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Questões de EFAF Geografia - Geral - Oriente Médio

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33 Questões

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Questão 57 11508735
Fácil 00:00

Pref. de São Paulo 9º Ano Prova Semestral 2019
  • EFAF Geografia
  • Sugira
  • Geral - Geopolitica Geral - Oriente Médio
  • Geopolítica
  • Exibir tags
Resolução comentada

    Palestinos observam um veículo destruído na cidade de Khan Younis, na faixa de Gaza, que o Hamas atribuiu ao bombardeio israelense.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/11/conflito-na-faixa-de-gaza-deixa-1-militar-israelense-e-7-palestinos-mortos.shtml. Acesso em: 03 mai. 2019.

 

O conflito retratado no texto está relacionado com

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Questão 27 10759847
Fácil 00:00

COLTEC 2019
  • EFAF Geografia
  • Sugira
  • Geral - Geopolitica Geral - Oriente Médio
  • Geopolítica
  • Exibir tags
Resolução comentada

Observe a representação a seguir.

Disponível em: http://vozdaturquia.com/wp-content/uploads/2016/03/Curdos.jpg. Acesso em: 30 jun. 2018.

 

A respeito da questão curda, assinale a alternativa CORRETA.

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Questão 22 10731381
Fácil 00:00

IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2017
  • EFAF Geografia
  • Sugira
  • Geral - Oriente Médio Geral - Sociedade e População
  • Migrações
  • Exibir tags
Resolução comentada

Nos últimos anos, tem sido comum reportagens sobre a onda de refugiados na Europa, que fogem de seus países devido à crescente miséria, fome e as guerras civis que parecem infindáveis. Esses graves problemas vêm atingindo milhares de cidadãos africanos e asiáticos, que arriscam a vida em travessias perigosas pelo Mar Mediterrâneo em busca de sobrevivência. Vejamos algumas manchetes publicadas pelo jornal “El Paris”, sobre a questão dos refugiados:

 

CRISE DOS REFUGIADOS NA EUROPA

 

“Quase 3.000 imigrantes morreram este ano no Mediterrâneo. El Paris, 22/07/2016.”

“França constrói muro junto à ‘selva’ de Calais para impedir acesso de imigrantes”. El Paris, 08/09/2016

 

País asiático em guerra civil desde 2011 e governado por Bashar al-Assad, é o que mais tem contribuído para o aumento de refugiados na Europa .

 

Esse país é a

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Questão 3 170800
Fácil 00:00

ETEC 2016/2
  • EFAF Geografia
  • Sugira
  • Geral - Oriente Médio
  • Exibir tags

No Iraque, o grupo extremista que se autoproclama “Estado Islâmico” (EI) ganhou bastante espaço após a invasão dessa região pelos Estados Unidos em 2003. Atualmente, este grupo também está em ação no país vizinho, a Síria. O grupo tem como fonte de renda, por exemplo, a exploração do petróleo: o Iraque é o segundo maior produtor mundial. Na região onde o EI estabeleceu o seu centro de operações, na cidade de Mossul, às margens do rio Tigre, o grupo se apoderou de poços de petróleo bastante produtivos, vendendo a partir de então o produto clandestinamente.

<http://tinyurl.com/jtkomzh> Acesso em: 20.02.2016. Adaptado.

 

Além dos impactos sociais e econômicos provocados, o grupo em questão também destruiu patrimônios de antigas civilizações

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Questão 9 10151412
Fácil 00:00

CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015
  • EFAF Geografia
  • Sugira
  • Geral - Oriente Médio Geral - Sociedade e População
  • Migrações
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO

 

De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo

Por Joel Gunther

 

    Dias após a foto do corpo do menino Alan Kurdi, que tinha 3 anos, ter provocado reações
emocionadas em diversos países, a família revelou a cadeia de eventos que levou ao afogamento
na travessia da Turquia para a Grécia.

    Alan deixou a cidade de Bodrum, na Turquia, rumo à ilha grega de Kos, na quarta-feira de .

[5] madrugada, ao lado do pai, Abdullah, da mãe, Rehanna, e do irmão Ghalib, dois anos mais velho.

    O objetivo final da família Kurdi era Vancouver, no Canadá, onde a irmã de Abdullah, Tima,
trabalha como cabeleireira.

    Com um pequeno grupo de refugiados, eles embarcaram em dois botes para cruzar os 20
quilômetros que separam Bodrum de Kos.

[10]    Da praia, Abdullah enviou um SMS para Tima.

    "Passei o recado para o nosso pai, na Síria, e para todos: 'Abdullah está partindo agora,
rezem por sua segurança”, disse Tima.

    Mas as preces não foram ouvidas. As embarcações foram atingidas por ondas altas pouco
depois da partida. O capitão abandonou o navio.

[15]    Em questão de minutos, Abdullah Kurdi se encontrou na água, tentando salvar a vida de
seus dois filhos. Dos 23 integrantes do grupo de refugiados, acredita-se que 14 tenham morrido,
incluindo a mulher de Abdullah e seus meninos.

 

Versão turca

    O número não impressiona diante das mortes em massa registradas no Mediterrâneo nos

[20] últimos meses, mas as fotos do pequeno Alan de bruços na beira da praia transformaram o
episódio em um divisor de águas.

    O nome dele chegou a ser grafado como "Aylan" por alguns meios de comunicação, entre
eles, a BBC. Mas a tia que vive no Canadá, Tima, esclareceu que aquela era a versão turca do
nome, dada às autoridades da Turquia. O nome original, curdo, era Alan.

[25]    Como sírios de origem curda, as chances de conseguir asilo no Canadá diminuíram no
momento em que os Kurdi deixaram a Síria rumo à Turquia.

    Durante anos, a Síria negou cidadania à sua população de origem curda. Os curdos eram
considerados apátridas pelas autoridades.

    Em 2011, um decreto autorizou que alguns deles entrassem com pedidos de cidadania,

[30] mas outros permaneceram sem o direito. Muitos foram forçados a fugir do país antes mesmo que
pudessem dar entrada no processo.

    Os Kurdi moravam em Damasco no início do conflito na Síria, no fim de 2011. Quando a
violência na cidade se agravou, a família se mudou para o seu vilarejo-natal, Makhari, a 25
quilômetros da cidade portuária de Kobane.

[35]    No entanto, quando Kobane se tornou um foco de luta entre combatentes curdos e
militantes do chamado Estady Islâmico, no fim de 2014, a família voltou a fugir, desta vez para a
Turquia, ao lado de milhares de outros refugiados.

    A Turquia lhes ofereceu abrigo, mas não lhes ofereceu cidadania.

 

'lrregulares'

[40]    Entre os vizinhos da Síria, a Turquia foi o primeiro a reagir formalmente à crise dos
refugiados, declarando proteção temporária em outubro de 2011, garantindo que não iria repatriar
qualquer refugiado sírio.

    A medida garante a portadores de passaportes sírios um visto de residência de um ano e
liberdade de movimentos no país. Mas aqueles que não apresentarem documentos são obrigados

[45] a se registrarem um campo de refugiados e lá permanecer. Caso contrário, são considerados
“irregulares”.

    Essa era a situação dos Kurdi, que se encontravam em Istambul, mas estavam
desesperados para deixar a Turquia. No entanto, não podiam obter vistos de saída da Turquia,
porque não tinham passaportes, e não podiam pedir asilo em outros países, porque não tinham

[50] vistos de saída da Síria.

    Tima Kurdi já estava "patrocinando" o processo de asilo da família de outro irmão dela,
Mohammad, mas dificuldades financeiras e a complexidade do processo a obrigaram a dar entrada
em um processo de cada vez. Mohammad foi escolhido primeiro, porque os filhos dele já estão em
idade escolar.

[55]    No entanto, o pedido de asilo foi rejeitado pelo Canadá. O departamento de Imigração e
Cidadania disse à BBC que o processo estava “incompleto porque não reunia os requisitos
necessários para comprovar o reconhecimento da situação de refugiado”.

    A razão para a rejeição foi simples, segundo Tima: os Kurdi não têm passaporte e nem
vistos de trabalho turcos, documentos que não podiam obter.

 

[60] Papelada

    Quando o primeiro pedido de asilo foi rejeitado, em junho, “não havia esperanças de que
Abdullah e sua família obtivessem a papelada correta para um processo bem-sucedido”, afirmou
Tima. Por isso, eles embarcaram ilegalmente rumo à Grécia.

    Os Kurdi já tinham tentado deixar a Turquia três vezes anteriormente. Todas sem sucesso.

[65] Na última e fatal, parentes contaram que eles conheceram pessoas em Izmir que prometeram levá-
los até a costa e de lá para Kos, de barco.

    Acredita-se que eles tenham pagado o equivalente a R$ 16,5 mil pela travessia. Muito mais
do que custariam as passagens aéreas para toda a família chegar ao Canadá.

    Ainda no escuro, o bote com a família foi empurrado mar adentro. Abdullah descreveu o

[70] momento em que a sua família se afogou em detalhes.

    "Tentei segurar as crianças e a minha mulher, mas não adiantou. Um por um, eles
morreram. Tentei timonear o barco, mas veio outra onda grande e o virou”, afirmou. “Foi aí que o
pior aconteceu."

    "As minhas crianças eram as mais bonitas do mundo. Será que existe alguém no mundo,

[75] — para quem os próprios filhos não sejam a coisa mais preciosa?”

    "Eles eram incríveis. Me acordavam todos os dias para brincar.”

    "Adoraria me sentar ao lado do túmulo da minha família agora e aliviar a minha dor.”

    Ele afirmou que pretende levar os corpos de volta a Istambul e de lá para Kobane, onde
quer enterrá-los.

[80]    "É tarde demais para salvar a família de Abdullah", disse Tima. "Por favor, vamos usar a
nossa voz coletiva para mudar e exigir que os líderes do mundo tomem decisões agora para
aprovar medidas de emergência para refugiados. Vamos pôr fim a esse sofrimento. Os nossos
corações estão partidos.”

Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150904 siria familia ebc

Acesso em 22/09/2015

 

Texto adaptado
Vocabulário:
Apátrida: indivíduo sem nacionalidade.
Timonear: dirigir embarcação.

É natural que substantivos próprios indicativos de localidades (países, regiões, cidades) revelem a presença de adjuntos adverbiais de lugar na estrutura sintática dos períodos.

 

Essa “regra” é descumprida no trecho abaixo, retirado do texto - De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo:

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Questão 3 10151245
Fácil 00:00

CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015
  • EFAF Geografia
  • Sugira
  • Geral - Oriente Médio Geral - Sociedade e População
  • Migrações
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO I

 

De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo

Por Joel Gunther

 

    Dias após a foto do corpo do menino Alan Kurdi, que tinha 3 anos, ter provocado reações
emocionadas em diversos países, a família revelou a cadeia de eventos que levou ao afogamento
na travessia da Turquia para a Grécia.

    Alan deixou a cidade de Bodrum, na Turquia, rumo à ilha grega de Kos, na quarta-feira de .

[5] madrugada, ao lado do pai, Abdullah, da mãe, Rehanna, e do irmão Ghalib, dois anos mais velho.

    O objetivo final da família Kurdi era Vancouver, no Canadá, onde a irmã de Abdullah, Tima,
trabalha como cabeleireira.

    Com um pequeno grupo de refugiados, eles embarcaram em dois botes para cruzar os 20
quilômetros que separam Bodrum de Kos.

[10]    Da praia, Abdullah enviou um SMS para Tima.

    "Passei o recado para o nosso pai, na Síria, e para todos: 'Abdullah está partindo agora,
rezem por sua segurança”, disse Tima.

    Mas as preces não foram ouvidas. As embarcações foram atingidas por ondas altas pouco
depois da partida. O capitão abandonou o navio.

[15]    Em questão de minutos, Abdullah Kurdi se encontrou na água, tentando salvar a vida de
seus dois filhos. Dos 23 integrantes do grupo de refugiados, acredita-se que 14 tenham morrido,
incluindo a mulher de Abdullah e seus meninos.

 

Versão turca

    O número não impressiona diante das mortes em massa registradas no Mediterrâneo nos

[20] últimos meses, mas as fotos do pequeno Alan de bruços na beira da praia transformaram o
episódio em um divisor de águas.

    O nome dele chegou a ser grafado como "Aylan" por alguns meios de comunicação, entre
eles, a BBC. Mas a tia que vive no Canadá, Tima, esclareceu que aquela era a versão turca do
nome, dada às autoridades da Turquia. O nome original, curdo, era Alan.

[25]    Como sírios de origem curda, as chances de conseguir asilo no Canadá diminuíram no
momento em que os Kurdi deixaram a Síria rumo à Turquia.

    Durante anos, a Síria negou cidadania à sua população de origem curda. Os curdos eram
considerados apátridas pelas autoridades.

    Em 2011, um decreto autorizou que alguns deles entrassem com pedidos de cidadania,

[30] mas outros permaneceram sem o direito. Muitos foram forçados a fugir do país antes mesmo que
pudessem dar entrada no processo.

    Os Kurdi moravam em Damasco no início do conflito na Síria, no fim de 2011. Quando a
violência na cidade se agravou, a família se mudou para o seu vilarejo-natal, Makhari, a 25
quilômetros da cidade portuária de Kobane.

[35]    No entanto, quando Kobane se tornou um foco de luta entre combatentes curdos e
militantes do chamado Estady Islâmico, no fim de 2014, a família voltou a fugir, desta vez para a
Turquia, ao lado de milhares de outros refugiados.

    A Turquia lhes ofereceu abrigo, mas não lhes ofereceu cidadania.

 

'lrregulares'

[40]    Entre os vizinhos da Síria, a Turquia foi o primeiro a reagir formalmente à crise dos
refugiados, declarando proteção temporária em outubro de 2011, garantindo que não iria repatriar
qualquer refugiado sírio.

    A medida garante a portadores de passaportes sírios um visto de residência de um ano e
liberdade de movimentos no país. Mas aqueles que não apresentarem documentos são obrigados

[45] a se registrarem um campo de refugiados e lá permanecer. Caso contrário, são considerados
“irregulares”.

    Essa era a situação dos Kurdi, que se encontravam em Istambul, mas estavam
desesperados para deixar a Turquia. No entanto, não podiam obter vistos de saída da Turquia,
porque não tinham passaportes, e não podiam pedir asilo em outros países, porque não tinham

[50] vistos de saída da Síria.

    Tima Kurdi já estava "patrocinando" o processo de asilo da família de outro irmão dela,
Mohammad, mas dificuldades financeiras e a complexidade do processo a obrigaram a dar entrada
em um processo de cada vez. Mohammad foi escolhido primeiro, porque os filhos dele já estão em
idade escolar.

[55]    No entanto, o pedido de asilo foi rejeitado pelo Canadá. O departamento de Imigração e
Cidadania disse à BBC que o processo estava “incompleto porque não reunia os requisitos
necessários para comprovar o reconhecimento da situação de refugiado”.

    A razão para a rejeição foi simples, segundo Tima: os Kurdi não têm passaporte e nem
vistos de trabalho turcos, documentos que não podiam obter.

 

[60] Papelada

    Quando o primeiro pedido de asilo foi rejeitado, em junho, “não havia esperanças de que
Abdullah e sua família obtivessem a papelada correta para um processo bem-sucedido”, afirmou
Tima. Por isso, eles embarcaram ilegalmente rumo à Grécia.

    Os Kurdi já tinham tentado deixar a Turquia três vezes anteriormente. Todas sem sucesso.

[65] Na última e fatal, parentes contaram que eles conheceram pessoas em Izmir que prometeram levá-
los até a costa e de lá para Kos, de barco.

    Acredita-se que eles tenham pagado o equivalente a R$ 16,5 mil pela travessia. Muito mais
do que custariam as passagens aéreas para toda a família chegar ao Canadá.

    Ainda no escuro, o bote com a família foi empurrado mar adentro. Abdullah descreveu o

[70] momento em que a sua família se afogou em detalhes.

    "Tentei segurar as crianças e a minha mulher, mas não adiantou. Um por um, eles
morreram. Tentei timonear o barco, mas veio outra onda grande e o virou”, afirmou. “Foi aí que o
pior aconteceu."

    "As minhas crianças eram as mais bonitas do mundo. Será que existe alguém no mundo,

[75] — para quem os próprios filhos não sejam a coisa mais preciosa?”

    "Eles eram incríveis. Me acordavam todos os dias para brincar.”

    "Adoraria me sentar ao lado do túmulo da minha família agora e aliviar a minha dor.”

    Ele afirmou que pretende levar os corpos de volta a Istambul e de lá para Kobane, onde
quer enterrá-los.

[80]    "É tarde demais para salvar a família de Abdullah", disse Tima. "Por favor, vamos usar a
nossa voz coletiva para mudar e exigir que os líderes do mundo tomem decisões agora para
aprovar medidas de emergência para refugiados. Vamos pôr fim a esse sofrimento. Os nossos
corações estão partidos.”

Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150904 siria familia ebc

Acesso em 22/09/2015

 

Texto adaptado
Vocabulário:
Apátrida: indivíduo sem nacionalidade.
Timonear: dirigir embarcação.

 

TEXTO II

 

Igual-Desigual

Por Carlos Drummond de Andrade

 

Eu desconfiava:

todas as histórias em quadrinhos são iguais.

Todos os filmes norte-americanos são iguais.

Todos os filmes de todos os países são iguais.
[5] Todos os best-sellers são iguais.

Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais.

Todos os partidos políticos são iguais.

Todas as mulheres que andam na moda são iguais.

Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
[10] e todos, todos

os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais.

 

Todas as guerras do mundo são iguais.

Todas as fomes são iguais.

Todos os amores, iguais, iguais, iguais.
[15] Iguais todos os rompimentos.

A morte é igualíssima.

Todas as criações da natureza são iguais.

Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.

Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa. 


[20] Ninguém é igual a ninguém.

Todo o ser humano é um estranho

impar.

ANDRADE, C.D. '/A Paixão Medida' In: Nova Reunião

 

Vocabulário:

Best-seller: livro campeão de venda.

Gazel: poesia amorosa ou báquica, uma espécie de ode.

Rondó: composição poética com refrão constante.

Sextina: composição poética de seis versos.

Soneto: composição poética de catorze versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.

Virelai: forma poética e musical francesa muito popular entre os séculos XIll e XV.

 

“A morte é igualíssima” (v.16, texto II – Igual-Desigual). Em comparação ao texto I – De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo –, esse verso é:

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