Questões de EFAF Geografia
8.144 Questões
Questão 9 10151412
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015TEXTO
De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo
Por Joel Gunther
Dias após a foto do corpo do menino Alan Kurdi, que tinha 3 anos, ter provocado reações
emocionadas em diversos países, a família revelou a cadeia de eventos que levou ao afogamento
na travessia da Turquia para a Grécia.
Alan deixou a cidade de Bodrum, na Turquia, rumo à ilha grega de Kos, na quarta-feira de .
[5] madrugada, ao lado do pai, Abdullah, da mãe, Rehanna, e do irmão Ghalib, dois anos mais velho.
O objetivo final da família Kurdi era Vancouver, no Canadá, onde a irmã de Abdullah, Tima,
trabalha como cabeleireira.
Com um pequeno grupo de refugiados, eles embarcaram em dois botes para cruzar os 20
quilômetros que separam Bodrum de Kos.
[10] Da praia, Abdullah enviou um SMS para Tima.
"Passei o recado para o nosso pai, na Síria, e para todos: 'Abdullah está partindo agora,
rezem por sua segurança”, disse Tima.
Mas as preces não foram ouvidas. As embarcações foram atingidas por ondas altas pouco
depois da partida. O capitão abandonou o navio.
[15] Em questão de minutos, Abdullah Kurdi se encontrou na água, tentando salvar a vida de
seus dois filhos. Dos 23 integrantes do grupo de refugiados, acredita-se que 14 tenham morrido,
incluindo a mulher de Abdullah e seus meninos.
Versão turca
O número não impressiona diante das mortes em massa registradas no Mediterrâneo nos
[20] últimos meses, mas as fotos do pequeno Alan de bruços na beira da praia transformaram o
episódio em um divisor de águas.
O nome dele chegou a ser grafado como "Aylan" por alguns meios de comunicação, entre
eles, a BBC. Mas a tia que vive no Canadá, Tima, esclareceu que aquela era a versão turca do
nome, dada às autoridades da Turquia. O nome original, curdo, era Alan.
[25] Como sírios de origem curda, as chances de conseguir asilo no Canadá diminuíram no
momento em que os Kurdi deixaram a Síria rumo à Turquia.
Durante anos, a Síria negou cidadania à sua população de origem curda. Os curdos eram
considerados apátridas pelas autoridades.
Em 2011, um decreto autorizou que alguns deles entrassem com pedidos de cidadania,
[30] mas outros permaneceram sem o direito. Muitos foram forçados a fugir do país antes mesmo que
pudessem dar entrada no processo.
Os Kurdi moravam em Damasco no início do conflito na Síria, no fim de 2011. Quando a
violência na cidade se agravou, a família se mudou para o seu vilarejo-natal, Makhari, a 25
quilômetros da cidade portuária de Kobane.
[35] No entanto, quando Kobane se tornou um foco de luta entre combatentes curdos e
militantes do chamado Estady Islâmico, no fim de 2014, a família voltou a fugir, desta vez para a
Turquia, ao lado de milhares de outros refugiados.
A Turquia lhes ofereceu abrigo, mas não lhes ofereceu cidadania.
'lrregulares'
[40] Entre os vizinhos da Síria, a Turquia foi o primeiro a reagir formalmente à crise dos
refugiados, declarando proteção temporária em outubro de 2011, garantindo que não iria repatriar
qualquer refugiado sírio.
A medida garante a portadores de passaportes sírios um visto de residência de um ano e
liberdade de movimentos no país. Mas aqueles que não apresentarem documentos são obrigados
[45] a se registrarem um campo de refugiados e lá permanecer. Caso contrário, são considerados
“irregulares”.
Essa era a situação dos Kurdi, que se encontravam em Istambul, mas estavam
desesperados para deixar a Turquia. No entanto, não podiam obter vistos de saída da Turquia,
porque não tinham passaportes, e não podiam pedir asilo em outros países, porque não tinham
[50] vistos de saída da Síria.
Tima Kurdi já estava "patrocinando" o processo de asilo da família de outro irmão dela,
Mohammad, mas dificuldades financeiras e a complexidade do processo a obrigaram a dar entrada
em um processo de cada vez. Mohammad foi escolhido primeiro, porque os filhos dele já estão em
idade escolar.
[55] No entanto, o pedido de asilo foi rejeitado pelo Canadá. O departamento de Imigração e
Cidadania disse à BBC que o processo estava “incompleto porque não reunia os requisitos
necessários para comprovar o reconhecimento da situação de refugiado”.
A razão para a rejeição foi simples, segundo Tima: os Kurdi não têm passaporte e nem
vistos de trabalho turcos, documentos que não podiam obter.
[60] Papelada
Quando o primeiro pedido de asilo foi rejeitado, em junho, “não havia esperanças de que
Abdullah e sua família obtivessem a papelada correta para um processo bem-sucedido”, afirmou
Tima. Por isso, eles embarcaram ilegalmente rumo à Grécia.
Os Kurdi já tinham tentado deixar a Turquia três vezes anteriormente. Todas sem sucesso.
[65] Na última e fatal, parentes contaram que eles conheceram pessoas em Izmir que prometeram levá-
los até a costa e de lá para Kos, de barco.
Acredita-se que eles tenham pagado o equivalente a R$ 16,5 mil pela travessia. Muito mais
do que custariam as passagens aéreas para toda a família chegar ao Canadá.
Ainda no escuro, o bote com a família foi empurrado mar adentro. Abdullah descreveu o
[70] momento em que a sua família se afogou em detalhes.
"Tentei segurar as crianças e a minha mulher, mas não adiantou. Um por um, eles
morreram. Tentei timonear o barco, mas veio outra onda grande e o virou”, afirmou. “Foi aí que o
pior aconteceu."
"As minhas crianças eram as mais bonitas do mundo. Será que existe alguém no mundo,
[75] — para quem os próprios filhos não sejam a coisa mais preciosa?”
"Eles eram incríveis. Me acordavam todos os dias para brincar.”
"Adoraria me sentar ao lado do túmulo da minha família agora e aliviar a minha dor.”
Ele afirmou que pretende levar os corpos de volta a Istambul e de lá para Kobane, onde
quer enterrá-los.
[80] "É tarde demais para salvar a família de Abdullah", disse Tima. "Por favor, vamos usar a
nossa voz coletiva para mudar e exigir que os líderes do mundo tomem decisões agora para
aprovar medidas de emergência para refugiados. Vamos pôr fim a esse sofrimento. Os nossos
corações estão partidos.”
Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150904 siria familia ebc
Acesso em 22/09/2015
Texto adaptado
Vocabulário:
Apátrida: indivíduo sem nacionalidade.
Timonear: dirigir embarcação.
É natural que substantivos próprios indicativos de localidades (países, regiões, cidades) revelem a presença de adjuntos adverbiais de lugar na estrutura sintática dos períodos.
Essa “regra” é descumprida no trecho abaixo, retirado do texto - De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo:
Questão 3 10151245
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015TEXTO I
De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo
Por Joel Gunther
Dias após a foto do corpo do menino Alan Kurdi, que tinha 3 anos, ter provocado reações
emocionadas em diversos países, a família revelou a cadeia de eventos que levou ao afogamento
na travessia da Turquia para a Grécia.
Alan deixou a cidade de Bodrum, na Turquia, rumo à ilha grega de Kos, na quarta-feira de .
[5] madrugada, ao lado do pai, Abdullah, da mãe, Rehanna, e do irmão Ghalib, dois anos mais velho.
O objetivo final da família Kurdi era Vancouver, no Canadá, onde a irmã de Abdullah, Tima,
trabalha como cabeleireira.
Com um pequeno grupo de refugiados, eles embarcaram em dois botes para cruzar os 20
quilômetros que separam Bodrum de Kos.
[10] Da praia, Abdullah enviou um SMS para Tima.
"Passei o recado para o nosso pai, na Síria, e para todos: 'Abdullah está partindo agora,
rezem por sua segurança”, disse Tima.
Mas as preces não foram ouvidas. As embarcações foram atingidas por ondas altas pouco
depois da partida. O capitão abandonou o navio.
[15] Em questão de minutos, Abdullah Kurdi se encontrou na água, tentando salvar a vida de
seus dois filhos. Dos 23 integrantes do grupo de refugiados, acredita-se que 14 tenham morrido,
incluindo a mulher de Abdullah e seus meninos.
Versão turca
O número não impressiona diante das mortes em massa registradas no Mediterrâneo nos
[20] últimos meses, mas as fotos do pequeno Alan de bruços na beira da praia transformaram o
episódio em um divisor de águas.
O nome dele chegou a ser grafado como "Aylan" por alguns meios de comunicação, entre
eles, a BBC. Mas a tia que vive no Canadá, Tima, esclareceu que aquela era a versão turca do
nome, dada às autoridades da Turquia. O nome original, curdo, era Alan.
[25] Como sírios de origem curda, as chances de conseguir asilo no Canadá diminuíram no
momento em que os Kurdi deixaram a Síria rumo à Turquia.
Durante anos, a Síria negou cidadania à sua população de origem curda. Os curdos eram
considerados apátridas pelas autoridades.
Em 2011, um decreto autorizou que alguns deles entrassem com pedidos de cidadania,
[30] mas outros permaneceram sem o direito. Muitos foram forçados a fugir do país antes mesmo que
pudessem dar entrada no processo.
Os Kurdi moravam em Damasco no início do conflito na Síria, no fim de 2011. Quando a
violência na cidade se agravou, a família se mudou para o seu vilarejo-natal, Makhari, a 25
quilômetros da cidade portuária de Kobane.
[35] No entanto, quando Kobane se tornou um foco de luta entre combatentes curdos e
militantes do chamado Estady Islâmico, no fim de 2014, a família voltou a fugir, desta vez para a
Turquia, ao lado de milhares de outros refugiados.
A Turquia lhes ofereceu abrigo, mas não lhes ofereceu cidadania.
'lrregulares'
[40] Entre os vizinhos da Síria, a Turquia foi o primeiro a reagir formalmente à crise dos
refugiados, declarando proteção temporária em outubro de 2011, garantindo que não iria repatriar
qualquer refugiado sírio.
A medida garante a portadores de passaportes sírios um visto de residência de um ano e
liberdade de movimentos no país. Mas aqueles que não apresentarem documentos são obrigados
[45] a se registrarem um campo de refugiados e lá permanecer. Caso contrário, são considerados
“irregulares”.
Essa era a situação dos Kurdi, que se encontravam em Istambul, mas estavam
desesperados para deixar a Turquia. No entanto, não podiam obter vistos de saída da Turquia,
porque não tinham passaportes, e não podiam pedir asilo em outros países, porque não tinham
[50] vistos de saída da Síria.
Tima Kurdi já estava "patrocinando" o processo de asilo da família de outro irmão dela,
Mohammad, mas dificuldades financeiras e a complexidade do processo a obrigaram a dar entrada
em um processo de cada vez. Mohammad foi escolhido primeiro, porque os filhos dele já estão em
idade escolar.
[55] No entanto, o pedido de asilo foi rejeitado pelo Canadá. O departamento de Imigração e
Cidadania disse à BBC que o processo estava “incompleto porque não reunia os requisitos
necessários para comprovar o reconhecimento da situação de refugiado”.
A razão para a rejeição foi simples, segundo Tima: os Kurdi não têm passaporte e nem
vistos de trabalho turcos, documentos que não podiam obter.
[60] Papelada
Quando o primeiro pedido de asilo foi rejeitado, em junho, “não havia esperanças de que
Abdullah e sua família obtivessem a papelada correta para um processo bem-sucedido”, afirmou
Tima. Por isso, eles embarcaram ilegalmente rumo à Grécia.
Os Kurdi já tinham tentado deixar a Turquia três vezes anteriormente. Todas sem sucesso.
[65] Na última e fatal, parentes contaram que eles conheceram pessoas em Izmir que prometeram levá-
los até a costa e de lá para Kos, de barco.
Acredita-se que eles tenham pagado o equivalente a R$ 16,5 mil pela travessia. Muito mais
do que custariam as passagens aéreas para toda a família chegar ao Canadá.
Ainda no escuro, o bote com a família foi empurrado mar adentro. Abdullah descreveu o
[70] momento em que a sua família se afogou em detalhes.
"Tentei segurar as crianças e a minha mulher, mas não adiantou. Um por um, eles
morreram. Tentei timonear o barco, mas veio outra onda grande e o virou”, afirmou. “Foi aí que o
pior aconteceu."
"As minhas crianças eram as mais bonitas do mundo. Será que existe alguém no mundo,
[75] — para quem os próprios filhos não sejam a coisa mais preciosa?”
"Eles eram incríveis. Me acordavam todos os dias para brincar.”
"Adoraria me sentar ao lado do túmulo da minha família agora e aliviar a minha dor.”
Ele afirmou que pretende levar os corpos de volta a Istambul e de lá para Kobane, onde
quer enterrá-los.
[80] "É tarde demais para salvar a família de Abdullah", disse Tima. "Por favor, vamos usar a
nossa voz coletiva para mudar e exigir que os líderes do mundo tomem decisões agora para
aprovar medidas de emergência para refugiados. Vamos pôr fim a esse sofrimento. Os nossos
corações estão partidos.”
Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150904 siria familia ebc
Acesso em 22/09/2015
Texto adaptado
Vocabulário:
Apátrida: indivíduo sem nacionalidade.
Timonear: dirigir embarcação.
TEXTO II
Igual-Desigual
Por Carlos Drummond de Andrade
Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinhos são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
[5] Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais.
Todos os partidos políticos são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
[10] e todos, todos
os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais, iguais, iguais.
[15] Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
[20] Ninguém é igual a ninguém.
Todo o ser humano é um estranho
impar.
ANDRADE, C.D. '/A Paixão Medida' In: Nova Reunião
Vocabulário:
Best-seller: livro campeão de venda.
Gazel: poesia amorosa ou báquica, uma espécie de ode.
Rondó: composição poética com refrão constante.
Sextina: composição poética de seis versos.
Soneto: composição poética de catorze versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.
Virelai: forma poética e musical francesa muito popular entre os séculos XIll e XV.
“A morte é igualíssima” (v.16, texto II – Igual-Desigual). Em comparação ao texto I – De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo –, esse verso é:
Questão 8 10136132
CMM 1°ano - Língua de Português 2015O texto a seguir servirá de base para responder a questão.
TEXTO
Do uso competitivo ao uso sustentável da água
Água é mistério e dádiva. Mistério porque a ciência ainda não conseguiu desvendar de onde ela veio. Alguns acreditam que a água chegou ao nosso planeta por meio de coCMMlexas funções, sendo a mais nobre prover condições para a realização da enormidade de reações químicas e processos biológicos que sustentam a teia da vida.
Além disso, a água é componente fundamental da paisagem e do meio ambiente, com impactos sobre o nosso bem-estar espiritual e físico. São inúmeras as suas utilidades para a sociedade: abastecimento doméstico e industrial, produção de alimentos e fibras, dessedentação de animais, geração de energia, transporte de pessoas e cargas, recreação e turismo e preservação da biodiversidade.
Além da função essencial de limpar o nosso corpo, nossas casas e cidades dos resíduos que geramos. A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada. Sua escassez impacta a oferta de alimentos, de energia, de saúde e de mobilidade, como se vê no noticiário recente. E como é recurso finito, preocupações relacionadas à competição pelo seu uso crescerão de forma proporcional ao aumento de sua demanda pela sociedade.
Apesar de abrigar 12% das reservas de água doce do planeta, o Brasil convive com situações preocupantes de escassez. A seca que penaliza o Semiárido Nordestino há décadas e o severo déficit de precipitações que no momento aflige a Região Sudeste nos impõem um desafio. De aprimorarmos o manejo e o uso sustentável dos recursos hídricos no Brasil, em lugar de nos conformarmos com a escassez ou com o acirramento da competição pelo seu uso no futuro.A primeira urgência é a ampliação
da comunicação, em busca do diálogo e do entendimento sobre as melhores práticas na gestão dos recursos hídricos. A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. A nossa agricultura não compete com as cidades por água tratada. Ela apenas toma emprestada da natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e infiltração no solo. É claro que cidades e fazendas podem melhorar a eficiência no uso das águas. Mas demonizar a produção de alimentos em função da crise hídrica só nos trará mais problemas. Outra urgência é ampliar a capacidade de armazenagem de água na abundância de chuvas e garantir sua oferta nos períodos de escassez. Com mais reservatórios, em pontos estratégicos, poderíamos ampliar a prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação pode cumprir outro nobre papel ±reduzir o nível das reservas ao longo do período seco, fazendo das represas, açudese lagos uma bateria de amortecedores para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos. Precisamos, ainda, mobilizar todo o arsenal tecnológico
disponível para harmonização da relação água-energia-alimento.
A Embrapa tem disseminado tecnologias de baixo custo para construção de pequenas barragens para captação de enxurradas, que promovem a infiltração da água no solo, reduzindo a erosão e elevando o lençol freático. E precisamos ampliar a adoção de sistemas de irrigação que otimizem o uso de água e energia, além de práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam evaporação. Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água, pelo solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações chuvosa e seca.
Por fim, é preciso superar o mito da abundância. Cerca de 80% da água doce do Brasil está na região amazônica; os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habita 95% da população. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das cidades na poluição dos nossos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água. Descarregar esgoto não tratado nos rios ou lavar carros e calçadas com água tratada precisam se tornar coisas do passado. A crescente escassez hídrica indica que não estamos diante de um desafio trivial. O aumento da consciência coletiva para o uso sustentável da água se tornou uma questão de sobrevivência.
Maurício Antônio Lopes-Presidente da Embrapa.Artigo publicado dia 08/03/2015 do jornal Correio Brasiliense.
Vocabulário
Dessedentação: Suprir necessidades de água para contingentes animais.
Manejo: É a ação de conjugar as atividades manuais com a tecnologia avançada, com o objetivo de definir ou traçar decisões a serem tomadas em um sistema de produção agropecuário.
Arsenal: centro de construção e reparação dos navios de guerra.
Analise as afirmações em relação ao gênero do texto em questão, considerando-as falsas ou verdadeiras.
( ) Apresenta fatos que são preocupações atuais da ciência noticiadas nos jornais.
( ) É fundamentado em impressões pessoais do autor do texto.
( ) Objetiva gerar a reflexão dos cidadãos por força dos argumentos apresentados.
( ) Tem a função de tecnicamente desfazer a crença no mistério da origem da água.
( ) O autor objetiva persuadir o leitor, concitando-o a uma tomada de posição.
Assinale a assertiva correta
Questão 5 10136070
CMM 1°ano - Língua de Português 2015O texto a seguir servirá de base para responder a questão.
TEXTO
Do uso competitivo ao uso sustentável da água
Água é mistério e dádiva. Mistério porque a ciência ainda não conseguiu desvendar de onde ela veio. Alguns acreditam que a água chegou ao nosso planeta por meio de coCMMlexas funções, sendo a mais nobre prover condições para a realização da enormidade de reações químicas e processos biológicos que sustentam a teia da vida.
Além disso, a água é componente fundamental da paisagem e do meio ambiente, com impactos sobre o nosso bem-estar espiritual e físico. São inúmeras as suas utilidades para a sociedade: abastecimento doméstico e industrial, produção de alimentos e fibras, dessedentação de animais, geração de energia, transporte de pessoas e cargas, recreação e turismo e preservação da biodiversidade.
Além da função essencial de limpar o nosso corpo, nossas casas e cidades dos resíduos que geramos. A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada. Sua escassez impacta a oferta de alimentos, de energia, de saúde e de mobilidade, como se vê no noticiário recente. E como é recurso finito, preocupações relacionadas à competição pelo seu uso crescerão de forma proporcional ao aumento de sua demanda pela sociedade.
Apesar de abrigar 12% das reservas de água doce do planeta, o Brasil convive com situações preocupantes de escassez. A seca que penaliza o Semiárido Nordestino há décadas e o severo déficit de precipitações que no momento aflige a Região Sudeste nos impõem um desafio. De aprimorarmos o manejo e o uso sustentável dos recursos hídricos no Brasil, em lugar de nos conformarmos com a escassez ou com o acirramento da competição pelo seu uso no futuro.A primeira urgência é a ampliação
da comunicação, em busca do diálogo e do entendimento sobre as melhores práticas na gestão dos recursos hídricos. A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. A nossa agricultura não compete com as cidades por água tratada. Ela apenas toma emprestada da natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e infiltração no solo. É claro que cidades e fazendas podem melhorar a eficiência no uso das águas. Mas demonizar a produção de alimentos em função da crise hídrica só nos trará mais problemas. Outra urgência é ampliar a capacidade de armazenagem de água na abundância de chuvas e garantir sua oferta nos períodos de escassez. Com mais reservatórios, em pontos estratégicos, poderíamos ampliar a prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação pode cumprir outro nobre papel ±reduzir o nível das reservas ao longo do período seco, fazendo das represas, açudese lagos uma bateria de amortecedores para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos. Precisamos, ainda, mobilizar todo o arsenal tecnológico
disponível para harmonização da relação água-energia-alimento.
A Embrapa tem disseminado tecnologias de baixo custo para construção de pequenas barragens para captação de enxurradas, que promovem a infiltração da água no solo, reduzindo a erosão e elevando o lençol freático. E precisamos ampliar a adoção de sistemas de irrigação que otimizem o uso de água e energia, além de práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam evaporação. Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água, pelo solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações chuvosa e seca.
Por fim, é preciso superar o mito da abundância. Cerca de 80% da água doce do Brasil está na região amazônica; os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habita 95% da população. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das cidades na poluição dos nossos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água. Descarregar esgoto não tratado nos rios ou lavar carros e calçadas com água tratada precisam se tornar coisas do passado. A crescente escassez hídrica indica que não estamos diante de um desafio trivial. O aumento da consciência coletiva para o uso sustentável da água se tornou uma questão de sobrevivência.
Maurício Antônio Lopes-Presidente da Embrapa.Artigo publicado dia 08/03/2015 do jornal Correio Brasiliense.
Vocabulário
Dessedentação: Suprir necessidades de água para contingentes animais.
Manejo: É a ação de conjugar as atividades manuais com a tecnologia avançada, com o objetivo de definir ou traçar decisões a serem tomadas em um sistema de produção agropecuário.
Arsenal: centro de construção e reparação dos navios de guerra.
Com base nos trechos retirados do texto I, estabeleça a correta relação entre os termos destacados na primeira coluna e o respectivo valor semântico, estabelecido na segunda.
a) A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada ́.
b) Para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos .
c) Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água ́
d) Por fim, é preciso superar o mito da abundância ́.
( ) finalidade
( ) negação
( ) intensidade
( ) conclusão
A assertiva está correta em:
Questão 4 10136052
CMM 1°ano - Língua de Português 2015O texto a seguir servirá de base para responder a questão.
TEXTO
Do uso competitivo ao uso sustentável da água
Água é mistério e dádiva. Mistério porque a ciência ainda não conseguiu desvendar de onde ela veio. Alguns acreditam que a água chegou ao nosso planeta por meio de coCMMlexas funções, sendo a mais nobre prover condições para a realização da enormidade de reações químicas e processos biológicos que sustentam a teia da vida.
Além disso, a água é componente fundamental da paisagem e do meio ambiente, com impactos sobre o nosso bem-estar espiritual e físico. São inúmeras as suas utilidades para a sociedade: abastecimento doméstico e industrial, produção de alimentos e fibras, dessedentação de animais, geração de energia, transporte de pessoas e cargas, recreação e turismo e preservação da biodiversidade.
Além da função essencial de limpar o nosso corpo, nossas casas e cidades dos resíduos que geramos. A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada. Sua escassez impacta a oferta de alimentos, de energia, de saúde e de mobilidade, como se vê no noticiário recente. E como é recurso finito, preocupações relacionadas à competição pelo seu uso crescerão de forma proporcional ao aumento de sua demanda pela sociedade.
Apesar de abrigar 12% das reservas de água doce do planeta, o Brasil convive com situações preocupantes de escassez. A seca que penaliza o Semiárido Nordestino há décadas e o severo déficit de precipitações que no momento aflige a Região Sudeste nos impõem um desafio. De aprimorarmos o manejo e o uso sustentável dos recursos hídricos no Brasil, em lugar de nos conformarmos com a escassez ou com o acirramento da competição pelo seu uso no futuro.A primeira urgência é a ampliação
da comunicação, em busca do diálogo e do entendimento sobre as melhores práticas na gestão dos recursos hídricos. A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. A nossa agricultura não compete com as cidades por água tratada. Ela apenas toma emprestada da natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e infiltração no solo. É claro que cidades e fazendas podem melhorar a eficiência no uso das águas. Mas demonizar a produção de alimentos em função da crise hídrica só nos trará mais problemas. Outra urgência é ampliar a capacidade de armazenagem de água na abundância de chuvas e garantir sua oferta nos períodos de escassez. Com mais reservatórios, em pontos estratégicos, poderíamos ampliar a prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação pode cumprir outro nobre papel ±reduzir o nível das reservas ao longo do período seco, fazendo das represas, açudese lagos uma bateria de amortecedores para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos. Precisamos, ainda, mobilizar todo o arsenal tecnológico
disponível para harmonização da relação água-energia-alimento.
A Embrapa tem disseminado tecnologias de baixo custo para construção de pequenas barragens para captação de enxurradas, que promovem a infiltração da água no solo, reduzindo a erosão e elevando o lençol freático. E precisamos ampliar a adoção de sistemas de irrigação que otimizem o uso de água e energia, além de práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam evaporação. Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água, pelo solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações chuvosa e seca.
Por fim, é preciso superar o mito da abundância. Cerca de 80% da água doce do Brasil está na região amazônica; os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habita 95% da população. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das cidades na poluição dos nossos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água. Descarregar esgoto não tratado nos rios ou lavar carros e calçadas com água tratada precisam se tornar coisas do passado. A crescente escassez hídrica indica que não estamos diante de um desafio trivial. O aumento da consciência coletiva para o uso sustentável da água se tornou uma questão de sobrevivência.
Maurício Antônio Lopes-Presidente da Embrapa.Artigo publicado dia 08/03/2015 do jornal Correio Brasiliense.
Vocabulário
Dessedentação: Suprir necessidades de água para contingentes animais.
Manejo: É a ação de conjugar as atividades manuais com a tecnologia avançada, com o objetivo de definir ou traçar decisões a serem tomadas em um sistema de produção agropecuário.
Arsenal: centro de construção e reparação dos navios de guerra.
A escolha das palavras na construção do texto promove a manutenção do tema trabalhado, como é o caso de mitigar (3° parágrafo) e disseminar (4°. Parágrafo).
Assinale a opção que apresenta os vocábulos que poderiam ser substituídos, respectivamente, sem prejuízo de significado no contexto utilizado.
Questão 3 10136045
CMM 1°ano - Língua de Português 2015O texto a seguir servirá de base para responder a questão.
TEXTO
Do uso competitivo ao uso sustentável da água
Água é mistério e dádiva. Mistério porque a ciência ainda não conseguiu desvendar de onde ela veio. Alguns acreditam que a água chegou ao nosso planeta por meio de coCMMlexas funções, sendo a mais nobre prover condições para a realização da enormidade de reações químicas e processos biológicos que sustentam a teia da vida.
Além disso, a água é componente fundamental da paisagem e do meio ambiente, com impactos sobre o nosso bem-estar espiritual e físico. São inúmeras as suas utilidades para a sociedade: abastecimento doméstico e industrial, produção de alimentos e fibras, dessedentação de animais, geração de energia, transporte de pessoas e cargas, recreação e turismo e preservação da biodiversidade.
Além da função essencial de limpar o nosso corpo, nossas casas e cidades dos resíduos que geramos. A água faz parte de uma rede de interdependências nem sempre percebida ou valorizada. Sua escassez impacta a oferta de alimentos, de energia, de saúde e de mobilidade, como se vê no noticiário recente. E como é recurso finito, preocupações relacionadas à competição pelo seu uso crescerão de forma proporcional ao aumento de sua demanda pela sociedade.
Apesar de abrigar 12% das reservas de água doce do planeta, o Brasil convive com situações preocupantes de escassez. A seca que penaliza o Semiárido Nordestino há décadas e o severo déficit de precipitações que no momento aflige a Região Sudeste nos impõem um desafio. De aprimorarmos o manejo e o uso sustentável dos recursos hídricos no Brasil, em lugar de nos conformarmos com a escassez ou com o acirramento da competição pelo seu uso no futuro.A primeira urgência é a ampliação
da comunicação, em busca do diálogo e do entendimento sobre as melhores práticas na gestão dos recursos hídricos. A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. A nossa agricultura não compete com as cidades por água tratada. Ela apenas toma emprestada da natureza a água da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evaporação, transpiração e infiltração no solo. É claro que cidades e fazendas podem melhorar a eficiência no uso das águas. Mas demonizar a produção de alimentos em função da crise hídrica só nos trará mais problemas. Outra urgência é ampliar a capacidade de armazenagem de água na abundância de chuvas e garantir sua oferta nos períodos de escassez. Com mais reservatórios, em pontos estratégicos, poderíamos ampliar a prática da irrigação, ainda pouco utilizada no Brasil. Além de ampliar a produção de alimentos, a irrigação pode cumprir outro nobre papel ±reduzir o nível das reservas ao longo do período seco, fazendo das represas, açudese lagos uma bateria de amortecedores para mitigar os efeitos das enchentes, que tanto dano tem causado com o aumento de eventos climáticos extremos. Precisamos, ainda, mobilizar todo o arsenal tecnológico
disponível para harmonização da relação água-energia-alimento.
A Embrapa tem disseminado tecnologias de baixo custo para construção de pequenas barragens para captação de enxurradas, que promovem a infiltração da água no solo, reduzindo a erosão e elevando o lençol freático. E precisamos ampliar a adoção de sistemas de irrigação que otimizem o uso de água e energia, além de práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam evaporação. Florestas plantadas, cultivos e pastagens bem manejados podem contribuir para a conservação da água, pelo solo, mitigando os efeitos negativos decorrentes da grande dispersão entre precipitações das estações chuvosa e seca.
Por fim, é preciso superar o mito da abundância. Cerca de 80% da água doce do Brasil está na região amazônica; os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habita 95% da população. O avanço do processo de urbanização nos força a discutir o impacto das cidades na poluição dos nossos recursos hídricos e na ampliação do uso insensato da água. Descarregar esgoto não tratado nos rios ou lavar carros e calçadas com água tratada precisam se tornar coisas do passado. A crescente escassez hídrica indica que não estamos diante de um desafio trivial. O aumento da consciência coletiva para o uso sustentável da água se tornou uma questão de sobrevivência.
Maurício Antônio Lopes-Presidente da Embrapa.Artigo publicado dia 08/03/2015 do jornal Correio Brasiliense.
Vocabulário
Dessedentação: Suprir necessidades de água para contingentes animais.
Manejo: É a ação de conjugar as atividades manuais com a tecnologia avançada, com o objetivo de definir ou traçar decisões a serem tomadas em um sistema de produção agropecuário.
Arsenal: centro de construção e reparação dos navios de guerra.
No fragmento: "A agricultura tem sido apontada como uma das vilãs da crise hídrica, suposta consumidora de 70% das reservas de água. Crítica injusta, pois esse percentual, bastante usado internacionalmente, não encontra sustentação na realidade brasileira. injusta, porque:
I. De acordo com a realidade brasileira, a agricultura apenas toma emprestada da natureza a água da chuva.
II. Os críticos demonizam a produção de alimentos em função da crise hídrica, o que só faz com que os olhos se fechem para os verdadeiros motivos da crise.
III. Um dos fatores da crise hídrica é a falta de reservatórios em pontos estratégicos.
IV. O que realmente vem causando a crise hídrica é, além de muitos outros problemas, descarregar- se esgoto não tratado, lavarem-se carros e calçadas com água tratada.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões) em
06
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