Questões de EFAF Geografia
8.144 Questões
Questão 3 10757007
UTFPR Verão 2012/2Leia o texto abaixo para responder à questão.
A CADEIRINHA DO GUARDADOR
Por Cristovão Tezza, colunista da Gazeta do Povo, Publicado em 15/03/2011
Como as cidades são hoje todas do auto- móvel, quem dirige sabe: sempre que é preciso estacionar, duas ansiedades se instalam na alma. A primeira é achar uma vaga. Não é fácil. Deixar o mastodonte refrigerado em algum lugar é tarefa difícil, e às vezes cara, se largamos o bicho num estacionamento. Quando temos sorte, a outra ansiedade é a sombra que aparece instantânea, à beira da rua disputada: o guardador de carros.
Talvez nenhuma ocupação – na verdade, profissão, ainda que não regulamentada em lei, especificada em itens, ou protegida por alguma ordem legal – define tão perfeitamente a cultura e a sociedade brasileira quanto a de “guardador”. Há uma carregada simbologia naquela figura quase sempre simpática que se mantém em geral à meia distância do motorista toda vez que achamos uma vaguinha. Ele não se aproxima muito, para não nos assustar; os braços são sinalizadores de paz, o polegar erguido, que se segue à voz cordata, o tom sorri- dente (Uma olhadinha aí, doutor?). Ele sabe perfeitamente que exerce uma função ambígua, quase que secreta, daí o cuidado da aproximação; e também sabe que, por conclusão tácita, o motorista teme que um “não” pode ser um risco (até no sentido literal, segundo a paranoia nossa de classe média sofrida, o carrinho lustroso pago à prestação que não acaba nunca). Portanto, preferimos também circular na ambiguidade, entre legitimar o papel do guardador e repudiá-lo como algo “ilegal”. Melhor aceitar, mas com reservas, em geral mal
olhando a figura, apenas fazendo um gesto rápido de concordância. Com o gesto, há implicitamente uma moeda em jogo, também não especificada. É o invólucro oficial da esmola.
Sim, a rua é um espaço público. Mas não somos alemães, suíços ou finlandeses para brandir a lei na cara de um infrator. No país do mensalão, que moral nos resta para reclama do guardador? Mesmo porque sabemos que este “usurpador” do espaço público é pobre – na verdade, bem menos que pobre. É alguém – idade varia de 10 a 60 anos – que não tem ou não encontrou absolutamente nada melhor a fazer senão passar 12 horas seguidas, todos os dias, olhando para os carros dos outros. Sobrou para ele a calçada, de que ele discretamente toma posse, também simbolicamente, com uma cadeira meio quebrada, um toco, um banquinho velho, com alguns sinais em torno de que ele “está ali”: uma garrafa, uma marmita, um casaco puído (como o célebre casaco na cadeira do funcionário público que só deu uma saidinha e já volta). E, como todo espaço público brasileiro, também cria, por força de leis não escritas mas muito eficientes, suas máfias, cartórios, intermediários, repassadores, quadras nobres, horários privilegiados, exploração de menores e violência.
Há dois modos de medir o país – um deles, é pela força da sétima economia do mundo; o outro é pela cadeirinha do guardador de carros na calçada da esquina.
Assinale a alternativa que melhor resume o terceiro parágrafo do texto.
Questão 2 10756993
UTFPR Verão 2012/2Leia o texto abaixo para responder à questão.
A CADEIRINHA DO GUARDADOR
Por Cristovão Tezza, colunista da Gazeta do Povo, Publicado em 15/03/2011
Como as cidades são hoje todas do auto- móvel, quem dirige sabe: sempre que é preciso estacionar, duas ansiedades se instalam na alma. A primeira é achar uma vaga. Não é fácil. Deixar o mastodonte refrigerado em algum lugar é tarefa difícil, e às vezes cara, se largamos o bicho num estacionamento. Quando temos sorte, a outra ansiedade é a sombra que aparece instantânea, à beira da rua disputada: o guardador de carros.
Talvez nenhuma ocupação – na verdade, profissão, ainda que não regulamentada em lei, especificada em itens, ou protegida por alguma ordem legal – define tão perfeitamente a cultura e a sociedade brasileira quanto a de “guardador”. Há uma carregada simbologia naquela figura quase sempre simpática que se mantém em geral à meia distância do motorista toda vez que achamos uma vaguinha. Ele não se aproxima muito, para não nos assustar; os braços são sinalizadores de paz, o polegar erguido, que se segue à voz cordata, o tom sorri- dente (Uma olhadinha aí, doutor?). Ele sabe perfeitamente que exerce uma função ambígua, quase que secreta, daí o cuidado da aproximação; e também sabe que, por conclusão tácita, o motorista teme que um “não” pode ser um risco (até no sentido literal, segundo a paranoia nossa de classe média sofrida, o carrinho lustroso pago à prestação que não acaba nunca). Portanto, preferimos também circular na ambiguidade, entre legitimar o papel do guardador e repudiá-lo como algo “ilegal”. Melhor aceitar, mas com reservas, em geral mal
olhando a figura, apenas fazendo um gesto rápido de concordância. Com o gesto, há implicitamente uma moeda em jogo, também não especificada. É o invólucro oficial da esmola.
Sim, a rua é um espaço público. Mas não somos alemães, suíços ou finlandeses para brandir a lei na cara de um infrator. No país do mensalão, que moral nos resta para reclama do guardador? Mesmo porque sabemos que este “usurpador” do espaço público é pobre – na verdade, bem menos que pobre. É alguém – idade varia de 10 a 60 anos – que não tem ou não encontrou absolutamente nada melhor a fazer senão passar 12 horas seguidas, todos os dias, olhando para os carros dos outros. Sobrou para ele a calçada, de que ele discretamente toma posse, também simbolicamente, com uma cadeira meio quebrada, um toco, um banquinho velho, com alguns sinais em torno de que ele “está ali”: uma garrafa, uma marmita, um casaco puído (como o célebre casaco na cadeira do funcionário público que só deu uma saidinha e já volta). E, como todo espaço público brasileiro, também cria, por força de leis não escritas mas muito eficientes, suas máfias, cartórios, intermediários, repassadores, quadras nobres, horários privilegiados, exploração de menores e violência.
Há dois modos de medir o país – um deles, é pela força da sétima economia do mundo; o outro é pela cadeirinha do guardador de carros na calçada da esquina.
O autor ressalta, sobre a “profissão” do guardador de carros:
Questão 1 10756929
UTFPR Verão 2012/2Leia o texto abaixo para responder à questão.
A CADEIRINHA DO GUARDADOR
Por Cristovão Tezza, colunista da Gazeta do Povo, Publicado em 15/03/2011
Como as cidades são hoje todas do auto- móvel, quem dirige sabe: sempre que é preciso estacionar, duas ansiedades se instalam na alma. A primeira é achar uma vaga. Não é fácil. Deixar o mastodonte refrigerado em algum lugar é tarefa difícil, e às vezes cara, se largamos o bicho num estacionamento. Quando temos sorte, a outra ansiedade é a sombra que aparece instantânea, à beira da rua disputada: o guardador de carros.
Talvez nenhuma ocupação – na verdade, profissão, ainda que não regulamentada em lei, especificada em itens, ou protegida por alguma ordem legal – define tão perfeitamente a cultura e a sociedade brasileira quanto a de “guardador”. Há uma carregada simbologia naquela figura quase sempre simpática que se mantém em geral à meia distância do motorista toda vez que achamos uma vaguinha. Ele não se aproxima muito, para não nos assustar; os braços são sinalizadores de paz, o polegar erguido, que se segue à voz cordata, o tom sorri- dente (Uma olhadinha aí, doutor?). Ele sabe perfeitamente que exerce uma função ambígua, quase que secreta, daí o cuidado da aproximação; e também sabe que, por conclusão tácita, o motorista teme que um “não” pode ser um risco (até no sentido literal, segundo a paranoia nossa de classe média sofrida, o carrinho lustroso pago à prestação que não acaba nunca). Portanto, preferimos também circular na ambiguidade, entre legitimar o papel do guardador e repudiá-lo como algo “ilegal”. Melhor aceitar, mas com reservas, em geral mal
olhando a figura, apenas fazendo um gesto rápido de concordância. Com o gesto, há implicitamente uma moeda em jogo, também não especificada. É o invólucro oficial da esmola.
Sim, a rua é um espaço público. Mas não somos alemães, suíços ou finlandeses para brandir a lei na cara de um infrator. No país do mensalão, que moral nos resta para reclama do guardador? Mesmo porque sabemos que este “usurpador” do espaço público é pobre – na verdade, bem menos que pobre. É alguém – idade varia de 10 a 60 anos – que não tem ou não encontrou absolutamente nada melhor a fazer senão passar 12 horas seguidas, todos os dias, olhando para os carros dos outros. Sobrou para ele a calçada, de que ele discretamente toma posse, também simbolicamente, com uma cadeira meio quebrada, um toco, um banquinho velho, com alguns sinais em torno de que ele “está ali”: uma garrafa, uma marmita, um casaco puído (como o célebre casaco na cadeira do funcionário público que só deu uma saidinha e já volta). E, como todo espaço público brasileiro, também cria, por força de leis não escritas mas muito eficientes, suas máfias, cartórios, intermediários, repassadores, quadras nobres, horários privilegiados, exploração de menores e violência.
Há dois modos de medir o país – um deles, é pela força da sétima economia do mundo; o outro é pela cadeirinha do guardador de carros na calçada da esquina.
No primeiro parágrafo, o autor abre a crônica apresentando duas perspectivas das cidades:
Questão 33 10739639
CEDAF 2012Nos últimos 5 anos muitos terremotos abalaram diversas regiões do globo terrestre.
A origem desses terremotos está associada principalmente:
Questão 31 10739637
CEDAF 2012O clima de regiões urbanas sofreu várias mudanças com o crescimento das cidades. As áreas mais urbanizadas apresentam normalmente uma temperatura média mais elevada que as áreas vizinhas. Tais alterações são decorrentes da forte ação do homem nas áreas urbanizadas.
Tendo como base o texto acima assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o fenômeno climático relacionado às regiões urbanizadas:
Questão 15 10739606
CEDAF 2012Leia o texto abaixo e responda à questão propostas:
Mochilão entre jovens é impulsionado por preços em conta
Antes de explorar a Europa e outros continentes, muitos jovens têm escolhido a América do Sul para fazer o seu primeiro
mochilão
O motivo é o preço. "É tudo muito barato. Passamos um mês viajando, ficamos nos melhores albergues, comemos muito
bem e até esquiamos. Gastamos pouco mais de R$ 3.000 cada um”, conta Nando Takenobu, 21. Com duas amigas, ele foi do Peru
[5] à Argentina nas férias de julho.
Segundo Isabel Baptista, gerente da agência de viagens Cl, a procura por roteiros na América Latina aumentou 50% desde o
ano passado, especialmente entre os viajantes jovens.
Ela conta que, por isso, em maio a agência criou pacotes para países antes pouco procurados, como Peru e Bolívia.
"Por causa do câmbio favorável, é a região mais econômica para se fazer uma viagem internacional hoje em dia."
[10] O continente também atrai os mochileiros independentes, que não usam agências de viagem. No seu maior ponto de
encontro na internet, o fórum mochileiros.com, há 45 mil mensagens sobre a América do Sul (são 15 mil sobre a Europa).
Mas nem tudo é perfeito. Que o diga Diego Gutierrez, 21. Depois de cinco dias de trilha para chegar a Machu Picchu,
começou a chover. Com várias regiões do Peru alagadas, ele e dois amigos ficaram ilhados e tiveram de ser resgatados pela FAB
(Força Aérea Brasileira) para voltar ao Brasil.
[15] Valeu a pena? "Bom, meus pais não gostariam que eu fizesse outro mochilão, acho."

(Disponivel em: http://www! folha.uol.com.brifolhateen/1009304-mochilao-entre-jovens-e-impulsionado-por-precos-em-conta.shtml. Acesso em: 29 nov. 2011. Adaptado.)
“Com duas amigas, ele foi do Peru à Argentina nas férias de julho.” (linhas 4-5)
Assinale a alternativa em que a expressão sublinhada na passagem acima NÃO tem o mesmo sentido que a ocorrência observada nas sentenças abaixo:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)