Questões de EFAF História - Temática -
132 Questões
Questão 3 14935786
ONHB 4 Fase 2025Observe alguns itens do acervo digital da arquiteta e designer Chu Ming Silveira.
Projeto do Orelhão, de Chu Ming Silveira

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Projeto ORIGEM: Projeto do Orelhão, de Chu Ming Silveira. Acervo de Chu Ming Silveira - orelhao.arq.br. Disponível em: https://www.orelhao.arq.br/. Acesso em: 15 fev. 2025. CRÉDITOS: Acervo de Chu Ming Silveira - orelhao.arq.br PALAVRAS-CHAVE: história das cidades, cultura material
O orelhão em sua versão dupla nas ruas de São Paulo, 1973

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: O orelhão em sua versão dupla nas ruas de São Paulo, 1973. Acervo de Chu Ming Silveira - orelhao.arq.br. Disponível em: https://www.orelhao.arq.br. Acesso em 24 fev. 2025 CRÉDITOS: Acervo de Chu Ming Silveira - orelhao.arq.br. PALAVRAS-CHAVE: cultura material, história das cidades
Amenidades da Rua
De repente – notaram? – a rua melhorou em São Paulo, com o aparecimento do telefone-capacete. Bem que eu queria falar sobre ele, mas bobeei, e Ziraldo, com aquele humour (sic) que não pede licença para explodir, disse em cartoon o que eu tentaria escrever sobre o Orelhão. Ah, Ziraldo, isso não se faz: ter, antes dos outros, as melhores idéias!
A verdade é que a rua ficou sendo outra coisa, com as pessoas descobrindo que não precisam mais fazer fila no boteco ou na farmácia para dar um recado telefônico. Na própria calçada, uma vez comprada a ficha no jornaleiro, comunicam-se. Tão simples. Em outras cidades desse mundinho que é o mundo, já se fazia isso há muito tempo, mas aqui é novidade grande/ gostosa.
A primeira experiência foi aquele fiasco. As cabinas cilíndricas despertaram a agressividade, o instinto predatório de alguns, e logo se tornaram ruínas. O usuário repelia a dádiva. Eram feias? Nem por isso. Eram úteis, mas os destruidores não repararam na utilidade. Vingavam-se, talvez, nas pobres cabinas, das frustrações e irritações acumuladas durante anos de mau serviço telefônico. Para não falar no gosto puro e simples de arrebentar, que dorme nas cavernas psíquicas do suposto civilizado, e que, se ninguém está perto para servir de alvo, ou com receio de levar a pior na arrebentação, desaba sobre as coisas, que não reagem.
A CTB não desanimou, e saiu-se com o telefone protegido por uma cuia invertida: um, dois, três aparelhos geminados. Agiu tão depressa, e bolou tão bem a coisa, que os vândalos ficaram tontos e não contra-atacaram, senão em escala mínima. A população tomou conta das cabinas, que não são cabinas, são uma cuia gozada, a céu aberto, uma cuia que fala. Simpatizou com elas. Aprovou-as.
Então começamos a reparar que a rua é afinal uma boa coisa, apesar dos automóveis que a entopem ou que fazem dela pista para treinamento para Fittipaldis em potencial. E, na rua, a calçada é aquela parte boa em que é bom ir e vir, parar e até telefonar. Com depósitos metálicos onde você pode colocar o seu papel de sorvete. Com pontos de parada de coletivos, que indicam números de linhas à sua escolha. São pequenas viagens que se oferecem, em todas as direções.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Crônica ORIGEM: Carlos Drummond de Andrade/Acervo de Chu Ming Silveira - orelhao.arq.br. Disponível em: https://www.orelhao.arq.br. Acesso em 24 fev. 2025. CRÉDITOS: Carlos Drummond de Andrade/Acervo de Chu Ming Silveira - orelhao.arq.br. GLOSSÁRIO: CTB : Companhia Telefônica Brasileira. Fittipaldis : Referência ao automobilista Emerson Fittipaldi. PALAVRAS-CHAVE: literatura, história das cidades
Sobre os itens tratados nos documentos, escolha uma alternativa:
Questão 1 14935703
ONHB 4 Fase 2025Analise os documentos apresentados abaixo:
Sinopse da HQ “Cangaço Overdrive”
Em um futuro próximo, o Ceará enfrenta sua maior seca em séculos. Numa terra esquecida pelo governo e dominada pelos interesses dos conglomerados empresariais, um lendário cangaceiro e um impiedoso coronel são reanimados para continuar a peleja que deixaram no passado. Enquanto isso, uma comunidade autogerida tenta manter a independência ao defender sua terra de um ataque da polícia orquestrado por uma grande corporação
Cangaço Overdrive é um cyberpunk nordestino com roteiro de Zé Wellington, desenhos de Walter Geovani e Luiz Carlos B. Freitas e cores de Dika Araújo e Tiago Barsa. Este projeto é apoiado pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará - Lei Estadual de Incentivo à Cultura Nº 13.811, de 16 de agosto de 2016.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Sinopse ORIGEM: Zé Wellington. Sinopse da HQ “Cangaço Overdrive”. Disponível em: https://www.zewellington.com/p/cangaco-overdrive.html. Acesso em 14 fev. 2023. PALAVRAS-CHAVE: história em quadrínhos, cangaço, brasil republicano
Cangaço Overdrive pág. 12

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: História em Quadrinhos ORIGEM: “Cangaço Overdrive”. Roteiro de Zé Wellington, desenhos de Walter Geovani e Luiz Carlos B. Freitas e Cores de Dika Araújo e Tiago Barsa, p. 12. Reprodução. Disponível em: https://www.zewellington.com/p/cangaco-overdrive.html CRÉDITOS: Zé Wellington; Walter Geovani; Luiz Carlos B. Freitas; Dika Araújo; Tiago Barsa. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, história em quadrínhos, cangaço
Cangaço Overdrive pág. 13

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: História em Quadrínhos ORIGEM: “Cangaço Overdrive”. Roteiro de Zé Wellington, desenhos de Walter Geovani e Luiz Carlos B. Freitas e Cores de Dika Araújo e Tiago Barsa, p. 13. Reprodução. Disponível em: https://www.zewellington.com/p/cangaco-overdrive.html CRÉDITOS: Zé Wellington; Walter Geovani; Luiz Carlos B. Freitas; Dika Araújo; Tiago Barsa. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, cangaço, história em quadrínhos
Após a análise dos documentos, escolha uma alternativa.
Questão 8 14931429
ONHB 3 Fase 2025Leia a letra e ouça a canção Al Capone de Raul Seixas.
Al Capone
Hei, Al Capone
Vê se te emenda
Já sabem do teu furo, nego
No imposto de renda
Hei, Al Capone
Vê se te orienta
Assim dessa maneira, nego
Chicago não aguenta
Hei, Julio Cesar
Vê se não vai ao senado
Já sabem do teu plano
Para controlar o Estado
Hei, Lampião
Dá no pé, desapareça
Pois eles vão à feira
Exibir tua cabeça
Hei, Al Capone
Vê se te orienta
Assim dessa maneira, nego
Chicago não aguenta
Hei, Al Capone
Vê se te emenda
Já sabem do teu furo, meu nego
No imposto de renda
Hei, Al Capone
Vê se te orienta
Assim dessa maneira, nego
Chicago não aguenta
Hei, Jimi Hendrix
Abandona o palco agora
Faça como fez Sinatra
Compre um carro e vá embora
Hei, Jesus Cristo
O melhor que você faz
Deixar o Pai de lado
Foge pra morrer em paz
Hei, Al Capone
Vê se te orienta
Assim dessa maneira, nego
Chicago não aguenta
Eu sou astrólogo
Eu sou astrólogo
Vocês precisam acreditar em mim
Eu sou astrólogo
Eu sou astrólogo
E conheço História
Do princípio ao fim
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Música ORIGEM: Gravadora: Philips Ano: 1973 Compositores: Raul Seixas; Paulo Coelho Intérprete: Raul Seixas CRÉDITOS: Raul Seixas; Paulo Coelho PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, história da música
A canção
Questão 1 14931256
ONHB 3 Fase 202531a Festa Confederada tem música e culinária típica em Santa Bárbara d’Oeste

Festa Confederada ocorre em Santa Bárbara d’Oeste — Foto: Fraternidade Descendência Americana
O Cemitério dos Americanos, em Santa Bárbara d’Oeste (SP), recebe neste domingo (28), das 10h às 17h, a 31º edição da Festa Confederada. A festividade celebra as memórias dos descendentes americanos e reúne música, danças e gastronomia. A entrada custa R$ 10 e R$ 20. Menores de 12 anos não pagam e devem entrar acompanhados por responsáveis.
Organizada pela Fraternidade Descendência Americana, a festa é comemorada desde 1986 e se tornou a maior com a temática no interior de São Paulo, segundo a organização. O evento reúne descendentes americanos que vieram dos Estados Unidos após a Guerra da Secessão (1861 - 1865), além de pessoas interessadas em conhecer a cultura.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Reportagem ORIGEM: 31ª Festa Confederada tem música e culinária típica em Santa Bárbara d’Oeste. G1 Piracicaba e Região - 27/04/2019. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2019/04/27/31a-festa-confederada-tem-musicae-culinaria-tipica-em-santa-barbara-doeste.ghtml. Acesso em: 24 fev. de 2024. CRÉDITOS: Por G1 Piracicaba e Região - 27/04/2019 PALAVRAS-CHAVE: imigração, história da cultura
MANIFESTO CONTRA OS SÍMBOLOS CONFEDERADOS
“O Movimento Negro e Movimentos Sociais organizados de Americana e Santa Bárbara D’ Oeste repudiam com indignação e veemência à festa confederada que lamentavelmente ignora a história dos povos aqui constituídos e a problemática racial que ainda incide sobre a população brasileira. Reiteramos que não compactuamos com uma festa que ostenta símbolos que enaltecem um passado escravista e carregam um legado de dor para o povo negro. (...) A nação brasileira recebeu os imigrantes dos EUA de maneira fraterna, sendo assim, essa mesma nação, sobretudo seu povo, precisa ser respeitada na sua condição histórica. Vivemos um contexto de luta e de desconstrução do racismo, não podemos ficar indiferentes às implicações advindas com o enaltecimento dos símbolos dos confederados na atualidade. A simbologia confederada tem ainda implicações na construção do racismo. Inserida no contexto histórico, a bandeira dos confederados foi o símbolo máximo dos escravagistas do Sul dos EUA e representava uma economia baseada na escravidão (..).

Foto divulgação – Carta Campinas
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Manisfesto ORIGEM: Adaptado de: MANIFESTO CONTRA OS SÍMBOLOS CONFEDERADOS. In.: Mais de 100 entidades protestam contra bandeira racista em festa de Santa Bárbara d’Oeste. Portal Geledés. 03/05/2019. Disponpivel em: https://www.geledes.org.br/mais-de100-entidades-protestam-contra-bandeira-racista-em-festa-de-santa-barbara-doeste/. Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Portal Geledés; Carta Campinas; Movimento Negro e Movimentos Sociais organizados de Americana e Santa Bárbara D’ Oeste PALAVRAS-CHAVE: história da cultura, imigração
Em Santa Bárbara, ‘Festa Confederada’ passa a se chamar ‘Festa dos Americanos’.

Palco do festival e o obelisco de 100 anos da imigração, que tinham a bandeira pintada, receberão novas pinturas - Foto: Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste/Divulgação
A Festa Confederada de Santa Bárbara d’Oeste, que não é realizada desde 2019, passará a se chamar “Festa dos Americanos”.
A mudança foi aprovada em assembleia realizada pela FDA (Fraternidade Descendência Americana) e confirmada pelo presidente da entidade organizadora do evento, Marcelo Sans Dodson, durante apresentação na câmara do município, no último dia 12.
Entre 2021 e 2023, o nome e o uso de símbolos dos imigrantes dos Estados Unidos causaram polêmica, inclusive com repercussão na imprensa internacional e críticas por parte de grupos que defendem a igualdade racial – como a Unegro (União dos Negros e Negras Pela Igualdade).
Isso pode ser explicado por conta da guerra civil norte-americana, também conhecida como Guerra da Secessão. O conflito armado começou em 12 de abril de 1861 e teve fim em 22 de junho de 1865.
Os estados do Sul se separaram do restante do país diante da perspectiva de terem de desistir da escravidão como mão de obra.
Com o passar do tempo, a bandeira confederada se tornou símbolo do racismo e da escravidão para os afro-americanos. Atualmente, a bandeira é utilizada por grupos de supremacistas brancos e proibida em diferentes estados dos Estados Unidos.
Por muitos anos, a FDA defendeu que a exaltação da imagem dos confederados e o uso de símbolos relacionados a esses imigrantes tinham apenas a intenção de representar a história e a herança cultural dos sulistas norte-americanos, que foram importantes para o desenvolvimento de Santa Bárbara e de Americana.
No entanto, a alegação não evitou resistência de movimentos que defendem a igualdade racial. A câmara, inclusive, chegou a aprovar, em junho de 2022, um projeto de lei que proíbe a realização de eventos que contenham símbolos racistas na cidade.
(...)
O nome passará a ser “Festa dos Americanos”. Além disso, a utilização da bandeira confederada será feita apenas em exposições históricas referentes à Guerra de Secessão.
O palco do festival e o obelisco de 100 anos da imigração, que tinham a bandeira pintada, receberão novas pinturas. A fraternidade focará na história da imigração norte-americana e suas contribuições para o Brasil.
“A gente quer trabalhar uma reconciliação, pacificar e juntar forças contra aqueles que realmente são racistas. A instituição, sentindo que criou um mal estar para a cidade e para as pessoas negras, decidiu ressignificar o seu posicionamento”, completou Marcelo.
Embora as mudanças tenham sido aprovadas, ainda não há previsão para uma nova edição do festival.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Reportagem ORIGEM: Em Santa Bárbara, ‘Festa Confederada’ passa a se chamar ‘Festa dos Americanos’. Jornal O Liberal. 23/11/2024. Por Gabriel Pitor. 23 de novembro de 2024, às 08h20. Disponível em: https://liberal.com.br/cidades/s-barbara/em-santa-barbara-festaconfederada-passa-a-se-chamar-festa-dos-americanos-2297958/. Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Por Gabriel Pitor 23 de novembro de 2024, às 08h PALAVRAS-CHAVE: história dos estados unidos, história da cultura, imigração
Sobre os documentos e o tema que eles tratam escolha uma das alternativas.
Questão 7 14930525
ONHB 2 Fase 2025Leia o texto “Folk-lore no Brasil Central”, de Henrique Silva, publicado em 1911.
Folk-lore do Brasil Central
[...]
Goyaz é como disse o mallogrado André Rebouças: - um Egypto que tem dois Nilos (o Tocantins e o Araguaya), mas que não tem desertos de areia, que é todo elle fertil, que tem ouro e diamantes, crystaes de rocha ao infinito, soberbas montanhas e planaltos de 1.000 a 2.000 metros de altitude, cobertos de gramineas campesinas e de odoriferas florestas povoadas das mais ricas madeiras do mundo.
O nosso Far-West tem mais de um ponto de analogia e semelhança com o dos Estados Unidos da America: traz no seio a virtualidade de um alto destino social e humano no irradiar da futura civilisação sul-americana.
Mas a tapuirama que povoava o nosso, ao tempo da descoberta, não teve o seu Fenimore Cooper, nem os cowboys goyanos e mato-grossenses ainda nem mereceram as vistas e solicitudes de um Roosevelt nosso - historiador e geographo a um tempo, e que nos desse a conhecer a conquista desse oeste, onde se encontraram as três raças distinctas que amalgamadas e fundidas ao sol do sertão, produziram um typo inteiramente novo - o mestiço, que, por transformação physiologica, será o brasileiro d’amanhã, arbitro na extensão continental da Sul America.
La é que o senhor Euclydes Cunha, com rara felicidade, encontraria o typo do véro sertanejo que não esse depauperado jagunço, pária da zona estreita da Bahia visinha do littoral e em contacto com o elemento estrangeiro, que nos vae desirracionalisando pelo cosmopolitismo crescente.
Os nossos historiadores, que por ahi vivem eternamente a fazer sediças prelecções sobre a descoberta do littoral, a investigar quando as armadas vieram efectivamente, a explicar uma porção de pontos obscuros da vida de boçaes donatarios das capitanias, esses, ou seja por ignorancia ou má vontade, ainda não tentaram o estudo dos motins políticos, das luctas de todo genero travadas no interior do Brasil, desde a dispersão do nucleo colonial dos campos de Itapiranga até a Independencia, como, por exemplo, o famozo 30 de maio, que em Cuyabá foi o exterminio completo, radical, da gente de baixo, como lá eram conhecidos os portugueses.
Tal acontecimento teve mais consequencias e influiu mais na vida do Brasil central que a lucta entre paulistas e emboaras nas margens do Rio das Mortes, longamente celebrado pelo romancista Bernardo Guimarães.
O norte de Goyaz esteve por muito tempo em armal, politicamente separado do sul, com a séde de um governo republicano a villa de Cavalcante.
Episodio historico tão natural como esse na nossa vida política, nem sequer solicitou a penna dos publicistas que se têm occupado ás vezes dos mais insignificantes motins e rebelliões praieiras que se deram em outras provincias, sempre em foco, em todos os tempos.
[...]
Si, como disse um escriptor, “mais do que em suas superstições e festas, que são o seu lado excepcional, devemos estudar o povo no seu trabalho, que é a sua feição normal” - certo que foi lavrando as minas auriferas e diamantiferas, no interior do nosso paiz que a raça africana importada nos tempos coloniaes trabalhou mais, cantando, e, portanto, foi lá que ella mais cantou, e lá é que devemos procurar de preferência seus cantares, as suas superstições; e igualmente será nas zonas mais intensivamente pastoris e ganadeiras nossas, que se estendem de Minas até Goyaz e Matto Grosso, que havemos de estudar, em flagrante, a raça mestiça nos seus typos de vaqueiros, vestidos de couro, que pastoreiam o gado e conduzem as boiadas destinadas ao consumo nas cidades littoraneas.
A poesia lyrica, repassada de sentimentalismo, pode ser alli melhor apreciada que ao norte ou sul do Brasil, pois somente na tradicional viola mineira de Queluz magico instrumento musical que excede ao cavaquinho nortistas e á guitarra serra do Rio Grande do Sul, é que reside o encanto inegualavel, a denguice indizivel dos ponteados, dos batuques e caterêos de Minas, oeste de S. Paulo, Goyaz e Matta Grosso [...]
Como muito bem observou Affonso Avinos, nos sertões goyanos a musica popular se irmana no seio do povo com os proprios hymnos e as cerimonias da egreja.
TIPO DE DOCUMENTO: Artigo de opinião ORIGEM: Adaptado de: SILVA, Henrique. “Folk-lore do Brasil Central”. Almanaque Brasileiro Garnier, n.º 13, ano IX, 1911, p. 412-416. Disponível em: https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/348449/per348449_1911_00013.pdf. Acesso em 26 fev. 2025. CRÉDITOS: Henrique Silva GLOSSÁRIO: Goyaz: Goiás.
Malogrado: que não teve êxito.
Odoríferas: que liberam odor.
Far-West: Oeste distante, referência ao Oeste estadunidense.
Fenimore Cooper: Político e escritor estadunidense do século XIX.
Amalgamadas: misturadas.
Depauperado: pobre.
Cosmopolitismo: do contato com vários povos e nações.
Sediças: rebeliões.
Prelecções: explorações.
Boçaes: ignorante.
Emboaras: emboabas.
Ganadeiras: guardadoras de gado.
Irmana: une. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, folclore, cultura popular
A partir da leitura do documento e suas pesquisas, é correto afirmar que Henrique Silva
Questão 6 14930515
ONHB 2 Fase 2025Para responder esta questão, leia o trecho do livro “Efemérides Brasileiras”, do Barão de Rio Branco e em seguida veja a obra de Henry Chamberlain:
Efemérides Brasileiras
“1809 – O Rio de Janeiro dos tempos coloniais tinha o aspecto de uma cidade do Oriente. As casas de um e mais andares apresentavam muxarabis, isto é, rótulas em sacada (em francês moucharabi, segundo Maspero). Um edital, desta data, do intendente-geral de polícia, Paulo Viana, ordenou a remoção dos muxarabis dentro do prazo de oito dias, devendo ser substituídos por grades de ferro ou balaústres de madeira.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Trecho de Livro ORIGEM: Obras do Barão do Rio Branco VI: efemérides brasileiras. / Rodolfo Garcia, organizador – Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2012 [1891]. 968 p. Disponível em: https://funag.gov.br/loja/download/975- Obras_do_Barao_do_Rio_Branco_VI_Efemerides_Brasileiras.pdf. Acesso em: 25 fev. de 2025. CRÉDITOS: Barão do Rio Branco PALAVRAS-CHAVE: memorialismo, história das cidades
Uma História, 1819-1820

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Gravura ORIGEM: Henry Chamberlain, Uma História. Vistas e costumes da cidade e arredores do Rio de Janeiro em 1819-1820. Segundo desenhos feitos pelo Tte. Chamberlain, da artilharia real durante os anos de 1819 a 1820 com descrições ; tradução e prefácio de Rubens Borba de Moraes. Rio de Janeiro: Livraria Kosmos, 1943, p. 100. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/227375. Acesso em: 22 jan. 2025. CRÉDITOS: Henry Chamberlain PALAVRAS-CHAVE: história das cidades, brasil imperial
A partir da leitura dos documentos e de seus conhecimentos prévios, assinale uma alternativa:
06
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