Questões de EFAF Geografia - Geral - Sociedade e População
605 Questões
Questão 33 10774716
IFBA 2020Leia o texto abaixo para responder à questão.
“Estimativas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que, em 2050, a população mundial ultrapassará os nove bilhões de pessoas, das quais 70% residirão na zona urbana. Esse quadro contribuirá para o aumento da demanda por alimentos em mais de 60%. A competição por terra, água e comida pode agravar os problemas relacionados à fome e à pobreza, o que remete à adoção de práticas sustentáveis de produção, no sentido social, ambiental e econômico... A FAO estima que os países em desenvolvimento consumirão 72% da produção mundial de carne, aumento de praticamente 12 pontos percentuais no consumo atual. Além da maior taxa de crescimento da população, a melhoria na renda e as mudanças no hábito de consumo contribuirão para esse desequilíbrio entre demanda e produção”.
JUNIOR, J.M. da Silva. Produção agrícola de alimentos e sustentabilidade no Brasil. In: International Centre for Trade and Sustainable Development, 22/06/2015. Disponível em Parte superior do formulário. Parte inferior do formulário: http://www.ictsd.org/bridges-news/pontes/news/produ%C3%A7%C3%A3o-agr%C3%ADcola-de-alimentos-e-sustentabilidade-no-brasil. Acesso em: 20 jul. 2019.
Com base na intepretação das informações no texto e nos seus conhecimentos a respeito da produção de alimentos no mundo, admite-se que:
Questão 29 10774698
IFBA 2020
Disponível em: https://linhaslivres.wordpress.com/category/liberdade-e-diversidade/page/334/?iframe=true&preview=true%2Ffeed%2F. Acesso em: 05 Ago. 2019.
Nas últimas décadas, a queda das taxas de fecundidade registradas no Brasil, conforme o gráfico acima, entre outras causas, deve(m)-se:
Questão 109 10541961
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020A quase totalidade (92,6%) da população brasileira feminina de 14 anos ou mais, que representa mais de 80 milhões de pessoas, realiza afazeres do lar e cuidados de pessoas, em uma média de 21 horas semanais. Se as mulheres cozinham para alguém que vai trabalhar, se levam uma criança para a escola, que às vezes nem é seu filho, para alguém poder trabalhar, elas estão envolvidas nesse emaranhado de sustentação da sociedade.
PERISSÉ, C.; LOSCHI, M. Trabalho de mulher. Retratos: a revista do IBGE, n. 17, jul.-ago., 2019 (adaptado).
O cotidiano das mulheres mencionado no texto é marcado pela
Questão 6 10541689
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020O aluguel de patinetes nas grandes cidades tem sido frequente, principalmente nos locais onde o trânsito de veículos é bastante intenso. Os patinetes possuem duas rodas, são movidos a eletricidade e esse serviço pode ser acessado por meio de aplicativos nos smartphones.
Um argumento favorável ao uso desse meio de transporte é que ele
Questão 23 10171767
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Cursos Técnicos Integra 2020Nas últimas décadas, o Brasil vem passando por significativas mudanças estruturais em sua composição demográfica, com uma tendência ao envelhecimento populacional. Isso vem ocorrendo, sobretudo, devido ao aumento da(s):
I. Taxas de fecundidade.
II. Expectativa de vida.
III. Taxas de mortalidade infantil.
Quais estão corretas?
Questão 18 11092641
IFSC Integrados 2019/1Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
Apesar da paranoia dos ricos, 85% dos refugiados estão em países pobres
por Leonardo Sakamoto
As imagens de crianças separadas dos pais pelo governo dos Estados Unidos ao tentarem entrar
de forma ilegal no país provocaram comoção internacional. Os vídeos que circularam pela
imprensa norte-americana mostram montes delas, enjauladas, chorando. Antes, as famílias
permaneciam unidas em centros de detenção.
[5] Durante a campanha de Donald Trump à Presidência, o tema da migração ganhou destaque com o
então candidato, culpando os trabalhadores estrangeiros por desgraças que acontecem em solo
norte-americano – de estupros ao tráfico de drogas. Desde então, está obsessivo com o
prolongamento do muro, isolando o México dos Estados Unidos e chegou a anunciar o veto à
entrada de muçulmanos.
[10] Corporações de países ricos ou em desenvolvimento superexploram territórios na periferia do
mundo ou seus governos promovem conflitos armados em nome de recursos naturais ou de
interesses geopolíticos. Comunidades sofrem com isso e são obrigadas a deixar suas casas. Daí
vão bater às portas de países ricos ou em desenvolvimento, mas nem todos os recebem de braços
abertos, apesar de serem cúmplices do sistema que os expulsou.
[15] Em todo o mundo, culpamos os migrantes por roubar empregos, trazer violência, sobrecarregar os
serviços públicos porque é mais fácil jogar a responsabilidade em quem não tem voz (apesar de
darem braços para gerarem riqueza para o lugar em que vivem) do que criar mecanismos para
trazê-los para o lado de dentro do muro que os separa da dignidade ou políticas para evitar e
reduzir conflitos em suas terras de origem.
[20] Qualquer pessoa que estuda migração sabe que esse fluxo de gente tem sido fundamental para a
economia do centro rico. Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, apesar de venderem o
discurso de que querem barrar a migração não-autorizada, sabem que dependem dela para ajudar
a regular seu custo da mão de obra. É cômodo deixar uma massa de pessoas ao largo dos direitos
por serem invisíveis, mas com muitos deveres e baixa remuneração. Mas o que são favelas e
[25] cortiços senão campos de refugiados econômicos?
O relatório ''Tendências Globais'', do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(Acnur), mostra que 85% dos refugiados estão nos países em desenvolvimento, muitos dos quais
são extremamente pobres e recebem pouco apoio para cuidar dessas populações. Outro dado
importante: Quatro em cada cinco refugiados permanecem em locais vizinhos aos de seus de
[30] origem.
Semelhante à questão da violência urbana em cidades como o Rio: quem sofre as consequências
são os pobres, mas os ricos acham que são eles os principais atingidos.
O número de pessoas forçadas a deixarem suas casas – deslocando-se internamente em seu país
ou buscando refúgio fora – chegou a 68,5 milhões em 2017, de acordo com o Acnur, o que
[35] significa 2,9 milhões a mais que no ano anterior. O principal grupo continua sendo os da Síria (12,6
milhões), seguido por Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar (por conta da violência contra a minoria
rohingya) e Somália.
No Brasil, como relata Patrícia Campos Mello, na Folha de S. Paulo, desta terça (19), mais que
dobrou o número de refugiados, dos que pediram refúgio e daqueles que estão com permissão
[40] temporária de residência. Em 2017, foram 148.645 pessoas, principalmente por conta da crise
humanitária venezuelana.
É normal que tenhamos medo daquilo ou daqueles que não conheçamos bem. Daquilo que é ''de
fora''. Mas esse medo é infundado, equivocado, preconceituoso. Os migrantes estrangeiros vêm
buscar oportunidades de vida que não são encontradas em seu país, fugindo de guerras ou de
[45] desastres naturais. E muitos também vieram atendendo a um chamado por mão de obra. Sim,
esse fluxo migratório respondeu à demanda por força de trabalho no Brasil, que cresceu até o
começo desta década. Determinadas ocupações já não são preenchidas apenas por brasileiros,
como empregadas domésticas, costureiras, operários da construção civil e de frigoríficos. E há
jovens brasileiros de classes mais baixas que não querem ser costureiros ou empregadas
[50] domésticas. Preferem se aventurar como atendentes de telemarketing, que é o novo proletariado
urbano.
Todos estão produzindo riqueza por aqui. Mas sob a perspectiva mal informada de parte da
população, contudo, eles vêm ''roubar'' empregos. Isso quando o preconceito não descamba para
a paranoia de que todos sejam ladrões de relógios, joias, carros e casas.
[55] A verdade é que muita gente, de Roraima a São Paulo, passando por Brasília, quando
questionada, não sabe de onde vem o incômodo que sente ao constatar centenas de
venezuelanos andando nas ruas. Mas se fossem loiros escandinavos ricos pedindo estada ao
contrário de indígenas pobres, a história seria diferente. Ou seja, para muita gente, o problema é
racismo e preconceito de classe mesmo. Com todas as letras.
[60] O governo federal demora para viabilizar e financiar estruturas de acolhida, apoio e intermediação
oficial de mão de obra de modo a evitar a superexploração e o trabalho escravo de venezuelanos,
bolivianos, paraguaios, haitianos, chineses que acontece em oficinas de costura, canteiros de
obras e até pastelarias.
A mobilidade deveria ser livre em todo o planeta. Afinal, se o capital não vê fronteiras, os
[65] trabalhadores também deveriam não ser barrados nelas. Ou morrer afogados ou à bala enquanto
tentam ultrapassá-las.
Os mais irônico é que a decisão do presidente norte-americano de abandonar o Acordo de Paris, o
que foi um retrocesso no combate às mudança climáticas, vai contribuir no médio e longo prazo
com o crescimento de outro tipo de refugiado: o ambiental. Pois, à medida em que o nível do mar
[70] subir, tempestades e furacões destruírem áreas inteiras, secas e nevascas acabarem com criações
de animais e plantações, vai aumentar o número daqueles que são obrigados a sair de casa para
sobreviver.
O problema é que, no limite, não temos outro planeta para nos refugiar se este der errado.
*Disponível em: https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/apesar-da-paranoia-dos-ricos-85-dosrefugiados-estao-em-paises-pobres/. Acesso em: 31 ago. 2018.
Leia com atenção as alternativas a seguir, considerando V (verdadeiro) ou F (falso):
I. Em: “Durante a campanha de Donald Trump à Presidência, o tema da migração ganhou destaque com o então candidato...” (linhas 5-6), os termos sublinhados são substantivos.
II. Em: “Corporações de países ricos ou em desenvolvimento superexploram territórios na periferia do mundo ou seus governos promovem conflitos armados em nome de recursos naturais ou de interesses geopolíticos” (linhas 10-12), os termos sublinhados são adjetivos.
III. Em: “Qualquer pessoa que estuda migração sabe que esse fluxo de gente tem sido fundamental para a economia do centro rico” (linhas 20-21), os termos sublinhados são advérbios.
IV. Em: “Os migrantes estrangeiros vêm buscar oportunidades de vida que não são encontradas em seu país, fugindo de guerras ou de desastres naturais” (linhas 43-45), todos os termos sublinhados pertencem à classe gramatical denominada: preposição.
V. Em: “E há jovens brasileiros de classes mais baixas que não querem ser costureiros ou empregadas domésticas” (linhas 48-50), todos os termos sublinhas pertencem à classe gramatical denominada verbo.
Assinale a alternativa CORRETA:
06
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