Questões de EFAF Geografia - Geral - Sociedade e População
605 Questões
Questão 5 10530651
OBJETIVO 9º Ano - Português 2014Texto - SOCORRO! QUERO UM VIZINHO
Ainda era cedo. Pouco depois das 20h. (...) A mente vagava por ideias desconexas. De repente, uma bola de futebol cruza meu caminho, em uma das ruelas do Montese. Condicionado, reduzi a velocidade: “Onde tem bola, tem menino atrás”. Não deu outra. Lá estava o garoto, olhar fixo na “gorducha”, como se, naquele instante, ela fosse a única coisa importante no mundo. Talvez fosse. Passado o susto, comecei a refletir sobre aquele modelo de vizinhança. Pude então observar crianças brincando nas calçadas. Uma turma de adolescentes em um banco de praça. Alguns adultos conversando com a porta aberta. Um ou outro, só de bermuda, saindo de uma casa, e entrando na casa vizinha. Talvez para assistir ao Jornal Nacional junto com o amigo, ou com o familiar que mora ao lado; não sei.
Concluí que a construção civil no Ceará, a exemplo dos grandes centros, evoluiu bastante em tecnologia, mas deu passos para trás no modelo de moradia. Não falo das fachadas, layouts internos, acabamentos, ou equipamentos de ponta, que avançaram. Refiro-me ao enfoque social da habitação, aos relacionamentos. Em síntese, continuamos construindo um modelo vertical de habitação que, em um mesmo lugar, junta as unidades e separa as pessoas. Moro, particularmente, em um condomínio vertical com 96 unidades. Uma população de quase 400 pessoas. Devo saber o nome de umas 6, no máximo. É ridículo. Quando me lembro da rua onde morava, em Quixeramobim, no interior do estado, vejo que muito mudou. Tomávamos banho de chuva na rua, adultos e crianças, com os vizinhos. O carro do leite parava e forçava, naturalmente, a aglomeração dos vizinhos. Quem não se lembra de um amigo de infância ou adolescência, conquistado na rua. “Menino, só quer saber de andar na rua”, mamãe gritava. Que saudade! Em alguns casos, ainda existe hoje o “mãe, vou descer”; e também a contrapartida: “Menino, só quer saber de viver lá embaixo”. Mas não é a mesma coisa. A rua não acaba. Transforma-se em outras, em mato. O muro do condomínio tem um fim.
Os mega condomínios da Barra no Rio, nas marginais em São Paulo, e os grandes condomínios horizontais em várias metrópoles brasileiras, quase minicidades, já são uma tentativa de recriar a atmosfera incomparável da vizinhança de bairro. É a busca de um modelo arquitetônico que permita o contato mais próximo, as atividades comuns – quantos condôminos você convidou da última vez que fez uma festa de aniversário em seu prédio? Nossa sociedade entendeu que o chique é menos apartamentos por andar e menos ainda por condomínio. [...] Trocaria toda essa evolução por um vizinho parado à porta de minha casa, pedindo um alicate, ou um martelo emprestado.
(Paulo Angelim. Jornal Diário do Nordeste, 03 set. 2010. Disponível em: www.pauloangelim.com.br Acesso em: 12 ago. 2014.)
Com a leitura do texto, pode-se concluir que o narrador fica admirado por ver:
Questão 28 4197210
CN 2° Dia 2014Sabe-se que o número de pessoas vivendo fora de seu estado de origem é crescente no Brasil e que o principal objetivo do deslocamento dessas pessoas é a busca de trabalho e, consequentemente, melhores condições de vida.
Sendo assim, sobre os principais fluxos migratórios inter-regionais brasileiros ocorridos, pode-se afirmar que, entre os anos de
Questão 24 11038070
IFNMG 2013/1Observe o texto a seguir, que mostra o crescimento e a distribuição da população mundial.
]Projeção do Crescimento e Distribuição da População Mundial – 2002 a 2050

Fonte: http://georesumos.blogspot.com.br/2012/08/crescimento-da-populacao-mundial.html. Acesso: 20 nov. 2012.
A partir do texto, pode-se inferir que:
Questão 4 10805005
Concursos Academia De Polícia 2013Leia o texto a seguir para responder à questão.
O trabalho na agricultura é considerado desgastante, mal remunerado, socialmente desprestigiado e executado apenas por pessoas que não têm qualificação para serviços melhores. Diante da desvalorização desse trabalho, os pais desejam outras ocupações laborais para os filhos. Sonham com um trabalho mais valorizado, mais limpo, mais leve e mais bem remunerado, nas cidades, que pode ser proporcionado por meio da escolarização.
Todavia, os trabalhadores infantis estão envolvidos numa teia de relações contraditórias. Premidos pela necessidade, a sua incorporação nas atividades remuneradas na agricultura é a possibilidade concreta de ajuda à família, considerando a escassez de mercado de trabalho local. Porém, essa ocupação impede o bom desempenho nos estudos e inviabiliza o sonho de superação da precariedade.
(http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/agro/K16_infantil.html. Acessado em 28.03.2013. Adaptado)
De acordo com o texto, o trabalho na agricultura é encarado como algo
Questão 3 10805001
Concursos Academia De Polícia 2013Leia o texto a seguir para responder à questão.
O trabalho na agricultura é considerado desgastante, mal remunerado, socialmente desprestigiado e executado apenas por pessoas que não têm qualificação para serviços melhores. Diante da desvalorização desse trabalho, os pais desejam outras ocupações laborais para os filhos. Sonham com um trabalho mais valorizado, mais limpo, mais leve e mais bem remunerado, nas cidades, que pode ser proporcionado por meio da escolarização.
Todavia, os trabalhadores infantis estão envolvidos numa teia de relações contraditórias. Premidos pela necessidade, a sua incorporação nas atividades remuneradas na agricultura é a possibilidade concreta de ajuda à família, considerando a escassez de mercado de trabalho local. Porém, essa ocupação impede o bom desempenho nos estudos e inviabiliza o sonho de superação da precariedade.
(http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/agro/K16_infantil.html. Acessado em 28.03.2013. Adaptado)
A frase – … os trabalhadores infantis estão envolvidos numa teia de relações contraditórias. – no contexto em que está inserida, significa que os trabalhadores infantis
Questão 4 10797577
Concursos Academia de Polícia 2013Leia o texto para responder à questão.
Nova lei seca põe fim à brecha do bafômetro, mas depende de tribunais
Rosanne D’Agostino
As novas regras que endurecem a Lei Seca devem acabar com a brecha usada por muitos motoristas para fugir de punição. Segundo especialistas, recusar o bafômetro não vai mais impedir o processo criminal, mas há críticas à “subjetividade” do texto.
Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade policial de dizer quem está embriagado, e, para defensores da tolerância zero ao volante, a norma transfere aos tribunais a tarefa de interpretar cada caso, dando margem para que motoristas alcoolizados escapem da Justiça.
A mudança no Código Brasileiro de Trânsito possibilita
que vídeos, relatos, testemunhas e outras provas sejam considerados válidos contra os motoristas embriagados. Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. Esse valor é dobrado caso o motorista seja reincidente em um ano.
A lei seca havia sido esvaziada depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para comprovar o crime. Motoristas começaram a recusar os exames valendo-se de um direito constitucional: ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. O condutor era multado, perdia a carteira e tinha o veículo apreendido, mas não respondia a processo.
Agora, passa a ser crime “conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência”. Com isso, o limite de álcool passou a ser uma das formas de se comprovar a embriaguez, e não mais um requisito de punição.
O advogado constitucionalista Pedro Serrano avalia que as novas regras possuem conceitos subjetivos que podem abrir espaço para contestações no Supremo Tribunal Federal (STF). “No direito penal, o crime tem que ser previsto usando palavras precisas, e não palavras abertas. É muito vago falar em ‘afetar a capacidade psicomotora’. Isso acaba jogando na autoridade policial o poder de definir, e não na lei. Cabe à lei definir qual é a conduta proibida, e não à autoridade policial”, afirma.
Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. “Agora basta qualquer tipo de prova que demonstre que você está embriagado. Não adianta recusar o bafômetro. A lei acabou com aquela situação do sujeito que sai cambaleando e não tem como comprovar que estava bêbado. Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer o exame clínico”, diz.
(http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/12/nova-lei-seca-poe-fim-brecha-do-bafometro-mas-depende-de-tribunais.html. 21.12.2012. Adaptado)
A palavra em destaque no trecho – Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz Soares, (...) a mudança “é um avanço”. – tem seu sentido contrário expresso em:
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