esses empregos, marque a alternativa correta.
Questão 17 14914837
OBG Fase 1 2024Analise o mapa a seguir e assinale a alternativa correta.

Fonte: https://www.researchgate.net : acesso 14/06/2024.
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