Questões de EFAF Geografia - Geral - Sociedade e População
605 Questões
Questão 35 10742312
UTFPR Verão 2014/2As migrações internas no Brasil transformaram significativamente o espaço cultural, urbano e agrário do país nas últimas décadas.
A esse respeito somente podemos afirmar que:
Questão 5 10742082
UTFPR Verão 2014/2Brasil, qual é a tua cara?
O Brasil já nasceu com identidade, por causa de sua natureza privilegiada, suas riquezas naturais, a miscigenação linda que dá um colorido maravilhoso a esse povo e faz parte de nossa cultura. É um povo bonito, não tem povo tão bonito. [...] Isso tem a ver com a nossa simplicidade, a nossa alegria, uma beleza que vem de dentro para fora. Mas, nas últimas décadas, tem havido tanta miséria, tanta injustiça social, tanta falta de esperança, que a identidade acaba até ficando confusa. Não dá para achar traços de identidade de alguém que está passando fome, que não pode ir à escola, que não sabe a quem recorrer na hora em que fica doente, que não consegue emprego para se sus- tentar de forma digna. Essa pessoa simplesmente perde a identidade e passa a ser o que dá. Então, como a gente vai achar a nossa identidade no meio disso? [...] Será que a injustiça é parte da nossa identidade? Ou que brasileiro gosta de ser miserável, de ver suas crianças sem condições de ter um futuro? Claro que não. O problema é que essa situação gera tanta incerteza que a gente já nem sabe quem a gente é. Às vezes o Brasil parece país de Primeiro Mundo. Às vezes, o de último. Só na hora em que o governo se preocupar realmente em dar mais educação e emprego às pessoas poderemos voltar a pensar sobre uma identidade. Que ela existe, existe, mas anda bem maltratada.
Por Renato Aragão / comediante e embaixador do Unicef no Brasil (Revista Porto Seguro Brasil. São Paulo: Abril, ano 2, n. 8. p. 36).
De acordo com o texto, é correto afirmar que:
Questão 40 10739741
CEDAF 2014Ao entrarmos em contato com uma ciência é fundamental que nos ‘alfabetizemos’ em sua linguagem, dominando seus conceitos. Na Geografia não é diferente.
Sobre a população e sua dinâmica, assinale o conceito que está definido INCORRETAMENTE:
Questão 38 10739739
CEDAF 2014Nos países empobrecidos, o êxodo rural tem como uma de suas causas principais:
Questão 26 10667394
CMSM 6º Ano 2014Leia com atenção o fragmento do texto “Diário de uma aventura” para responder o item.
TEXTO
Diário de uma aventura

Estudamos detalhadamente o arquipélago de San Blás, no
Panamá, nossa próxima ancoragem. As ilhas ficam ao nível da
água e só se avistam coqueiros a poucas milhas de distância. Para
preocupar mais ainda, existem vários bancos de corais e a
[5] navegação precisa ser feita com muita cautela.
No dia 13 de abril de 1988, depois do meio-dia, chegamos
à ilha Cayo Chichine. Era aniversário de David e também
comemorávamos quatro anos de navegação.
[...]
[10] Esta é a terra dos índios Kunas, que falam poucas palavras em espanhol. Vivem da pesca e da
venda de cocos, e as mulheres confeccionam um tecido bordado a mão, que eles chamam de molas.
Elas se vestem com lindos trajes: fitas bordadas amarradas nas pernas, sarongue, blusas coloridas,
lenço na cabeça e uma argola de ouro no nariz. Os homens são de estatura mediana, muito parecidos
com os índios brasileiros. São diversos os tabus, e, quando hasteiam uma bandeira vermelha, as
[15] visitas são proibidas.
O arquipélago é composto por várias ilhas. As casas são todas construídas com folhas de
coqueiros.
Vilfredo, David e Wilhelm programaram uma pescaria com um índio de quatorze anos.
Impressionante como ele mergulhava a 25 metros de profundidade; caçava os peixes apenas com
[20] uma fisga com elástico na ponta. A água era azul-piscina.
Neste mergulho Vilfredo levou um dos maiores sustos de sua vida. Arpoou uma garoupa de
uns três quilos e em poucos segundos dá de cara com um tubarão, atraído pela vibração e pelo
sangue da garoupa. David e Wilhelm nadam rápido para o dingue e Vilfredo permanece de olho no
monstro, que o rodeia sempre mais perto. O kuna, vendo o drama de Vilfredo, mergulha em cima do
[25] tubarão, como se fosse atacá-lo, soltando bolhas de ar pela boca, de forma ininterrupta. Depois
Vilfredo nos contou que foi impressionante: o tubarão fugiu, e nós aprendemos a assustar os bichos.
Nos dias em que permanecemos ancorados ali, os meninos logo se enturmaram com os
jovens índios, recebendo mesmo convites para dormirem em suas choupanas.
Numa das tardes convidei as índias kunas para um lanche. Vieram oito mulheres numa
[30] comprida canoa, todas vestidas de gala. Só uma falava espanhol e traduzia a conversa. Ficaram
encantadas com os bolos e pão. Uma delas cheirava um pão e, muito encabulada, pediu um pedaço
para o marido; há muito tempo não comiam pão. Passamos uma tarde divertida. No final do café
perguntaram se não queríamos levar duas jovens, de quinze e dezessete anos. Expliquei que era
impossível, íamos para muito longe. Ao partirem, cantaram uma canção de despedida e
[35] agradecimento pela hospitalidade. Uma velha índia chorava. E todos nós tínhamos lágrimas nos
olhos.
Família Schürmann. Diário de uma aventura – Dez anos no mar. Rio de Janeiro, Record, 1995 (Fragmento).
VOCABULÁRIO:
Arpoou: do verbo arpoar; lançou o arpão; pegou com arpão.
Choupanas: habitações rústicas; cabanas.
Corais: espécie de animais encontrados nos mares quentes, responsável pela formação de recifes.
Dingue: pequeno bote a remo.
Fisga: arpão para pescar.
Sarongue: tipo de vestimenta de tecido estampado que se usa amarrado na cintura.
Se o narrador do fragmento “Vilfredo permanece de olho no monstro, que o rodeia sempre mais perto.” (linhas 23 e 24) fosse o próprio Vilfredo, a frase poderia ser reescrita, mantendo-se a coerência, como:
Questão 7 10530678
OBJETIVO 9º Ano - Português 2014Texto - SOCORRO! QUERO UM VIZINHO
Ainda era cedo. Pouco depois das 20h. (...) A mente vagava por ideias desconexas. De repente, uma bola de futebol cruza meu caminho, em uma das ruelas do Montese. Condicionado, reduzi a velocidade: “Onde tem bola, tem menino atrás”. Não deu outra. Lá estava o garoto, olhar fixo na “gorducha”, como se, naquele instante, ela fosse a única coisa importante no mundo. Talvez fosse. Passado o susto, comecei a refletir sobre aquele modelo de vizinhança. Pude então observar crianças brincando nas calçadas. Uma turma de adolescentes em um banco de praça. Alguns adultos conversando com a porta aberta. Um ou outro, só de bermuda, saindo de uma casa, e entrando na casa vizinha. Talvez para assistir ao Jornal Nacional junto com o amigo, ou com o familiar que mora ao lado; não sei.
Concluí que a construção civil no Ceará, a exemplo dos grandes centros, evoluiu bastante em tecnologia, mas deu passos para trás no modelo de moradia. Não falo das fachadas, layouts internos, acabamentos, ou equipamentos de ponta, que avançaram. Refiro-me ao enfoque social da habitação, aos relacionamentos. Em síntese, continuamos construindo um modelo vertical de habitação que, em um mesmo lugar, junta as unidades e separa as pessoas. Moro, particularmente, em um condomínio vertical com 96 unidades. Uma população de quase 400 pessoas. Devo saber o nome de umas 6, no máximo. É ridículo. Quando me lembro da rua onde morava, em Quixeramobim, no interior do estado, vejo que muito mudou. Tomávamos banho de chuva na rua, adultos e crianças, com os vizinhos. O carro do leite parava e forçava, naturalmente, a aglomeração dos vizinhos. Quem não se lembra de um amigo de infância ou adolescência, conquistado na rua. “Menino, só quer saber de andar na rua”, mamãe gritava. Que saudade! Em alguns casos, ainda existe hoje o “mãe, vou descer”; e também a contrapartida: “Menino, só quer saber de viver lá embaixo”. Mas não é a mesma coisa. A rua não acaba. Transforma-se em outras, em mato. O muro do condomínio tem um fim.
Os mega condomínios da Barra no Rio, nas marginais em São Paulo, e os grandes condomínios horizontais em várias metrópoles brasileiras, quase minicidades, já são uma tentativa de recriar a atmosfera incomparável da vizinhança de bairro. É a busca de um modelo arquitetônico que permita o contato mais próximo, as atividades comuns – quantos condôminos você convidou da última vez que fez uma festa de aniversário em seu prédio? Nossa sociedade entendeu que o chique é menos apartamentos por andar e menos ainda por condomínio. [...] Trocaria toda essa evolução por um vizinho parado à porta de minha casa, pedindo um alicate, ou um martelo emprestado.
(Paulo Angelim. Jornal Diário do Nordeste, 03 set. 2010. Disponível em: www.pauloangelim.com.br Acesso em: 12 ago. 2014.)
O texto reflete sobre os problemas das grandes cidades e sobre o isolamento das pessoas. Isso fica mais evidente em:
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