Questões de EFAF Geografia
8.144 Questões
Questão 59 11508760
Pref. de São Paulo 9º Ano Prova Semestral 2019Vivem hoje no País cerca de 200 mil chineses. Mais de 80% em São Paulo. Boa parte está no Centro, nos bairros da Liberdade, do Brás e trabalha com importação de produtos chineses.
Disponível em: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,chineses-no-brasil-vao-muito-alem-da-rua-25-de-marco,25877e. Acesso em: 16 mai. 2019 (adaptado).
A atividade econômica decorrente da importação descrita no texto e praticada pelo grupo de imigrantes citados é caracterizada como
Questão 18 11092641
IFSC Integrados 2019/1Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
Apesar da paranoia dos ricos, 85% dos refugiados estão em países pobres
por Leonardo Sakamoto
As imagens de crianças separadas dos pais pelo governo dos Estados Unidos ao tentarem entrar
de forma ilegal no país provocaram comoção internacional. Os vídeos que circularam pela
imprensa norte-americana mostram montes delas, enjauladas, chorando. Antes, as famílias
permaneciam unidas em centros de detenção.
[5] Durante a campanha de Donald Trump à Presidência, o tema da migração ganhou destaque com o
então candidato, culpando os trabalhadores estrangeiros por desgraças que acontecem em solo
norte-americano – de estupros ao tráfico de drogas. Desde então, está obsessivo com o
prolongamento do muro, isolando o México dos Estados Unidos e chegou a anunciar o veto à
entrada de muçulmanos.
[10] Corporações de países ricos ou em desenvolvimento superexploram territórios na periferia do
mundo ou seus governos promovem conflitos armados em nome de recursos naturais ou de
interesses geopolíticos. Comunidades sofrem com isso e são obrigadas a deixar suas casas. Daí
vão bater às portas de países ricos ou em desenvolvimento, mas nem todos os recebem de braços
abertos, apesar de serem cúmplices do sistema que os expulsou.
[15] Em todo o mundo, culpamos os migrantes por roubar empregos, trazer violência, sobrecarregar os
serviços públicos porque é mais fácil jogar a responsabilidade em quem não tem voz (apesar de
darem braços para gerarem riqueza para o lugar em que vivem) do que criar mecanismos para
trazê-los para o lado de dentro do muro que os separa da dignidade ou políticas para evitar e
reduzir conflitos em suas terras de origem.
[20] Qualquer pessoa que estuda migração sabe que esse fluxo de gente tem sido fundamental para a
economia do centro rico. Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, apesar de venderem o
discurso de que querem barrar a migração não-autorizada, sabem que dependem dela para ajudar
a regular seu custo da mão de obra. É cômodo deixar uma massa de pessoas ao largo dos direitos
por serem invisíveis, mas com muitos deveres e baixa remuneração. Mas o que são favelas e
[25] cortiços senão campos de refugiados econômicos?
O relatório ''Tendências Globais'', do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(Acnur), mostra que 85% dos refugiados estão nos países em desenvolvimento, muitos dos quais
são extremamente pobres e recebem pouco apoio para cuidar dessas populações. Outro dado
importante: Quatro em cada cinco refugiados permanecem em locais vizinhos aos de seus de
[30] origem.
Semelhante à questão da violência urbana em cidades como o Rio: quem sofre as consequências
são os pobres, mas os ricos acham que são eles os principais atingidos.
O número de pessoas forçadas a deixarem suas casas – deslocando-se internamente em seu país
ou buscando refúgio fora – chegou a 68,5 milhões em 2017, de acordo com o Acnur, o que
[35] significa 2,9 milhões a mais que no ano anterior. O principal grupo continua sendo os da Síria (12,6
milhões), seguido por Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar (por conta da violência contra a minoria
rohingya) e Somália.
No Brasil, como relata Patrícia Campos Mello, na Folha de S. Paulo, desta terça (19), mais que
dobrou o número de refugiados, dos que pediram refúgio e daqueles que estão com permissão
[40] temporária de residência. Em 2017, foram 148.645 pessoas, principalmente por conta da crise
humanitária venezuelana.
É normal que tenhamos medo daquilo ou daqueles que não conheçamos bem. Daquilo que é ''de
fora''. Mas esse medo é infundado, equivocado, preconceituoso. Os migrantes estrangeiros vêm
buscar oportunidades de vida que não são encontradas em seu país, fugindo de guerras ou de
[45] desastres naturais. E muitos também vieram atendendo a um chamado por mão de obra. Sim,
esse fluxo migratório respondeu à demanda por força de trabalho no Brasil, que cresceu até o
começo desta década. Determinadas ocupações já não são preenchidas apenas por brasileiros,
como empregadas domésticas, costureiras, operários da construção civil e de frigoríficos. E há
jovens brasileiros de classes mais baixas que não querem ser costureiros ou empregadas
[50] domésticas. Preferem se aventurar como atendentes de telemarketing, que é o novo proletariado
urbano.
Todos estão produzindo riqueza por aqui. Mas sob a perspectiva mal informada de parte da
população, contudo, eles vêm ''roubar'' empregos. Isso quando o preconceito não descamba para
a paranoia de que todos sejam ladrões de relógios, joias, carros e casas.
[55] A verdade é que muita gente, de Roraima a São Paulo, passando por Brasília, quando
questionada, não sabe de onde vem o incômodo que sente ao constatar centenas de
venezuelanos andando nas ruas. Mas se fossem loiros escandinavos ricos pedindo estada ao
contrário de indígenas pobres, a história seria diferente. Ou seja, para muita gente, o problema é
racismo e preconceito de classe mesmo. Com todas as letras.
[60] O governo federal demora para viabilizar e financiar estruturas de acolhida, apoio e intermediação
oficial de mão de obra de modo a evitar a superexploração e o trabalho escravo de venezuelanos,
bolivianos, paraguaios, haitianos, chineses que acontece em oficinas de costura, canteiros de
obras e até pastelarias.
A mobilidade deveria ser livre em todo o planeta. Afinal, se o capital não vê fronteiras, os
[65] trabalhadores também deveriam não ser barrados nelas. Ou morrer afogados ou à bala enquanto
tentam ultrapassá-las.
Os mais irônico é que a decisão do presidente norte-americano de abandonar o Acordo de Paris, o
que foi um retrocesso no combate às mudança climáticas, vai contribuir no médio e longo prazo
com o crescimento de outro tipo de refugiado: o ambiental. Pois, à medida em que o nível do mar
[70] subir, tempestades e furacões destruírem áreas inteiras, secas e nevascas acabarem com criações
de animais e plantações, vai aumentar o número daqueles que são obrigados a sair de casa para
sobreviver.
O problema é que, no limite, não temos outro planeta para nos refugiar se este der errado.
*Disponível em: https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/apesar-da-paranoia-dos-ricos-85-dosrefugiados-estao-em-paises-pobres/. Acesso em: 31 ago. 2018.
Leia com atenção as alternativas a seguir, considerando V (verdadeiro) ou F (falso):
I. Em: “Durante a campanha de Donald Trump à Presidência, o tema da migração ganhou destaque com o então candidato...” (linhas 5-6), os termos sublinhados são substantivos.
II. Em: “Corporações de países ricos ou em desenvolvimento superexploram territórios na periferia do mundo ou seus governos promovem conflitos armados em nome de recursos naturais ou de interesses geopolíticos” (linhas 10-12), os termos sublinhados são adjetivos.
III. Em: “Qualquer pessoa que estuda migração sabe que esse fluxo de gente tem sido fundamental para a economia do centro rico” (linhas 20-21), os termos sublinhados são advérbios.
IV. Em: “Os migrantes estrangeiros vêm buscar oportunidades de vida que não são encontradas em seu país, fugindo de guerras ou de desastres naturais” (linhas 43-45), todos os termos sublinhados pertencem à classe gramatical denominada: preposição.
V. Em: “E há jovens brasileiros de classes mais baixas que não querem ser costureiros ou empregadas domésticas” (linhas 48-50), todos os termos sublinhas pertencem à classe gramatical denominada verbo.
Assinale a alternativa CORRETA:
Questão 17 11092637
IFSC Integrados 2019/1Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
Apesar da paranoia dos ricos, 85% dos refugiados estão em países pobres
por Leonardo Sakamoto
As imagens de crianças separadas dos pais pelo governo dos Estados Unidos ao tentarem entrar
de forma ilegal no país provocaram comoção internacional. Os vídeos que circularam pela
imprensa norte-americana mostram montes delas, enjauladas, chorando. Antes, as famílias
permaneciam unidas em centros de detenção.
[5] Durante a campanha de Donald Trump à Presidência, o tema da migração ganhou destaque com o
então candidato, culpando os trabalhadores estrangeiros por desgraças que acontecem em solo
norte-americano – de estupros ao tráfico de drogas. Desde então, está obsessivo com o
prolongamento do muro, isolando o México dos Estados Unidos e chegou a anunciar o veto à
entrada de muçulmanos.
[10] Corporações de países ricos ou em desenvolvimento superexploram territórios na periferia do
mundo ou seus governos promovem conflitos armados em nome de recursos naturais ou de
interesses geopolíticos. Comunidades sofrem com isso e são obrigadas a deixar suas casas. Daí
vão bater às portas de países ricos ou em desenvolvimento, mas nem todos os recebem de braços
abertos, apesar de serem cúmplices do sistema que os expulsou.
[15] Em todo o mundo, culpamos os migrantes por roubar empregos, trazer violência, sobrecarregar os
serviços públicos porque é mais fácil jogar a responsabilidade em quem não tem voz (apesar de
darem braços para gerarem riqueza para o lugar em que vivem) do que criar mecanismos para
trazê-los para o lado de dentro do muro que os separa da dignidade ou políticas para evitar e
reduzir conflitos em suas terras de origem.
[20] Qualquer pessoa que estuda migração sabe que esse fluxo de gente tem sido fundamental para a
economia do centro rico. Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, apesar de venderem o
discurso de que querem barrar a migração não-autorizada, sabem que dependem dela para ajudar
a regular seu custo da mão de obra. É cômodo deixar uma massa de pessoas ao largo dos direitos
por serem invisíveis, mas com muitos deveres e baixa remuneração. Mas o que são favelas e
[25] cortiços senão campos de refugiados econômicos?
O relatório ''Tendências Globais'', do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(Acnur), mostra que 85% dos refugiados estão nos países em desenvolvimento, muitos dos quais
são extremamente pobres e recebem pouco apoio para cuidar dessas populações. Outro dado
importante: Quatro em cada cinco refugiados permanecem em locais vizinhos aos de seus de
[30] origem.
Semelhante à questão da violência urbana em cidades como o Rio: quem sofre as consequências
são os pobres, mas os ricos acham que são eles os principais atingidos.
O número de pessoas forçadas a deixarem suas casas – deslocando-se internamente em seu país
ou buscando refúgio fora – chegou a 68,5 milhões em 2017, de acordo com o Acnur, o que
[35] significa 2,9 milhões a mais que no ano anterior. O principal grupo continua sendo os da Síria (12,6
milhões), seguido por Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar (por conta da violência contra a minoria
rohingya) e Somália.
No Brasil, como relata Patrícia Campos Mello, na Folha de S. Paulo, desta terça (19), mais que
dobrou o número de refugiados, dos que pediram refúgio e daqueles que estão com permissão
[40] temporária de residência. Em 2017, foram 148.645 pessoas, principalmente por conta da crise
humanitária venezuelana.
É normal que tenhamos medo daquilo ou daqueles que não conheçamos bem. Daquilo que é ''de
fora''. Mas esse medo é infundado, equivocado, preconceituoso. Os migrantes estrangeiros vêm
buscar oportunidades de vida que não são encontradas em seu país, fugindo de guerras ou de
[45] desastres naturais. E muitos também vieram atendendo a um chamado por mão de obra. Sim,
esse fluxo migratório respondeu à demanda por força de trabalho no Brasil, que cresceu até o
começo desta década. Determinadas ocupações já não são preenchidas apenas por brasileiros,
como empregadas domésticas, costureiras, operários da construção civil e de frigoríficos. E há
jovens brasileiros de classes mais baixas que não querem ser costureiros ou empregadas
[50] domésticas. Preferem se aventurar como atendentes de telemarketing, que é o novo proletariado
urbano.
Todos estão produzindo riqueza por aqui. Mas sob a perspectiva mal informada de parte da
população, contudo, eles vêm ''roubar'' empregos. Isso quando o preconceito não descamba para
a paranoia de que todos sejam ladrões de relógios, joias, carros e casas.
[55] A verdade é que muita gente, de Roraima a São Paulo, passando por Brasília, quando
questionada, não sabe de onde vem o incômodo que sente ao constatar centenas de
venezuelanos andando nas ruas. Mas se fossem loiros escandinavos ricos pedindo estada ao
contrário de indígenas pobres, a história seria diferente. Ou seja, para muita gente, o problema é
racismo e preconceito de classe mesmo. Com todas as letras.
[60] O governo federal demora para viabilizar e financiar estruturas de acolhida, apoio e intermediação
oficial de mão de obra de modo a evitar a superexploração e o trabalho escravo de venezuelanos,
bolivianos, paraguaios, haitianos, chineses que acontece em oficinas de costura, canteiros de
obras e até pastelarias.
A mobilidade deveria ser livre em todo o planeta. Afinal, se o capital não vê fronteiras, os
[65] trabalhadores também deveriam não ser barrados nelas. Ou morrer afogados ou à bala enquanto
tentam ultrapassá-las.
Os mais irônico é que a decisão do presidente norte-americano de abandonar o Acordo de Paris, o
que foi um retrocesso no combate às mudança climáticas, vai contribuir no médio e longo prazo
com o crescimento de outro tipo de refugiado: o ambiental. Pois, à medida em que o nível do mar
[70] subir, tempestades e furacões destruírem áreas inteiras, secas e nevascas acabarem com criações
de animais e plantações, vai aumentar o número daqueles que são obrigados a sair de casa para
sobreviver.
O problema é que, no limite, não temos outro planeta para nos refugiar se este der errado.
*Disponível em: https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/apesar-da-paranoia-dos-ricos-85-dosrefugiados-estao-em-paises-pobres/. Acesso em: 31 ago. 2018.
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso), de acordo com o Texto: ( ) O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua campanha eleitoral, afirmava que problemas sociais, tais como estupros e tráfico de drogas, são causados pelos imigrantes.
( ) Na atualidade, devido ao grande número de pessoas que precisam abandonar seus lares, os refugiados são culpabilizados pelos problemas sociais enfrentados pelos países em que pedem refúgio.
( ) De acordo com o Acnur (ONU), o número de refugiados aumentou em 2017, em relação ao ano anterior.
( ) Segundo o relatório da Acnur (ONU), o principal grupo de pessoas que se viram forçadas a buscar refúgio fora de seu país foram os Sírios.
( ) A causa do aumento do número de asilo político no Brasil é a crise na Venezuela.
Assinale a alternativa CORRETA:
Questão 16 11092611
IFSC Integrados 2019/1Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
Apesar da paranoia dos ricos, 85% dos refugiados estão em países pobres
por Leonardo Sakamoto
As imagens de crianças separadas dos pais pelo governo dos Estados Unidos ao tentarem entrar
de forma ilegal no país provocaram comoção internacional. Os vídeos que circularam pela
imprensa norte-americana mostram montes delas, enjauladas, chorando. Antes, as famílias
permaneciam unidas em centros de detenção.
[5] Durante a campanha de Donald Trump à Presidência, o tema da migração ganhou destaque com o
então candidato, culpando os trabalhadores estrangeiros por desgraças que acontecem em solo
norte-americano – de estupros ao tráfico de drogas. Desde então, está obsessivo com o
prolongamento do muro, isolando o México dos Estados Unidos e chegou a anunciar o veto à
entrada de muçulmanos.
[10] Corporações de países ricos ou em desenvolvimento superexploram territórios na periferia do
mundo ou seus governos promovem conflitos armados em nome de recursos naturais ou de
interesses geopolíticos. Comunidades sofrem com isso e são obrigadas a deixar suas casas. Daí
vão bater às portas de países ricos ou em desenvolvimento, mas nem todos os recebem de braços
abertos, apesar de serem cúmplices do sistema que os expulsou.
[15] Em todo o mundo, culpamos os migrantes por roubar empregos, trazer violência, sobrecarregar os
serviços públicos porque é mais fácil jogar a responsabilidade em quem não tem voz (apesar de
darem braços para gerarem riqueza para o lugar em que vivem) do que criar mecanismos para
trazê-los para o lado de dentro do muro que os separa da dignidade ou políticas para evitar e
reduzir conflitos em suas terras de origem.
[20] Qualquer pessoa que estuda migração sabe que esse fluxo de gente tem sido fundamental para a
economia do centro rico. Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, apesar de venderem o
discurso de que querem barrar a migração não-autorizada, sabem que dependem dela para ajudar
a regular seu custo da mão de obra. É cômodo deixar uma massa de pessoas ao largo dos direitos
por serem invisíveis, mas com muitos deveres e baixa remuneração. Mas o que são favelas e
[25] cortiços senão campos de refugiados econômicos?
O relatório ''Tendências Globais'', do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(Acnur), mostra que 85% dos refugiados estão nos países em desenvolvimento, muitos dos quais
são extremamente pobres e recebem pouco apoio para cuidar dessas populações. Outro dado
importante: Quatro em cada cinco refugiados permanecem em locais vizinhos aos de seus de
[30] origem.
Semelhante à questão da violência urbana em cidades como o Rio: quem sofre as consequências
são os pobres, mas os ricos acham que são eles os principais atingidos.
O número de pessoas forçadas a deixarem suas casas – deslocando-se internamente em seu país
ou buscando refúgio fora – chegou a 68,5 milhões em 2017, de acordo com o Acnur, o que
[35] significa 2,9 milhões a mais que no ano anterior. O principal grupo continua sendo os da Síria (12,6
milhões), seguido por Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar (por conta da violência contra a minoria
rohingya) e Somália.
No Brasil, como relata Patrícia Campos Mello, na Folha de S. Paulo, desta terça (19), mais que
dobrou o número de refugiados, dos que pediram refúgio e daqueles que estão com permissão
[40] temporária de residência. Em 2017, foram 148.645 pessoas, principalmente por conta da crise
humanitária venezuelana.
É normal que tenhamos medo daquilo ou daqueles que não conheçamos bem. Daquilo que é ''de
fora''. Mas esse medo é infundado, equivocado, preconceituoso. Os migrantes estrangeiros vêm
buscar oportunidades de vida que não são encontradas em seu país, fugindo de guerras ou de
[45] desastres naturais. E muitos também vieram atendendo a um chamado por mão de obra. Sim,
esse fluxo migratório respondeu à demanda por força de trabalho no Brasil, que cresceu até o
começo desta década. Determinadas ocupações já não são preenchidas apenas por brasileiros,
como empregadas domésticas, costureiras, operários da construção civil e de frigoríficos. E há
jovens brasileiros de classes mais baixas que não querem ser costureiros ou empregadas
[50] domésticas. Preferem se aventurar como atendentes de telemarketing, que é o novo proletariado
urbano.
Todos estão produzindo riqueza por aqui. Mas sob a perspectiva mal informada de parte da
população, contudo, eles vêm ''roubar'' empregos. Isso quando o preconceito não descamba para
a paranoia de que todos sejam ladrões de relógios, joias, carros e casas.
[55] A verdade é que muita gente, de Roraima a São Paulo, passando por Brasília, quando
questionada, não sabe de onde vem o incômodo que sente ao constatar centenas de
venezuelanos andando nas ruas. Mas se fossem loiros escandinavos ricos pedindo estada ao
contrário de indígenas pobres, a história seria diferente. Ou seja, para muita gente, o problema é
racismo e preconceito de classe mesmo. Com todas as letras.
[60] O governo federal demora para viabilizar e financiar estruturas de acolhida, apoio e intermediação
oficial de mão de obra de modo a evitar a superexploração e o trabalho escravo de venezuelanos,
bolivianos, paraguaios, haitianos, chineses que acontece em oficinas de costura, canteiros de
obras e até pastelarias.
A mobilidade deveria ser livre em todo o planeta. Afinal, se o capital não vê fronteiras, os
[65] trabalhadores também deveriam não ser barrados nelas. Ou morrer afogados ou à bala enquanto
tentam ultrapassá-las.
Os mais irônico é que a decisão do presidente norte-americano de abandonar o Acordo de Paris, o
que foi um retrocesso no combate às mudança climáticas, vai contribuir no médio e longo prazo
com o crescimento de outro tipo de refugiado: o ambiental. Pois, à medida em que o nível do mar
[70] subir, tempestades e furacões destruírem áreas inteiras, secas e nevascas acabarem com criações
de animais e plantações, vai aumentar o número daqueles que são obrigados a sair de casa para
sobreviver.
O problema é que, no limite, não temos outro planeta para nos refugiar se este der errado.
*Disponível em: https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/apesar-da-paranoia-dos-ricos-85-dosrefugiados-estao-em-paises-pobres/. Acesso em: 31 ago. 2018.
Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o Texto:
Questão 39 11089927
IFTO Integrados 2019/1Marque a alternativa que faz a relação correta entre o conteúdo e o seu conceito para a Geografia.
I. ESPAÇO GEOGRÁFICO
II. LUGAR
III. PAISAGEM
IV. REGIÃO
V. TERRITÓRIO
( ) É aquele produzido pela sociedade de acordo com o nível de desenvolvimento e com os sistemas econômicos e sociais dominantes; ele é produzido visando alcançar determinados fins, aqueles que interessam ao sistema ou à formação econômicasocial dominante.
( ) É a porção ou parte do espaço onde vivemos.
( ) É tudo o que nós vemos, tudo o que a nossa percepção alcança.
( ) É um espaço definido e delimitado por e a partir das relações de poder, dominação e apropriação que nele se instalam.
( ) É uma área que foi separada, através de um critério, por possuir semelhanças.
Questão 37 11089911
IFTO Integrados 2019/1Uma coordenada geográfica é o ponto de encontro entre uma latitude e uma longitude.
Com base nessa informação e na imagem que segue, assinale a alternativa que indica corretamente a coordenada geográfica do ponto A:

06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)