Questões de EFAF Geografia - Terra
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Questão 20 10142708
CMBel 1°ano - Português 2019Leia aos textos e responda a questão.
Texto I
Capitalismo selvagem, consumismo e negligência
“Somente quando for cortada a última árvore, poluído o último rio e pescado o último peixe é que o homem vai perceber que não pode comer dinheiro." Essa frase foi escrita por um índio em uma carta a um ex-presidente americano que desejava comprar terras indígenas. Ela evidencia bem o quanto o ser humano está importando-se com o meio ambiente e o quanto as ações dele são irreversíveis. Em todas as épocas, o que se viu foi um homem preocupado com a urbanização e com o conforto advindo desta em detrimento da natureza e, por conseguinte, de sua saúde.
O mais comum é pensar nessa urbanização como a transformação do verde em cinza, mas ela também ocorre por atitudes consumistas estimuladas pelo capitalismo desenfreado, que eleva a produção de lixo no planeta e consequentemente contamina o meio ambiente. O próprio produto industrializado, concebido para facilitar a vida das pessoas, é fabricado com material e tecnologia que obrigam a sua substituição constante. Além disso, o consumo de produtos altamente poluidores, como automóveis, é estimulado por meio da diminuição nos impostos e na concessão de credito à população.
Uma consequência inexorável dessa conduta é a contaminação do planeta e a perda da saúde que essa degradação ocasiona. Para se ter uma ideia, um estudo da Universidade de San Diego envolvendo recém-nascidos mostrou a presença de mais de cem substâncias químicas que não pertencem ao ser humano no sangue do cordão umbilical. O descarte irregular de lixo é uma forma de provocar essa contaminação, pois placas de aparelhos eletrônicos, os quais são dispensados livremente em lixões, contêm substâncias como mercúrio e chumbo que contaminam o solo e os lençóis freáticos.
Portanto, atitudes que superestimam o progresso e a expansão econômica, porém com ação deletéria na natureza, prejudicam diretamente a saúde dos seres humanos. Diante disso, é preciso que o poder público crie leis que obriguem tanto a população a fazer a triagem do lixo que produz quanto as lojas a receberem produtos já velhos que venderam à população com o objetivo de darem a destinação correta a eles. Evidentemente, se não houver equipes de fiscalização e investigação dos descartes realizados, todo esse trabalho será em vão e o planeta continuará padecendo alterações pela negligência humana.
(Texto adaptado) MATOS, João. Capitalismo selvagem, consumismo e negligência. Redação Mania. Disponível em:
https://redacaomania.com/redacao-sobre-meio-ambiente. Acesso em: 02 out. 2019.
Texto IV
Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG)
Os impactos ambientais do acidente em Mariana (MG), causados nos ecossistemas afetados e na
economia da região, são incalculáveis e, em alguns casos, irreversíveis.
No dia 05 de novembro de 2015, a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, rompeu-se, causando uma grande enxurrada de lama. À lama devastou o distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana, em Minas Gerais, destruindo casas e ocasionando a morte de 19 pessoas, incluindo moradores e funcionários da própria mineradora. Além das perdas humanas e materiais, a mesma lama que escapou em razão do rompimento das barragens provocou um grave impacto ambiental.
Impactos ambientais
O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. Inicialmente, pensou-se que a barragem de Santarém também havia sido afetada, no entanto, o que ocorreu foi a passagem dos rejeitos da outra (Fundão) por cima dessa barragem.
A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material (que não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil) poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local.
A enxurrada de lama atingiu o Rio Gualaxo — afluente do Rio Carmo, que deságua no Rio Doce e que, por sua vez, segue em direção ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo. O impacto mais perceptivo no ambiente aquático foi a morte de milhares de peixes, que sucumbiram em razão da falta de oxigênio na água e da obstrução de suas brânquias. Além da morte de peixes, micro-organismos e outros seres vivos também foram afetados, o que destruiu completamente a cadeia alimentar em alguns ambientes atingidos. Entretanto, não é somente a morte dos organismos vivos que afetou os rios da região; a quantidade de lama liberada provocou assoreamento, desvio de cursos de água e levou até mesmo o soterramento de nascentes.
Muitos biólogos estimam que o Rio Doce precisará, em média, de 10 anos para recuperar-se do terrível impacto. Outros pesquisadores, porém, afirmam que o impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo para o restabelecimento do equilíbrio da Bacia. Além de causar a morte no interior dos rios, a lama provocou a morte de toda a vegetação próxima à região. Uma grande quantidade de mata ciliar foi completamente destruída. Os resíduos da mineração também afetaram o solo, causando sua desestruturação química e afetando o pH da terra. Essa alteração no solo dificulta o desenvolvimento de espécies que ali
viviam, modificando completamente a vegetação local.
Como a lama afetou o Rio Doce e seguiu em direção ao Espírito Santo, também houve impacto ambiental nos ecossistemas marinhos do litoral. Um dos principais impactos observados foi nos fitoplânctons e zooplânctons que vivem flutuando na água e constituem a base da cadeia alimentar.
População afetada
Além da grande quantidade de pessoas que perderam suas casas e outros bens materiais em Mariana, os sobreviventes enfrentaram dificuldades relativas, principalmente, à falta de água. Isso aconteceu porque grande parte das cidades atingidas dependia dos rios afetados para o abastecimento, que, após o acidente, apresentaram água imprópria para o consumo.
Não foi apenas a população de Mariana que sofreu com as consequências do desastre, mas, sim, toda a população próxima ao Rio Doce. Índios da tribo indígena Krenak, que possuem reserva cortada pelo rio, na época do acidente, relataram estar sem água para consumo, banho e limpeza de seus objetos, por exemplo. Além do mais, não podemos nos esquecer, também, de todas as pessoas que retiravam do rio o sustento para suas famílias.
Impactos do acidente de Mariana em números
De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: 663 km de rios e córregos; 1469 hectares de vegetação; 207 das 251 edificações de Bento Rodrigues; 600 famílias, as quais ficaram desabrigadas.
(Texto adaptado) DOS SANTOS, V. S. Impactos ambientais do acidente em Mariana (MG). Brasil Escola. Disponivel em:
https://brasilescola.uol.com br/biologia/impactos-ambientais-acidente-mariana-mg.htm. Acesso em: 02 out. 2019.
Texto VI

Disponível em: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/laudo-confirma-vazamento-de-rejeitos-de-mineradora-em-barcarena-no-para ghtmb. Acesso em: 02 out. 2019.
Com relação aos textos I, IV e VI, é correto afirmar que
Questão 23 11009872
IFC Exame de Classificação 2018A chuva retornou a Santa Catarina na manhã do dia 04 de junho de 2017. Várias regiões do estado tiveram altos volumes acumulados em menos de 24 horas. Por conta disso, a Defesa Civil faz cálculos e organiza suas estruturas para atender os pontos onde podem ocorrer alagamentos e deslizamentos, considerados os mais preocupantes. Com o solo encharcado por conta da alta quantidade de chuva de maio, a orientação para a população em área de risco é monitorar possíveis movimentação de terra e as condições das residências.
(Disponível em: http://dc.clicrbs.com.br/sc Adaptado. Acesso em: 16 jun 2017.)
Índice de precipitação no estado de Santa Catarina
no dia 04/06/2017 (em milímetros)

(Disponível em: http://dc.clicrbs.com.br/sc [Adaptado]. Acesso em: 16 jun 2017.)
Considerando o contexto apresentando no texto e no gráfico, avalie as afirmações a seguir.
I. No processo de formação da chuva, a água está em constante movimento. Inicialmente, a água evapora e vai para a atmosfera. Lá se condensa, forma nuvens e volta para a superfície na forma de chuva.
II. O volume de chuva, registrado em Santa Catarina, ocorreu de forma esporádica, pois, nesse estado, ocorrem longos períodos de estiagem todos os anos, resultado do clima tropical de altitude.
III. Os deslizamentos de terra, em decorrência das chuvas intensas, são uma categoria dos chamados movimentos de massa, ou seja, um processo de vertente que envolve o desprendimento e transporte de solo e/ou material rochoso encosta abaixo.
IV. O volume de chuva registrado nos municípios de Campo Belo do Sul, Bocaina do Sul, Lages e Abdon Batista foi maior que a média de chuva dos demais municípios apresentados no gráfico.
V. Os municípios, indicados no gráfico, que apresentaram os maiores volumes de chuva em Santa Catarina estão localizados na faixa litorânea.
É correto o que se afirma em:
Questão 34 10774330
COLUNI/UFV 1° Dia 2018As figuras a seguir referem-se à tragédia do rompimento da barragem de Fundão, da empresa Samarco, no município de Mariana/MG e às suas consequências no município de Barra Longa/MG a jusante.

(Disponível em: www.g1.com.br. Acesso em: 06 set. 2017.)
Sobre as representações desta tragédia, nas figuras 1 e 2, é CORRETO afirmar:
Questão 20 10731642
CMR 6° Ano - Matemática 2018O gráfico abaixo (figura 01), elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, apresenta a variação das chuvas e das temperaturas médias ao longo do ano em Recife e Olinda. As barras representam a quantidade de chuvas, e a linha poligonal representa a temperatura.
Climatologias de Precipitação e Temperatura

Figura 01
Sobre as informações constantes no gráfico acima, afirma-se que:
( I ) os meses mais quentes ocorreram em junho e julho
( II ) a maior temperatura registrada ficou acima de 26°C
( III ) de janeiro a abril houve aumento da temperatura
( IV) no mês de março choveu mais que o dobro do mês de janeiro
Da análise das alternativas acima, são VERDADEIRAS as afirmações
Questão 114 10532201
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2018TEXTO I
Deve ser um padrão que aproveite as potencialidades regionais, onde temos vantagens competitivas e até hoje, sem dúvida, a atividade pecuária é a que mais se destaca. Portanto, deveríamos investir em agroindústrias no setor de beneficiamento de carnes e subprodutos do boi (couro, farinha de sangue, osso etc.), bem como em laticínios, após investimentos adequados para melhorar nossa pecuária de leite.
TEXTO II
O modelo da expansão agropecuária na região amazônica é o modelo, obviamente, da expansão da pecuária paulista, feita através de grandes áreas, do sistema extensivo e com grandes resultados negativos, principalmente em relação à questão ambiental.
NAVARRO, Z.; CONTINI, E.; MARTHA JÚNIOR, G. B. Amazônia: Diferentes contextos, diferentes interpretações (Síntese das entrevistas). Brasília: Embrapa Estudos e Capacitação, 2011. Disponível em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br. Acesso em: 28 jul. 2015 (adaptado).
A crítica apresentada pelo Texto II em relação ao modelo proposto para a mesma atividade no Texto I reflete uma preocupação sobre o seguinte aspecto socioambiental da região citada:
Questão 95 10532040
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2018
Disponível em: www.informaecon-fnp.com. Acesso em: 9 ago. 2013.
A relação entre produtividade e área agrícola apresentada explica-se pela
06
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