Questões de EFAF Geografia - Geral - Sociedade e População
605 Questões
Questão 19 11092918
IFSC Integrados 2020/1Leia o TEXTO a seguir para responder às questão.
O drama de Juan e das centenas de crianças venezuelanas que cruzam sozinhas a fronteira com o Brasil
Nathalia Passarinho - BBC News Brasil em Londres
09 de setembro de 2019
[...]
Juan foi encontrado vagando pelas ruas de Pacaraima, após cruzar a
fronteira "sozinho e faminto", segundo relatório da equipe que atendeu a criança.
Um senhor venezuelano o resgatou, deu abrigo e comida por uma noite e levou o
[5] menino ao centro de triagem, onde defensores públicos da União entrevistam e
analisam cada caso de criança e adolescente que chega ao Brasil.
Encaminhado depois ao Conselho Tutelar de Pacaraima, o menino foi
reconhecido por uma conselheira que confirmou que ele tentava migrar sozinho
para o Brasil pela segunda vez, "pedindo ajuda para fugir dos maus-tratos dos
[10] pais".
Na primeira tentativa, foi devolvido à Venezuela e encaminhado ao
Conselho Tutelar da cidade de Santa Elena, após os conselheiros venezuelanos
garantirem às autoridades brasileiras que ele seria encaminhado para um abrigo.
Pelo visto, foi devolvido aos pais e à vida na rua.
[15] "Observa-se inúmeras marcas no corpo da criança e ele afirma que são
todas causadas pelas agressões físicas cometidas por seus pais", diz o relatório
do comitê de triagem a que a BBC News Brasil teve acesso.
Para impedir que o menino fosse entregue novamente aos pais, os
defensores federais o encaminharam para uma casa de acolhimento de crianças e
[20] adolescentes na capital de Roraima, "para que seja cuidado pela legislação
brasileira".
Juan é uma das 1.896 crianças e adolescentes que, para fugir da violência
e da miséria na Venezuela, cruzaram a fronteira até o Brasil sozinhos ou
acompanhados de pessoas que não são seus responsáveis legais, entre agosto
[25] de 2018 e junho deste ano.
Quase 400 deles chegaram à cidade de Pacaraima totalmente
desacompanhados, segundo dados inéditos obtidos pela BBC News Brasil junto à
Defensoria Pública da União.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49566807. Acesso em: 13 de setembro de 2019. (Texto adaptado).
Em relação às palavras sublinhadas no TEXTO, assinale a alternativa CORRETA quanto à acentuação gráfica:
I. Duas palavras acentuadas atendem à regra das palavras monossílabas tônicas.
II. Três palavras acentuadas atendem à regra das palavras paroxítonas.
III. Três palavras acentuadas atendem à regra das palavras oxítonas.
IV. Duas palavras acentuadas atendem à regra das palavras proparoxítonas
V. Uma palavra acentuada atende à regra das palavras com hiato.
Questão 18 11092897
IFSC Integrados 2020/1Leia o TEXTO a seguir para responder às questão.
O drama de Juan e das centenas de crianças venezuelanas que cruzam sozinhas a fronteira com o Brasil
Nathalia Passarinho - BBC News Brasil em Londres
09 de setembro de 2019
[...]
Juan foi encontrado vagando pelas ruas de Pacaraima, após cruzar a
fronteira "sozinho e faminto", segundo relatório da equipe que atendeu a criança.
Um senhor venezuelano o resgatou, deu abrigo e comida por uma noite e levou o
[5] menino ao centro de triagem, onde defensores públicos da União entrevistam e
analisam cada caso de criança e adolescente que chega ao Brasil.
Encaminhado depois ao Conselho Tutelar de Pacaraima, o menino foi
reconhecido por uma conselheira que confirmou que ele tentava migrar sozinho
para o Brasil pela segunda vez, "pedindo ajuda para fugir dos maus-tratos dos
[10] pais".
Na primeira tentativa, foi devolvido à Venezuela e encaminhado ao
Conselho Tutelar da cidade de Santa Elena, após os conselheiros venezuelanos
garantirem às autoridades brasileiras que ele seria encaminhado para um abrigo.
Pelo visto, foi devolvido aos pais e à vida na rua.
[15] "Observa-se inúmeras marcas no corpo da criança e ele afirma que são
todas causadas pelas agressões físicas cometidas por seus pais", diz o relatório
do comitê de triagem a que a BBC News Brasil teve acesso.
Para impedir que o menino fosse entregue novamente aos pais, os
defensores federais o encaminharam para uma casa de acolhimento de crianças e
[20] adolescentes na capital de Roraima, "para que seja cuidado pela legislação
brasileira".
Juan é uma das 1.896 crianças e adolescentes que, para fugir da violência
e da miséria na Venezuela, cruzaram a fronteira até o Brasil sozinhos ou
acompanhados de pessoas que não são seus responsáveis legais, entre agosto
[25] de 2018 e junho deste ano.
Quase 400 deles chegaram à cidade de Pacaraima totalmente
desacompanhados, segundo dados inéditos obtidos pela BBC News Brasil junto à
Defensoria Pública da União.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49566807. Acesso em: 13 de setembro de 2019. (Texto adaptado).
Em relação ao que diz o TEXTO, assinale a alternativa CORRETA:
Questão 7 11020420
IFRR Integrados 2020/2De acordo com o texto de Gilberto Dimenstein, são sintomas da falta de cidadania, exceto:
Questão 34 10780643
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Observe e analise o quadro abaixo sobre fluxos migratórios.

Fonte: MARINUCCI, Roberto; MILESI, Rosita. Migrações Internacionais Contemporâneas. CSEM/IMDH. Disponível em: http://www.ufjf.br/pur/files/2011/04/MIGRA%C3%87%C3%83O-NO-MUNDO.pdf. Acesso em: 16 de ago. 2019.
Com base no quadro acima, é CORRETO afirmar que:
Questão 9 10779315
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Acolhimento a refugiados é destaque em projeto da UFF
Na entrevista a seguir, a professora Ângela Magalhães Vasconcelos fala sobre o Laboratório de Políticas Públicas,
Migrações e Refúgio, do qual é coordenadora. Os refugiados, segundo a pesquisadora, deixam seus países de origem de
várias maneiras, que podem incluir, além do pagamento efetuado aos coiotes (pessoas que cobram para atravessar
emigrantes irregulares), também a submissão às práticas violentas diversas impostas pelos traficantes humanos, já no
[5] novo país. A celebração do Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho, serviu para sensibilizar sobre uma temática real,
que envolve pessoas, perdas e traumas, bem como chamar atenção sobre o crescimento dos fluxos migratórios de
homens, mulheres e crianças, que apontam para uma endêmica1 pobreza apátrida, muitas vezes consequência também
dos efeitos climáticos.
Há programas assistenciais governamentais para refugiados?
[10] Ângela Vasconcelos — Existem programas específicos na rede pública. Entre 2012 e 2013, elaborei um projeto de
pesquisa sobre os Programas de Transferência de Renda no Brasil, especificamente o Programa Bolsa Família (PBF). Na
ocasião, verifiquei que não havia registro específico no CADÚnico (cadastramento de pessoas de baixa renda para serem
beneficiadas por programas sociais) sobre os solicitantes de refúgio ou refugiados. Era um momento em que o mundo e o
Brasil observavam um aumento nos fluxos migratórios. Essa realidade continua. Para se desenhar políticas são
[15] necessários números e apesar de termos dados sobre pessoas refugiadas da Polícia Federal, IBGE, Conare e aqueles
repassados por instituições não governamentais, eles não estão refinados e são insuficientes, principalmente nos
municípios e suas regiões.
O estado do Rio de Janeiro está preparado para atender aos refugiados?
Ângela Vasconcelos — Os refugiados vêm sendo atendidos nas redes públicas de saúde, educação, etc. Entretanto,
[20] como todos nós, enfrentam também a precarização dos serviços públicos. Isso tudo agravado pelos problemas na
comunicação, pois muitos ainda não dominam a língua portuguesa. Há demandas peculiares que apresentam em virtude
dos motivos que os trouxeram para cá e pelo fato de muitos funcionários públicos desconhecerem os direitos dessas
pessoas. Existem raríssimas prefeituras investindo em processos de qualificação de gestores e servidores para atender
aos refugiados. A questão da moradia também é um sério problema pelo alto custo. Muitas pessoas acabam dividindo o
25 aluguel de espaços pequenos, forçando a migrarem cada vez mais para as periferias, onde os aluguéis são mais baratos.
Além disso, eles acabam participando de movimentos por moradia.
Como a população vem acompanhando a chegada dos refugiados em solo brasileiro?
Ângela Vasconcelos — De um lado se observa uma xenofobia aos muçulmanos, porque há uma ideia de que eles
disseminam terrorismo. (...) De outro, vejo e vivencio o acolhimento e o compromisso da integração com autonomia e
[30] respeito aos aspectos multiculturais. Ainda ouço e vivencio situações de (re)vitimização das pessoas em relação aos
refugiados, mas eles têm direitos, compromissos e efetivamente são capazes, com acolhimento, proteção e
acompanhamento, de seguir em frente e de construir novas histórias.
(Adaptado de: PESSANO, Jorge. Acolhimento a refugiados é destaque em projeto da UFF. 29 jun. 2017. Disponível em: http://www .uff.br/?q=noticias/29-06-2017/acolhimento-refugiados-e-destaque-em-projeto-da-uff. Acesso em: 8 set. 2019
Vocabulário
1Endêmico: constante, que não passa.
No Texto, releia a segunda resposta da professora Ângela Vasconcelos ao entrevistador Jorge Pessano.
Dentre os recursos coesivos empregados para dar fluidez ao texto e evitar repetição desnecessária da palavra “refugiados”, destaca-se:
Questão 5 10779281
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Por que os imigrantes fogem da África?
Agricultura devastada e desemprego levam caravanas a deixar dezenas de países
AGADEZ, Níger — É segunda-feira e isso significa dia de mudança em Agadez, um cruzamento ao norte do deserto do
Níger e a principal plataforma de onde saem os imigrantes da África Ocidental. Fugindo da agricultura devastada,
superpopulação e falta de emprego, os imigrantes de uma dezena de países se reúnem em caravanas todas as
segundas-feiras à noite e iniciam uma corrida louca pelo deserto do Saara em direção à Líbia, na esperança de
[5] eventualmente cruzar o Mediterrâneo até a Europa.
A montagem dessa caravana é uma cena a ser testemunhada. Embora seja noite, ainda faz 40 graus e há apenas
uma lua crescente para iluminar a escuridão. Então, de repente, o deserto acorda.
Usando o aplicativo de mensagens WhatsApp de seus celulares, os traficantes locais, vinculados a redes de
contrabandistas que se estendem por toda a África Ocidental, começam a coordenar o carregamento clandestino de
[10] migrantes que estão em abrigos e porões por toda a cidade. Eles vêm se reunindo há semanas, vindos do Senegal, Serra
Leoa, Nigéria, Costa do Marfim, Libéria, Chade, Guiné, Camarões, Mali e outras cidades de Níger.
Com 15 a 20 homens — não há mulheres — amontoados na parte de trás de pick-ups Toyota, seus braços e pernas
pendurados para fora, os veículos surgem de becos e ruelas e seguem os carros que partiram na frente para garantir que
não haverá policiais, oficiais ou guardas de fronteiras desagradáveis à espreita que ainda não foram pagos. É como
[15] assistir a uma sinfonia, mas ninguém tem ideia de quem é o maestro. Eventualmente, todos convergem para um ponto de
encontro no norte da cidade, formando uma caravana gigante de 100 ou 200 veículos — a grande quantidade é necessária
para afastar os bandidos do deserto.
Pobre Níger. Agadez, que tem casas com paredes de barro ornamentadas, é um notável Patrimônio Mundial da
Unesco, mas a cidade foi abandonada pelos turistas depois que locais próximos foram atacados pelo Boko Haram1 e
[20] outros jihadistas2. Por isso, como explica um traficante, os carros e os ônibus da indústria do turismo estão sendo
reaproveitados na indústria da migração. Há agora, por toda a Africa Ocidental, recrutadores, ligados aos traficantes, que
trabalham por conta própria e pedem às mães dos meninos US$400 ou US$500 para mandá-los procurar empregos na
Líbia ou na Europa. Poucos conseguem, mas outros continuam chegando.
A revolução na Síria foi provocada, em parte, pela pior seca de quatro anos da história moderna do país — além da
[25] superpopulação, tensões climáticas e a internet —- e o mesmo acontece com a onda de migração dos africanos. (...)
— Hoje perdemos anualmente para a desertificação 100 mil hectares de terras aráveis. E perdemos entre 60 mile
80 mil hectares de florestas todos os anos — afirma Adamou Chaifou [ministro do Meio Ambiente de Níger].
(...) Recentemente, a União Europeia fez um acordo com a Turquia para aumentar muito a ajuda da União
Europeia para que Ancara lide com os refugiados e migrantes que chegarem ao país e restrinja seu fluxo para a Europa.
[30] — Se investíssemos uma fração dessa quantia para ajudar as nações africanas a combater o desmatamento,
melhorar a saúde e a educação e sustentar a agricultura de pequena escala, que é o meio de sustento de 80 por cento das
populações na África, elas poderiam ficar na terra. Seria muito melhor para elas e para o planeta — explicou Michele
Barbut [chefe da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação).
Todo mundo quer construir muros nos dias de hoje, afirmou ela, mas o muro de que mais precisamos é um “muro
[35] verde”, de reflorestamento, que seguraria o deserto e se estenderia de Mali no oeste à Etiópia no leste.
— É uma ideia que os próprios africanos tiveram — contou ela. E faz muito sentido.
Porque, no final, nenhum muro vai segurar essa onda de migrantes. Tudo que você vê por aqui são gritos de que,
a não ser que haja uma maneira de estabilizar a pequena agricultura da África, de alguma maneira ou de outra, eles vão
tentar chegar à Europa. Os que não podem, com certeza vão gravitar para um grupo extremista que os pague. Muitos hoje
[40] sabem pelos meios de comunicação que há uma vida melhor além-mar e acreditam que seus governos são muito frágeis
para poder ajudá-los a melhorar.
(FRIEDMAN, Thomas L. Por que os imigrantes fogem da África?. O Globo. Rio de Janeiro, 28 abr. 2016. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/artigo-por-que-os-imigrantes-fogem-da-africa-19179333. Acesso em: 8 set. 2019)
Vocabulário
1Boko Haram: organização fundamentalista islâmica surgida no norte da Nigéria.
2Jihadista: membro do Jihad, guerra santa muçulmana.
Leia o fragmento a seguir, extraído do Texto:
“Todo mundo quer construir muros nos dias de hoje, afirmou ela, mas o muro de que mais precisamos é um 'muro verde”, de reflorestamento, que seguraria o deserto e se estenderia de Mali no oeste à Etiópia no leste.” (I. 34-35)
A partir dos significados possíveis para o vocábulo “muro”, pode-se afirmar que a conjunção adversativa “mas” opõe, respectivamente, as ideias de:
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