Questões de EFAF Geografia - Geral - Sociedade e População
605 Questões
Questão 1 15395150
FIRJAN 2024Leia o texto e responda à questão.
Problemas e consequências da mobilidade urbana no Brasil.
Com o desenvolvimento da indústria associado ao êxodo rural, as cidades brasileiras cresceram assustadoramente nas últimas décadas do século XX. Para comparar, a taxa de população vivendo nas zonas rurais no início do século passado era de 65%, já nas zonas urbanas era de 35%. No fim do mesmo século, a população urbana era de 80% contra 20% da população rural.
Esses dados revelam a grande mudança de espaço ocorrida durante o século XX, principalmente após 1930-40, quando foi acentuado o êxodo rural.
O planejamento urbano e a evolução dos meios de transportes coletivos nas grandes cidades brasileiras, não acompanharam esse rápido crescimento urbano. Com isso, os transportes coletivos se desenvolveram aquém do esperado, causando um rápido sucateamento. Esse sucateamento dos transportes coletivos contribuiu para que as classes de maior poder aquisitivo adquirissem seu próprio transporte, aumentando o número de veículos nas ruas. Adaptado de Brasil Escola.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana-no-brasil.htm . Acesso em: 24 out. 2023.
Assinale qual a alternativa representa o objetivo do texto.
Questão 8 14946663
ONHB Fase 4 2024Documento
Uma viagem de estudos ao Espírito Santo: pesquisa demo-biológica, realizada, com o fim de contribuir para o estudo do problema da aclimação, numa população de origem alemã, estabelecida no Brasil Oriental.
O tratamento do problema da aclimação encontra dificuldades, na maioria dos países tropicais, porque os imigrantes europeus misturam-se mais ou menos rapidamente com os elementos nativos, tornando-se impossível o estudo dos fenômenos de adaptação, na população miscigenada. Do maior interesse, portanto, são as regiões em que uma população oriunda da Europa se tenha radicado, há muitas gerações, sem se misturar com os nativos. A pesquisa das condições de vida e de saúde dessas populações oferece também a possibilidade de se observarem as condições econômicas, sociais, culturais, que, juntamente com fatores climáticos e sanitários, regem a manutenção e o desenvolvimento da etnia transplantada para os trópicos. No estado oriental brasileiro do Espírito Santo vive, há várias gerações, uma população de colonos alemães, que permaneceu imune à miscigenação. A idéia que já surgiu, noutras ocasiões, de pesquisar todo o espaço vital desses descendentes de imigrantes alemães, situados às bordas dos trópicos, pareceu mais sedutora por se poder recorrer às observações de Wagemann, do ano de 1915, e ser possível comparar as atuais condições de vida e de sanidade com os resultados a que ele chegou. Estamos diante de uma tarefa que ultrapassa o campo das pesquisas climato-biológicas e da higiene tropical, de interesse para os estudos étnicos relativos aos alemães, no estrangeiro, tanto mais, que o Espírito Santo tem sido pouco visitado por pesquisadores, e não possuímos dessa região conhecimentos tão exatos quanto os que temos das áreas extensas de colonização teuta, de maior progresso, situadas nos sub-trópicos, no Brasil-meridional (Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná).
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: GIEMSA, Gustav, NAUCK, Ernst G. Uma viagem de estudos ao Espírito Santo: pesquisa demo-biológica, realizada, com o fim de contribuir para o estudo do problema da aclimação, numa população de origem alemã, estabelecida no Brasil Oriental. Trabalho publicado pela Universidade de Hanseática, Anais Geográficos (continuação dos Anais do Instituto Colonial de Hamburgo, vol. 48), série D, Medicina e Veterinária, vol. IV, Hamburgo, Friederichsen, De Gruyter & Co., 1939, traduzido para o português por Reginaldo Sant’Ana e publicado no Boletim Geográfico do Conselho Nacional de Geografia, n. 88, 89 e 90, 1950]. CRÉDITOS: Boletim Geográfico do Conselho Nacional de Geografia. PALAVRAS-CHAVE: história da imigração, viajantes
Documento
Viagem pelas colônias alemãs do Espírito Santo
Seguimos rio acima até chegarmos na região onde realmente se encontra a colônia alemã, e pretendemos cavalgar duas horas ainda hoje. A princípio vemos apenas cabanas de negros e mulatos, distantes um quarto de hora umas das outras, às vezes bem mais, que com suas aparências miseráveis são um eloquente testemunho das parcas pretensões dessas pessoas, em sua maioria pequenos agricultores, no tocante à vida e sobretudo à sua comunidade. Elas praticamente se satisfazem com uma construção feita de barro e coberta com folha de palmeira, tal como aparece na foto seguinte (foto 16); realmente, ela está idilicamente localizada em meio a bananeiras novas junto ao murmúrio das águas, mas mesmo o colono alemão mais modesto não gostaria de morar ali.

Às vezes pode acontecer – mas com certeza muito raramente e, sem dúvida, é proibido por lei – que você veja parado, junto à cerca de uma tal cabana, um pai de família mulato vestido de Adão ao lado de sua esposa mais civilizada, e por isso vestida, enquanto o filhinho segue o exemplo do pai. Não deixa de ser interessante observar as variadas cores de pele dentro de uma única família. A foto seguinte (foto 17) evidencia amplamente como as diferenças são grandes; não é preciso admirar-se tanto com elas, pois a escravidão com sua moral relaxada, e abolida somente há uma dúzia de anos, possibilitou que o sangue se misturasse das mais diversas maneiras. Às vezes um dos filhos assemelha-se ao pai, o outro à mãe, um terceiro ao avô ou à avó etc, fazendo com que a família inteira pareça às vezes bem mais um enigma etnológico. As crianças pequenas parecem quase sempre encantadoras; na mistura das raças a que mais predomina é a africana. Para nossa vergonha vimos uma família composta por um soldado nativo e uma alemã católica – sua esposa – e o filho deles. A criança tinha um jeito tão gracioso, mas tinha o cabelo crespo dos negros, os lábios grossos e a cor do pai característica dos mulatos; da mãe alemã, porém, não havia qualquer vestígio.

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: WERNICKE, Hugo. Viagem pelas colônias alemãs do Espírito Santo. Vitória: Arquivo Público do Espírito Santo, 1910/2013, p.52-53. Disponível em: https://ape.es.gov.br/Media/ape/PDF/Livros/LIVRO_ViagemAsColoniasEvangelicasAlemas_Editado.pdf. Acesso em: 15 mar. 2024. CRÉDITOS: Arquivo Público do Espírito Santo. PALAVRAS-CHAVE: história da imigração, viajantes
Os documentos:
Questão 15 14915159
OBG Fase 2 2024Observe a notícia abaixo e responda:

Sobre a notícia acima, e a palavra em destaque podemos concluir que;
Questão 14 14915157
OBG Fase 2 2024Leia os textos a seguir:

Sobre as perspectivas apresentadas acerca da evolução das populações mundiais, assinale a alternativa verdadeira:
Questão 126 11636303
CONCURSOS 1 2024Considere as seguintes afirmações sobre as migrações internacionais.
I. Os principais destinos dos emigrantes são os Estados Unidos e países da União Europeia.
II. As principais correntes migratórias têm direção Sul – Sul.
III. Entre os emigrantes, tem aumentado o número de “refugiados” que saem de seu país de origem devido à guerra ou às perseguições políticas.
Está correto somente o que se afirma em
Questão 125 11636298
CONCURSOS 1 2024À medida que as cidades crescem, aumenta o número de pessoas que todos os dias se deslocam das suas cidades e vão para outras, percorrendo longas distâncias para trabalhar ou estudar.
Esse movimento diário é denominado
06
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