Questões de EFAF Geografia - Geral - Sociedade e População
605 Questões
Questão 33 10777220
COLUNI/UFV 1° Dia 2019A cidade de Brasília, um caso especial na rede urbana, foi planejada com a intenção de ser a capital da nação com seus tons de modernidade, funcionalidade e harmonia. A cidade foi projetada com racionalidade técnica, como um projeto geopolítico de ocupação do oeste e afastamento do poder político do litoral brasileiro.
É CORRETO afirmar que a cidade de Brasília:
Questão 47 10768537
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2019A questão está relacionada ao gráfico apresentado a seguir.
Crescimento da população mundial – 1950-2017

(Disponível em: https://esa.un.org/unpd/wpp/Graphs/DemographicProfiles. Acesso em: 13.09.2018)
A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre a dinâmica demográfica mundial permitem afirmar que, entre 1950 e 2017,
Questão 16 10739901
CEDAF 2019/1gráfico a seguir mostra o crescimento da população brasileira do ano de 1872 até o ano de 2010.

(Disponível em: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/04/ibgeatualiza-dados-do-censo-e-diz-que-brasil-tem-190755799-habitantes.html. Acesso em: 06 ago.2018.)
De acordo com o gráfico, a afirmativa INCORRETA é:
Questão 15 10716538
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto
AUTISTÃO: PAÍS METAFÓRICO, APOIO CONCRETO
Autistas se reúnem no Rio de Janeiro para celebrar o Dia do Autistão e discutir de neurodiversidade a autoaceitação
[1] Em consonância com as comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo –
instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o dia 2 de abril, a Organização Diplomática
do Autistão, uma instituição sem fins lucrativos com diversos pontos e apoiadores no mundo, promoveu
o Dia do Autistão, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste último 31 de março.
[5] Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram
temas de escolha livre em mesas redondas variadas. Entre os debates, figuraram assuntos como
neurodiversidade, diagnóstico, preconceito, mulheres autistas e autoaceitação.
O responsável pelo evento foi o francês Eric Lucas, de 54 anos, que classificou a programação
como o dia mais difícil da sua vida. Foram mais de 10 horas, concentrado no gerenciamento das
[10] chamadas e na transmissão feita, simultaneamente, no YouTube e Facebook, para que fosse vista em
diferentes lugares do Brasil.
Diálogos
A ideia do Dia do Autistão surgiu apenas dois meses antes do evento propriamente dito. Apesar
da correria, Eric conseguiu reunir diferentes autistas em posições distintas no midiativismo autista –
como o youtuber Leonard Akira, a podcaster Erika Ribeiro e o adolescente Zeca Szymon – para falar
[15] dos temas que os interessavam.
“Eles foram muito colaborativos, muito pacientes, muito bacanas. Isso é o efeito mágico do
Brasil, o povo é mais humano, mais aberto, mais gentil e mais amável. O Brasil, na minha opinião como
francês, é um país muito avançado em termos de direitos para os autistas”, contou Eric.
O evento iniciou às 11h da manhã e seguiu até 21h30min. Os horários foram divididos em
[20] pequenas palestras, comentários, e incluíram-se, também, detalhes sobre o Autistão – um conceito
metafórico de um país dos autistas. Além disso, o público pôde acompanhar a transmissão no canal da
organização no YouTube e na página do Facebook.
A proposta, segundo Lucas, foi de difícil execução. Ele destaca que “foram mais de 10
voluntários, mas o evento envolveu muita tecnologia, interações e foi extremamente difícil. Não estamos
[25] acostumados a fazer coisas tão complicadas com o computador”.
Originalmente, o evento brasileiro ocorreria, simultaneamente, com a Journée de l’Autistan, na
Bélgica. No entanto, problemas na transmissão causaram mudanças de cronograma. Apesar dos
impasses, o Dia do Autistão manteve a participação de todos os autistas previstos. Lucas completa: “tive
muito estresse e medo de ter problemas técnicos, mas é o meu jeito de fazer. Porque, quando pensamos
[30] demais, pensamos que é impossível e não fazemos nada. Mas conseguimos fazer algo bem legal e
resolvemos os problemas juntos”.
Apoio
É impossível dissociar a Embaixada do Autistão, local físico da Organização Diplomática do
Autistão, da figura de Eric Lucas. Após sua saída da França, devido ao ataque terrorista de Paris, em
2015, Lucas alugou, em fevereiro de 2017, um apartamento de 40 m2 em Copacabana. O espaço recebe e
[35] apoia, com recursos próprios, autistas de diferentes lugares do país.
Eric, no passado, foi uma figura viajante e de muitas histórias. Chegou a figurar na edição de
2001 do Guinness World Records, esteve em países como Rússia, Egito e Cazaquistão, é poliglota, foi
DJ durante 15 anos e se adaptou à vida social na medida do possível. Há mais de dois anos, em terras
cariocas, se diz satisfeito com a mudança e evita aparecer em fotos.
[40] O francês mora com Shree Ram, um jovem nepalês que conheceu em uma de suas viagens ao
Nepal e que o acompanha no Autistão e na vida brasileira. “Temos uma amizade que não podíamos
imaginar. É como um irmão de outra mãe. Somos muito felizes aqui”, disse Eric.
Uma ajuda neurodiversa na vida de Eric é Ludmila Leal, que tem um irmão autista e colaborou,
de forma geral, na organização do evento. “Esse é o caminho para a humanidade. O único caminho da
[45] paz é esse, as pessoas aceitarem e se colocarem no lugar do outro”, ela afirma sobre a importância das
diferenças. Foi com a intenção de tentar entender outros autistas que Lucas fez o máximo de adaptações
possíveis para os convidados. Geuvana Nogueira, por exemplo, faz parte da Liga dos Autistas, tem
restrições alimentares e se deslocou de Campo Grande até o Rio. Na capital, foi auxiliada pela
organização e pelos demais autistas presentes.
[50] No Rio de Janeiro, Geuvana contou ter vivido desafios: “eu saí da minha zona de conforto, foi
delicado. Mas acredito que, quando conseguimos nos aceitar e nos olhar como autistas, o outro autista
não é difícil. É como se todo mundo já se conhecesse”.
Eric Lucas reiterou a missão do Autistão: “nós queremos colaborar com qualquer pessoa, sejam
autistas, famílias ou organizações. Somos uma organização de autistas, extranacional, ou seja, não ligada
[55] a nenhum país, com uma visão global para apoiar os ativistas nacionais”.
Histórias
Os bastidores do Dia do Autistão renderam encontros e vivências para os participantes. Erika
Ribeiro, podcaster do Erika’s Small Talk, reconheceu o evento como uma espécie de divisor de águas
em sua saga para “sair do armário”, que se arrastou por parte significativa dos seus 39 anos de idade.
“Fui diagnosticada no auge da minha carreira, com 22 anos. Eu cursava Direito, trabalhava, e
[60] aquilo me dava uma confusão mental. Fui procurar uma ajuda psiquiátrica e acabei diagnosticada com
TDA e Asperger. Resolvi vir pra botar a cara logo e bora!”, contou.
A maior parte dos participantes do evento era de adultos, exceto Zeca Szymon, um adolescente
de 14 anos, acompanhado da mãe, Magaly Botafogo. Já a participante Geuvana tem dois filhos adultos e
encara sua posição como algo diferente de grande parte das mães não autistas. Ela explica: “Um deles
[65] não mora comigo. Quando ele chega em casa, há um incômodo muito grande. Eu detesto que me
abracem, pois eu fico sufocada. Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele e
estou aprendendo a lidar com isso. Eu o criei para ter sua vida. A vida dele não é minha, é dele”.
O youtuber Leonard Akira enfatizou que as potencialidades autistas devem ser exploradas. “O
autismo, para parte dos pais, é considerado um tabu e um limitador. Eles pensam em todas as
[70] dificuldades que o filho terá na vida e na discriminação. Se um pai tiver uma visão mais esperançosa do
filho, ele verá as vantagens e desvantagens desta condição”.
Ludmila, que acompanhou tudo por detrás das câmeras de transmissão, aprovou o Dia do
Autistão. “Quanto mais eventos que mostram formas diferentes de viver, de pensar, de conviver, de
aceitar, melhor. Precisamos acabar com a intolerância, que está se espalhando na civilização, e neste
[75] momento, isso é de suma importância”.
ABREU, Tiago. Autistão: país metafórico, apoio concreto. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p. 26-28, jun./jul./ago. 2019. Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Em vários momentos no texto, é possível encontrar a opinião de quem enuncia.
Das opções seguintes, assinale a alternativa que NÃO representa a expressão de uma opinião:
Questão 14 10638112
IFCE* 1º Ano 2019/1Sobre aspectos gerais da população brasileira e suas transformações nas últimas décadas, é correto afirmar-se que
Questão 6 10605842
Colégio Embraer 2019
Leia os textos I e II para responder à questão
Texto I
O espaço físico das ruas é finito e precisa acomodar distintos usos. Diante dessa premissa básica, devemos refletir sobre onde devem circular as patinetes elétricas e como é importante regrar esse uso.
As patinetes trazem à tona um debate importante sobre espaço viário e limites de velocidade. Nas ruas em que a velocidade máxima permitida é de 30 km/h – uma tendência mundial na questão de segurança para vias urbanas –, as patinetes, que rodam a até 20 km/h, podem compartilhar o leito viário com os demais veículos. Onde a velocidade praticada é maior, a vulnerabilidade de quem anda de patinete impõe uma infraestrutura à parte, e as ciclovias aparecem como boa opção.
(Luís Antonio Lindau, Doutor em transportes pela Universidade de Southampton (Inglaterra) e diretor do Programa de Cidades do WRI (World Resources Institute) Brasil. “A regulamentação criada para as patinetes em São Paulo é adequada?”. Em: Folha de S.Paulo, 25.05.2019. Adaptado)
Texto II
Não percebemos como chegaram, nem por que chegaram, mas as patinetes elétricas, de uma hora para outra, passaram a fazer parte do cotidiano das grandes cidades brasileiras.
As empresas locadoras desse meio de transporte a motor elétrico foram chegando devagar – até que invadiram calçadas, ruas e ciclovias da cidade. E, nessa disputa por espaço para circulação e necessário convívio, os conflitos começaram.
Patinetes nas calçadas prejudicando a circulação de pedestres, patinetes nas ruas usando ciclovias e ciclofaixas, patinetes disputando espaço com ciclistas, motociclistas, carros, ônibus e caminhões nas faixas de circulação de avenidas e ruas e os inevitáveis acidentes ocorrendo de maneira frequente.
(Maurício Januzzi Santos, Ex-presidente da Comissão de Trânsito da OAB-SP e professor e mestre em direito pela PUC-SP. “A regulamentação criada para as patinetes em São Paulo é adequada?”. Em: Folha de S.Paulo, 25.05.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho, reescrito com base nas informações textuais, altera o sentido exposto no texto original.
06
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