Questões de EFAF Geografia - Terra -
473 Questões
Questão 47 15498513
CPM/ERJ 6 Ano 2026A instalação de infraestrutura para os meios de transporte tem diferentes impactos na paisagem e na vida das pessoas. Ela depende das características de cada meio de transporte, do tipo de veículo, do volume de cargas e de passageiros e da intensidade desse fluxo. As características geográficas do local também influenciam. Esse processo exige, na maior parte das vezes, alterações que promovem severas modificações nas paisagens, gerando impactos ambientais significativos. Por isso, são necessários estudos rigorosos do impacto das obras no ambiente (obrigatórios no Brasil desde o fim do século XX) e licenças para executar as obras.
São exemplos desses impactos ambientais, exceto:
Questão 23 16326054
SAEB Simulado 1 | 9 ano | LP 2025Leia o texto para responder a questão abaixo:
Viva o povo brasileiro
O país tem fama de não cuidar da ecologia. Vide as queimadas na Amazônia. Além disso, em reciclagem de vidros o Brasil foi reprovado num ranking do Instituto Worldwatch. Assim, parece soar estranho o país bater o recorde mundial em reciclagem de latas. De cada 100 latinhas de bebida, 65 voltam para a indústria. É que há 125.000 brasileiros suando na coleta de latas usadas. Esse exército de subempregados embolsou 80 milhões de dólares em 1998.
VEJA. São Paulo: Ed. Abril. Ano 32, nº 17, 28 abr. 1999.
Com base no texto, qual é a principal razão para o Brasil ter um alto índice de reciclagem de latas?
Questão 35 15307086
CMPA 1 Ano 2025Texto
Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder à questão.
O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial
12 dez. 2024 às 22h00
João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
[1] A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
[5] indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), organismo das Nações Unidas.
Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
[10] como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
[15] que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
[20] estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
[25] investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
retenção de água.
Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
[30] demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
[35] combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
[40] ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
familiares nas áreas mais afetadas.
Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
[45] problema.
Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacaono-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.
Qual das alternativas abaixo é mais adequada para definir o substantivo “premência”, considerando o seu contexto de uso na linha 42?
Questão 34 15307076
CMPA 1 Ano 2025Texto
Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder à questão.
O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial
12 dez. 2024 às 22h00
João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
[1] A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
[5] indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), organismo das Nações Unidas.
Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
[10] como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
[15] que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
[20] estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
[25] investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
retenção de água.
Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
[30] demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
[35] combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
[40] ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
familiares nas áreas mais afetadas.
Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
[45] problema.
Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacaono-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.
Releia os trechos abaixo.
I. “(...) o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos.” (linhas 03 e 04).
II. “Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação (...)”. (linha 14).
III. “Outra medida relevante é o investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas adversas.” (linhas 24 a 26).
Considerando as formas verbais em destaque e o seu contexto de uso, marque a alternativa correta.
Questão 33 15307074
CMPA 1 Ano 2025Texto
Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder à questão.
O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial
12 dez. 2024 às 22h00
João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
[1] A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
[5] indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), organismo das Nações Unidas.
Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
[10] como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
[15] que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
[20] estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
[25] investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
retenção de água.
Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
[30] demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
[35] combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
[40] ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
familiares nas áreas mais afetadas.
Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
[45] problema.
Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacaono-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.
Marque a alternativa que responde corretamente às duas perguntas abaixo:
Pergunta 01:
Por que o semiárido e a caatinga estão conhecendo dificuldades para além das já rotineiras?
Pergunta 02:
Como o autor avalia as taxas de juros relacionadas ao RenovAgro?
Questão 32 15307071
CMPA 1 Ano 2025Texto
Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder à questão.
O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial
12 dez. 2024 às 22h00
João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)
[1] A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
[5] indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), organismo das Nações Unidas.
Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
[10] como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
[15] que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
[20] estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
[25] investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
retenção de água.
Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
[30] demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
[35] combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
[40] ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
familiares nas áreas mais afetadas.
Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
[45] problema.
Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacaono-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.
Ao longo desse artigo de opinião, são empregadas cinco orações subordinadas adverbiais finais reduzidas de infinitivo.
Sabendo disso, marque a alternativa que justifica corretamente essa quantidade expressiva.
06
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