Questões de EFAF História - Temática -
17 Questões
Questão 8 14941802
ONHB Fase 1 2024Esta questão possui quatro alternativas. Há mais de uma resposta correta, mas cabe a sua equipe escolher qual alternativa considera como a mais adequada e selecioná-la. Atenção: A prova pode ser salva em “rascunho”, mas não se esqueçam de confirmar as respostas até a data limite, clicando em “entregar a questão”. Após clicar em “entregar a questão” não será mais possível realizar alterações na questão.
A partir das fotografias que representam parte da demolição do morro do Castelo, no Rio de Janeiro, assinale uma alternativa:
Documento
Demolição do morro do Castelo; ao fundo, alguns pavilhões da Exposição Internacional de 1922

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Autoria não identificada. Demolição do morro do Castelo; ao fundo, alguns pavilhões da Exposição Internacional de 1922. Rio de Janeiro. CRÉDITOS: Instituto Moreira Salles TÉCNICA: GELATINA/ Prata P&B DIMENSÕES: 13,0 x 18,0 cm
Documento
Demolição do Morro do Castelo

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Malta, Augusto. Demolição do Morro do Castelo. Rio de Janeiro, 1922. Coleção Gilberto Ferrez. CRÉDITOS: Instituto Moreira Salles
Questão 14 15408805
CAp-UERJ 9 ano 2023ÁFRICAS
As ruas que circundavam a praça Onze e a região portuária da cidade eram como uma África
fincada no coração de um Rio de Janeiro tensionado pelo sonho cosmopolita de suas elites. Essa ideia
é consagrada não só na imaginação popular, como também na literatura e história que têm como tema
a cidade. O apelido de “berço do samba”, tantas vezes usado para se referir à velha praça e aos seus
[5] arredores, é exemplar disso.
Apesar da indiscutível centralidade da praça Onze, o estudo mais sistemático sobre a cidade e o
samba mostra ser mais coerente falarmos de um Rio de Janeiro de “pequenas Áfricas”, no plural. A ideia
de uma África cravada no coração da cidade ganhou contornos quase mitológicos, fundamentados
em referências orais e escritas que atestam o destaque da região.
[10] Devemos lembrar, entretanto, que as reconfigurações urbanas da cidade foram expandindo o Rio
de Janeiro cada vez mais para a Zona Norte, para os subúrbios e para o alto dos morros. Comunidades
negras acabaram tendo papéis de absoluta relevância no processo de ocupação dessas regiões. Um
caso exemplar é o bairro de Oswaldo Cruz, bem perto de Madureira, como diz um samba bonito do
Monarco.
[15] Para se falar de Oswaldo Cruz, convém começar pela Freguesia de Irajá. Ela foi criada no século
XVII e, com o tempo, se transformou em uma das principais zonas de abastecimento da cidade do Rio
de Janeiro, produzindo frutas tropicais, cachaça, hortaliças e materiais de construção saídos de suas
olarias. O abastecimento da cidade era feito por um pequeno porto situado na foz do rio Irajá, de onde
as embarcações desciam até o rio Meriti e seguiam por outros pequenos canais que desaguavam na
[20] baía de Guanabara.
Com as reformas urbanas do início da República, aumentou a ocupação dos morros das regiões
mais próximas ao centro - especialmente no Estácio, na Tijuca, na Saúde e em Vila Isabel -, e também
de alguns loteamentos do subúrbio.
Do loteamento da Fazenda do Campinho, na região de Irajá, surgiram os bairros de Campinho
[25] e Madureira. Ambos assistiram a um aumento no número de moradores nas primeiras décadas do
século XX. Oswaldo Cruz surgiu a partir do loteamento de terras pertencentes ao português Miguel
Gonçalves Portela, que concentravam grande parte do rebanho bovino da cidade.
Os poucos relatos existentes sobre Oswaldo Cruz nessa época descrevem uma região rural, sem água
encanada, luz elétrica e calçamento. As ruas eram cortadas por valões que dificultavam a passagem
[30] dos habitantes, obrigados a se locomover a pé ou a cavalo. Quando chovia, era um deus nos acuda.
O comércio era feito entre vários currais e se resumia a alguns armazéns e bares. Vez por outra, bois
e vacas que adentravam os estabelecimentos tinham que ser expulsos pela turma que bebericava e
botava a conversa em dia.
LUIZ ANTONIO SIMAS Adaptado de O corpo encantado das ruas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2023.
e a região portuária da cidade eram como uma África fincada no coração de um Rio de Janeiro tensionado pelo sonho cosmopolita de suas elites. (l. 1-2)
Em relação aos nomes África e Rio de Janeiro, os artigos sublinhados no trecho acima contribuem para a construção do seguinte sentido:
Questão 32 15485117
CPM/ERJ 6 Ano 2022(ADAPTADA) A ideia da cidade como um conceito heterogêneo, complexo, desordenado, em permanente mudança, mas basicamente viável para a sociedade humana, foi a criação mesopotâmica.
Qual foi a primeira cidade a ser criada?
Questão 64 11611710
Pref. de São Paulo 6º Ano Prova Semestral 2019
Avenida Paulista em foto retirada entre 1896 e 1900

Avenida Paulista em foto retirada em 1930
Disponível em: https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,avenida-paulista-completa-125-anos,12597,0.htm. Acesso em: 19 fev. 2019.
A comparação entre as duas fotografias, que têm aproximadamente trinta anos de diferença, mostra que a Avenida Paulista passou, nesse período, por um processo de
Questão 59 10781273
Liceu-SP C. Gerais 2019Era uma cidade de tijolo vermelho, ou antes, de tijolo que tinha sido vermelho, se a fumaça e as cinzas o tivessem consentido: mas tal como estava, era uma cidade de um vermelho e preto esquisitos, semelhando a cara pintada de um selvagem. Era uma cidade de máquinas altas e chaminés, das quais saíam incessantemente serpentes intermináveis de fumaça, que jamais se desenroscavam. Tinha um canal negro e um rio manchado de roxo por tintas mal cheirosas e imensas pilhas de edifícios, cheios de janelas, onde todo o santo dia havia ruídos e estremecimento e onde os êmbolos das máquinas a vapor subiam e desciam melancolicamente, semelhante à cabeça de um elefante melancolicamente louco. Para essa gente, cada dia era igual ao anterior e ao seguinte e cada ano idêntico ao último e ao próximo.
(Charles Dickens. Tempos Difíceis)
É correto afirmar que o autor descreve
Questão 48 10776146
IFMG 2019/1Leia o texto a seguir:
“Era uma cena bonita e triste. Talvez só bonita, triste aos olhos de Maria-Nova que divagava em um pensamento longínquo e próximo ao mesmo tempo. Duas ideias, duas realidades, imagens coladas machucavam-lhe o peito. Senzala-favela. Nesta época, ela iniciava seus estudos de ginásio. Lera e aprendera também o que era casagrande. Sentiu vontade de falar à professora. Queria citar, como exemplo de casa-grande, o bairro nobre vizinho e como senzala, a favela onde morava. Sentiu vontade de falar à professora. Procurou mais alguém que pudesse sustentar a ideia, viu a única colega negra que tinha na classe. Olhou a menina, porém ela escutava a lição tão alheia como se o tema escravidão nada tivesse a ver com ela. Sentiu certo mal-estar. Numa turma de quarenta e cinco alunos, duas alunas negras, e, mesmo assim, tão distantes uma da outra. Fechou a boca novamente, mas o pensamento continuava. Senzala-favela, senzala-favela.”
EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017. p. 73.
A relação feita pela personagem ficcional de Conceição Evaristo remete a uma herança histórica do Brasil, que se faz presente ainda hoje no uso e na ocupação dos espaços urbanos.
Tal herança refere-se a
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