Questões de EFAF Geografia
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Questão 9 10779315
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Acolhimento a refugiados é destaque em projeto da UFF
Na entrevista a seguir, a professora Ângela Magalhães Vasconcelos fala sobre o Laboratório de Políticas Públicas,
Migrações e Refúgio, do qual é coordenadora. Os refugiados, segundo a pesquisadora, deixam seus países de origem de
várias maneiras, que podem incluir, além do pagamento efetuado aos coiotes (pessoas que cobram para atravessar
emigrantes irregulares), também a submissão às práticas violentas diversas impostas pelos traficantes humanos, já no
[5] novo país. A celebração do Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho, serviu para sensibilizar sobre uma temática real,
que envolve pessoas, perdas e traumas, bem como chamar atenção sobre o crescimento dos fluxos migratórios de
homens, mulheres e crianças, que apontam para uma endêmica1 pobreza apátrida, muitas vezes consequência também
dos efeitos climáticos.
Há programas assistenciais governamentais para refugiados?
[10] Ângela Vasconcelos — Existem programas específicos na rede pública. Entre 2012 e 2013, elaborei um projeto de
pesquisa sobre os Programas de Transferência de Renda no Brasil, especificamente o Programa Bolsa Família (PBF). Na
ocasião, verifiquei que não havia registro específico no CADÚnico (cadastramento de pessoas de baixa renda para serem
beneficiadas por programas sociais) sobre os solicitantes de refúgio ou refugiados. Era um momento em que o mundo e o
Brasil observavam um aumento nos fluxos migratórios. Essa realidade continua. Para se desenhar políticas são
[15] necessários números e apesar de termos dados sobre pessoas refugiadas da Polícia Federal, IBGE, Conare e aqueles
repassados por instituições não governamentais, eles não estão refinados e são insuficientes, principalmente nos
municípios e suas regiões.
O estado do Rio de Janeiro está preparado para atender aos refugiados?
Ângela Vasconcelos — Os refugiados vêm sendo atendidos nas redes públicas de saúde, educação, etc. Entretanto,
[20] como todos nós, enfrentam também a precarização dos serviços públicos. Isso tudo agravado pelos problemas na
comunicação, pois muitos ainda não dominam a língua portuguesa. Há demandas peculiares que apresentam em virtude
dos motivos que os trouxeram para cá e pelo fato de muitos funcionários públicos desconhecerem os direitos dessas
pessoas. Existem raríssimas prefeituras investindo em processos de qualificação de gestores e servidores para atender
aos refugiados. A questão da moradia também é um sério problema pelo alto custo. Muitas pessoas acabam dividindo o
25 aluguel de espaços pequenos, forçando a migrarem cada vez mais para as periferias, onde os aluguéis são mais baratos.
Além disso, eles acabam participando de movimentos por moradia.
Como a população vem acompanhando a chegada dos refugiados em solo brasileiro?
Ângela Vasconcelos — De um lado se observa uma xenofobia aos muçulmanos, porque há uma ideia de que eles
disseminam terrorismo. (...) De outro, vejo e vivencio o acolhimento e o compromisso da integração com autonomia e
[30] respeito aos aspectos multiculturais. Ainda ouço e vivencio situações de (re)vitimização das pessoas em relação aos
refugiados, mas eles têm direitos, compromissos e efetivamente são capazes, com acolhimento, proteção e
acompanhamento, de seguir em frente e de construir novas histórias.
(Adaptado de: PESSANO, Jorge. Acolhimento a refugiados é destaque em projeto da UFF. 29 jun. 2017. Disponível em: http://www .uff.br/?q=noticias/29-06-2017/acolhimento-refugiados-e-destaque-em-projeto-da-uff. Acesso em: 8 set. 2019
Vocabulário
1Endêmico: constante, que não passa.
No Texto, releia a segunda resposta da professora Ângela Vasconcelos ao entrevistador Jorge Pessano.
Dentre os recursos coesivos empregados para dar fluidez ao texto e evitar repetição desnecessária da palavra “refugiados”, destaca-se:
Questão 5 10779281
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Por que os imigrantes fogem da África?
Agricultura devastada e desemprego levam caravanas a deixar dezenas de países
AGADEZ, Níger — É segunda-feira e isso significa dia de mudança em Agadez, um cruzamento ao norte do deserto do
Níger e a principal plataforma de onde saem os imigrantes da África Ocidental. Fugindo da agricultura devastada,
superpopulação e falta de emprego, os imigrantes de uma dezena de países se reúnem em caravanas todas as
segundas-feiras à noite e iniciam uma corrida louca pelo deserto do Saara em direção à Líbia, na esperança de
[5] eventualmente cruzar o Mediterrâneo até a Europa.
A montagem dessa caravana é uma cena a ser testemunhada. Embora seja noite, ainda faz 40 graus e há apenas
uma lua crescente para iluminar a escuridão. Então, de repente, o deserto acorda.
Usando o aplicativo de mensagens WhatsApp de seus celulares, os traficantes locais, vinculados a redes de
contrabandistas que se estendem por toda a África Ocidental, começam a coordenar o carregamento clandestino de
[10] migrantes que estão em abrigos e porões por toda a cidade. Eles vêm se reunindo há semanas, vindos do Senegal, Serra
Leoa, Nigéria, Costa do Marfim, Libéria, Chade, Guiné, Camarões, Mali e outras cidades de Níger.
Com 15 a 20 homens — não há mulheres — amontoados na parte de trás de pick-ups Toyota, seus braços e pernas
pendurados para fora, os veículos surgem de becos e ruelas e seguem os carros que partiram na frente para garantir que
não haverá policiais, oficiais ou guardas de fronteiras desagradáveis à espreita que ainda não foram pagos. É como
[15] assistir a uma sinfonia, mas ninguém tem ideia de quem é o maestro. Eventualmente, todos convergem para um ponto de
encontro no norte da cidade, formando uma caravana gigante de 100 ou 200 veículos — a grande quantidade é necessária
para afastar os bandidos do deserto.
Pobre Níger. Agadez, que tem casas com paredes de barro ornamentadas, é um notável Patrimônio Mundial da
Unesco, mas a cidade foi abandonada pelos turistas depois que locais próximos foram atacados pelo Boko Haram1 e
[20] outros jihadistas2. Por isso, como explica um traficante, os carros e os ônibus da indústria do turismo estão sendo
reaproveitados na indústria da migração. Há agora, por toda a Africa Ocidental, recrutadores, ligados aos traficantes, que
trabalham por conta própria e pedem às mães dos meninos US$400 ou US$500 para mandá-los procurar empregos na
Líbia ou na Europa. Poucos conseguem, mas outros continuam chegando.
A revolução na Síria foi provocada, em parte, pela pior seca de quatro anos da história moderna do país — além da
[25] superpopulação, tensões climáticas e a internet —- e o mesmo acontece com a onda de migração dos africanos. (...)
— Hoje perdemos anualmente para a desertificação 100 mil hectares de terras aráveis. E perdemos entre 60 mile
80 mil hectares de florestas todos os anos — afirma Adamou Chaifou [ministro do Meio Ambiente de Níger].
(...) Recentemente, a União Europeia fez um acordo com a Turquia para aumentar muito a ajuda da União
Europeia para que Ancara lide com os refugiados e migrantes que chegarem ao país e restrinja seu fluxo para a Europa.
[30] — Se investíssemos uma fração dessa quantia para ajudar as nações africanas a combater o desmatamento,
melhorar a saúde e a educação e sustentar a agricultura de pequena escala, que é o meio de sustento de 80 por cento das
populações na África, elas poderiam ficar na terra. Seria muito melhor para elas e para o planeta — explicou Michele
Barbut [chefe da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação).
Todo mundo quer construir muros nos dias de hoje, afirmou ela, mas o muro de que mais precisamos é um “muro
[35] verde”, de reflorestamento, que seguraria o deserto e se estenderia de Mali no oeste à Etiópia no leste.
— É uma ideia que os próprios africanos tiveram — contou ela. E faz muito sentido.
Porque, no final, nenhum muro vai segurar essa onda de migrantes. Tudo que você vê por aqui são gritos de que,
a não ser que haja uma maneira de estabilizar a pequena agricultura da África, de alguma maneira ou de outra, eles vão
tentar chegar à Europa. Os que não podem, com certeza vão gravitar para um grupo extremista que os pague. Muitos hoje
[40] sabem pelos meios de comunicação que há uma vida melhor além-mar e acreditam que seus governos são muito frágeis
para poder ajudá-los a melhorar.
(FRIEDMAN, Thomas L. Por que os imigrantes fogem da África?. O Globo. Rio de Janeiro, 28 abr. 2016. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/artigo-por-que-os-imigrantes-fogem-da-africa-19179333. Acesso em: 8 set. 2019)
Vocabulário
1Boko Haram: organização fundamentalista islâmica surgida no norte da Nigéria.
2Jihadista: membro do Jihad, guerra santa muçulmana.
Leia o fragmento a seguir, extraído do Texto:
“Todo mundo quer construir muros nos dias de hoje, afirmou ela, mas o muro de que mais precisamos é um 'muro verde”, de reflorestamento, que seguraria o deserto e se estenderia de Mali no oeste à Etiópia no leste.” (I. 34-35)
A partir dos significados possíveis para o vocábulo “muro”, pode-se afirmar que a conjunção adversativa “mas” opõe, respectivamente, as ideias de:
Questão 47 10775984
IFMG 2020/1Observe o mapa a seguir com as estruturas geológicas da Terra.

Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/ geografia/estruturas-geologicas.htm (Adaptação). Acesso em: 20 set. 2019.
Em relação às estruturas geológicas, as(os)
Questão 5 10775909
IFMG 2020/1Leia o texto a seguir.
Menino escolhe açaí como tema e ganha festa com comidas típicas do Pará
Um menino de Belém (PA) escolheu o açaí e outras comidas típicas do Pará como tema da festa de aniversário de 9 anos. O aniversariante Kaio Luan, 9, surpreendeu a mãe, Yasmin Mendonça, quando a data da festa se aproximou e disse que gostaria que a comemoração tivesse as comidas que ele mais gosta.
O cardápio do aniversário de Kaio Luan teve 30 litros de açaí, camarão, peixe frito, carne de charque, farofa e tapioca. A comemoração ocorreu no quintal da casa de uma tia do menino, localizada no bairro Cabanagem, no dia 16 de setembro.
“Quando estava chegando a data do aniversário, ele falou que queria que o tema fosse de açaí e isso me surpreendeu, pois crianças na idade dele pedem festas de carros, super-heróis e desenhos animados. Mas meu filho pensou diferente, todo mundo apoiou. A mesa ficou linda”, conta Yasmin.
A mãe do menino destacou que os familiares apoiaram a proposta de tema da festa e alimentos servidos na festa foram trazidos por eles para colaborar na comemoração. “Cada um se empenhou em levar um prato para compor a mesa de uma família típica paraense raiz”, disse.
O pequeno Kaio Luan comentou que estava muito feliz pela comemoração e contou que se divertiu e comeu muito no aniversário “Todas as comidas estavam gostosas e eu fiquei feliz”, disse o menino.
Logo após a comemoração, Yasmin publicou fotos da decoração da festa do filho nas redes sociais. As imagens foram replicadas e pessoas elogiaram a atitude do menino. As fotos do aniversário do menino viralizaram nas redes sociais.
Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/noticias/ redacao/2019/09/23/menino-escolhe-acai-como-tema-e-ganhafesta-com-comidas-tipicas-do-para.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em: 4 out. 2019 (Adaptação).
O garoto Kaio Luan escolheu um tema considerado exótico para sua festa de 9 anos
Questão 36 10774724
IFBA 2020Analise as proposições abaixo acerca do espaço agrário brasileiro.
I. Uma das características mais marcantes do espaço agrário brasileiro é a concentração de terras, herdadas desde o contexto colonial do país.
II. As principais dificuldades para o desenvolvimento agrícola no Brasil são as condições climáticas tropicais, os tipos de solo e a disponibilidade hídrica, já que as maiorias dos rios estão poluídos.
III. A modernização agrícola ainda se encontra fortemente concentrada na região Nordeste do país através do uso de tecnologias como sensoriamento remoto, melhoramento de sementes, irrigação e outras técnicas especializadas.
IV. Um dos pressupostos da proposta de reforma agrária é a redistribuição de terras para famílias camponesas a partir da desapropriação de latifúndios improdutivos, justificado pela função social da terra.
Está correta, a alternativa:
Questão 35 10774722
IFBA 2020Observe a charge abaixo para responder à questão.

Disponível em: https://cantinholiterariososriosdobrasil.wordpress.com/2014/04/23/desmoronamentos-deslizamentos-catastrofe-natural/. Acesso em: 29 jul. 2019.
Os conhecimentos acerca da apropriação do relevo nos permite dizer que:
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