Questões de EFAF Geografia
Questão 15 10731820
IFCE* (Já existe no Banco) 2019/1Observando o mapa do Brasil a seguir e levando em consideração os pontos extremos e suas características territoriais, é correto afirmar-se que o

Questão 12 10731815
IFCE* (Já existe no Banco) 2019/1A Geomorfologia estuda o relevo do planeta e suas transformações através da ação dos agentes internos e externos.
É correto afirmar-se que
Questão 9 10729780
CMC 6º Ano - Português 2019Leia o texto e responda o item.
TEXTO
Uma longa caminhada até a água
A ida era fácil. Na ida, o grande pote de plástico continha apenas ar. Alta para os seus 11 anos, Nya
podia trocar a alça de uma mão para outra, balançar o pote ao seu lado, ou agarrá-lo com os dois braços.
Podia até mesmo arrastá-lo atrás de si, provocando solavancos no chão e levantando uma pequena
nuvem de poeira a cada passo.
[05] Havia pouco peso na ida. Havia apenas calor. Era provável que ela levasse metade da manhã se não
parasse no caminho. Calor. Tempo. E espinhos.
Havia sempre tanta vida em volta da lagoa: outras pessoas, principalmente mulheres e meninas que
vinham encher seus próprios potes; muitos tipos de pássaros, o bater das asas, trinados e gorjeios;
rebanhos de gado conduzidos aos bons pastos pelos garotos que cuidavam deles.
[10] Nya pegou a cuia que estava amarrada à alça do pote plástico. Desamarrou-a, enfiou-a na água
lamacenta marrom e bebeu. Foram necessárias duas cuias cheias para refrescá-la.
Ela encheu o pote até a boca. Depois voltou a amarrar a cuia no lugar e tirou do bolso a almofadinha
de pano circular. A almofadinha foi posta no alto de sua cabeça, seguida pelo pesado pote de água, que
ela manteria no lugar com uma das mãos.
[15] Com a água equilibrada na cabeça e o pé ferido por um espinho, Nya sabia que voltar para casa
levaria mais tempo do que chegar ali. Mas ela estaria lá por volta do meio-dia, se tudo corresse bem.
Quando finalmente chegou, a mãe de Nya pegou o pote plástico de sua mão e derramou toda a água
em três grandes jarros. [...] Tendo ficado em casa apenas o tempo suficiente para comer, Nya faria agora
sua segunda viagem à lagoa. Ida e volta, ida e volta, quase um dia inteiro só caminhando. Essa era a
[20] rotina dela durante sete meses do ano. Diariamente. Todo santo dia.
Havia um grande lago a três dias de caminhada da aldeia de Nya. Todo ano, quando as chuvas
cessavam e a lagoa perto da aldeia secava, a família dela mudava-se de casa para um acampamento
perto desse grande lago.
Devido a brigas frequentes, a família de Nya não morava perto do lago o ano todo. A tribo Nuer
[25] brigava com a rival Dinka por causa das terras em volta do lago. Homens e meninos eram feridos e até
mesmo mortos quando os dois grupos entravam em choque. Então Nya e o resto de sua aldeia viviam
junto ao lago apenas durante os cinco meses da estação seca, quando as tribos estavam ocupadas demais
em sobreviver e as disputas diminuíam com frequência.
A tarefa de Nya no acampamento era a mesma que em casa: ir buscar água. Com as mãos, ela cavava
[30] um buraco que ficasse tão fundo quanto o comprimento do seu braço. À medida que cavava, o barro
ficava mais e mais úmido, até que a água começava a escorrer no fundo do buraco.
A água que enchia o buraco era suja, mais lama que líquido. Ela levava um longo tempo para encher
algumas cuias. Nya ficava agachada junto ao buraco, esperando.
Esperando pela água. Ali, por horas a cada vez. E todo dia durante cinco longos meses, até que as
[35] chuvas voltassem a cair e ela e sua família pudessem retornar para casa.
Adaptado. PARK, Linda Sue. Uma longa caminhada até a água. Tradução de George Schlesinger. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2016.
O objetivo principal do texto é:
Questão 1 10729743
CMC 6º Ano - Português 2019Leia o texto e responda o item.
TEXTO
Água doce, doce água
De mar é feita a terra,
De água é feita a gente.
Abaixo o desperdício!
Poupar água: coisa urgente!
Clara, doce ou gelada,
Verde, azul ou transparente,
Sem a água não há nada.
Nem floresta, nem semente.
Água doce mata a sede,
Água doce é a que lava.
Cachoeira, rio ou fonte...
Só não pode ser salgada.
Tanto bate até que fura,
Diz ditado popular...
Cuida dela! Você jura?
Vamos economizar!
Disponível em: https://escolaeducacao.com.br/poemas-sobre-a-agua/ Acesso em 18 Outubro 2019.
Selecione a alternativa cuja palavra preencha corretamente a lacuna a respeito da ideia central do texto:
“O poema apresenta uma _________________ com relação ao desperdício de água.”
Questão 15 10716538
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto
AUTISTÃO: PAÍS METAFÓRICO, APOIO CONCRETO
Autistas se reúnem no Rio de Janeiro para celebrar o Dia do Autistão e discutir de neurodiversidade a autoaceitação
[1] Em consonância com as comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo –
instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o dia 2 de abril, a Organização Diplomática
do Autistão, uma instituição sem fins lucrativos com diversos pontos e apoiadores no mundo, promoveu
o Dia do Autistão, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste último 31 de março.
[5] Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram
temas de escolha livre em mesas redondas variadas. Entre os debates, figuraram assuntos como
neurodiversidade, diagnóstico, preconceito, mulheres autistas e autoaceitação.
O responsável pelo evento foi o francês Eric Lucas, de 54 anos, que classificou a programação
como o dia mais difícil da sua vida. Foram mais de 10 horas, concentrado no gerenciamento das
[10] chamadas e na transmissão feita, simultaneamente, no YouTube e Facebook, para que fosse vista em
diferentes lugares do Brasil.
Diálogos
A ideia do Dia do Autistão surgiu apenas dois meses antes do evento propriamente dito. Apesar
da correria, Eric conseguiu reunir diferentes autistas em posições distintas no midiativismo autista –
como o youtuber Leonard Akira, a podcaster Erika Ribeiro e o adolescente Zeca Szymon – para falar
[15] dos temas que os interessavam.
“Eles foram muito colaborativos, muito pacientes, muito bacanas. Isso é o efeito mágico do
Brasil, o povo é mais humano, mais aberto, mais gentil e mais amável. O Brasil, na minha opinião como
francês, é um país muito avançado em termos de direitos para os autistas”, contou Eric.
O evento iniciou às 11h da manhã e seguiu até 21h30min. Os horários foram divididos em
[20] pequenas palestras, comentários, e incluíram-se, também, detalhes sobre o Autistão – um conceito
metafórico de um país dos autistas. Além disso, o público pôde acompanhar a transmissão no canal da
organização no YouTube e na página do Facebook.
A proposta, segundo Lucas, foi de difícil execução. Ele destaca que “foram mais de 10
voluntários, mas o evento envolveu muita tecnologia, interações e foi extremamente difícil. Não estamos
[25] acostumados a fazer coisas tão complicadas com o computador”.
Originalmente, o evento brasileiro ocorreria, simultaneamente, com a Journée de l’Autistan, na
Bélgica. No entanto, problemas na transmissão causaram mudanças de cronograma. Apesar dos
impasses, o Dia do Autistão manteve a participação de todos os autistas previstos. Lucas completa: “tive
muito estresse e medo de ter problemas técnicos, mas é o meu jeito de fazer. Porque, quando pensamos
[30] demais, pensamos que é impossível e não fazemos nada. Mas conseguimos fazer algo bem legal e
resolvemos os problemas juntos”.
Apoio
É impossível dissociar a Embaixada do Autistão, local físico da Organização Diplomática do
Autistão, da figura de Eric Lucas. Após sua saída da França, devido ao ataque terrorista de Paris, em
2015, Lucas alugou, em fevereiro de 2017, um apartamento de 40 m2 em Copacabana. O espaço recebe e
[35] apoia, com recursos próprios, autistas de diferentes lugares do país.
Eric, no passado, foi uma figura viajante e de muitas histórias. Chegou a figurar na edição de
2001 do Guinness World Records, esteve em países como Rússia, Egito e Cazaquistão, é poliglota, foi
DJ durante 15 anos e se adaptou à vida social na medida do possível. Há mais de dois anos, em terras
cariocas, se diz satisfeito com a mudança e evita aparecer em fotos.
[40] O francês mora com Shree Ram, um jovem nepalês que conheceu em uma de suas viagens ao
Nepal e que o acompanha no Autistão e na vida brasileira. “Temos uma amizade que não podíamos
imaginar. É como um irmão de outra mãe. Somos muito felizes aqui”, disse Eric.
Uma ajuda neurodiversa na vida de Eric é Ludmila Leal, que tem um irmão autista e colaborou,
de forma geral, na organização do evento. “Esse é o caminho para a humanidade. O único caminho da
[45] paz é esse, as pessoas aceitarem e se colocarem no lugar do outro”, ela afirma sobre a importância das
diferenças. Foi com a intenção de tentar entender outros autistas que Lucas fez o máximo de adaptações
possíveis para os convidados. Geuvana Nogueira, por exemplo, faz parte da Liga dos Autistas, tem
restrições alimentares e se deslocou de Campo Grande até o Rio. Na capital, foi auxiliada pela
organização e pelos demais autistas presentes.
[50] No Rio de Janeiro, Geuvana contou ter vivido desafios: “eu saí da minha zona de conforto, foi
delicado. Mas acredito que, quando conseguimos nos aceitar e nos olhar como autistas, o outro autista
não é difícil. É como se todo mundo já se conhecesse”.
Eric Lucas reiterou a missão do Autistão: “nós queremos colaborar com qualquer pessoa, sejam
autistas, famílias ou organizações. Somos uma organização de autistas, extranacional, ou seja, não ligada
[55] a nenhum país, com uma visão global para apoiar os ativistas nacionais”.
Histórias
Os bastidores do Dia do Autistão renderam encontros e vivências para os participantes. Erika
Ribeiro, podcaster do Erika’s Small Talk, reconheceu o evento como uma espécie de divisor de águas
em sua saga para “sair do armário”, que se arrastou por parte significativa dos seus 39 anos de idade.
“Fui diagnosticada no auge da minha carreira, com 22 anos. Eu cursava Direito, trabalhava, e
[60] aquilo me dava uma confusão mental. Fui procurar uma ajuda psiquiátrica e acabei diagnosticada com
TDA e Asperger. Resolvi vir pra botar a cara logo e bora!”, contou.
A maior parte dos participantes do evento era de adultos, exceto Zeca Szymon, um adolescente
de 14 anos, acompanhado da mãe, Magaly Botafogo. Já a participante Geuvana tem dois filhos adultos e
encara sua posição como algo diferente de grande parte das mães não autistas. Ela explica: “Um deles
[65] não mora comigo. Quando ele chega em casa, há um incômodo muito grande. Eu detesto que me
abracem, pois eu fico sufocada. Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele e
estou aprendendo a lidar com isso. Eu o criei para ter sua vida. A vida dele não é minha, é dele”.
O youtuber Leonard Akira enfatizou que as potencialidades autistas devem ser exploradas. “O
autismo, para parte dos pais, é considerado um tabu e um limitador. Eles pensam em todas as
[70] dificuldades que o filho terá na vida e na discriminação. Se um pai tiver uma visão mais esperançosa do
filho, ele verá as vantagens e desvantagens desta condição”.
Ludmila, que acompanhou tudo por detrás das câmeras de transmissão, aprovou o Dia do
Autistão. “Quanto mais eventos que mostram formas diferentes de viver, de pensar, de conviver, de
aceitar, melhor. Precisamos acabar com a intolerância, que está se espalhando na civilização, e neste
[75] momento, isso é de suma importância”.
ABREU, Tiago. Autistão: país metafórico, apoio concreto. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p. 26-28, jun./jul./ago. 2019. Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Em vários momentos no texto, é possível encontrar a opinião de quem enuncia.
Das opções seguintes, assinale a alternativa que NÃO representa a expressão de uma opinião:
Questão 6 10682399
OBRL 9° Ano - 2° Fase 2019A proposta de desenvolvimento sustentável sugere que para se garantir o potencial presente e futuro de atendimento às necessidades e aspirações humanas, é preciso haver mudanças na forma de exploração dos recursos, na direção dos investimentos e no modelo de desenvolvimento tecnológico. Desde a década de 70, devido à crise do petróleo, o mundo começou a se conscientizar de que não seria mais possível depender apenas do petróleo. A produção de energia é um dos principais contribuintes para o efeito estufa, como mostra o gráfico 1.
Acessado em 31.07.19, disponível em: http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC0000000022000000200006&lng=en&nrm=iso#grafico1
Foi feita uma pesquisa sobre os principais contribuintes para o efeito estufa em um grupo de 250 pessoas e os resultados obtidos são apresentados no gráfico 1 a seguir:
Obs. (CFCs) são gases chamados de clorofluorcarbonos.
Gráfico 1 - Contribuições para o efeito estufa.

Fonte: Goldemberg, 1988
Acessado em 31.07.19, disponível em: http://www.proceedings.scielo.br/img/eventos/agrener/n3/14731g1.gif
Podemos afirmar que, nesse grupo estudado, há:
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