Questões de EFAF História - Temática -
21 Questões
Questão 121 11163601
CONCURSOS 3 2024TEXTO PARA A QUESTÃO ABAIXO
“Me dê um beijo, meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças, livros, sim...
E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo:
É! -- proibido proibir.”
É Proibido Proibir – Caetano Veloso (1968)
A música “É Proibido Proibir”, de Caetano Veloso, foi desclassificada e repudiada durante o III Festival Internacional da Canção de 1968, proporcionando a Caetano uma estrondosa vaia. Impossibilitado de cantar pela ruidosa irritação da plateia, o compositor acabou agredindo verbalmente o público e o júri.
Assinale a alternativa CORRETA acerca da relação desta música com o contexto histórico cultural brasileiro de 1968:
Questão 7 16208976
ONHB Fase 4 2023A exposição Ausenc’as é composta por fotografias do argentino Gustavo Germano. Em 2015 ela esteve em cartaz no Memorial da Resistência de São Paulo. Observe uma das fotografias que a compõem, e em seguida, leia a biografia de Luiz Eurico Tejera Lisbôa, que aparece na primeira fotografia .
Luiz Eurico Tejera Lisbôa (Ausenc’as, 2015)

Porto alegre, 7 de março de 1969. Suzana e sua mãe posavam ao lado de Luiz Eurico. Estavam em um apartamento na Fernandes Vieira, número 583. A filha deixava a casa dos pais em companhia do namorado. Eles seguiriam até o registro civil, onde se casariam naquele dia.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Luiz Eurico Tejera Lisbôa, 2012. Folder da Exposição Temporária Ausênc’as, do Memorial da Resitência de São Paulo (2015), Gustavo Germano. CRÉDITOS: Gustavo Germano PALAVRAS-CHAVE: fotografia, ditadura civil-militar
Luiz Eurico Tejera Lisbôa
Primogênito de sete irmãos, sendo um deles o músico Nei Lisboa, iniciou sua militância política na Juventude Estudantil Católica. Integrou o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares (VAR-Palmares) e a Ação Libertadora Nacional (ALN). Estudou no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, centro da efervescência do movimento estudantil secundarista, onde fez parte do Grêmio Estudantil e acabou expulso, junto com outros colegas, por motivos políticos.
Mudou-se para Santa Maria e foi membro da diretoria da União Gaúcha dos Estudantes Secundários. Em 1969, casou-se com Suzana Keniger Lisboa e começou a trabalhar como escriturário no Serviço Nacional de Indústrias (Senai). Porém, em outubro do mesmo ano, foi condenado à revelia a seis meses de prisão com base na Lei de Segurança Nacional, o que levou o casal a optar pela clandestinidade.
Esteve algum tempo em Cuba, retornando ao Brasil em 1971, na tentativa de reorganizar a ALN em Porto Alegre. Foi preso em circunstâncias desconhecidas em São Paulo, na primeira semana de setembro de 1972, e está desaparecido desde então. Supõe-se que tenha morrido poucos dias depois, sob tortura, aos 24 anos de idade.
Somente em junho de 1979, o Comitê Brasileiro pela Anistia conseguiu localizar o corpo de Luiz Eurico, enterrado com o nome de Nelson Bueno, no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. Dentre os desaparecidos políticos do período da ditadura militar, ele foi o primeiro cujo corpo foi encontrado. Pouco depois, uma foto de Luiz Eurico foi capa de várias revistas nacionais, e a carta escrita por sua mãe, Clélia Tejera Lisboa, com o título “Não choro de pena de meu filho”, tornou-se um símbolo da luta pela anistia e pelo reconhecimento da existência dos desaparecidos políticos no Brasil. Em 1993, a Editora Tchê, em parceria com o Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul, publicou o livro “Condições ideais para o amor”, com poesias e cartas de Luiz Eurico Tejera Lisboa e depoimentos de pessoas que o conheceram. Em junho de 2013, um laudo da Comissão Nacional da Verdade refutou a versão oficial de que Luiz Eurico tinha cometido suicídio.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Biografia ORIGEM: Luiz Eurico Tejera Lisbôa. Site Memórias da Ditadura. Instituto Vladimir Herzog. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/luiz-eurico-tejera-lisboa/. CRÉDITOS: Instituto Vladimir Herzog PALAVRAS-CHAVE: ditadura civil-militar, biografia
Sobre os documentos e os temas que eles suscitam, escolha uma alternativa.
Questão 7 10768547
COLTEC 2023Sobre as características dos estilos de época na História da Literatura Brasileira, é INCORRETO afirmar que
Questão 6 16237269
ONHB Fase 4 2021Observe a reprodução artística e leia as notícias.
Retrato do Intrépido Marinheiro Simão, carvoeiro do vapor Pernambucana (1853-57)

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Óleo sobre tela ORIGEM: José Correia de Lima. Retrato do Intrépido Marinheiro Simão, carvoeiro do vapor Pernambucana (1853-57). Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (RJ). Disponível em: https://artsandculture.google.com/asset/potrait-of-the-intrepid-sailor-sim%C3%A3ocollier-of-the-steamboat-pernambuco-jos%C3%A9-correia-de-lima/zgH-IM4NIEf8Hg?hl=pt-br [https://artsandculture.google.com/asset/potrait-of-the-intrepid-sailor-sim% C3%A3o-collier-of-the-steamboat-pernambuco-jos%C3%A9-correia-de-lima/zgHIM4NIEf8Hg?hl=pt-br] https://artsandculture.google.com/asset/potrait-of-the-intrepid-sailor-sim%C3%A3o-collier-of-thesteamboat-pernambuco-jos%C3%A9-correia-de-lima/zgH-IM4NIEf8Hg?hl=pt-br CRÉDITOS: José Correia de Lima TÉCNICA: Óleo sobre tela DIMENSÕES: 93 x 72,6 cm PALAVRAS-CHAVE: retrato, história da arte, brasil imperial
Correio Mercantil, 06 de novembro de 1853

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Correio Mercantil, n. 309, Rio de Janeiro de 06 de novembro de 1853, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&pagfis=8186 [http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&pagfis=8186] http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&pagfis=8186 [http://memoria.bn.br/DocReader/213420/1020] CRÉDITOS: Correio Mercantil GLOSSÁRIO: Subscripção: Compromisso de contribuir com certa quantia (para empresa, obra de beneficência, homenagem etc.) firmado com assinatura em uma lista. Dythirambo: Hino em honra de Baco; poesia lírica em estâncias irregulares para exprimir o delírio do entusiasmo, da alegria. PALAVRAS-CHAVE: imprensa, naufrágio, brasil imperial
Correio Mercantil, 15 de novembro de 1853
Falaremos agora do marinheiro Simão, já tão conhecido de todos (...) A salvação de treze vidas deve-se a este intrépido marinheiro (...) ... treze vezes foi ele de terra a bordo, nadando, guiado pelo cabo, e de cada vez salvava uma vida; quando depois de muitas viagens a força parecia querer abandoná-lo, parava um instante, deitava-se, revolvia o corpo na areia, e partia de novo. É mister atribuir a este grande esforço não só à coragem, como aos sentimentos de humanidade de que é dotado o marinheiro Simão, e ele merece o duplo galardão de corajoso e sensível; estas duas qualidades reunidas em um só homem constituem um tipo raro e digno da maior admiração.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Correio Mercantil, n. 318, Rio de Janeiro de 15 de novembro de 1853, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&PagFis=8224 [http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&PagFis=8224] http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&PagFis=8224 GLOSSÁRIO: Mister: Necessário. Galardão : Recompensa por valiosos serviços prestados, por mérito especial. PALAVRAS-CHAVE: naufrágio, brasil imperial, imprensa
Escolha a melhor alternativa:
Questão 7 16236990
ONHB Fase 3 2021Leia o repente a seguir, de autoria do artista Cesanildo:
Jesus e Tiradentes
Achei muito parecido Tiradentes com Jesus
Todos os dois alvos e loiros, fortes, dos olhos azuis
Um era mártir da forca o outro mártir da cruz.
Jesus Cristo e Tiradentes morreram no mês de Abril
Um na forca outro na cruz nas mãos de um povo imbecil
Um salvava a Palestina o outro salvava o Brasil
Morreram se parecendo da forca para o madeiro
Jesus Cristo não casou-se, Tiradentes foi solteiro
Um era da Palestina e o outro brasileiro
Eu quero pedir desculpas na comparação que fiz
Um julgado pelo povo o outro pelo juiz
Um salvava o mundo inteiro e o outro seu país.
Todos os dois foram traídos, condenados pelas leis
Jesus traído por Judas o símbolo da malvadez
E Tiradentes traído pelo Silvério dos Reis
Num mundo dos homens falsos não se acaba a crueldade
Enforcaram Tiradentes porque pediu liberdade
Crucificaram Jesus porque falou a verdade
Jesus enfrentou Herodes o rei do poder profundo
Tiradentes enfrentou a avó de Pedro Segundo
Um salvava sua pátria e o outro salvava o mundo
Os dois mártires pareciam um com outro até na sorte
Tiradentes muito afoito, Jesus Cristo muito forte
Nem Tiradentes correu, nem Jesus temeu a morte
Caso não exista engano da história pra profecia
Enforcaram Tiradentes as onze e meia do dia
E as três e meia da tarde Jesus também falecia
Jesus morreu numa cruz, Tiradentes enforcado
Com um carrasco na frente, de cada lado um soldado
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Música OBSERVAÇÃO: Segundo Cláudio José de Carvalho Neto: “Jesus e Tiradentes”, repente. Gravação de Cesanildo gentilmente cedida pelo Professor Dr. Francisco José Gomes Damasceno, da Universidade Estadual do Ceará (UECE). (Neto, 2019, p. 94) ORIGEM: “Jesus e Tiradentes”, repente. Gravação de Cesanildo. In. Cláudio José de Carvalho Neto. “Quem será o herói dessa nossa história? Quem vai tecer o amanhã?”: A disputa de narrativas e representações de Tiradentes e da Inconfidência Mineira na ditadura civil-militar. (Dissertação de Mestrado). Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2019, pp. 94-92. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/49327/3/2019_dis_cjcarvalhoneto.pdf [http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/49327/3/2019_dis_cjcarvalhoneto.pdf] http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/49327/3/2019_dis_cjcarvalhoneto.pdf CRÉDITOS: Cesanildo; Cláudio José de Carvalho Neto. GLOSSÁRIO: Herodes: antigo rei do território da Palestina PALAVRAS-CHAVE: música popular, minas gerais, inconfidência mineira
A partir do repente e de seus conhecimentos, escolha uma alternativa:
Questão 6 10781871
OBQJr 8° ou 9° Ano - Fase 1 2020Um objeto de grande estima popular foi roubado há quase quarenta anos. Ele pesava 3,8 quilos, tinha 35 centímetros de altura e era a imagem da deusa da vitória. Os ladrões renderam os seguranças do prédio onde a relíquia estava exposta e a levaram. O objeto nunca mais foi encontrado. A suspeita mais forte é que os seus dois principais componentes foram derretidos e utilizados para a confecção de novas peças. Cada um deles era constituído apenas por um tipo de elemento químico.
O objeto em questão é o(a)
06
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