Questões de EFAF História - Temática -
26 Questões
Questão 4 14930440
ONHB 2 Fase 2025Muito antes de Biden, Roosevelt já tinha desbravado Amazônia
Quando o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pousar em Manaus no domingo (17/11/2024), ele ganhará o status de primeiro presidente do país a visitar a Amazônia no exercício do cargo. Mas um outro famoso ex-presidente americano, Theodore Roosevelt, já pisou por lá, e de forma muito mais radical: fez uma expedição de 136 dias para desbravar um rio então desconhecido.
Quando foi convidado a visitar a Amazônia, em 1913, Roosevelt, então com 55 anos, já não era mais presidente. Um ano antes, ele até tentara voltar à Casa Branca, sem sucesso: após dois mandatos consecutivos, de 1901 a 1909, perdeu a eleição de 1912 para o democrata Woodrow Wilson (...) O convite para desbravar a Floresta Amazônica partiu de Lauro Müller, então ministro das Relações Exteriores do governo Hermes da Fonseca. Ele sugeriu que Roosevelt fosse acompanhado por um ex-colega da Escola Militar, Cândido Rondon. O coronel topou, mas impôs uma condição: não queria ser guia turístico de uma caçada esportiva e, sim, o líder de uma expedição científica. Enquanto Roosevelt coletaria espécies da flora e da fauna brasileiras para o acervo do Museu de História Natural de Nova York, Rondon investigaria a foz de um rio que, não por acaso, era chamado como rio da Dúvida – ninguém sabia ao certo onde ele desaguava.
A expedição científica Roosevelt-Rondon (ou Rondon-Roosevelt, como preferem alguns) teve início em 12 de dezembro de 1913 e chegou ao fim em 27 de abril de 1914. Na comitiva de 22 homens, Roosevelt levou, além do filho, Kermit, de 25 anos, dois cientistas do Museu de História Natural, George K. Cherrie e Leo E. Miller, e um padre, John A. Zahm. A certa altura, Zahm chegou a ser convidado por Roosevelt a voltar para casa. Motivo? Queria ser carregado numa padiola por indígenas do povo pareci. Já Rondon levou, entre os 18 homens de sua confiança, um médico, um cozinheiro e um mateiro indígena. Além de três cachorros: Trigueiro, Cartucho e Lobo.
A expedição foi repleta de perigos. A começar pelo rio
Descoberto em 1909 pelo próprio Rondon, tem 679 quilômetros de extensão e percorre três estados: nasce em Rondônia, atravessa o Mato Grosso e desemboca no Amazonas. Lá, torna-se afluente do Aripuanã.
Quatro canoas foram tragadas por redemoinhos, levando boa parte dos mantimentos. Num deles, o remador Antônio Simplício da Silva, depois de fazer uma manobra arriscada a pedido de Kermit, morreu. Famintos e exaustos, os membros da expedição tiveram que talhar novas embarcações em troncos de tatajuba. ”A expedição precisava de gente que soubesse fazer canoa porque, mais cedo ou mais tarde, eles iam precisar”, explica o jornalista Pedro Libânio (...). ”Os expedicionários americanos cogitaram a hipótese de trazer canoas canadenses para o Brasil. Já imaginou? Não iam durar nem um minuto”
Em outro trecho da expedição, brasileiros e americanos, impedidos de seguir viagem pelo rio caudaloso, foram obrigados a arrastar as canoas floresta adentro. Para piorar, o cardápio da comitiva se resumia, por vezes, a apenas dois pratos: carne de macaco ou sopa de tartaruga.
”Roosevelt demonstrou menosprezo pelo homem da Amazônia ao afirmar que, por mais fortes e diligentes que fossem, os caboclos ribeirinhos não se comparavam aos hábeis lenhadores do Hemisfério Norte”, relata o historiador João Klug, (...) ”Para Roosevelt, a floresta tropical era uma espécie de barbárie que precisava de um choque civilizacional. A fauna brasileira era vista como inferior e não como diferente.
Os jacarés eram animais horrendos que precisavam ser abatidos a todo custo”.
Três mortos e ataque de flechas
A expedição teve ao menos três baixas: morreram, além de Simplício da Silva, o sargento Manoel Vicente da Paixão, por assassinato, e o soldado Júlio de Lima, que desertou. Paixão, o cozinheiro da tropa, suspeitou que Lima estivesse roubando comida. Acuado, Lima matou Paixão com um tiro de espingarda. ”O episódio ilustra bem o choque de mentalidades entre Rondon, um humanista, e Roosevelt, um pragmático.
Enquanto Roosevelt queria executar o assassino, Rondon declarou que não havia pena de morte no Brasil. Por essa razão, o criminoso deveria ser julgado”, cita o cineasta Joel Pizzini (...)
Enquanto os dois discutiam em francês – a única língua que ambos dominavam –, Lima correu para o mato e nunca mais foi visto. Suspeita-se que tenha sido atacado por indígenas ou devorado por onças. ”Questões levantadas por Rondon, como a convivência pacífica com os povos originários e o desenvolvimento autossustentável da Amazônia, seguem atuais”.
O roteirista Igor Miguel Pereira (...) aponta outro episódio tenso: o dia em que a expedição foi alvo de flechas. ”Rondon, um descendente de indígenas, defendia o diálogo. Já Roosevelt, um autêntico caubói, buscava o confronto”, compara. ”Outro aspecto interessante é o contraste das visões de mundo. Para Roosevelt, a floresta era um desafio a ser vencido; para Rondon, um meio de sobrevivência. Na Amazônia, Roosevelt descobriu que mosquitos e formigas podem ser bem mais desafiadores do que leões e rinocerontes. Entre um apuro e outro, Roosevelt ainda encontrou tempo para praticar seu passatempo favorito: a caça. Abateu onças, veados e jacarés. E também para contemplar a natureza. Ficou encantado, por exemplo, com a cachoeira de Utiariti, de 85 metros de altura. ”Não há na América do Norte, com exceção do Niágara, outra que se possa comparar em volume e beleza”, escreveu no seu diário.
Ao final, 30 quilos mais magro
Em 27 de março de 1914, o ex-presidente americano se feriu numa pedra. Sua perna infeccionou e ele teve que ser operado às pressas, na casa de um seringueiro. Desesperado, chegou a suplicar a Rondon que seguisse viagem e o deixasse para trás. ”Em vários aspectos, o verdadeiro herói da expedição foi o médico José Antônio Cajazeiras. Se não fosse ele, Roosevelt teria morrido. Fez duas operações em condições bastante precárias”, elogia o jornalista americano Larry Rohter (...) Não bastasse, o ex-presidente americano ainda contraiu malária e sofreu com furúnculos pelo corpo. Nos últimos dias, não conseguia mais sentar e teve que ser conduzido de bruços sobre uma maca. Resultado: chegou a Manaus, a última parada da expedição, 30 quilos mais magro. Para não pegar malária, Rondon tomava, antes de cada refeição, uma dose de quinina.
Naquele ano, quando lançou Nas selvas do Brasil (Through the Brazilian wilderness, no original), Roosevelt se referiu à Floresta Amazônica como ”natureza infernal”. Morreu no dia 6 de janeiro de 1919, de ataque cardíaco. Tinha 60 anos.
Roosevelt dedicou o livro a Rondon: ”brilhante” e ”intrépido” foram alguns dos adjetivos usados. Comparou os mosquitos a ”pragas noturnas”, descreveu o tamanduá-bandeira como ”gigante comedor de formigas” e denominou as piranhas de ”os peixes mais ferozes do universo”. ”Das muitas imagens que analisei no Museu de História Natural, não vi nenhuma do Roosevelt dentro d’água. Seria medo de piranhas?”, indaga o historiador Sérgio Luiz Augusto de Andrade de Almeida (...) ”De todos os animais da fauna brasileira, nenhum incomodou mais o ex-presidente do que os mosquitos. Em várias imagens, aparece usando um chapéu de caçador com uma rede cobrindo o rosto. Dizia que os insetos eram o verdadeiro perigo da selva”. (...)
Terminada a expedição, o rio da Dúvida foi rebatizado de Roosevelt. É tão caudaloso que, em 2018, Bruno Barreto tentou transformá-lo em locação, mas não conseguiu. O jeito foi rodar O hóspede americano em outros cenários, como a Chapada dos Guimarães (MT). Na minissérie, Aidan Quinn interpreta Roosevelt e Chico Diaz, Rondon. ”Ninguém morreu, mas chegamos perto várias vezes”, brincou o ator americano, por ocasião das filmagens. Um pequeno afluente também mudou de nome. Virou Kermit, em homenagem ao filho do ex-presidente.
”Nem Rondon, o maior conhecedor de rios da Amazônia, encontrou, antes ou depois, um rio tão difícil de ser explorado”, analisa o sociólogo José Augusto Drummond (...) ”Bem, se o objetivo de Roosevelt era experimentar nossa natureza selvagem, acho que ele foi plenamente alcançado”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Matéria jornalística ORIGEM: Adaptado de: BERNARDO, André. Muito antes de Biden, Roosevelt já tinha desbravado Amazônia. Portal Deutsche Welle, 16/11/2024. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/muito-antes-de-biden-roosevelt-j%C3%A1-tinha-desbravadoamaz%C3%B4nia/a-70797453. Acesso em: 20 jan. 2025. CRÉDITOS: André Bernardo, Deutsche Welle GLOSSÁRIO: Padiola : cama de lona portátil em que se transportam doentes ou feridos; maca. Mateiro : indivíduo que, por sua grande vivência em matas cerradas, trabalha como guia para outras pessoas. Tatajuba : árvore pertencente à família ‘Moraceae’, nativa das Guianas e do Brasil. Quinina : alcalóide com propriedades antitérmicas, antimaláricas e analgésicas, extraída da casca da planta Quina. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, territórios, história da ciência
A expedição Roosevelt-Rondon
Questão 10 15438001
CBNB 1 ano Ensino Médio 2024TEXTO
A Força Aérea Brasileira (FAB) criou um portal para que o internauta comemore, juntamente com a FAB, o Sesquicentenário (150 anos) de nascimento de Alberto Santos Dumont, mergulhando na vida, na obra e nos valores do pai da aviação. Assim, o texto que você irá ler foi extraído do portal alusivo às comemorações dos 150 anos do pai da aviação.
Portal Especial sobre a vida, as obras e os valores de Santos Dumont

A Vida
Há 150 anos, nascia no interior de Minas Gerais um dos maiores inventores brasileiros: o notável Alberto Santos Dumont, considerado um dos precursores da aviação e da criação de aeronaves no mundo. A história de vida, as obras e os valores do Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira são fontes de inspiração não só no nosso país, mas em várias regiões do planeta. Suas inovações e contribuições para a aviação são celebradas até hoje.
O homem que deu asas à humanidade nasceu no dia 20 de julho de 1873, no sítio Cabangu – local que, em 1890, passou a pertencer ao município de Palmyra (MG), um dos bens tombados sob tutela da Força Aérea Brasileira (FAB).
Filho de Francisca Santos Dumont, de tradicional família portuguesa vinda para o Brasil com D. João VI, em 1808, e de Henrique Dumont, engenheiro civil de obras públicas e, mais tarde, cafeicultor em Ribeirão Preto (SP). Henrique Dumont, de ascendência francesa, teve papel fundamental na trajetória do filho Alberto, pois, percebendo nele o fascínio pelas máquinas – que existiam em grande quantidade na fazenda Andreúva –, direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade, não fazendo questão que ele se formasse em engenharia, como foi o caso dos outros filhos.
O sonho de voar de Alberto surgiu aos 15 anos quando ele teve uma visão: um balão livre nos céus de São Paulo. No caso, balões livres são aqueles que fazem sua ascensão sem possuir nenhum tipo de dirigibilidade, ficando ao sabor das correntes aéreas.
Aos 18 anos, emancipado pelo pai, Alberto foi para Paris completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar à capital francesa, o jovem se admira com os motores de combustão interna a petróleo que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e compra um para si, investigando todo o seu funcionamento. Logo estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis na Cidade-Luz.
Em 31 de julho de 1932, a cidade de Palmyra, em Minas Gerais, passou a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao Pai da Aviação.
As Obras
(...) Aos 24 anos, Santos Dumont tinha sua primeira decolagem bem sucedida a bordo de um balão livre alugado. Um ano depois, em 1898, projeta e constrói, com a ajuda de operários e construtores de balões franceses, seu primeiro balão livre: o “Brésil” (Brasil, em francês), o menor balão tripulado já feito, homenageando sua pátria. Logo em seguida, (...), Santos Dumont inventa os balões dirigíveis.
(...) Após o sucesso com balões e dirigíveis, Santos Dumont partiu para outra linha de pesquisa: queria, agora, voar com um veículo mais pesado que o ar. (...) O aviador construiu um sistema de cabos inclinados para testar a dirigibilidade do 14-Bis: um inovador simulador de voo.
(...) Foi no dia 7 de setembro de 1906 que o 14-Bis deu um primeiro salto no ar, mas faltou potência. Já em 23 de outubro, com motor Antoinette de 50 HP, o 14 Bis voou, decolando, mantendo-se no ar por uma distância de 60 metros, a três metros de altura, e aterrissou. Era o primeiro voo homologado do “mais pesado que o ar” para uma multidão de testemunhas eufóricas no campo de Bagatelle, em Paris. (...)
Como podemos observar, Santos Dumont dedicou sua vida à aviação. Foi o primeiro aeronauta a alcançar, definitivamente, a dirigibilidade dos balões e a voar num aparelho mais pesado que o ar com propulsão própria. O desenvolvimento da aviação ensejou a criação do Ministério da Aeronáutica e, desde então, com o avanço da tecnologia, a Força Aérea Brasileira tem renovado seus vetores. Foram suas ideias e seus feitos que tornaram possível, hoje, nas Asas que protegem o País, a atuação da nossa Força em diversas missões nacionais e internacionais.
Os Valores
Sem dúvida, Santos Dumont foi um homem à frente de seu tempo e será eternamente motivo de orgulho para nosso país. Um brasileiro que, genuinamente, mudou a trajetória mundial. (...)
Historicamente, a Força Aérea Brasileira honra a memória de Santos Dumont e sua contribuição para a aviação brasileira, e muitas de suas unidades e instalações militares foram nomeadas em sua homenagem. Em 2023, celebramos os 150 anos de Alberto Santos Dumont, uma ocasião importante para comemorar o trabalho e o legado desse grande brasileiro. Seus esforços pioneiros na aviação não só inspiraram outros a seguir seus passos, mas também tornaram o mundo mais conectado e acessível do que nunca.
Disponível em: https://www.fab.mil.br/santosdumont150anos/. Acesso em 31/05/2023.
No trecho, referente ao texto, “Há 150 anos, nascia no interior de Minas Gerais um dos maiores inventores brasileiros: o notável Alberto Santos Dumont (...)”, o vocábulo em destaque exerce a função sintática de:
Questão 9 15437999
CBNB 1 ano Ensino Médio 2024TEXTO
A Força Aérea Brasileira (FAB) criou um portal para que o internauta comemore, juntamente com a FAB, o Sesquicentenário (150 anos) de nascimento de Alberto Santos Dumont, mergulhando na vida, na obra e nos valores do pai da aviação. Assim, o texto que você irá ler foi extraído do portal alusivo às comemorações dos 150 anos do pai da aviação.
Portal Especial sobre a vida, as obras e os valores de Santos Dumont

A Vida
Há 150 anos, nascia no interior de Minas Gerais um dos maiores inventores brasileiros: o notável Alberto Santos Dumont, considerado um dos precursores da aviação e da criação de aeronaves no mundo. A história de vida, as obras e os valores do Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira são fontes de inspiração não só no nosso país, mas em várias regiões do planeta. Suas inovações e contribuições para a aviação são celebradas até hoje.
O homem que deu asas à humanidade nasceu no dia 20 de julho de 1873, no sítio Cabangu – local que, em 1890, passou a pertencer ao município de Palmyra (MG), um dos bens tombados sob tutela da Força Aérea Brasileira (FAB).
Filho de Francisca Santos Dumont, de tradicional família portuguesa vinda para o Brasil com D. João VI, em 1808, e de Henrique Dumont, engenheiro civil de obras públicas e, mais tarde, cafeicultor em Ribeirão Preto (SP). Henrique Dumont, de ascendência francesa, teve papel fundamental na trajetória do filho Alberto, pois, percebendo nele o fascínio pelas máquinas – que existiam em grande quantidade na fazenda Andreúva –, direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade, não fazendo questão que ele se formasse em engenharia, como foi o caso dos outros filhos.
O sonho de voar de Alberto surgiu aos 15 anos quando ele teve uma visão: um balão livre nos céus de São Paulo. No caso, balões livres são aqueles que fazem sua ascensão sem possuir nenhum tipo de dirigibilidade, ficando ao sabor das correntes aéreas.
Aos 18 anos, emancipado pelo pai, Alberto foi para Paris completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar à capital francesa, o jovem se admira com os motores de combustão interna a petróleo que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e compra um para si, investigando todo o seu funcionamento. Logo estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis na Cidade-Luz.
Em 31 de julho de 1932, a cidade de Palmyra, em Minas Gerais, passou a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao Pai da Aviação.
As Obras
(...) Aos 24 anos, Santos Dumont tinha sua primeira decolagem bem sucedida a bordo de um balão livre alugado. Um ano depois, em 1898, projeta e constrói, com a ajuda de operários e construtores de balões franceses, seu primeiro balão livre: o “Brésil” (Brasil, em francês), o menor balão tripulado já feito, homenageando sua pátria. Logo em seguida, (...), Santos Dumont inventa os balões dirigíveis.
(...) Após o sucesso com balões e dirigíveis, Santos Dumont partiu para outra linha de pesquisa: queria, agora, voar com um veículo mais pesado que o ar. (...) O aviador construiu um sistema de cabos inclinados para testar a dirigibilidade do 14-Bis: um inovador simulador de voo.
(...) Foi no dia 7 de setembro de 1906 que o 14-Bis deu um primeiro salto no ar, mas faltou potência. Já em 23 de outubro, com motor Antoinette de 50 HP, o 14 Bis voou, decolando, mantendo-se no ar por uma distância de 60 metros, a três metros de altura, e aterrissou. Era o primeiro voo homologado do “mais pesado que o ar” para uma multidão de testemunhas eufóricas no campo de Bagatelle, em Paris. (...)
Como podemos observar, Santos Dumont dedicou sua vida à aviação. Foi o primeiro aeronauta a alcançar, definitivamente, a dirigibilidade dos balões e a voar num aparelho mais pesado que o ar com propulsão própria. O desenvolvimento da aviação ensejou a criação do Ministério da Aeronáutica e, desde então, com o avanço da tecnologia, a Força Aérea Brasileira tem renovado seus vetores. Foram suas ideias e seus feitos que tornaram possível, hoje, nas Asas que protegem o País, a atuação da nossa Força em diversas missões nacionais e internacionais.
Os Valores
Sem dúvida, Santos Dumont foi um homem à frente de seu tempo e será eternamente motivo de orgulho para nosso país. Um brasileiro que, genuinamente, mudou a trajetória mundial. (...)
Historicamente, a Força Aérea Brasileira honra a memória de Santos Dumont e sua contribuição para a aviação brasileira, e muitas de suas unidades e instalações militares foram nomeadas em sua homenagem. Em 2023, celebramos os 150 anos de Alberto Santos Dumont, uma ocasião importante para comemorar o trabalho e o legado desse grande brasileiro. Seus esforços pioneiros na aviação não só inspiraram outros a seguir seus passos, mas também tornaram o mundo mais conectado e acessível do que nunca.
Disponível em: https://www.fab.mil.br/santosdumont150anos/. Acesso em 31/05/2023.
No trecho, destacado do texto, “Foram suas ideias e seus feitos que tornaram possível, hoje, nas Asas que protegem o País, a atuação da nossa Força em diversas missões nacionais e internacionais.”, a única opção que NÃO apresenta um segmento com valor adjetivo é:
Questão 8 15437996
CBNB 1 ano Ensino Médio 2024TEXTO
A Força Aérea Brasileira (FAB) criou um portal para que o internauta comemore, juntamente com a FAB, o Sesquicentenário (150 anos) de nascimento de Alberto Santos Dumont, mergulhando na vida, na obra e nos valores do pai da aviação. Assim, o texto que você irá ler foi extraído do portal alusivo às comemorações dos 150 anos do pai da aviação.
Portal Especial sobre a vida, as obras e os valores de Santos Dumont

A Vida
Há 150 anos, nascia no interior de Minas Gerais um dos maiores inventores brasileiros: o notável Alberto Santos Dumont, considerado um dos precursores da aviação e da criação de aeronaves no mundo. A história de vida, as obras e os valores do Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira são fontes de inspiração não só no nosso país, mas em várias regiões do planeta. Suas inovações e contribuições para a aviação são celebradas até hoje.
O homem que deu asas à humanidade nasceu no dia 20 de julho de 1873, no sítio Cabangu – local que, em 1890, passou a pertencer ao município de Palmyra (MG), um dos bens tombados sob tutela da Força Aérea Brasileira (FAB).
Filho de Francisca Santos Dumont, de tradicional família portuguesa vinda para o Brasil com D. João VI, em 1808, e de Henrique Dumont, engenheiro civil de obras públicas e, mais tarde, cafeicultor em Ribeirão Preto (SP). Henrique Dumont, de ascendência francesa, teve papel fundamental na trajetória do filho Alberto, pois, percebendo nele o fascínio pelas máquinas – que existiam em grande quantidade na fazenda Andreúva –, direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade, não fazendo questão que ele se formasse em engenharia, como foi o caso dos outros filhos.
O sonho de voar de Alberto surgiu aos 15 anos quando ele teve uma visão: um balão livre nos céus de São Paulo. No caso, balões livres são aqueles que fazem sua ascensão sem possuir nenhum tipo de dirigibilidade, ficando ao sabor das correntes aéreas.
Aos 18 anos, emancipado pelo pai, Alberto foi para Paris completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar à capital francesa, o jovem se admira com os motores de combustão interna a petróleo que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e compra um para si, investigando todo o seu funcionamento. Logo estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis na Cidade-Luz.
Em 31 de julho de 1932, a cidade de Palmyra, em Minas Gerais, passou a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao Pai da Aviação.
As Obras
(...) Aos 24 anos, Santos Dumont tinha sua primeira decolagem bem sucedida a bordo de um balão livre alugado. Um ano depois, em 1898, projeta e constrói, com a ajuda de operários e construtores de balões franceses, seu primeiro balão livre: o “Brésil” (Brasil, em francês), o menor balão tripulado já feito, homenageando sua pátria. Logo em seguida, (...), Santos Dumont inventa os balões dirigíveis.
(...) Após o sucesso com balões e dirigíveis, Santos Dumont partiu para outra linha de pesquisa: queria, agora, voar com um veículo mais pesado que o ar. (...) O aviador construiu um sistema de cabos inclinados para testar a dirigibilidade do 14-Bis: um inovador simulador de voo.
(...) Foi no dia 7 de setembro de 1906 que o 14-Bis deu um primeiro salto no ar, mas faltou potência. Já em 23 de outubro, com motor Antoinette de 50 HP, o 14 Bis voou, decolando, mantendo-se no ar por uma distância de 60 metros, a três metros de altura, e aterrissou. Era o primeiro voo homologado do “mais pesado que o ar” para uma multidão de testemunhas eufóricas no campo de Bagatelle, em Paris. (...)
Como podemos observar, Santos Dumont dedicou sua vida à aviação. Foi o primeiro aeronauta a alcançar, definitivamente, a dirigibilidade dos balões e a voar num aparelho mais pesado que o ar com propulsão própria. O desenvolvimento da aviação ensejou a criação do Ministério da Aeronáutica e, desde então, com o avanço da tecnologia, a Força Aérea Brasileira tem renovado seus vetores. Foram suas ideias e seus feitos que tornaram possível, hoje, nas Asas que protegem o País, a atuação da nossa Força em diversas missões nacionais e internacionais.
Os Valores
Sem dúvida, Santos Dumont foi um homem à frente de seu tempo e será eternamente motivo de orgulho para nosso país. Um brasileiro que, genuinamente, mudou a trajetória mundial. (...)
Historicamente, a Força Aérea Brasileira honra a memória de Santos Dumont e sua contribuição para a aviação brasileira, e muitas de suas unidades e instalações militares foram nomeadas em sua homenagem. Em 2023, celebramos os 150 anos de Alberto Santos Dumont, uma ocasião importante para comemorar o trabalho e o legado desse grande brasileiro. Seus esforços pioneiros na aviação não só inspiraram outros a seguir seus passos, mas também tornaram o mundo mais conectado e acessível do que nunca.
Disponível em: https://www.fab.mil.br/santosdumont150anos/. Acesso em 31/05/2023.
No trecho “Como podemos observar, Santos Dumont dedicou sua vida à aviação” (texto), o conectivo destacado no período acima tem o mesmo valor semântico do conectivo destacado em:
Questão 7 15437987
CBNB 1 ano Ensino Médio 2024TEXTO
A Força Aérea Brasileira (FAB) criou um portal para que o internauta comemore, juntamente com a FAB, o Sesquicentenário (150 anos) de nascimento de Alberto Santos Dumont, mergulhando na vida, na obra e nos valores do pai da aviação. Assim, o texto que você irá ler foi extraído do portal alusivo às comemorações dos 150 anos do pai da aviação.
Portal Especial sobre a vida, as obras e os valores de Santos Dumont

A Vida
Há 150 anos, nascia no interior de Minas Gerais um dos maiores inventores brasileiros: o notável Alberto Santos Dumont, considerado um dos precursores da aviação e da criação de aeronaves no mundo. A história de vida, as obras e os valores do Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira são fontes de inspiração não só no nosso país, mas em várias regiões do planeta. Suas inovações e contribuições para a aviação são celebradas até hoje.
O homem que deu asas à humanidade nasceu no dia 20 de julho de 1873, no sítio Cabangu – local que, em 1890, passou a pertencer ao município de Palmyra (MG), um dos bens tombados sob tutela da Força Aérea Brasileira (FAB).
Filho de Francisca Santos Dumont, de tradicional família portuguesa vinda para o Brasil com D. João VI, em 1808, e de Henrique Dumont, engenheiro civil de obras públicas e, mais tarde, cafeicultor em Ribeirão Preto (SP). Henrique Dumont, de ascendência francesa, teve papel fundamental na trajetória do filho Alberto, pois, percebendo nele o fascínio pelas máquinas – que existiam em grande quantidade na fazenda Andreúva –, direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade, não fazendo questão que ele se formasse em engenharia, como foi o caso dos outros filhos.
O sonho de voar de Alberto surgiu aos 15 anos quando ele teve uma visão: um balão livre nos céus de São Paulo. No caso, balões livres são aqueles que fazem sua ascensão sem possuir nenhum tipo de dirigibilidade, ficando ao sabor das correntes aéreas.
Aos 18 anos, emancipado pelo pai, Alberto foi para Paris completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar à capital francesa, o jovem se admira com os motores de combustão interna a petróleo que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e compra um para si, investigando todo o seu funcionamento. Logo estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis na Cidade-Luz.
Em 31 de julho de 1932, a cidade de Palmyra, em Minas Gerais, passou a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao Pai da Aviação.
As Obras
(...) Aos 24 anos, Santos Dumont tinha sua primeira decolagem bem sucedida a bordo de um balão livre alugado. Um ano depois, em 1898, projeta e constrói, com a ajuda de operários e construtores de balões franceses, seu primeiro balão livre: o “Brésil” (Brasil, em francês), o menor balão tripulado já feito, homenageando sua pátria. Logo em seguida, (...), Santos Dumont inventa os balões dirigíveis.
(...) Após o sucesso com balões e dirigíveis, Santos Dumont partiu para outra linha de pesquisa: queria, agora, voar com um veículo mais pesado que o ar. (...) O aviador construiu um sistema de cabos inclinados para testar a dirigibilidade do 14-Bis: um inovador simulador de voo.
(...) Foi no dia 7 de setembro de 1906 que o 14-Bis deu um primeiro salto no ar, mas faltou potência. Já em 23 de outubro, com motor Antoinette de 50 HP, o 14 Bis voou, decolando, mantendo-se no ar por uma distância de 60 metros, a três metros de altura, e aterrissou. Era o primeiro voo homologado do “mais pesado que o ar” para uma multidão de testemunhas eufóricas no campo de Bagatelle, em Paris. (...)
Como podemos observar, Santos Dumont dedicou sua vida à aviação. Foi o primeiro aeronauta a alcançar, definitivamente, a dirigibilidade dos balões e a voar num aparelho mais pesado que o ar com propulsão própria. O desenvolvimento da aviação ensejou a criação do Ministério da Aeronáutica e, desde então, com o avanço da tecnologia, a Força Aérea Brasileira tem renovado seus vetores. Foram suas ideias e seus feitos que tornaram possível, hoje, nas Asas que protegem o País, a atuação da nossa Força em diversas missões nacionais e internacionais.
Os Valores
Sem dúvida, Santos Dumont foi um homem à frente de seu tempo e será eternamente motivo de orgulho para nosso país. Um brasileiro que, genuinamente, mudou a trajetória mundial. (...)
Historicamente, a Força Aérea Brasileira honra a memória de Santos Dumont e sua contribuição para a aviação brasileira, e muitas de suas unidades e instalações militares foram nomeadas em sua homenagem. Em 2023, celebramos os 150 anos de Alberto Santos Dumont, uma ocasião importante para comemorar o trabalho e o legado desse grande brasileiro. Seus esforços pioneiros na aviação não só inspiraram outros a seguir seus passos, mas também tornaram o mundo mais conectado e acessível do que nunca.
Disponível em: https://www.fab.mil.br/santosdumont150anos/. Acesso em 31/05/2023.
De acordo com as características do Texto, ele pode ser classificado como:
Questão 5 15437983
CBNB 1 ano Ensino Médio 2024TEXTO
A Força Aérea Brasileira (FAB) criou um portal para que o internauta comemore, juntamente com a FAB, o Sesquicentenário (150 anos) de nascimento de Alberto Santos Dumont, mergulhando na vida, na obra e nos valores do pai da aviação. Assim, o texto que você irá ler foi extraído do portal alusivo às comemorações dos 150 anos do pai da aviação.
Portal Especial sobre a vida, as obras e os valores de Santos Dumont

A Vida
Há 150 anos, nascia no interior de Minas Gerais um dos maiores inventores brasileiros: o notável Alberto Santos Dumont, considerado um dos precursores da aviação e da criação de aeronaves no mundo. A história de vida, as obras e os valores do Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira são fontes de inspiração não só no nosso país, mas em várias regiões do planeta. Suas inovações e contribuições para a aviação são celebradas até hoje.
O homem que deu asas à humanidade nasceu no dia 20 de julho de 1873, no sítio Cabangu – local que, em 1890, passou a pertencer ao município de Palmyra (MG), um dos bens tombados sob tutela da Força Aérea Brasileira (FAB).
Filho de Francisca Santos Dumont, de tradicional família portuguesa vinda para o Brasil com D. João VI, em 1808, e de Henrique Dumont, engenheiro civil de obras públicas e, mais tarde, cafeicultor em Ribeirão Preto (SP). Henrique Dumont, de ascendência francesa, teve papel fundamental na trajetória do filho Alberto, pois, percebendo nele o fascínio pelas máquinas – que existiam em grande quantidade na fazenda Andreúva –, direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade, não fazendo questão que ele se formasse em engenharia, como foi o caso dos outros filhos.
O sonho de voar de Alberto surgiu aos 15 anos quando ele teve uma visão: um balão livre nos céus de São Paulo. No caso, balões livres são aqueles que fazem sua ascensão sem possuir nenhum tipo de dirigibilidade, ficando ao sabor das correntes aéreas.
Aos 18 anos, emancipado pelo pai, Alberto foi para Paris completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar à capital francesa, o jovem se admira com os motores de combustão interna a petróleo que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e compra um para si, investigando todo o seu funcionamento. Logo estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis na Cidade-Luz.
Em 31 de julho de 1932, a cidade de Palmyra, em Minas Gerais, passou a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao Pai da Aviação.
As Obras
(...) Aos 24 anos, Santos Dumont tinha sua primeira decolagem bem sucedida a bordo de um balão livre alugado. Um ano depois, em 1898, projeta e constrói, com a ajuda de operários e construtores de balões franceses, seu primeiro balão livre: o “Brésil” (Brasil, em francês), o menor balão tripulado já feito, homenageando sua pátria. Logo em seguida, (...), Santos Dumont inventa os balões dirigíveis.
(...) Após o sucesso com balões e dirigíveis, Santos Dumont partiu para outra linha de pesquisa: queria, agora, voar com um veículo mais pesado que o ar. (...) O aviador construiu um sistema de cabos inclinados para testar a dirigibilidade do 14-Bis: um inovador simulador de voo.
(...) Foi no dia 7 de setembro de 1906 que o 14-Bis deu um primeiro salto no ar, mas faltou potência. Já em 23 de outubro, com motor Antoinette de 50 HP, o 14 Bis voou, decolando, mantendo-se no ar por uma distância de 60 metros, a três metros de altura, e aterrissou. Era o primeiro voo homologado do “mais pesado que o ar” para uma multidão de testemunhas eufóricas no campo de Bagatelle, em Paris. (...)
Como podemos observar, Santos Dumont dedicou sua vida à aviação. Foi o primeiro aeronauta a alcançar, definitivamente, a dirigibilidade dos balões e a voar num aparelho mais pesado que o ar com propulsão própria. O desenvolvimento da aviação ensejou a criação do Ministério da Aeronáutica e, desde então, com o avanço da tecnologia, a Força Aérea Brasileira tem renovado seus vetores. Foram suas ideias e seus feitos que tornaram possível, hoje, nas Asas que protegem o País, a atuação da nossa Força em diversas missões nacionais e internacionais.
Os Valores
Sem dúvida, Santos Dumont foi um homem à frente de seu tempo e será eternamente motivo de orgulho para nosso país. Um brasileiro que, genuinamente, mudou a trajetória mundial. (...)
Historicamente, a Força Aérea Brasileira honra a memória de Santos Dumont e sua contribuição para a aviação brasileira, e muitas de suas unidades e instalações militares foram nomeadas em sua homenagem. Em 2023, celebramos os 150 anos de Alberto Santos Dumont, uma ocasião importante para comemorar o trabalho e o legado desse grande brasileiro. Seus esforços pioneiros na aviação não só inspiraram outros a seguir seus passos, mas também tornaram o mundo mais conectado e acessível do que nunca.
Disponível em: https://www.fab.mil.br/santosdumont150anos/. Acesso em 31/05/2023.
No trecho “Foi no dia 7 de setembro de 1906 que o 14-Bis deu um primeiro salto no ar, mas faltou potência.” (texto), o conectivo destacado só NÃO pode ser substituído por:
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