Questões de EFAF Geografia - Geral - Sociedade e População
605 Questões
Questão 10 10779318
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO I
Diáspora
“Acalmou a tormenta; pereceram
Os que a estes mares ontem se arriscaram;
Vivem os que, por um amor, temeram
E dos céus os destinos esperaram.” 1
[5] Atravessamos o Mar Egeu
o barco cheio de fariseus
com os cubanos, sírios, ciganos
como romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
[10] no Rio Vermelho do mar sagrado
nos center shoppings
superlotados
de retirantes
refugiados
[15] Where are you? 2
where are you?
where are you?
where are you?
Onde está
[20] meu irmão
sem irmã
o meu filho
sem pai
minha mãe
[25] sem avó
dando a mão
pra ninguém
sem lugar
pra ficar
[30] os meninos
sem paz
onde estás
meu senhor
onde estás?
[35] Onde estás?
“Deus! Ô, Deus, onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado3 nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito
[40] Que embalde4 desde então corre o infinito
Onde estás, senhor Deus?...5
(ANTUNES, Arnaldo; BROWN, Carlinhos; MONTE, Marisa. Diáspora.
In.: Tribalistas. Rio de Janeiro: Som Livre, 2017)
Vocabulário
1Primeira estrofe do Canto 11, do livro O Guesa (1878), de Joaquim de Sousa Andrade (Sousândrade).
2Tradução da frase em inglês: “Onde está você?”.
3Embuçado: encoberto, escondido.
4Embalde: inutilmente.
5Primeira estrofe do poema “Vozes d' África” (1868), de Castro Alves.
TEXTO II
Por que os imigrantes fogem da África?
Agricultura devastada e desemprego levam caravanas a deixar dezenas de países
AGADEZ, Níger — É segunda-feira e isso significa dia de mudança em Agadez, um cruzamento ao norte do deserto do
Níger e a principal plataforma de onde saem os imigrantes da África Ocidental. Fugindo da agricultura devastada,
superpopulação e falta de emprego, os imigrantes de uma dezena de países se reúnem em caravanas todas as
segundas-feiras à noite e iniciam uma corrida louca pelo deserto do Saara em direção à Líbia, na esperança de
[5] eventualmente cruzar o Mediterrâneo até a Europa.
A montagem dessa caravana é uma cena a ser testemunhada. Embora seja noite, ainda faz 40 graus e há apenas
uma lua crescente para iluminar a escuridão. Então, de repente, o deserto acorda.
Usando o aplicativo de mensagens WhatsApp de seus celulares, os traficantes locais, vinculados a redes de
contrabandistas que se estendem por toda a África Ocidental, começam a coordenar o carregamento clandestino de
[10] migrantes que estão em abrigos e porões por toda a cidade. Eles vêm se reunindo há semanas, vindos do Senegal, Serra
Leoa, Nigéria, Costa do Marfim, Libéria, Chade, Guiné, Camarões, Mali e outras cidades de Níger.
Com 15 a 20 homens — não há mulheres — amontoados na parte de trás de pick-ups Toyota, seus braços e pernas
pendurados para fora, os veículos surgem de becos e ruelas e seguem os carros que partiram na frente para garantir que
não haverá policiais, oficiais ou guardas de fronteiras desagradáveis à espreita que ainda não foram pagos. É como
[15] assistir a uma sinfonia, mas ninguém tem ideia de quem é o maestro. Eventualmente, todos convergem para um ponto de
encontro no norte da cidade, formando uma caravana gigante de 100 ou 200 veículos — a grande quantidade é necessária
para afastar os bandidos do deserto.
Pobre Níger. Agadez, que tem casas com paredes de barro ornamentadas, é um notável Patrimônio Mundial da
Unesco, mas a cidade foi abandonada pelos turistas depois que locais próximos foram atacados pelo Boko Haram1 e
[20] outros jihadistas2. Por isso, como explica um traficante, os carros e os ônibus da indústria do turismo estão sendo
reaproveitados na indústria da migração. Há agora, por toda a Africa Ocidental, recrutadores, ligados aos traficantes, que
trabalham por conta própria e pedem às mães dos meninos US$400 ou US$500 para mandá-los procurar empregos na
Líbia ou na Europa. Poucos conseguem, mas outros continuam chegando.
A revolução na Síria foi provocada, em parte, pela pior seca de quatro anos da história moderna do país — além da
[25] superpopulação, tensões climáticas e a internet —- e o mesmo acontece com a onda de migração dos africanos. (...)
— Hoje perdemos anualmente para a desertificação 100 mil hectares de terras aráveis. E perdemos entre 60 mile
80 mil hectares de florestas todos os anos — afirma Adamou Chaifou [ministro do Meio Ambiente de Níger].
(...) Recentemente, a União Europeia fez um acordo com a Turquia para aumentar muito a ajuda da União
Europeia para que Ancara lide com os refugiados e migrantes que chegarem ao país e restrinja seu fluxo para a Europa.
[30] — Se investíssemos uma fração dessa quantia para ajudar as nações africanas a combater o desmatamento,
melhorar a saúde e a educação e sustentar a agricultura de pequena escala, que é o meio de sustento de 80 por cento das
populações na África, elas poderiam ficar na terra. Seria muito melhor para elas e para o planeta — explicou Michele
Barbut [chefe da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação).
Todo mundo quer construir muros nos dias de hoje, afirmou ela, mas o muro de que mais precisamos é um “muro
[35] verde”, de reflorestamento, que seguraria o deserto e se estenderia de Mali no oeste à Etiópia no leste.
— É uma ideia que os próprios africanos tiveram — contou ela. E faz muito sentido.
Porque, no final, nenhum muro vai segurar essa onda de migrantes. Tudo que você vê por aqui são gritos de que,
a não ser que haja uma maneira de estabilizar a pequena agricultura da África, de alguma maneira ou de outra, eles vão
tentar chegar à Europa. Os que não podem, com certeza vão gravitar para um grupo extremista que os pague. Muitos hoje
[40] sabem pelos meios de comunicação que há uma vida melhor além-mar e acreditam que seus governos são muito frágeis
para poder ajudá-los a melhorar.
(FRIEDMAN, Thomas L. Por que os imigrantes fogem da África?. O Globo. Rio de Janeiro, 28 abr. 2016. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/artigo-por-que-os-imigrantes-fogem-da-africa-19179333. Acesso em: 8 set. 2019)
Vocabulário
1Boko Haram: organização fundamentalista islâmica surgida no norte da Nigéria.
2Jihadista: membro do Jihad, guerra santa muçulmana.
TEXTO III
Racismo contra imigrantes no Brasil é constante, diz pesquisador
Na tese Dois Séculos de Imigração no Brasil: A Construção da Identidade e do Papel dos Estrangeiros pela
Imprensa entre 1808 e 2015, [o pesquisador Gustavo] Barreto analisou a cobertura do tema em jornais como O Globo, O
Estado de S. Paulo, Folha da Manhã (hoje Folha de S. Paulo), Correio da Manhã, O País e Gazeta do Rio de Janeiro ao
longo de 207 anos.
[5] Em entrevista à BBC Brasil, ele explica como os termos são usados de forma diferente na imprensa. “O refugiado
é sempre negativo, um problema grave a ser discutido. O imigrante é uma questão a ser avaliada, pode ser algo positivo
ou negativo, mas em geral a visão é de algo problemático. Já o estrangeiro é sempre positivo, inclusive melhor do que o
brasileiro. É alguém com quem podemos aprender”, diz.
Veja os principais trechos da entrevista:
[10] Quanto ao racismo, é possível identificar avanços? Como tem sido a cobertura da chegada de imigrantes
haitianos e bolivianos ao Brasil, mais recentemente”
Barreto — O racismo era algo natural e aceitável no século 19, incluindo o destaque às ideias de supremacia de raças,
entre 1870 até o governo Vargas. A partir da Segunda Guerra, os grupos começam a ser valorizados. Judeus, alemães e
italianos no Brasil começam a recontar sua história, assim como os japoneses, depois de um momento muito difícil. Após
[15] as cartas de direitos humanos, os valores eugenistas1 já não são mais declarados, o que é um avanço.
Mais recentemente, o país passou a receber um número considerável de bolivianos e haitianos. Mas também chegam
portugueses e espanhóis. A imprensa, no entanto, costuma destacar muito os problemas que os haitianos trazem, e
rapidamente começa a ser construída uma visão de que eles são um problema. Enquanto isso, os imigrantes europeus
recentes são valorizados por sua cultura e contribuição ao Brasil.
[20] Contribuições culturais ou produtivas dos haitianos e bolivianos, que têm uma riqueza cultural enorme, dificilmente viram
notícia. O racismo atual se dá pelo não dito, pelo que a imprensa omite. Quando aparecem na mídia estão atrelados a
problemas, crises, marginalizações, ou ligados à ideia de uma invasão. (...)
Suas observações não contrastam com a ideia tão difundida do Brasil como um país hospitaleiro, e do brasileiro
como um povo acolhedor, famoso no mundo todo pela simpatia e boa recepção aos estrangeiros?
[25] Barreto — Na verdade entre os pesquisadores do assunto há a noção do “mito da hospitalidade”. Há uma diferença entre a
maneira como nos vendemos para o mundo e a verdadeira hospitalidade a qualquer estrangeiro ou a democracia racial.
O estudo de como a imigração é retratada no pais entre 1808 e 2015 mostra que a hospitalidade é seletiva, mas que essa
noção sempre foi difundida, em benefício do Brasil. Esta é uma das minhas principais conclusões na tese, a de que a
nossa famosa hospitalidade é um mito. (...)
[30] Você citou um editorial do jornal Folha da Manhã, de 1926, intitulado “Fechem-se as fronteiras”. Esta seria um
pouco a noção de que o Brasil enxergou durante muito tempo a imigração de forma unilateral e seletiva? Ainda
vemos este discurso?
Barreto — Sim, o tema do editorial de 1926 é justamente a noção de que o país já teria recebido todos os imigrantes
necessários. Já chegaram todos que nós queremos, após a vinda em massa de alemães e italianos, foi cumprida a função
[35] da imigração no Brasil. Já ocupamos e populamos o país, e agora as fronteiras devem ser fechadas e quem entrar deverá
ser muito bem selecionado.
Hoje em dia a posição continua, mas travestida por outro argumento. A imprensa trabalha com o mito de que somos um
país pobre, em desenvolvimento, e não temos condições de receber mais ninguém. Vamos receber somente os melhores
e mais úteis. São evidências no discurso da imprensa e na visão da sociedade brasileira que contrastam diretamente com
[40] a ideia do “Brasil hospitaleiro, onde todos são bem-vindos”.
No contexto atual, de crise econômica e política, há que se observar atentamente a maneira como o imigrante será
retratado na imprensa, por ele ser um excelente bode expiatório para os problemas. Não tem grande chance de defesa,
não está integrado ao país, é o outro, o diferente, que traz dificuldades.
Desemprego, inflação e crise tendem a tornar a visão dos imigrantes ainda mais negativa.
(PUFF, Jefferson. Racismo contra imigrantes no Brasil é constante. 26 ago. 2015. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150819 racismo imigrantes jp rm. Acesso em: 8 set. 2019)
Vocabulário
1Eugenista: adepto da eugenia, teoria desenvolvida no século XIX que defendia a superioridade e o melhoramento das raças, estimulando o embranquecimento da população
TEXTO IV
Acolhimento a refugiados é destaque em projeto da UFF
Na entrevista a seguir, a professora Ângela Magalhães Vasconcelos fala sobre o Laboratório de Políticas Públicas,
Migrações e Refúgio, do qual é coordenadora. Os refugiados, segundo a pesquisadora, deixam seus países de origem de
várias maneiras, que podem incluir, além do pagamento efetuado aos coiotes (pessoas que cobram para atravessar
emigrantes irregulares), também a submissão às práticas violentas diversas impostas pelos traficantes humanos, já no
[5] novo país. A celebração do Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho, serviu para sensibilizar sobre uma temática real,
que envolve pessoas, perdas e traumas, bem como chamar atenção sobre o crescimento dos fluxos migratórios de
homens, mulheres e crianças, que apontam para uma endêmica1 pobreza apátrida, muitas vezes consequência também
dos efeitos climáticos.
Há programas assistenciais governamentais para refugiados?
[10] Ângela Vasconcelos — Existem programas específicos na rede pública. Entre 2012 e 2013, elaborei um projeto de
pesquisa sobre os Programas de Transferência de Renda no Brasil, especificamente o Programa Bolsa Família (PBF). Na
ocasião, verifiquei que não havia registro específico no CADÚnico (cadastramento de pessoas de baixa renda para serem
beneficiadas por programas sociais) sobre os solicitantes de refúgio ou refugiados. Era um momento em que o mundo e o
Brasil observavam um aumento nos fluxos migratórios. Essa realidade continua. Para se desenhar políticas são
[15] necessários números e apesar de termos dados sobre pessoas refugiadas da Polícia Federal, IBGE, Conare e aqueles
repassados por instituições não governamentais, eles não estão refinados e são insuficientes, principalmente nos
municípios e suas regiões.
O estado do Rio de Janeiro está preparado para atender aos refugiados?
Ângela Vasconcelos — Os refugiados vêm sendo atendidos nas redes públicas de saúde, educação, etc. Entretanto,
[20] como todos nós, enfrentam também a precarização dos serviços públicos. Isso tudo agravado pelos problemas na
comunicação, pois muitos ainda não dominam a língua portuguesa. Há demandas peculiares que apresentam em virtude
dos motivos que os trouxeram para cá e pelo fato de muitos funcionários públicos desconhecerem os direitos dessas
pessoas. Existem raríssimas prefeituras investindo em processos de qualificação de gestores e servidores para atender
aos refugiados. A questão da moradia também é um sério problema pelo alto custo. Muitas pessoas acabam dividindo o
25 aluguel de espaços pequenos, forçando a migrarem cada vez mais para as periferias, onde os aluguéis são mais baratos.
Além disso, eles acabam participando de movimentos por moradia.
Como a população vem acompanhando a chegada dos refugiados em solo brasileiro?
Ângela Vasconcelos — De um lado se observa uma xenofobia aos muçulmanos, porque há uma ideia de que eles
disseminam terrorismo. (...) De outro, vejo e vivencio o acolhimento e o compromisso da integração com autonomia e
[30] respeito aos aspectos multiculturais. Ainda ouço e vivencio situações de (re)vitimização das pessoas em relação aos
refugiados, mas eles têm direitos, compromissos e efetivamente são capazes, com acolhimento, proteção e
acompanhamento, de seguir em frente e de construir novas histórias.
(Adaptado de: PESSANO, Jorge. Acolhimento a refugiados é destaque em projeto da UFF. 29 jun. 2017. Disponível em: http://www .uff.br/?q=noticias/29-06-2017/acolhimento-refugiados-e-destaque-em-projeto-da-uff. Acesso em: 8 set. 2019
Vocabulário
1Endêmico: constante, que não passa.
Os texto enfatizam diferentes aspectos da imigração.
Contudo é possível perceber semelhanças entre:
Questão 49 10775986
IFMG 2020/1Analise a tabela a seguir.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Censo 2010. Disponível em: https://censo2010.ibge.gov.br/ sinopse/index.php?dados=6. Acesso em: 10 set. 2019.
A partir dos dados de crescimento populacional e de seus conhecimentos sobre o assunto, conclui-se que
Questão 18 10763773
COLTEC 2020Leia o texto para responder a questão.
(...) setores empobrecidos pela crise e sem perspectiva dentro do continente começaram a emigrar, pressionados pelo desemprego e pela fome. Os espaços de fronteira ainda ‘abertos’ foram destinos comuns de muitos dos desenraizados do novo capitalismo pós-crise. Deslocados de suas tradicionais áreas camponesas e passando fome nas cidades industriais, alemães, italianos, japoneses e poloneses, entre outros, saíram da Europa burguesa para recriar a ‘civilização’ na América, na África, na Ásia ou na Oceania. Milhões de emigrantes atravessaram os oceanos em novos navios a vapor ou em ferrovias, expulsos de uma sociedade em transformação.
PARADA, Maurício. Formação do mundo contemporâneo. O século estilhaçado. Petrópolis; Rio de Janeiro: Editora Vozes e Editora PUC Rio, 2014, p. 21-22.
Esse trecho se refere à grande depressão, ou crise do sistema capitalista, verificada na Europa por volta do último quartel do século XIX.
Considerando o texto, assinale a alternativa CORRETA sobre os resultados do capitalismo da belle époque.
Questão 113 10541968
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020
ARIONAURO. Disponível em: www.arionaurocartuns.com.br. Acesso em: 13 set. 2019.
A charge expressa que o conhecimento adquirido pelo aluno na sala de aula foi importante para compreender que campo e cidade são caracterizados pela relação de
Questão 2 10108346
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2020Quando pensamos em EXPERIÊNCIAS ESTUDANTIS NO EXTERIOR, automaticamente relacionamos o tema aos melhores aspectos positivos possíveis, como a vivência na língua, na cultura, na culinária, entre outros. Contudo, há outros aspectos relevantes - positivos e negativos - que esta prova deseja também abordar. Somos seres humanos em construção e interligados pela intensa globalização do século XXI. Assim, a escolha desse tema se dá pelo desejo de acrescentar reflexões importantes ao cotidiano de nossos jovens estudantes.
Texto
Busca por graduação no exterior cresce 38% entre estudantes brasileiros.
Um terço dos alunos que foram estudar fora são de São Paulo; entre os países mais procurados estão Portugal e Canadá.
Mais de 50.000 brasileiros começaram uma graduação internacional apenas em 2018, 37,7% a mais do que em 2017, segundo dados da pesquisa Selo Belta 2019, da Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio (Belta), divulgada neste domingo. Ainda segundo o levantamento, 36,6% dos universitários que foram para o exterior são de São Paulo, cerca de um em cada três estudantes. Os levantamentos quantitativos da Belta, integrando 75% do mercado nacional, se dividem em duas partes: a primeira com agências e a outra com estudantes. (...)
Acessíveis à classe média
Carla Gama, diretora-geral da Experimento Intercâmbio Cultural, ressalta que à medida em que a competição por empregos no Brasil se torna mais acirrada, cresce o interesse em especializações internacionais, afirmando que "os cursos estão mais acessíveis à classe média."
"Muitas pesquisas indicam que até 2030 uma parcela relevante das profissões que conhecemos deixará de existir e, de outro lado, o mercado vem migrando suas exigências, deixando de lado apenas diplomas, para exigir habilidades", corrobora Abdul Nasser, professor da FGV In company e do Ibmec no Rio. "As famílias perceberam que investir em educação no exterior amplia os horizontes e possibilita a formação de um networking globalizado."
(...)
Pré-requisitos
Ser estudante da América Latina, ter ótimas notas no colégio e na prova de proficiência em inglês, praticar esportes, fazer trabalho voluntário, ter determinada condição socioeconômica, tudo pode contar na hora de pedir bolsa a uma instituição de ensino superior nos Estados Unidos. "Acho bem democrático o processo de bolsa nos Estados Unidos. Diferentes aspectos vão agregando para o aluno obter bolsa", explica Maura. (...)
Mesmo idioma
Uma via alternativa e sem a barreira da linguagem, Portugal também ganhou a atenção dos estudantes brasileiros. Do ano letivo 2017/18 para o 2018/19, a alta na venda de cursos para o país foi de 32%, segundo a Direção Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência, que não dispõe do total só em cursos de graduação. (...)
Entre os principais pontos de atração do país estão o idioma, a cultura, a aceitação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o ingresso de algumas universidades e os bons preços das anuidades, como destaca Tomás Furtado de Souza, de 20 anos, aluno de Gastronomia no Politécnico de Coimbra desde 2019. (...)
(Fonte: https://veia.abril.com.br/brasil/busca-Dor-araduacao -no-exterior-cresce-377-entre-estudantes-brasileiros/ Acessado em: 02/09/2020)
Sobre as causas apontadas pelo texto para o crescimento relevante da procura por especialização no exterior (crescimento de 38%), pode-se afirmar que a principal delas encontra-se mais bem definida no trecho a seguir:
Questão 1 10108310
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2020Quando pensamos em EXPERIÊNCIAS ESTUDANTIS NO EXTERIOR, automaticamente relacionamos o tema aos melhores aspectos positivos possíveis, como a vivência na língua, na cultura, na culinária, entre outros. Contudo, há outros aspectos relevantes - positivos e negativos - que esta prova deseja também abordar. Somos seres humanos em construção e interligados pela intensa globalização do século XXI. Assim, a escolha desse tema se dá pelo desejo de acrescentar reflexões importantes ao cotidiano de nossos jovens estudantes.
Texto
Busca por graduação no exterior cresce 38% entre estudantes brasileiros.
Um terço dos alunos que foram estudar fora são de São Paulo; entre os países mais procurados estão Portugal e Canadá.
Mais de 50.000 brasileiros começaram uma graduação internacional apenas em 2018, 37,7% a mais do que em 2017, segundo dados da pesquisa Selo Belta 2019, da Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio (Belta), divulgada neste domingo. Ainda segundo o levantamento, 36,6% dos universitários que foram para o exterior são de São Paulo, cerca de um em cada três estudantes. Os levantamentos quantitativos da Belta, integrando 75% do mercado nacional, se dividem em duas partes: a primeira com agências e a outra com estudantes. (...)
Acessíveis à classe média
Carla Gama, diretora-geral da Experimento Intercâmbio Cultural, ressalta que à medida em que a competição por empregos no Brasil se torna mais acirrada, cresce o interesse em especializações internacionais, afirmando que "os cursos estão mais acessíveis à classe média."
"Muitas pesquisas indicam que até 2030 uma parcela relevante das profissões que conhecemos deixará de existir e, de outro lado, o mercado vem migrando suas exigências, deixando de lado apenas diplomas, para exigir habilidades", corrobora Abdul Nasser, professor da FGV In company e do Ibmec no Rio. "As famílias perceberam que investir em educação no exterior amplia os horizontes e possibilita a formação de um networking globalizado."
(...)
Pré-requisitos
Ser estudante da América Latina, ter ótimas notas no colégio e na prova de proficiência em inglês, praticar esportes, fazer trabalho voluntário, ter determinada condição socioeconômica, tudo pode contar na hora de pedir bolsa a uma instituição de ensino superior nos Estados Unidos. "Acho bem democrático o processo de bolsa nos Estados Unidos. Diferentes aspectos vão agregando para o aluno obter bolsa", explica Maura. (...)
Mesmo idioma
Uma via alternativa e sem a barreira da linguagem, Portugal também ganhou a atenção dos estudantes brasileiros. Do ano letivo 2017/18 para o 2018/19, a alta na venda de cursos para o país foi de 32%, segundo a Direção Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência, que não dispõe do total só em cursos de graduação. (...)
Entre os principais pontos de atração do país estão o idioma, a cultura, a aceitação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o ingresso de algumas universidades e os bons preços das anuidades, como destaca Tomás Furtado de Souza, de 20 anos, aluno de Gastronomia no Politécnico de Coimbra desde 2019. (...)
(Fonte: https://veia.abril.com.br/brasil/busca-Dor-araduacao -no-exterior-cresce-377-entre-estudantes-brasileiros/ Acessado em: 02/09/2020)
O texto aborda a crescente procura de estudantes brasileiros pêlos estudos no exterior e, por meio da estrutura de subtópicos, expõe os pontos que envolvem o tema.
Sobre os pré-requisitos apontados, pode-se pressupor que o estudante deve
06
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