Questões de EFAF História - Temática -
45 Questões
Questão 33 15505879
CPM/ERJ 9 Ano 2026Qual movimento intelectual que surgiu no século XVIII defendeu a valorização da razão em detrimento da fé?
Questão 19 15553932
OLITEF Nível 3 – Ensino Médio 2025A BVRJ foi a primeira bolsa de valores no Brasil, criada em 1851, mantendo posição de destaque até a década de 1980. Atualmente, a bolsa de valores do Brasil é a ________, resultado da fusão ocorrida em 2017 entre a BM&FBOVESPA e a CETIP.
O principal indicador do mercado de ações no Brasil é o ________, que funciona como um termômetro do mercado acionário.
Questão 10 15552434
OLITEF Nível 2 – 8 e 9 Anos 2025O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é dividido entre agentes normativos, supervisores e operadores. Os órgãos normativos determinam as regras, os supervisores trabalham para que os integrantes do sistema sigam as regras definidas pelos órgãos normativos e os operadores ofertam os serviços financeiros.
Quais das instituições abaixo são órgãos supervisores?
I. Banco Central (BC).
II. Bolsa de Valores.
III. Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
IV. Superintendência de Seguros Privados (Susep).
V. Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
Questão 10 15552178
OLITEF Nível 1 – 6 e 7 Anos 2025Quais das seguintes alternativas são atividades realizadas por bancos?
I. Emprestar dinheiro para pessoas, empresas e governo.
II. Fiscalizar o funcionamento do mercado financeiro.
III. Oferecer opções de investimentos para seus clientes.
IV. Emitir CDB para captar dinheiro.
Questão 17 15440312
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO
Os recordes de Phelps, as proezas soviéticas: o que dizem os números das Olimpíadas
O nadador americano tem mais medalhas de ouro que a Argentina
Gabriel Gama, Amanda Gorziza e Renata Buono
A primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna foi realizada em 1896, em Atenas. Participaram 241 atletas, todos homens, representando catorze países. De lá para cá, tudo mudou. A Olimpíada deste ano, em Paris, receberá em torno de 10 mil atletas de mais de duzentos países – e com a maior participação feminina da história, estima-se. Na liderança do quadro de medalhas estão os Estados Unidos, que subiram ao pódio 2.655 vezes. A União Soviética, que deixou de existir há mais de trinta anos, continua na segunda posição, com 1.010 medalhas. O Brasil tem 150. Confira os dados do =igualdades.

O Brasil ocupa a 28ª posição no ranking geral de medalhas olímpicas. Tem o equivalente a 5,6% das medalhas dos Estados Unidos, que encabeçam a lista com folga desde a extinção da União Soviética. O top 10, como se vê, ainda é dominado por países europeus. […]
Michael Phelps, hoje com 38 anos, participou de cinco edições das Olimpíadas, entre 2000 e 2016. No seu auge, em Pequim, em 2008, conquistou 8 medalhas de ouro – maior marca registrada para um atleta numa única edição. A soviética Larissa Latynina, hoje com 89 anos de idade, participou de três edições entre 1956 e 1964 e obteve 18 medalhas. […]

O Brasil tem acompanhado essa evolução. Na última edição das Olimpíadas, em Tóquio, a delegação brasileira teve o maior percentual de mulheres da história: 49%. Das 21 medalhas que o país obteve naquele ano, 9 foram conquistadas por mulheres. [...]
Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/igualdades-olimpiadas-phelps-medalhas-brasil/. Acesso em: 12 jun. 2024.
TEXTO II
Jogos de Paris podem custar até R$ 27 bilhões para governo francês, diz tribunal
Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024 poderão ter um custo de até 5 bilhões de euros, equivalente a R$ 27 bilhões, para o governo francês, informou hoje (26) o Tribunal de Contas da França. O valor foi apontado pelo presidente do órgão, Pierre Moscovici, que apresentou os números em caráter de estimativa.
“Ainda não sabemos o custo certo. O tribunal de contas irá auditar as contas depois dos Jogos”, disse Moscovici, em entrevista à rádio France Inter. “Estes Jogos deverão custar entre três e cinco bilhões (de euros)”, disse a autoridade, indicando uma margem de cálculo, que será finalizado somente ao fim das duas grandes competições.
“O Tribunal vai auditar as contas ao fim dos Jogos”, destacou Moscovici, que já foi ministro da Economia da França. Ele afirmou também que, apesar das altas cifras, os Jogos de Paris 2024 terão um impacto “moderado” nas contas públicas do país. Até o ano passado, a expectativa era de gastos da ordem de até 2,5 bilhões de euros.
A estimativa inclui apenas os gastos públicos para a realização do grande evento. Na soma total dos custos, incluindo o investimento feito pela iniciativa privada, as cifras devem alcançar os 9 bilhões de euros, algo em torno de R$ 48,6 bilhões.
A estimativa feita pelo presidente do Tribunal de Contas acontece no mesmo dia em que o governo francês divulgou que o déficit público do país alcançou 5,5% do PIB em 2023, número acima do esperado. A dívida pública francesa alcançou 110,6% do PIB.
Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 serão disputados entre 26 de julho e 11 de agosto. A Paralimpíada acontecerá entre 28 de agosto e 8 de setembro.
Disponível em: https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/agencia/2024/03/26/jogos-de-paris-2024-podem-custar-ate-r27-bilhoes-para-governo-frances-diz-tribunal.htm. Acesso em: 12 jun. 2024.
Tanto a reportagem da Revista Piauí, texto I, quanto a notícia publicada no Portal UOL, texto II, apresentam evidente caráter jornalístico, que se manifesta em função:
Questão 4 14930440
ONHB 2 Fase 2025Muito antes de Biden, Roosevelt já tinha desbravado Amazônia
Quando o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pousar em Manaus no domingo (17/11/2024), ele ganhará o status de primeiro presidente do país a visitar a Amazônia no exercício do cargo. Mas um outro famoso ex-presidente americano, Theodore Roosevelt, já pisou por lá, e de forma muito mais radical: fez uma expedição de 136 dias para desbravar um rio então desconhecido.
Quando foi convidado a visitar a Amazônia, em 1913, Roosevelt, então com 55 anos, já não era mais presidente. Um ano antes, ele até tentara voltar à Casa Branca, sem sucesso: após dois mandatos consecutivos, de 1901 a 1909, perdeu a eleição de 1912 para o democrata Woodrow Wilson (...) O convite para desbravar a Floresta Amazônica partiu de Lauro Müller, então ministro das Relações Exteriores do governo Hermes da Fonseca. Ele sugeriu que Roosevelt fosse acompanhado por um ex-colega da Escola Militar, Cândido Rondon. O coronel topou, mas impôs uma condição: não queria ser guia turístico de uma caçada esportiva e, sim, o líder de uma expedição científica. Enquanto Roosevelt coletaria espécies da flora e da fauna brasileiras para o acervo do Museu de História Natural de Nova York, Rondon investigaria a foz de um rio que, não por acaso, era chamado como rio da Dúvida – ninguém sabia ao certo onde ele desaguava.
A expedição científica Roosevelt-Rondon (ou Rondon-Roosevelt, como preferem alguns) teve início em 12 de dezembro de 1913 e chegou ao fim em 27 de abril de 1914. Na comitiva de 22 homens, Roosevelt levou, além do filho, Kermit, de 25 anos, dois cientistas do Museu de História Natural, George K. Cherrie e Leo E. Miller, e um padre, John A. Zahm. A certa altura, Zahm chegou a ser convidado por Roosevelt a voltar para casa. Motivo? Queria ser carregado numa padiola por indígenas do povo pareci. Já Rondon levou, entre os 18 homens de sua confiança, um médico, um cozinheiro e um mateiro indígena. Além de três cachorros: Trigueiro, Cartucho e Lobo.
A expedição foi repleta de perigos. A começar pelo rio
Descoberto em 1909 pelo próprio Rondon, tem 679 quilômetros de extensão e percorre três estados: nasce em Rondônia, atravessa o Mato Grosso e desemboca no Amazonas. Lá, torna-se afluente do Aripuanã.
Quatro canoas foram tragadas por redemoinhos, levando boa parte dos mantimentos. Num deles, o remador Antônio Simplício da Silva, depois de fazer uma manobra arriscada a pedido de Kermit, morreu. Famintos e exaustos, os membros da expedição tiveram que talhar novas embarcações em troncos de tatajuba. ”A expedição precisava de gente que soubesse fazer canoa porque, mais cedo ou mais tarde, eles iam precisar”, explica o jornalista Pedro Libânio (...). ”Os expedicionários americanos cogitaram a hipótese de trazer canoas canadenses para o Brasil. Já imaginou? Não iam durar nem um minuto”
Em outro trecho da expedição, brasileiros e americanos, impedidos de seguir viagem pelo rio caudaloso, foram obrigados a arrastar as canoas floresta adentro. Para piorar, o cardápio da comitiva se resumia, por vezes, a apenas dois pratos: carne de macaco ou sopa de tartaruga.
”Roosevelt demonstrou menosprezo pelo homem da Amazônia ao afirmar que, por mais fortes e diligentes que fossem, os caboclos ribeirinhos não se comparavam aos hábeis lenhadores do Hemisfério Norte”, relata o historiador João Klug, (...) ”Para Roosevelt, a floresta tropical era uma espécie de barbárie que precisava de um choque civilizacional. A fauna brasileira era vista como inferior e não como diferente.
Os jacarés eram animais horrendos que precisavam ser abatidos a todo custo”.
Três mortos e ataque de flechas
A expedição teve ao menos três baixas: morreram, além de Simplício da Silva, o sargento Manoel Vicente da Paixão, por assassinato, e o soldado Júlio de Lima, que desertou. Paixão, o cozinheiro da tropa, suspeitou que Lima estivesse roubando comida. Acuado, Lima matou Paixão com um tiro de espingarda. ”O episódio ilustra bem o choque de mentalidades entre Rondon, um humanista, e Roosevelt, um pragmático.
Enquanto Roosevelt queria executar o assassino, Rondon declarou que não havia pena de morte no Brasil. Por essa razão, o criminoso deveria ser julgado”, cita o cineasta Joel Pizzini (...)
Enquanto os dois discutiam em francês – a única língua que ambos dominavam –, Lima correu para o mato e nunca mais foi visto. Suspeita-se que tenha sido atacado por indígenas ou devorado por onças. ”Questões levantadas por Rondon, como a convivência pacífica com os povos originários e o desenvolvimento autossustentável da Amazônia, seguem atuais”.
O roteirista Igor Miguel Pereira (...) aponta outro episódio tenso: o dia em que a expedição foi alvo de flechas. ”Rondon, um descendente de indígenas, defendia o diálogo. Já Roosevelt, um autêntico caubói, buscava o confronto”, compara. ”Outro aspecto interessante é o contraste das visões de mundo. Para Roosevelt, a floresta era um desafio a ser vencido; para Rondon, um meio de sobrevivência. Na Amazônia, Roosevelt descobriu que mosquitos e formigas podem ser bem mais desafiadores do que leões e rinocerontes. Entre um apuro e outro, Roosevelt ainda encontrou tempo para praticar seu passatempo favorito: a caça. Abateu onças, veados e jacarés. E também para contemplar a natureza. Ficou encantado, por exemplo, com a cachoeira de Utiariti, de 85 metros de altura. ”Não há na América do Norte, com exceção do Niágara, outra que se possa comparar em volume e beleza”, escreveu no seu diário.
Ao final, 30 quilos mais magro
Em 27 de março de 1914, o ex-presidente americano se feriu numa pedra. Sua perna infeccionou e ele teve que ser operado às pressas, na casa de um seringueiro. Desesperado, chegou a suplicar a Rondon que seguisse viagem e o deixasse para trás. ”Em vários aspectos, o verdadeiro herói da expedição foi o médico José Antônio Cajazeiras. Se não fosse ele, Roosevelt teria morrido. Fez duas operações em condições bastante precárias”, elogia o jornalista americano Larry Rohter (...) Não bastasse, o ex-presidente americano ainda contraiu malária e sofreu com furúnculos pelo corpo. Nos últimos dias, não conseguia mais sentar e teve que ser conduzido de bruços sobre uma maca. Resultado: chegou a Manaus, a última parada da expedição, 30 quilos mais magro. Para não pegar malária, Rondon tomava, antes de cada refeição, uma dose de quinina.
Naquele ano, quando lançou Nas selvas do Brasil (Through the Brazilian wilderness, no original), Roosevelt se referiu à Floresta Amazônica como ”natureza infernal”. Morreu no dia 6 de janeiro de 1919, de ataque cardíaco. Tinha 60 anos.
Roosevelt dedicou o livro a Rondon: ”brilhante” e ”intrépido” foram alguns dos adjetivos usados. Comparou os mosquitos a ”pragas noturnas”, descreveu o tamanduá-bandeira como ”gigante comedor de formigas” e denominou as piranhas de ”os peixes mais ferozes do universo”. ”Das muitas imagens que analisei no Museu de História Natural, não vi nenhuma do Roosevelt dentro d’água. Seria medo de piranhas?”, indaga o historiador Sérgio Luiz Augusto de Andrade de Almeida (...) ”De todos os animais da fauna brasileira, nenhum incomodou mais o ex-presidente do que os mosquitos. Em várias imagens, aparece usando um chapéu de caçador com uma rede cobrindo o rosto. Dizia que os insetos eram o verdadeiro perigo da selva”. (...)
Terminada a expedição, o rio da Dúvida foi rebatizado de Roosevelt. É tão caudaloso que, em 2018, Bruno Barreto tentou transformá-lo em locação, mas não conseguiu. O jeito foi rodar O hóspede americano em outros cenários, como a Chapada dos Guimarães (MT). Na minissérie, Aidan Quinn interpreta Roosevelt e Chico Diaz, Rondon. ”Ninguém morreu, mas chegamos perto várias vezes”, brincou o ator americano, por ocasião das filmagens. Um pequeno afluente também mudou de nome. Virou Kermit, em homenagem ao filho do ex-presidente.
”Nem Rondon, o maior conhecedor de rios da Amazônia, encontrou, antes ou depois, um rio tão difícil de ser explorado”, analisa o sociólogo José Augusto Drummond (...) ”Bem, se o objetivo de Roosevelt era experimentar nossa natureza selvagem, acho que ele foi plenamente alcançado”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Matéria jornalística ORIGEM: Adaptado de: BERNARDO, André. Muito antes de Biden, Roosevelt já tinha desbravado Amazônia. Portal Deutsche Welle, 16/11/2024. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/muito-antes-de-biden-roosevelt-j%C3%A1-tinha-desbravadoamaz%C3%B4nia/a-70797453. Acesso em: 20 jan. 2025. CRÉDITOS: André Bernardo, Deutsche Welle GLOSSÁRIO: Padiola : cama de lona portátil em que se transportam doentes ou feridos; maca. Mateiro : indivíduo que, por sua grande vivência em matas cerradas, trabalha como guia para outras pessoas. Tatajuba : árvore pertencente à família ‘Moraceae’, nativa das Guianas e do Brasil. Quinina : alcalóide com propriedades antitérmicas, antimaláricas e analgésicas, extraída da casca da planta Quina. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, territórios, história da ciência
A expedição Roosevelt-Rondon
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)