Questões de EFAF Geografia - Terra
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Questão 36 10780658
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Analise os documentos abaixo.
DOCUMENTO I

Indígenas realizam caminhada ao longo da Esplanada dos Ministérios em protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/00, que transfere da União para o Congresso Nacional o poder de decidir sobre a demarcação das Terras Indígenas. Brasília (DF), 18 de março de 2015.
BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar História: das origens do homem à era digital. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2015, p. 241.
DOCUMENTO II
Na nossa terra temos muitas serras. Dentro das serras moram os xaporis, hekuras, os espíritos da natureza. As serras são lugares sagrados [...] onde os espíritos dos mortos retornam para viver. Os nossos velhos deixaram seus espíritos nesses lugares. Nós, yanomamis, queremos que as serras sejam respeitadas, não queremos que sejam destruídas.
ZENUN, Katsue H.; ADISSI, Valeria Maria A. Ser Índio hoje. São Paulo: Edições Loyola, 1998, p. 83. Apud BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História sociedade & Cidadania, 9o ano. 3. ed. São Paulo: FTD, 2015, p. 322.
Sobre a demarcação das Terras Indígenas no Brasil, é CORRETO afirmar que:
Questão 4 10779263
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Por que os imigrantes fogem da África?
Agricultura devastada e desemprego levam caravanas a deixar dezenas de países
AGADEZ, Níger — É segunda-feira e isso significa dia de mudança em Agadez, um cruzamento ao norte do deserto do
Níger e a principal plataforma de onde saem os imigrantes da África Ocidental. Fugindo da agricultura devastada,
superpopulação e falta de emprego, os imigrantes de uma dezena de países se reúnem em caravanas todas as
segundas-feiras à noite e iniciam uma corrida louca pelo deserto do Saara em direção à Líbia, na esperança de
[5] eventualmente cruzar o Mediterrâneo até a Europa.
A montagem dessa caravana é uma cena a ser testemunhada. Embora seja noite, ainda faz 40 graus e há apenas
uma lua crescente para iluminar a escuridão. Então, de repente, o deserto acorda.
Usando o aplicativo de mensagens WhatsApp de seus celulares, os traficantes locais, vinculados a redes de
contrabandistas que se estendem por toda a África Ocidental, começam a coordenar o carregamento clandestino de
[10] migrantes que estão em abrigos e porões por toda a cidade. Eles vêm se reunindo há semanas, vindos do Senegal, Serra
Leoa, Nigéria, Costa do Marfim, Libéria, Chade, Guiné, Camarões, Mali e outras cidades de Níger.
Com 15 a 20 homens — não há mulheres — amontoados na parte de trás de pick-ups Toyota, seus braços e pernas
pendurados para fora, os veículos surgem de becos e ruelas e seguem os carros que partiram na frente para garantir que
não haverá policiais, oficiais ou guardas de fronteiras desagradáveis à espreita que ainda não foram pagos. É como
[15] assistir a uma sinfonia, mas ninguém tem ideia de quem é o maestro. Eventualmente, todos convergem para um ponto de
encontro no norte da cidade, formando uma caravana gigante de 100 ou 200 veículos — a grande quantidade é necessária
para afastar os bandidos do deserto.
Pobre Níger. Agadez, que tem casas com paredes de barro ornamentadas, é um notável Patrimônio Mundial da
Unesco, mas a cidade foi abandonada pelos turistas depois que locais próximos foram atacados pelo Boko Haram1 e
[20] outros jihadistas2. Por isso, como explica um traficante, os carros e os ônibus da indústria do turismo estão sendo
reaproveitados na indústria da migração. Há agora, por toda a Africa Ocidental, recrutadores, ligados aos traficantes, que
trabalham por conta própria e pedem às mães dos meninos US$400 ou US$500 para mandá-los procurar empregos na
Líbia ou na Europa. Poucos conseguem, mas outros continuam chegando.
A revolução na Síria foi provocada, em parte, pela pior seca de quatro anos da história moderna do país — além da
[25] superpopulação, tensões climáticas e a internet —- e o mesmo acontece com a onda de migração dos africanos. (...)
— Hoje perdemos anualmente para a desertificação 100 mil hectares de terras aráveis. E perdemos entre 60 mile
80 mil hectares de florestas todos os anos — afirma Adamou Chaifou [ministro do Meio Ambiente de Níger].
(...) Recentemente, a União Europeia fez um acordo com a Turquia para aumentar muito a ajuda da União
Europeia para que Ancara lide com os refugiados e migrantes que chegarem ao país e restrinja seu fluxo para a Europa.
[30] — Se investíssemos uma fração dessa quantia para ajudar as nações africanas a combater o desmatamento,
melhorar a saúde e a educação e sustentar a agricultura de pequena escala, que é o meio de sustento de 80 por cento das
populações na África, elas poderiam ficar na terra. Seria muito melhor para elas e para o planeta — explicou Michele
Barbut [chefe da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação).
Todo mundo quer construir muros nos dias de hoje, afirmou ela, mas o muro de que mais precisamos é um “muro
[35] verde”, de reflorestamento, que seguraria o deserto e se estenderia de Mali no oeste à Etiópia no leste.
— É uma ideia que os próprios africanos tiveram — contou ela. E faz muito sentido.
Porque, no final, nenhum muro vai segurar essa onda de migrantes. Tudo que você vê por aqui são gritos de que,
a não ser que haja uma maneira de estabilizar a pequena agricultura da África, de alguma maneira ou de outra, eles vão
tentar chegar à Europa. Os que não podem, com certeza vão gravitar para um grupo extremista que os pague. Muitos hoje
[40] sabem pelos meios de comunicação que há uma vida melhor além-mar e acreditam que seus governos são muito frágeis
para poder ajudá-los a melhorar.
(FRIEDMAN, Thomas L. Por que os imigrantes fogem da África?. O Globo. Rio de Janeiro, 28 abr. 2016. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/artigo-por-que-os-imigrantes-fogem-da-africa-19179333. Acesso em: 8 set. 2019)
Vocabulário
1Boko Haram: organização fundamentalista islâmica surgida no norte da Nigéria.
2Jihadista: membro do Jihad, guerra santa muçulmana.
O Texto, um artigo de opinião, apresenta orientação argumentativa em que há posicionamento diante das situações relatadas.
O ponto de vista do autor é evidenciado, por exemplo, pelas adjetivações, conforme ocorre em:
Questão 48 10775985
IFMG 2020/1Leia este texto.
“Há cerca de 130 milhões de quilômetros quadrados (km2) de solo não coberto por gelo nas áreas continentais, 72% da terra firme do planeta. A maior parte desse solo não congelado é usada pelo homem para obter comida, água, energia, fibras para várias finalidades, madeira e ter acesso a uma série de serviços ambientais, além de manter a biodiversidade.”
Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/2019/09/06/o-uso-do-solo-e-as-mudancas-climaticas/. Acesso em: 24 set. 2019.
Em relação aos usos do território global livre do gelo e os possíveis impactos ambientais, é correto afirmar que
Questão 32 10774713
IFBA 2020
Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Figura-1-Ilhas-de-Calor-Urbanas-Fonte-Adaptado-de-EPA-2008-http-wwwepagov_fig1_268207670. Acesso em: 29 jul. 2019.
A figura acima identifica um fenômeno que ocorre na atmosfera, de origem antrópica, muito comum em alguns espaços do planeta.
A alternativa que indica esse fenômeno e melhor explica as suas causas é:
Questão 31 10774712
IFBA 2020
Disponível em: http://www.megatimes.com.br/2008/04/aquifero-gurani_11.html. Acesso em: 29 jul. 2019.
A área em destaque no mapa corresponde:
Questão 30 10774711
IFBA 2020Os climogramas são gráficos que permitem a compreensão mais fácil do perfil climático de determinada região. Durante um período (geralmente um ano), são analisados dados de temperatura e de precipitação para se chegar a interpretações possíveis em relação aos biomas.
Observe-os a seguir:


Disponível em: https://enem.estuda.com/questoes/?id=146622.
Acesso em 23 jul. 2019.
A partir da sua compreensão acerca dos climogramas acima, assinale a alternativa que representa a associação correta entre o climograma, a localidade no mapa e o respectivo bioma.
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