Questões de EFAF Geografia - Economia
706 Questões
Questão 16 11092611
IFSC Integrados 2019/1Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
Apesar da paranoia dos ricos, 85% dos refugiados estão em países pobres
por Leonardo Sakamoto
As imagens de crianças separadas dos pais pelo governo dos Estados Unidos ao tentarem entrar
de forma ilegal no país provocaram comoção internacional. Os vídeos que circularam pela
imprensa norte-americana mostram montes delas, enjauladas, chorando. Antes, as famílias
permaneciam unidas em centros de detenção.
[5] Durante a campanha de Donald Trump à Presidência, o tema da migração ganhou destaque com o
então candidato, culpando os trabalhadores estrangeiros por desgraças que acontecem em solo
norte-americano – de estupros ao tráfico de drogas. Desde então, está obsessivo com o
prolongamento do muro, isolando o México dos Estados Unidos e chegou a anunciar o veto à
entrada de muçulmanos.
[10] Corporações de países ricos ou em desenvolvimento superexploram territórios na periferia do
mundo ou seus governos promovem conflitos armados em nome de recursos naturais ou de
interesses geopolíticos. Comunidades sofrem com isso e são obrigadas a deixar suas casas. Daí
vão bater às portas de países ricos ou em desenvolvimento, mas nem todos os recebem de braços
abertos, apesar de serem cúmplices do sistema que os expulsou.
[15] Em todo o mundo, culpamos os migrantes por roubar empregos, trazer violência, sobrecarregar os
serviços públicos porque é mais fácil jogar a responsabilidade em quem não tem voz (apesar de
darem braços para gerarem riqueza para o lugar em que vivem) do que criar mecanismos para
trazê-los para o lado de dentro do muro que os separa da dignidade ou políticas para evitar e
reduzir conflitos em suas terras de origem.
[20] Qualquer pessoa que estuda migração sabe que esse fluxo de gente tem sido fundamental para a
economia do centro rico. Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, apesar de venderem o
discurso de que querem barrar a migração não-autorizada, sabem que dependem dela para ajudar
a regular seu custo da mão de obra. É cômodo deixar uma massa de pessoas ao largo dos direitos
por serem invisíveis, mas com muitos deveres e baixa remuneração. Mas o que são favelas e
[25] cortiços senão campos de refugiados econômicos?
O relatório ''Tendências Globais'', do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(Acnur), mostra que 85% dos refugiados estão nos países em desenvolvimento, muitos dos quais
são extremamente pobres e recebem pouco apoio para cuidar dessas populações. Outro dado
importante: Quatro em cada cinco refugiados permanecem em locais vizinhos aos de seus de
[30] origem.
Semelhante à questão da violência urbana em cidades como o Rio: quem sofre as consequências
são os pobres, mas os ricos acham que são eles os principais atingidos.
O número de pessoas forçadas a deixarem suas casas – deslocando-se internamente em seu país
ou buscando refúgio fora – chegou a 68,5 milhões em 2017, de acordo com o Acnur, o que
[35] significa 2,9 milhões a mais que no ano anterior. O principal grupo continua sendo os da Síria (12,6
milhões), seguido por Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar (por conta da violência contra a minoria
rohingya) e Somália.
No Brasil, como relata Patrícia Campos Mello, na Folha de S. Paulo, desta terça (19), mais que
dobrou o número de refugiados, dos que pediram refúgio e daqueles que estão com permissão
[40] temporária de residência. Em 2017, foram 148.645 pessoas, principalmente por conta da crise
humanitária venezuelana.
É normal que tenhamos medo daquilo ou daqueles que não conheçamos bem. Daquilo que é ''de
fora''. Mas esse medo é infundado, equivocado, preconceituoso. Os migrantes estrangeiros vêm
buscar oportunidades de vida que não são encontradas em seu país, fugindo de guerras ou de
[45] desastres naturais. E muitos também vieram atendendo a um chamado por mão de obra. Sim,
esse fluxo migratório respondeu à demanda por força de trabalho no Brasil, que cresceu até o
começo desta década. Determinadas ocupações já não são preenchidas apenas por brasileiros,
como empregadas domésticas, costureiras, operários da construção civil e de frigoríficos. E há
jovens brasileiros de classes mais baixas que não querem ser costureiros ou empregadas
[50] domésticas. Preferem se aventurar como atendentes de telemarketing, que é o novo proletariado
urbano.
Todos estão produzindo riqueza por aqui. Mas sob a perspectiva mal informada de parte da
população, contudo, eles vêm ''roubar'' empregos. Isso quando o preconceito não descamba para
a paranoia de que todos sejam ladrões de relógios, joias, carros e casas.
[55] A verdade é que muita gente, de Roraima a São Paulo, passando por Brasília, quando
questionada, não sabe de onde vem o incômodo que sente ao constatar centenas de
venezuelanos andando nas ruas. Mas se fossem loiros escandinavos ricos pedindo estada ao
contrário de indígenas pobres, a história seria diferente. Ou seja, para muita gente, o problema é
racismo e preconceito de classe mesmo. Com todas as letras.
[60] O governo federal demora para viabilizar e financiar estruturas de acolhida, apoio e intermediação
oficial de mão de obra de modo a evitar a superexploração e o trabalho escravo de venezuelanos,
bolivianos, paraguaios, haitianos, chineses que acontece em oficinas de costura, canteiros de
obras e até pastelarias.
A mobilidade deveria ser livre em todo o planeta. Afinal, se o capital não vê fronteiras, os
[65] trabalhadores também deveriam não ser barrados nelas. Ou morrer afogados ou à bala enquanto
tentam ultrapassá-las.
Os mais irônico é que a decisão do presidente norte-americano de abandonar o Acordo de Paris, o
que foi um retrocesso no combate às mudança climáticas, vai contribuir no médio e longo prazo
com o crescimento de outro tipo de refugiado: o ambiental. Pois, à medida em que o nível do mar
[70] subir, tempestades e furacões destruírem áreas inteiras, secas e nevascas acabarem com criações
de animais e plantações, vai aumentar o número daqueles que são obrigados a sair de casa para
sobreviver.
O problema é que, no limite, não temos outro planeta para nos refugiar se este der errado.
*Disponível em: https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/apesar-da-paranoia-dos-ricos-85-dosrefugiados-estao-em-paises-pobres/. Acesso em: 31 ago. 2018.
Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o Texto:
Questão 36 11089908
IFTO Integrados 2019/1Sobre extrativismo, marque a alternativa correta:
I. O extrativismo é toda atividade de coleta de produtos naturais de origem mineral (petróleo, ouro, prata, bauxita), animal (pesca, aquicultura, carne, pele) ou vegetal (madeira, folhas e frutos).
II. A piscicultura é uma modalidade moderna de extrativismo animal.
III. As florestas plantadas, como as florestas de eucaliptos, são exemplos de extrativismo vegetal.
IV. A coleta do buriti, coco babaçu e capim dourado são exemplos de extrativismo vegetal.
Questão 50 10768540
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2019“Cinquenta anos em cinco” foi slogan de Juscelino Kubitschek desde o início da campanha eleitoral.
Logo após tomar posse, o presidente reuniu o ministério para apresentar seu Plano de Metas. O orçamento do país, inclusive os empréstimos obtidos no exterior, seria integralmente investido na aplicação do plano em cinco setores: o ramo energético ficaria com 43%, o de transportes com 29% e a indústria de base com 20%; 4% para a educação e 3% para a alimentação.
Com o incentivo governamental, entre 1956 e 1961, entraram no Brasil cerca de 2,18 bilhões de dólares e 95% dessa verba foi aplicada em iniciativas estabelecidas no Plano de Metas.
(Claudio Bertolli Filho, De Getúlio a Juscelino. Adaptado)
Conclui-se que esse processo de desenvolvimento econômico
Questão 13 10731816
IFCE* (Já existe no Banco) 2019/1A nova geografia política do mundo, segundo alguns, teria como base fundamental o chamado “sistema global”, ou sistema-mundo, uma espécie de “ator” muito mais importante que os Estados nacionais ou mesmo que as associações internacionais tais como a União Europeia.
(VESENTINI, J. W. Novas Geopolíticas, p. 38, 2015).
Sobre o assunto apresentado no texto, é correto afirmar-se que
Questão 22 10606100
Colégio Embraer 2019A União Europeia concordou nesta quarta-feira (10.abr) em conceder, pela segunda vez, uma prorrogação à saída do Reino Unido do bloco [Brexit]. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, confirmou que o bloco definiu o novo prazo para o Brexit para 31 de outubro deste ano [2019].
(https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/04/10/uniao-europeiaconcorda-em-adiar-brexit-ate-31-de- outubro.ghtml. Adaptado. Acesso em 29. mai.2019)
A saída do Reino Unido da União Europeia [Brexit] deverá
Questão 30 10532911
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2019A energia eólica tem crescido muito nos últimos anos. Em 2016, este setor apresentou um aumento de 55% na produção de eletricidade em relação ao ano anterior, representando 5,4% da matriz elétrica brasileira. Os estados que se destacam na produção de energia eólica são: Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul e Piauí.
Disponível em: www.infoescola.com. Acesso em: 11 set. 2018 (adaptado).
A predominância de estados do Nordeste brasileiro para a implantação desse tipo de usinas deve-se à
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)