Questões de EFAF Geografia - Geral - Geopolitica
180 Questões
Questão 17 11092637
IFSC Integrados 2019/1Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
Apesar da paranoia dos ricos, 85% dos refugiados estão em países pobres
por Leonardo Sakamoto
As imagens de crianças separadas dos pais pelo governo dos Estados Unidos ao tentarem entrar
de forma ilegal no país provocaram comoção internacional. Os vídeos que circularam pela
imprensa norte-americana mostram montes delas, enjauladas, chorando. Antes, as famílias
permaneciam unidas em centros de detenção.
[5] Durante a campanha de Donald Trump à Presidência, o tema da migração ganhou destaque com o
então candidato, culpando os trabalhadores estrangeiros por desgraças que acontecem em solo
norte-americano – de estupros ao tráfico de drogas. Desde então, está obsessivo com o
prolongamento do muro, isolando o México dos Estados Unidos e chegou a anunciar o veto à
entrada de muçulmanos.
[10] Corporações de países ricos ou em desenvolvimento superexploram territórios na periferia do
mundo ou seus governos promovem conflitos armados em nome de recursos naturais ou de
interesses geopolíticos. Comunidades sofrem com isso e são obrigadas a deixar suas casas. Daí
vão bater às portas de países ricos ou em desenvolvimento, mas nem todos os recebem de braços
abertos, apesar de serem cúmplices do sistema que os expulsou.
[15] Em todo o mundo, culpamos os migrantes por roubar empregos, trazer violência, sobrecarregar os
serviços públicos porque é mais fácil jogar a responsabilidade em quem não tem voz (apesar de
darem braços para gerarem riqueza para o lugar em que vivem) do que criar mecanismos para
trazê-los para o lado de dentro do muro que os separa da dignidade ou políticas para evitar e
reduzir conflitos em suas terras de origem.
[20] Qualquer pessoa que estuda migração sabe que esse fluxo de gente tem sido fundamental para a
economia do centro rico. Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, apesar de venderem o
discurso de que querem barrar a migração não-autorizada, sabem que dependem dela para ajudar
a regular seu custo da mão de obra. É cômodo deixar uma massa de pessoas ao largo dos direitos
por serem invisíveis, mas com muitos deveres e baixa remuneração. Mas o que são favelas e
[25] cortiços senão campos de refugiados econômicos?
O relatório ''Tendências Globais'', do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(Acnur), mostra que 85% dos refugiados estão nos países em desenvolvimento, muitos dos quais
são extremamente pobres e recebem pouco apoio para cuidar dessas populações. Outro dado
importante: Quatro em cada cinco refugiados permanecem em locais vizinhos aos de seus de
[30] origem.
Semelhante à questão da violência urbana em cidades como o Rio: quem sofre as consequências
são os pobres, mas os ricos acham que são eles os principais atingidos.
O número de pessoas forçadas a deixarem suas casas – deslocando-se internamente em seu país
ou buscando refúgio fora – chegou a 68,5 milhões em 2017, de acordo com o Acnur, o que
[35] significa 2,9 milhões a mais que no ano anterior. O principal grupo continua sendo os da Síria (12,6
milhões), seguido por Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar (por conta da violência contra a minoria
rohingya) e Somália.
No Brasil, como relata Patrícia Campos Mello, na Folha de S. Paulo, desta terça (19), mais que
dobrou o número de refugiados, dos que pediram refúgio e daqueles que estão com permissão
[40] temporária de residência. Em 2017, foram 148.645 pessoas, principalmente por conta da crise
humanitária venezuelana.
É normal que tenhamos medo daquilo ou daqueles que não conheçamos bem. Daquilo que é ''de
fora''. Mas esse medo é infundado, equivocado, preconceituoso. Os migrantes estrangeiros vêm
buscar oportunidades de vida que não são encontradas em seu país, fugindo de guerras ou de
[45] desastres naturais. E muitos também vieram atendendo a um chamado por mão de obra. Sim,
esse fluxo migratório respondeu à demanda por força de trabalho no Brasil, que cresceu até o
começo desta década. Determinadas ocupações já não são preenchidas apenas por brasileiros,
como empregadas domésticas, costureiras, operários da construção civil e de frigoríficos. E há
jovens brasileiros de classes mais baixas que não querem ser costureiros ou empregadas
[50] domésticas. Preferem se aventurar como atendentes de telemarketing, que é o novo proletariado
urbano.
Todos estão produzindo riqueza por aqui. Mas sob a perspectiva mal informada de parte da
população, contudo, eles vêm ''roubar'' empregos. Isso quando o preconceito não descamba para
a paranoia de que todos sejam ladrões de relógios, joias, carros e casas.
[55] A verdade é que muita gente, de Roraima a São Paulo, passando por Brasília, quando
questionada, não sabe de onde vem o incômodo que sente ao constatar centenas de
venezuelanos andando nas ruas. Mas se fossem loiros escandinavos ricos pedindo estada ao
contrário de indígenas pobres, a história seria diferente. Ou seja, para muita gente, o problema é
racismo e preconceito de classe mesmo. Com todas as letras.
[60] O governo federal demora para viabilizar e financiar estruturas de acolhida, apoio e intermediação
oficial de mão de obra de modo a evitar a superexploração e o trabalho escravo de venezuelanos,
bolivianos, paraguaios, haitianos, chineses que acontece em oficinas de costura, canteiros de
obras e até pastelarias.
A mobilidade deveria ser livre em todo o planeta. Afinal, se o capital não vê fronteiras, os
[65] trabalhadores também deveriam não ser barrados nelas. Ou morrer afogados ou à bala enquanto
tentam ultrapassá-las.
Os mais irônico é que a decisão do presidente norte-americano de abandonar o Acordo de Paris, o
que foi um retrocesso no combate às mudança climáticas, vai contribuir no médio e longo prazo
com o crescimento de outro tipo de refugiado: o ambiental. Pois, à medida em que o nível do mar
[70] subir, tempestades e furacões destruírem áreas inteiras, secas e nevascas acabarem com criações
de animais e plantações, vai aumentar o número daqueles que são obrigados a sair de casa para
sobreviver.
O problema é que, no limite, não temos outro planeta para nos refugiar se este der errado.
*Disponível em: https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/apesar-da-paranoia-dos-ricos-85-dosrefugiados-estao-em-paises-pobres/. Acesso em: 31 ago. 2018.
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso), de acordo com o Texto: ( ) O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua campanha eleitoral, afirmava que problemas sociais, tais como estupros e tráfico de drogas, são causados pelos imigrantes.
( ) Na atualidade, devido ao grande número de pessoas que precisam abandonar seus lares, os refugiados são culpabilizados pelos problemas sociais enfrentados pelos países em que pedem refúgio.
( ) De acordo com o Acnur (ONU), o número de refugiados aumentou em 2017, em relação ao ano anterior.
( ) Segundo o relatório da Acnur (ONU), o principal grupo de pessoas que se viram forçadas a buscar refúgio fora de seu país foram os Sírios.
( ) A causa do aumento do número de asilo político no Brasil é a crise na Venezuela.
Assinale a alternativa CORRETA:
Questão 24 11014131
IFC Exame de Classificação 2019Bir Tawil: o território de "ninguém"

Jeremiah Heaton, fazendeiro do pacato interior dos EUA, cruzou o Saara em uma caravana de 14 horas e fincou uma bandeira no território de Bir Tawil, um pedaço de deserto de 2.060 km2 em forma de trapézio na fronteira do Edito com o Sudão. Em principio, não há nada que impeça Heaton de se declarar rei deste pedaço de terra, pois nem Sudão nem Egito fazem questão de reivindicar o território de Bir Tawil para si próprios, o que torna essa curiosidade geopolítica uma autêntica terra de ninguém.
A história curiosa começou em 1899, quando o Reino Unido ainda era a maior potência imperialista do mundo e mandava em boa parte da África. Naquele ano, ficou decidido que a fronteira entre Egito sob ocupação militar britânica - e Sudão- dominado pelo Egito e, por consequência, também pelos britânicos seria uma linha reta equivalente, no mapa, ao paralelo 22° N. Essa é a fronteira que o Egito considera correta até hoje.
A prática de fatiar territórios da África de acordo com os interesses europeus foi comum
no século 19 e péssima para a vida de seus habitantes originais. Grupos étnicos foram separados por linhas retas e submetidos às línguas e à religião de seus colonizadores. Foi o que aconteceu ali: a tribo nómade Ababda, de raízes culturais egípcias, perdeu um pedaço de terra para o Sudão. E o povo Beja, mais próximo do Sudão, perdeu um longo triangulo de litoral para o Egito. I
Em uma tentativa de restaurar essas antigas divisões, em 1902, о Reino Unido decidiu fazer uma pequena alteração na fronteira visando adequá-la realidade local. Essa nova fronteira aumentou o acesso do Sudão ao mar, e, por causa disso, é adotada pelo pais até hoje
O tempo passou e para completar a confusão na década de 1990, com a suspeita de que havia jazidas de petróleo as margens do Mar Vermelho, as disputas territoriais entre Egito e Sudão aumentaram. Resultado? Ambos os países querem a grande (e valioso) triângulo à direita do mapa onde os dois territórios se sobrepõem. Mas nenhum dos dois se interessa pelo pequeno trapézio no centro. Para o Egito, ele é do Sudão... E para o Sudão, é do Egito.
(MALANO, B. Conheça Bir Tawil, o pedaço de terra que não é de nenhum país. [Adaptado]. Disponível em: http://super.abril.com.br/historia/conheca-bir-tawil-o-pedaco-de-terra-que-nao-e-de-nenhum-pais/. Acesso em: 08 abx. 2017)
A curiosa situação geopolítica do território de "ninguém", localizado na fronteira entre o Egito e o Sudão, é um exemplo das disputas territoriais presentes no continente africano.
Segundo o texto, esta situação tem como origem principal:
Questão 33 10739918
CEDAF 2019/1Sobre a geopolítica no Brasil, analise as afirmativas abaixo:
I. À participação do Brasil em fóruns internacionais expressa sua notoriedade no atual contexto global.
Il. O Brasil possui caracteristicas para ser considerado uma potência regional da América do Sul e Latina.
IlI. O Tratado de Tordesilhas foi um acontecimento importante na geopolítica brasileira, pois devido a esse acordo, teve início a formação territorial do pais.
IV. Na época da Guerra Fria, o Brasil se posicionava de forma timida no cenário internacional e optou por se aliar aos Estados Unidos.
Está CORRETO o que se afirma em:
Questão 9 10253287
OBR 1° Ano - Nível 4 2019
Revolução Técnico-científico-informacional
A Revolução Técnico-científico-informacional ou Terceira Revolução Industrial entrou em vigor na segunda metade do século XX, principalmente a partir da década de 1970, quando houve uma série de descobertas e evoluções tecnológico.
Essa nova etapa de produção está vinculada à inserção de uma enorme quantidade de tecnologia e informação.
Essa revolução, por sua vez, está ligada diretamente à informática, robótica, telecomunicações, química, uso de novos materiais, biotecnologia, engenharia genética, entre muitos outros, que recentemente fazem parte de praticamente todos os segmentos produtivos que marcam essa etapa, assim como outros fatos marcaram as revoluções industriais do passado.
(Adaptado de: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geogra a/revolucao-tecnicocienti coinformacional.htm Acesso em: 28/04/2019)
Após a análise da charge e a leitura do texto podemos inferir que:
Questão 12 620969
COTUCA 2019De acordo com o texto “A era dos memes na crise política atual”, assinale a alternativa correta.
A era dos memes na crise política atual
Luciano Freitas Filho
Seria cômico, se não fosse trágico, o estado de irreverência do brasileiro frente à crise em que o país encontra-se imerso. A nossa capacidade de fazer piada de nós mesmos e da acentuada crise político-econômica atual nos instiga a refletir se estamos “jogando a toalha” ou se este é apenas um “jeitinho brasileiro” de encarar a realidade. A criatividade de produzir piadas, memes e áudios engraçados expõe um certo tipo de estratégia do brasileiro para lidar com situações de conflito. “Tira a Dilma. Tira o Aécio. Tira o Cunha. Tira o Temer. Tira a calça jeans e bota um fio dental, morena você é tão sensual”.
Eis uma das milhares de piadas que circulam nas redes sociais e que, de forma irreverente, estimulam o debate. Não há aquele que não se divirta com essa piada ou outra congênere, que não gargalhe diante dos diversos textos engraçados que circulam por meio de postagens ou mensagens de celular, independentemente do grau de escolaridade de quem compartilha.
A “memecrítica” vem como um dispositivo cultural de grande potencialidade político-discursiva nos processos de interlocução entre pessoas. Essa é uma categoria de crítica social que tem causado desconforto nos políticos e membros dos poderes judiciários e executivos, estimulando, inclusive, tentativas frustradas de mapeamento e controle do uso da internet por parte dos internautas. Aliás, ressaltemos que o Brasil é um dos campeões em produção e veiculação de memes em meio às mídias virtuais.
Adaptado de: http://justificando.cartacapital.com.br/2017/06/07/era-dos-memes-na-crise-politica-atual/. Acesso em: 14/08/2018.
Questão 8 610176
IFPE Integrados 2019/1Leia o TEXTO para responder à questão.
TEXTO

LATUEF. C. Disponivel em: httos://infonet.com.br/noticias/cducacao/mo vimentos-sociais-midia-c-a-aura-do- impulso-da-mudanca/. Acesso em: 28 set. 2018.
O TEXTO encerra uma crítica que envolve o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), conhecido por MST no período de publicação do texto. Com base nos elementos verbo-visuais que compõem a charge, é CORRETO concluirmos que
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