Questões de EFAF Geografia
8.144 Questões
Questão 31 10177675
IFPR Médio Integrado 2018Leia o texto abaixo.
Como e quando se formaram as Cataratas
Os majestosos saltos das Cataratas do Iguaçu, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, recebem diariamente milhares de pessoas interessadas em admirar os fluxos de água do rio Iguaçu sobre o maior derrame basáltico da Terra.
O principal atrativo turístico do município de Foz do Iguaçu situa-se no centro de uma superfície aproximada de 200.000 km2 de rochas basálticas, originárias de atividades vulcânicas que ocorreram durante a ruptura do continente Gondwana.
Durante o período Terciário, de 65 a 2 milhões de anos, o atual estado do Paraná sofreu efeitos de movimentos tectônicos que provocaram afundamentos na par- te sudoeste (Paraguai e Argentina) e soerguimento na borda leste devido aos movimentos tectônicos ascensionais, originários da separação continental e soerguimento da Cordilheira dos Andes. Este soerguimento na borda leste explica porque os grandes rios paranaenses escoam para oeste.
A Garganta do Diabo, uma das principais atrações do Parque Nacional do Iguaçu, já esteve situada na foz do rio Iguaçu, junto ao rio Paraná. Os 21 km de extensão que hoje separam a Garganta do Diabo do encontro com o rio Paraná é resultado da erosão regressiva do leito rochoso do rio Iguaçu que, há cerca de 1 a 1,5 milhão de anos, vem intemperizando as falhas e fraturas do leito basáltico com uma velocidade média de 1,4 a 2,1 cm/ano.
(Fonte: Adaptado de MINERAIS DO PARANÁ S/A - MINEROPAR. Parque Nacional do Iguaçu. Disponível em . Acesso em: 02 jun. 2014.)
O 2°, 3° e 4° parágrafos podem ser explicados, respectivamente, pelo predomínio:
Questão 30 10177662
IFPR Médio Integrado 2018Leia os trechos extraídos da entrevista com o professor pesquisador Altair Sales Barbosa:
‘[...] É um tipo de ambiente em que vários elementos vivem intimamente interligados uns aos outros. A vegetação depende do solo, que é oligotrófico (com nível muito baixo de nutrientes); o solo depende de um tipo de clima especial, que é o tropical subúmido com duas estações, uma seca (no inverno) e outra chuvosa (no verão). Vários outros fatores, incluindo o fogo, influenciaram na formação do bioma – o fogo é um elemento extremamente importante porque é ele que quebra a dormência da maioria das plantas com sementes [...].
[...] O bioma foi incluído na política de expansão econômica brasileira como fronteira de expansão. É uma área fácil de trabalhar, em um planalto, sem grandes modificações geomorfológicas e com estações bem definidas. Junte-se a isso toda a tecnologia que hoje há para correção do solo. É possível tirar a acidez do solo utilizando o calcário; aumentar a fertilidade, usando adubos. Com isso, altera-se a qualidade do solo, mas se afetam os lençóis subterrâneos e, sem a vegetação nativa, a água não pode mais infiltrar na terra.
Mas o mais importante de tudo isso é que as águas que brotam desse bioma são as mesmas águas que alimentam as grandes bacias do continente sul-americano. É daqui que saem as nascentes da maioria dessas bacias.Esses rios todos nascem de aquíferos. Um aquífero tem sua área de recarga e sua área de descarga. Ao local onde ele brota, formando uma nascente, chamamos de área de descarga. Como ele se recarrega? Nas partes planas, com a água das chuvas, que é absorvida pela vegetação nativa. Essa vegetação tem plantas que ficam com um terço de sua estrutura exposta, acima do solo, e dois terços no subsolo. Isso evidencia um sistema radicular (de raízes) extremamente complexo. Assim, quando a chuva cai, esse sistema radicular absorve a água e alimenta o lençol freático, que vai alimentar o lençol artesiano, que são os aquíferos’.
(Adaptado de http://www.jornalopcao.com.br/ entrevistas. Acesso em: 20 ago. 2017).
Os fragmentos permitem concluir que:
Questão 29 10177656
IFPR Médio Integrado 2018Reparar que a grama do vizinho é mais verde nem sempre indica inveja. Para o sociólogo Kenneth Gould, pode ser um atestado de gentrificação. “A ironia é que a indústria ecológica cria espaços urbanos sustentáveis e é socialmente insustentável”, diz o diretor do programa de sustentabilidade urbana do Brooklyn College, da Universidade da Cidade de Nova York. Pense numa vizinhança deteriorada que ganha parque, ciclovia de “primeiro mundo” e comércio “natureba”. Quem não iria querer morar lá? O problema é que o mercado imobiliário provavelmente chegou à mesma conclusão que a maioria das pessoas. Com tanta procura, os preços disparam. Os incomodados (em geral, da classe C para baixo) que se mudem.
(Fonte: Disponível em: http:// www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/06/1780795- industria-verde-expulsa-morador-mais-pobre-diz- sociologo.shtml. Acesso em: 20 ago. 2017.)
O processo de gentrificação relatado na reportagem é excludente.
Assinale a alternativa que apresenta os excluídos desse processo.
Questão 21 10177589
IFPR Médio Integrado 2018A tabela que segue, apresenta três bairros hipotéticos de uma cidade, com suas áreas (em km2) e populações (em número de habitantes).
Sabendo-se que da, db e dc, representam as densidades populacionais das cidades a, b e c, respectivamente, então podemos dizer que:

Questão 14 10177450
IFPR Médio Integrado 2018Analise o gráfico a seguir, que apresenta o crescimento populacional brasileiro entre 1980 e 2010.
População Brasileira Total (em mil pessoas) 1980 a 2010

(Fonte: IBGE - Censo demográfico de 1980, 1991, 2000 e 2010)
Analisando o gráfico, é possível afirmar que:
Questão 8 10129430
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2018Leia atentamente os textos e responda à questão.
Texto I
Longe do Coração
Cláudia Laitano
A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
[05] de 300 pessoas morreram em um atentado.
Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
[10] historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
olhem que concorrência não é pequena.
O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
[15] mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
[20] redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
[25] compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
[30] Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
racionais.
É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
“compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
[35] que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
[40] muito confiáveis.
Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
[45] tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
indiferente.
Texto II

Relacionando os textos I e II, percebe-se que, embora tenham diferentes linguagens, aproximam-se quanto à temática pretendida.
O trecho do texto I que melhor traduz o sentido do texto II é
06
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