Questões de EFAF Geografia - Economia
706 Questões
Questão 4 11036771
IFNMG 2013/1Leia o texto a seguir:
De repente, classe C
Eu me considerava um rapaz razoavelmente feliz até descobrir que não sou mais pobre e que agora faço parte da classe C.
Com a informação, percebi aos poucos que eu e minha nova classe somos as celebridades do momento. Todo mundo fala de nós e, claro, quer nos atingir de alguma forma.
Há empresas, publicações, planos de marketing e institutos de pesquisa exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferências: se gosto de azul ou vermelho, batata ou tomate e se meus filmes favoritos são do Van Damme ou do Steven Seagal. (Aliás, filmes dublados, por favor! Afinal, eu, como todos os membros da classe C, aparentemente tenho sérias dificuldades para ler com rapidez essas malditas legendas).
A televisão também estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus planos: além do aumento dos programas que relatam crimes bizarros (supostamente gosto disso), as telenovelas agora têm empregadas domésticas como protagonistas, cabeleireiras como musas e até mesmo personagens ricos que moram em bairros mais ou menos como o meu.
A diferença é que nesses bairros, os da novela, não há ônibus que demoram duas horas para passar nem buracos na rua.
Um telejornal famoso até trocou seu antigo apresentador, um homem fino e especialista em vinhos, por um âncora, digamos, mais povão, do tipo que fala alto e gosta de samba. Um sujeito mais parecido comigo, talvez. Deve estar lá para chamar a minha atenção com mais facilidade.
As empresas viram a luz em cima da minha cabeça e decidiram que minha classe é seu novo alvo de consumo. Antes, quando eu era pobre, de certo modo não existia para elas. Quer dizer, talvez existisse, mas não tinha nome nem capital razoável.
De modo que agora elas querem me vender carros, geladeiras de inox, engenhocas eletrônicas, planos de saúde e TV por assinatura. Tudo em parcelas a perder de vista e com redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados).
E as universidades privadas, então, pipocam por São Paulo. Os cursos custam R$ 200 reais ao mês, e isso se eu não quiser pagar menos, estudando à distância.
Assim como toda pasta de dente é a mais recomendada entre os dentistas, essas universidades estão sempre entre as mais indicadas pelo Ministério da Educação, como elas mesmas alardeiam. Se é verdade ou não, quem pode saber?
E se eu não acreditar na educação privada, posso tentar uma universidade pública, evidentemente. Foi o que fiz: passei numa federal, fiz a matrícula e agora estou em greve porque o campus cai aos pedaços. Não tenho nem sala de aula.
Não que eu não esteja feliz com meu novo status de consumidor, não deve ser isso. (Agora mesmo escrevo em um notebook, minha TV tem cem canais de esporte e minha mãe prepara a comida num fogão novo; se isso não for felicidade, do que se trata, então?)
O problema é que me esforço, juro, mas o ceticismo ainda é minha perdição: levo 2h30 para chegar ao trabalho porque o trem quebra todos os dias, meu plano de saúde não cobre minha doença no intestino e morro de medo das enchentes do bairro.
Ou seja, ao mesmo tempo em que todos querem me atingir por meu razoável poder de consumo, passo por perrengues do século passado. Eu e mais de 30 milhões de pessoas - não somos pobres, mas classe C.
Deixa eu terminar por aqui o texto, porque daqui a pouco vão me chamar de chato ou, pior, de comunista. Logo eu, que só li Marx na versão resumida em quadrinhos. Fazer o quê, se eu gosto é de autoajuda?
Fonte: MACHADO, Leandro. De repente, classe C. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao. Acesso: 05 out. 2012. Texto modificado.
Com base na leitura do texto e em seus conhecimentos sobre a sociedade globalizada consumista, é INCORRETO afirmar que:
Questão 3 11036743
IFNMG 2013/1Leia o texto a seguir:
De repente, classe C
Eu me considerava um rapaz razoavelmente feliz até descobrir que não sou mais pobre e que agora faço parte da classe C.
Com a informação, percebi aos poucos que eu e minha nova classe somos as celebridades do momento. Todo mundo fala de nós e, claro, quer nos atingir de alguma forma.
Há empresas, publicações, planos de marketing e institutos de pesquisa exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferências: se gosto de azul ou vermelho, batata ou tomate e se meus filmes favoritos são do Van Damme ou do Steven Seagal. (Aliás, filmes dublados, por favor! Afinal, eu, como todos os membros da classe C, aparentemente tenho sérias dificuldades para ler com rapidez essas malditas legendas).
A televisão também estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus planos: além do aumento dos programas que relatam crimes bizarros (supostamente gosto disso), as telenovelas agora têm empregadas domésticas como protagonistas, cabeleireiras como musas e até mesmo personagens ricos que moram em bairros mais ou menos como o meu.
A diferença é que nesses bairros, os da novela, não há ônibus que demoram duas horas para passar nem buracos na rua.
Um telejornal famoso até trocou seu antigo apresentador, um homem fino e especialista em vinhos, por um âncora, digamos, mais povão, do tipo que fala alto e gosta de samba. Um sujeito mais parecido comigo, talvez. Deve estar lá para chamar a minha atenção com mais facilidade.
As empresas viram a luz em cima da minha cabeça e decidiram que minha classe é seu novo alvo de consumo. Antes, quando eu era pobre, de certo modo não existia para elas. Quer dizer, talvez existisse, mas não tinha nome nem capital razoável.
De modo que agora elas querem me vender carros, geladeiras de inox, engenhocas eletrônicas, planos de saúde e TV por assinatura. Tudo em parcelas a perder de vista e com redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados).
E as universidades privadas, então, pipocam por São Paulo. Os cursos custam R$ 200 reais ao mês, e isso se eu não quiser pagar menos, estudando à distância.
Assim como toda pasta de dente é a mais recomendada entre os dentistas, essas universidades estão sempre entre as mais indicadas pelo Ministério da Educação, como elas mesmas alardeiam. Se é verdade ou não, quem pode saber?
E se eu não acreditar na educação privada, posso tentar uma universidade pública, evidentemente. Foi o que fiz: passei numa federal, fiz a matrícula e agora estou em greve porque o campus cai aos pedaços. Não tenho nem sala de aula.
Não que eu não esteja feliz com meu novo status de consumidor, não deve ser isso. (Agora mesmo escrevo em um notebook, minha TV tem cem canais de esporte e minha mãe prepara a comida num fogão novo; se isso não for felicidade, do que se trata, então?)
O problema é que me esforço, juro, mas o ceticismo ainda é minha perdição: levo 2h30 para chegar ao trabalho porque o trem quebra todos os dias, meu plano de saúde não cobre minha doença no intestino e morro de medo das enchentes do bairro.
Ou seja, ao mesmo tempo em que todos querem me atingir por meu razoável poder de consumo, passo por perrengues do século passado. Eu e mais de 30 milhões de pessoas - não somos pobres, mas classe C.
Deixa eu terminar por aqui o texto, porque daqui a pouco vão me chamar de chato ou, pior, de comunista. Logo eu, que só li Marx na versão resumida em quadrinhos. Fazer o quê, se eu gosto é de autoajuda?
Fonte: MACHADO, Leandro. De repente, classe C. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao. Acesso: 05 out. 2012. Texto modificado.
Julgue as seguintes afirmativas:
I – Ao dizer que “morre de medo” (13 §) das enchentes no bairro, o narrador utiliza uma expressão conotativa que demonstra exagero.
II – Ao dizer que a universidades privadas “pipocam” (9° §) por São Paulo, o narrador faz uso de uma linguagem informal. Pipocar, nesse caso, quer dizer “aparecer repentinamente”.
III – Em “... daqui a pouco vão me chamar de chato” (15 §), há uma inadequação ortográfica, pois na forma escrita, seria gramaticalmente adequado escrever “daqui há pouco”, indicando tempo a decorrer.
Assinale a alternativa CORRETA:
Questão 39 11006231
IFC Exame de Classificação 2013Correlacione o bloco econômico com o enunciado correspondente
1. ASEAN
2. NAFTA
3. SADC
4. União Europeia
( ) Foi criada para desenvolver o Sudeste Asiático e aumentar a estabilidade política e econômica da região. Foi estabelecida em 1967 em Bancoc (Tailândia) pelos cinco membros fundadores: Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura e Tailândia.
( ) Foi criada pelo Tratado de Roma, o nome atual foi adotado na década de 1990, seus primeiros integrantes foram França, Alemanha Ocidental, Itália, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo. O objetivo inicial era recuperar a economia dos países membros após a Segunda Guerra.
( ) Esse acordo foi assinado em 1992 pelos Estados Unidos, Canadá e México. A partir desse acordo foi implantado o livre comércio entre as nações integrantes, gerando um grande crescimento do comércio intrabloco, que desviou fluxos de mercadorias de outras regiões.
( ) Esse bloco foi criado para assegurar a cooperação na região austral do continente africano e em 2010 era composto por 14 países que tem por objetivo constituir uma zona de livre comércio. O país membro mais importante é África do Sul.
A alternativa CORRETA de preenchimento dos parênteses de cima para baixo é:
Questão 31 11006078
IFC Exame de Classificação 2013
Fonte: GUIMARÃES, A.P. As Classes Perigosas. Rio de Janeiro, Graal, 1981, p. 150 [Adaptado].
Com base na tabela acima, que retrata a situação da distribuição de renda no Brasil entre 1960 e 1976, assinale a alternativa CORRETA:
Questão 3 10870295
Concursos Pref da Estância Hidromineral de Poá (coveiro) 2013Para responder à questão, leia o texto.
A Copa do Mundo no Brasil
O gosto pelo futebol é uma unanimidade no Brasil. As diferenças sociais, políticas e econômicas tão marcantes no dia a dia do país desaparecem quando a equipe verde-amarela entra em campo e canta o hino nacional, aí o povo fica todo unido.
Dessa forma, nada mais lógico do que o país ser a sede da Copa do Mundo de 2014. O entusiasmo e a capacidade de envolvimento que o futebol proporciona ao Brasil são incentivos para que as cidades brasileiras possam vencer o desafio de ser sede de uma Copa do Mundo.
Para o Brasil, a Copa de 2014 é a oportunidade de se modernizar e apresentar não só a capacidade de organização, como também de aumentar o turismo e mostrar para o mundo as belezas naturais do nosso país.
O que está em jogo não é apenas o futebol ou o “Caneco da FIFA”, mas a oportunidade de o país atrair investimentos de outros países para seu desenvolvimento. O que interessa de fato é aproveitar a Copa para construir a infraestrutura que ficará no Brasil depois do evento.
(www.portal2014.org.br, em 10.06.2013. Adaptado)
Conforme cita o texto, a Copa do Mundo de 2014 é uma oportunidade, dentre outras, para que o Brasil
Questão 2 10870287
Concursos Pref da Estância Hidromineral de Poá (coveiro) 2013Para responder à questão, leia o texto.
A Copa do Mundo no Brasil
O gosto pelo futebol é uma unanimidade no Brasil. As diferenças sociais, políticas e econômicas tão marcantes no dia a dia do país desaparecem quando a equipe verde-amarela entra em campo e canta o hino nacional, aí o povo fica todo unido.
Dessa forma, nada mais lógico do que o país ser a sede da Copa do Mundo de 2014. O entusiasmo e a capacidade de envolvimento que o futebol proporciona ao Brasil são incentivos para que as cidades brasileiras possam vencer o desafio de ser sede de uma Copa do Mundo.
Para o Brasil, a Copa de 2014 é a oportunidade de se modernizar e apresentar não só a capacidade de organização, como também de aumentar o turismo e mostrar para o mundo as belezas naturais do nosso país.
O que está em jogo não é apenas o futebol ou o “Caneco da FIFA”, mas a oportunidade de o país atrair investimentos de outros países para seu desenvolvimento. O que interessa de fato é aproveitar a Copa para construir a infraestrutura que ficará no Brasil depois do evento.
(www.portal2014.org.br, em 10.06.2013. Adaptado)
Para as cidades brasileiras, segundo o texto, servir de sede para jogos da Copa do Mundo representa
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