Questões de EFAF Geografia - Terra
1.086 Questões
Questão 5 10174122
OBFEP Prova Nível A – alunos do 9º ano do Ensino Fundame 2015A figura abaixo é uma representação das posições do Sol, da Terra e da Lua, e suas dimensões. O alinhamento desses astros produz um fenômeno raro: o eclipse solar.
De acordo com essa figura, dentre os lugares A, B e C, aonde as pessoas poderão ver o eclipse solar total e aonde as pessoas poderão ver o eclipse solar parcial, respectivamente?

Questão 21 10170323
IFPR Médio Integrado 2015O domínio morfoclimático brasileiro cujo predomínio é de planaltos arenito-basálticos é:
Questão 8 10136132
CMM 1°ano - Língua de Português 2015O texto a seguir servirá de base para responder a questão.
TEXTO
Do uso competitivo ao uso sustentável da água
Água é mistério e dádiva. Mistério porque a ciência ainda não conseguiu desvendar de onde ela veio. Alguns acreditam que a água chegou ao nosso planeta por meio de coCMMlexas funções, sendo a mais nobre prover condições para a realização da enormidade de reações químicas e processos biológicos que sustentam a teia da vida.
Além disso, a água é componente fundamental da paisagem e do meio ambiente, com impactos sobre o nosso bem-estar espiritual e físico. São inúmeras as suas utilidades para a sociedade: abastecimento doméstico e industrial, produção de alimentos e fibras, dessedentação de animais, geração de energia, transporte de pessoas e cargas, recreação e turismo e preservação da biodiversidade.
Além da função essencial de limpar o nosso corpo, nossas casas e cidades dos resíduos que geramos. A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada. Sua escassez impacta a oferta de alimentos, de energia, de saúde e de mobilidade, como se vê no noticiário recente. E como é recurso finito, preocupações relacionadas à competição pelo seu uso crescerão de forma proporcional ao aumento de sua demanda pela sociedade.
Apesar de abrigar 12% das reservas de água doce do planeta, o Brasil convive com situações preocupantes de escassez. A seca que penaliza o Semiárido Nordestino há décadas e o severo déficit de precipitações que no momento aflige a Região Sudeste nos impõem um desafio. De aprimorarmos o manejo e o uso sustentável dos recursos hídricos no Brasil, em lugar de nos conformarmos com a escassez ou com o acirramento da competição pelo seu uso no futuro.A primeira urgência é a ampliação
da comunicação, em busca do diálogo e do entendimento sobre as melhores práticas na gestão dos recursos hídricos. A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. A nossa agricultura não compete com as cidades por água tratada. Ela apenas toma emprestada da natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e infiltração no solo. É claro que cidades e fazendas podem melhorar a eficiência no uso das águas. Mas demonizar a produção de alimentos em função da crise hídrica só nos trará mais problemas. Outra urgência é ampliar a capacidade de armazenagem de água na abundância de chuvas e garantir sua oferta nos períodos de escassez. Com mais reservatórios, em pontos estratégicos, poderíamos ampliar a prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação pode cumprir outro nobre papel ±reduzir o nível das reservas ao longo do período seco, fazendo das represas, açudese lagos uma bateria de amortecedores para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos. Precisamos, ainda, mobilizar todo o arsenal tecnológico
disponível para harmonização da relação água-energia-alimento.
A Embrapa tem disseminado tecnologias de baixo custo para construção de pequenas barragens para captação de enxurradas, que promovem a infiltração da água no solo, reduzindo a erosão e elevando o lençol freático. E precisamos ampliar a adoção de sistemas de irrigação que otimizem o uso de água e energia, além de práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam evaporação. Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água, pelo solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações chuvosa e seca.
Por fim, é preciso superar o mito da abundância. Cerca de 80% da água doce do Brasil está na região amazônica; os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habita 95% da população. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das cidades na poluição dos nossos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água. Descarregar esgoto não tratado nos rios ou lavar carros e calçadas com água tratada precisam se tornar coisas do passado. A crescente escassez hídrica indica que não estamos diante de um desafio trivial. O aumento da consciência coletiva para o uso sustentável da água se tornou uma questão de sobrevivência.
Maurício Antônio Lopes-Presidente da Embrapa.Artigo publicado dia 08/03/2015 do jornal Correio Brasiliense.
Vocabulário
Dessedentação: Suprir necessidades de água para contingentes animais.
Manejo: É a ação de conjugar as atividades manuais com a tecnologia avançada, com o objetivo de definir ou traçar decisões a serem tomadas em um sistema de produção agropecuário.
Arsenal: centro de construção e reparação dos navios de guerra.
Analise as afirmações em relação ao gênero do texto em questão, considerando-as falsas ou verdadeiras.
( ) Apresenta fatos que são preocupações atuais da ciência noticiadas nos jornais.
( ) É fundamentado em impressões pessoais do autor do texto.
( ) Objetiva gerar a reflexão dos cidadãos por força dos argumentos apresentados.
( ) Tem a função de tecnicamente desfazer a crença no mistério da origem da água.
( ) O autor objetiva persuadir o leitor, concitando-o a uma tomada de posição.
Assinale a assertiva correta
Questão 5 10136070
CMM 1°ano - Língua de Português 2015O texto a seguir servirá de base para responder a questão.
TEXTO
Do uso competitivo ao uso sustentável da água
Água é mistério e dádiva. Mistério porque a ciência ainda não conseguiu desvendar de onde ela veio. Alguns acreditam que a água chegou ao nosso planeta por meio de coCMMlexas funções, sendo a mais nobre prover condições para a realização da enormidade de reações químicas e processos biológicos que sustentam a teia da vida.
Além disso, a água é componente fundamental da paisagem e do meio ambiente, com impactos sobre o nosso bem-estar espiritual e físico. São inúmeras as suas utilidades para a sociedade: abastecimento doméstico e industrial, produção de alimentos e fibras, dessedentação de animais, geração de energia, transporte de pessoas e cargas, recreação e turismo e preservação da biodiversidade.
Além da função essencial de limpar o nosso corpo, nossas casas e cidades dos resíduos que geramos. A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada. Sua escassez impacta a oferta de alimentos, de energia, de saúde e de mobilidade, como se vê no noticiário recente. E como é recurso finito, preocupações relacionadas à competição pelo seu uso crescerão de forma proporcional ao aumento de sua demanda pela sociedade.
Apesar de abrigar 12% das reservas de água doce do planeta, o Brasil convive com situações preocupantes de escassez. A seca que penaliza o Semiárido Nordestino há décadas e o severo déficit de precipitações que no momento aflige a Região Sudeste nos impõem um desafio. De aprimorarmos o manejo e o uso sustentável dos recursos hídricos no Brasil, em lugar de nos conformarmos com a escassez ou com o acirramento da competição pelo seu uso no futuro.A primeira urgência é a ampliação
da comunicação, em busca do diálogo e do entendimento sobre as melhores práticas na gestão dos recursos hídricos. A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. A nossa agricultura não compete com as cidades por água tratada. Ela apenas toma emprestada da natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e infiltração no solo. É claro que cidades e fazendas podem melhorar a eficiência no uso das águas. Mas demonizar a produção de alimentos em função da crise hídrica só nos trará mais problemas. Outra urgência é ampliar a capacidade de armazenagem de água na abundância de chuvas e garantir sua oferta nos períodos de escassez. Com mais reservatórios, em pontos estratégicos, poderíamos ampliar a prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação pode cumprir outro nobre papel ±reduzir o nível das reservas ao longo do período seco, fazendo das represas, açudese lagos uma bateria de amortecedores para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos. Precisamos, ainda, mobilizar todo o arsenal tecnológico
disponível para harmonização da relação água-energia-alimento.
A Embrapa tem disseminado tecnologias de baixo custo para construção de pequenas barragens para captação de enxurradas, que promovem a infiltração da água no solo, reduzindo a erosão e elevando o lençol freático. E precisamos ampliar a adoção de sistemas de irrigação que otimizem o uso de água e energia, além de práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam evaporação. Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água, pelo solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações chuvosa e seca.
Por fim, é preciso superar o mito da abundância. Cerca de 80% da água doce do Brasil está na região amazônica; os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habita 95% da população. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das cidades na poluição dos nossos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água. Descarregar esgoto não tratado nos rios ou lavar carros e calçadas com água tratada precisam se tornar coisas do passado. A crescente escassez hídrica indica que não estamos diante de um desafio trivial. O aumento da consciência coletiva para o uso sustentável da água se tornou uma questão de sobrevivência.
Maurício Antônio Lopes-Presidente da Embrapa.Artigo publicado dia 08/03/2015 do jornal Correio Brasiliense.
Vocabulário
Dessedentação: Suprir necessidades de água para contingentes animais.
Manejo: É a ação de conjugar as atividades manuais com a tecnologia avançada, com o objetivo de definir ou traçar decisões a serem tomadas em um sistema de produção agropecuário.
Arsenal: centro de construção e reparação dos navios de guerra.
Com base nos trechos retirados do texto I, estabeleça a correta relação entre os termos destacados na primeira coluna e o respectivo valor semântico, estabelecido na segunda.
a) A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada ́.
b) Para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos .
c) Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água ́
d) Por fim, é preciso superar o mito da abundância ́.
( ) finalidade
( ) negação
( ) intensidade
( ) conclusão
A assertiva está correta em:
Questão 4 10136052
CMM 1°ano - Língua de Português 2015O texto a seguir servirá de base para responder a questão.
TEXTO
Do uso competitivo ao uso sustentável da água
Água é mistério e dádiva. Mistério porque a ciência ainda não conseguiu desvendar de onde ela veio. Alguns acreditam que a água chegou ao nosso planeta por meio de coCMMlexas funções, sendo a mais nobre prover condições para a realização da enormidade de reações químicas e processos biológicos que sustentam a teia da vida.
Além disso, a água é componente fundamental da paisagem e do meio ambiente, com impactos sobre o nosso bem-estar espiritual e físico. São inúmeras as suas utilidades para a sociedade: abastecimento doméstico e industrial, produção de alimentos e fibras, dessedentação de animais, geração de energia, transporte de pessoas e cargas, recreação e turismo e preservação da biodiversidade.
Além da função essencial de limpar o nosso corpo, nossas casas e cidades dos resíduos que geramos. A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada. Sua escassez impacta a oferta de alimentos, de energia, de saúde e de mobilidade, como se vê no noticiário recente. E como é recurso finito, preocupações relacionadas à competição pelo seu uso crescerão de forma proporcional ao aumento de sua demanda pela sociedade.
Apesar de abrigar 12% das reservas de água doce do planeta, o Brasil convive com situações preocupantes de escassez. A seca que penaliza o Semiárido Nordestino há décadas e o severo déficit de precipitações que no momento aflige a Região Sudeste nos impõem um desafio. De aprimorarmos o manejo e o uso sustentável dos recursos hídricos no Brasil, em lugar de nos conformarmos com a escassez ou com o acirramento da competição pelo seu uso no futuro.A primeira urgência é a ampliação
da comunicação, em busca do diálogo e do entendimento sobre as melhores práticas na gestão dos recursos hídricos. A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. A nossa agricultura não compete com as cidades por água tratada. Ela apenas toma emprestada da natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e infiltração no solo. É claro que cidades e fazendas podem melhorar a eficiência no uso das águas. Mas demonizar a produção de alimentos em função da crise hídrica só nos trará mais problemas. Outra urgência é ampliar a capacidade de armazenagem de água na abundância de chuvas e garantir sua oferta nos períodos de escassez. Com mais reservatórios, em pontos estratégicos, poderíamos ampliar a prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação pode cumprir outro nobre papel ±reduzir o nível das reservas ao longo do período seco, fazendo das represas, açudese lagos uma bateria de amortecedores para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos. Precisamos, ainda, mobilizar todo o arsenal tecnológico
disponível para harmonização da relação água-energia-alimento.
A Embrapa tem disseminado tecnologias de baixo custo para construção de pequenas barragens para captação de enxurradas, que promovem a infiltração da água no solo, reduzindo a erosão e elevando o lençol freático. E precisamos ampliar a adoção de sistemas de irrigação que otimizem o uso de água e energia, além de práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam evaporação. Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água, pelo solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações chuvosa e seca.
Por fim, é preciso superar o mito da abundância. Cerca de 80% da água doce do Brasil está na região amazônica; os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habita 95% da população. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das cidades na poluição dos nossos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água. Descarregar esgoto não tratado nos rios ou lavar carros e calçadas com água tratada precisam se tornar coisas do passado. A crescente escassez hídrica indica que não estamos diante de um desafio trivial. O aumento da consciência coletiva para o uso sustentável da água se tornou uma questão de sobrevivência.
Maurício Antônio Lopes-Presidente da Embrapa.Artigo publicado dia 08/03/2015 do jornal Correio Brasiliense.
Vocabulário
Dessedentação: Suprir necessidades de água para contingentes animais.
Manejo: É a ação de conjugar as atividades manuais com a tecnologia avançada, com o objetivo de definir ou traçar decisões a serem tomadas em um sistema de produção agropecuário.
Arsenal: centro de construção e reparação dos navios de guerra.
A escolha das palavras na construção do texto promove a manutenção do tema trabalhado, como é o caso de mitigar (3° parágrafo) e disseminar (4°. Parágrafo).
Assinale a opção que apresenta os vocábulos que poderiam ser substituídos, respectivamente, sem prejuízo de significado no contexto utilizado.
Questão 3 10136045
CMM 1°ano - Língua de Português 2015O texto a seguir servirá de base para responder a questão.
TEXTO
Do uso competitivo ao uso sustentável da água
Água é mistério e dádiva. Mistério porque a ciência ainda não conseguiu desvendar de onde ela veio. Alguns acreditam que a água chegou ao nosso planeta por meio de coCMMlexas funções, sendo a mais nobre prover condições para a realização da enormidade de reações químicas e processos biológicos que sustentam a teia da vida.
Além disso, a água é componente fundamental da paisagem e do meio ambiente, com impactos sobre o nosso bem-estar espiritual e físico. São inúmeras as suas utilidades para a sociedade: abastecimento doméstico e industrial, produção de alimentos e fibras, dessedentação de animais, geração de energia, transporte de pessoas e cargas, recreação e turismo e preservação da biodiversidade.
Além da função essencial de limpar o nosso corpo, nossas casas e cidades dos resíduos que geramos. A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada. Sua escassez impacta a oferta de alimentos, de energia, de saúde e de mobilidade, como se vê no noticiário recente. E como é recurso finito, preocupações relacionadas à competição pelo seu uso crescerão de forma proporcional ao aumento de sua demanda pela sociedade.
Apesar de abrigar 12% das reservas de água doce do planeta, o Brasil convive com situações preocupantes de escassez. A seca que penaliza o Semiárido Nordestino há décadas e o severo déficit de precipitações que no momento aflige a Região Sudeste nos impõem um desafio. De aprimorarmos o manejo e o uso sustentável dos recursos hídricos no Brasil, em lugar de nos conformarmos com a escassez ou com o acirramento da competição pelo seu uso no futuro.A primeira urgência é a ampliação
da comunicação, em busca do diálogo e do entendimento sobre as melhores práticas na gestão dos recursos hídricos. A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. A nossa agricultura não compete com as cidades por água tratada. Ela apenas toma emprestada da natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e infiltração no solo. É claro que cidades e fazendas podem melhorar a eficiência no uso das águas. Mas demonizar a produção de alimentos em função da crise hídrica só nos trará mais problemas. Outra urgência é ampliar a capacidade de armazenagem de água na abundância de chuvas e garantir sua oferta nos períodos de escassez. Com mais reservatórios, em pontos estratégicos, poderíamos ampliar a prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação pode cumprir outro nobre papel ±reduzir o nível das reservas ao longo do período seco, fazendo das represas, açudese lagos uma bateria de amortecedores para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos. Precisamos, ainda, mobilizar todo o arsenal tecnológico
disponível para harmonização da relação água-energia-alimento.
A Embrapa tem disseminado tecnologias de baixo custo para construção de pequenas barragens para captação de enxurradas, que promovem a infiltração da água no solo, reduzindo a erosão e elevando o lençol freático. E precisamos ampliar a adoção de sistemas de irrigação que otimizem o uso de água e energia, além de práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam evaporação. Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água, pelo solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações chuvosa e seca.
Por fim, é preciso superar o mito da abundância. Cerca de 80% da água doce do Brasil está na região amazônica; os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habita 95% da população. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das cidades na poluição dos nossos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água. Descarregar esgoto não tratado nos rios ou lavar carros e calçadas com água tratada precisam se tornar coisas do passado. A crescente escassez hídrica indica que não estamos diante de um desafio trivial. O aumento da consciência coletiva para o uso sustentável da água se tornou uma questão de sobrevivência.
Maurício Antônio Lopes-Presidente da Embrapa.Artigo publicado dia 08/03/2015 do jornal Correio Brasiliense.
Vocabulário
Dessedentação: Suprir necessidades de água para contingentes animais.
Manejo: É a ação de conjugar as atividades manuais com a tecnologia avançada, com o objetivo de definir ou traçar decisões a serem tomadas em um sistema de produção agropecuário.
Arsenal: centro de construção e reparação dos navios de guerra.
No fragmento: "A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. injusta, porque:
I. De acordo com a realidade brasileira, a agricultura apenas toma emprestada da natureza a água da chuva.
II. Os críticos demonizam a produção de alimentos em função da crise hídrica, o que só faz com que os olhos se fechem para os verdadeiros motivos da crise.
III. Um dos fatores da crise hídrica é a falta de reservatórios em pontos estratégicos.
IV. O que realmente vem causando a crise hídrica é, além de muitos outros problemas, descarregar- se esgoto não tratado, lavarem-se carros e calçadas com água tratada.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões) em
06
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