Questões de EFAF História - Fundamentos da História e historiografia
108 Questões
Questão 43 15498502
CPM/ERJ 6 Ano 2026O estudo da História envolve compreender o tempo histórico, que se diferencia do tempo cronológico. Enquanto o tempo cronológico mede a duração dos acontecimentos por meio de calendários e relógios, o tempo histórico considera os ritmos sociais, culturais e políticos, permitindo analisar a sucessão e simultaneidade de eventos. A linha do tempo é uma ferramenta essencial para visualizar essas relações.
Considerando os conceitos de sucessão e simultaneidade, analisar acontecimentos simultâneos em regiões distintas permite
Questão 42 15498501
CPM/ERJ 6 Ano 2026A escrita e a marcação do tempo foram fundamentais para
Questão 6 14931412
ONHB 3 Fase 2025Leia o texto abaixo sobre a definição de “história”
História
O termo ”história”, na língua portuguesa, remete a três sentidos distintos. O primeiro, e mais generalizado, refere-se ao conjunto das ações humanas no tempo, cuja realização se deve a razões e a decisões. Esse conjunto é habitualmente chamado de história, na linguagem comum e na especializada.
O segundo sentido diz respeito ao procedimento formal de constituição do conhecimento científico. Também aqui se usa o termo ”história”, embora se tenha registrado mais recentemente o uso crescente das expressões ”ciência histórica” e ”história como ciência”. Trata-se aqui de um esforço metódico para distinguir entre o caráter científico (controlável) do conhecimento obtido por procedimentos metódicos de investigação e o significado de história no senso comum. O terceiro sentido do uso do termo ”história” tem a ver com o acervo produzido pela ciência histórica sob a denominação de ”historiografia”. A esse conjunto de documentos, majoritariamente em forma escrita (mas não exclusivamente, pois inclui por exemplo as diversas variações do documento visual composto, como os filmes, notadamente os documentários), também chamamos ”história”.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: Adaptado de Estevão de Rezende Martins. “História”. Revista online Crítica (1997-2008), 30 agosto 2004. Disponível em: https://web.archive.org/web/20080828120811/http://www.criticanarede.com/fil_historia.html. Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Estevão de Rezende Martins PALAVRAS-CHAVE: teoria da história, história dos conceitos, definição de história
A partir do trecho, é correto afirmar que:
Questão 31 15343688
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto e responda à questão.
TEXTO
[1] Não há nada que diferencie tanto a sociedade ocidental de nossos dias das sociedades
mais antigas da Europa e do Oriente do que o conceito de tempo. Tanto para os antigos
gregos e chineses quanto para os nômades árabes de hoje, o tempo é representado pelos
processos cíclicos da natureza, pela sucessão dos dias e das noites, pela passagem das
[5] estações. Os nômades e os fazendeiros costumavam medir, e ainda hoje o fazem, seu dia do
amanhecer até o crepúsculo e os anos em termos de tempo de plantar e de colher, das folhas
que caem e do gelo derretendo nos lagos e rios.
O homem do campo trabalhava em harmonia com os elementos, como um artesão,
durante tanto tempo quanto julgasse necessário. O homem ocidental civilizado, entretanto,
[10] vive num mundo que gira de acordo com os símbolos mecânicos e matemáticos das horas
marcadas pelo relógio. É ele que vai determinar seus movimentos e dificultar suas ações.
O relógio modificou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma
mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como um sabonete ou um punhado de
passas de uvas. O relógio representa um elemento de ditadura mecânica na vida do homem
[15] moderno, mais poderoso do que qualquer outro explorador isolado ou do que qualquer outra
máquina.
Assim, o homem que não conseguir ajustar-se deve enfrentar a desaprovação da
sociedade e a ruína econômica, a menos que abandone tudo, passando a ser um dissidente
para o qual o tempo deixa de ser importante. O operário transforma-se em um especialista
[20] em "olhar o relógio", preocupado apenas em saber quando poderá escapar para gozar as
escassas e monótonas formas de lazer que a sociedade industrial lhe proporciona; onde ele,
para "matar o tempo", programará tantas atividades mecânicas com tempo marcado, como ir
ao cinema, ouvir rádio e ler jornais quanto permitir o seu salário e o seu cansaço. Agora, são
os movimentos do relógio que vão determinar o ritmo da vida do ser humano.
WOODCOCK, George. A ditadura do relógio. Porto Alegre: L&PM Editores (Adaptado).
Com base no Texto, assinale a alternativa em que o enunciado destacado não pode ser transposto para a voz passiva.
Questão 30 15343658
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto e responda à questão.
TEXTO
[1] Não há nada que diferencie tanto a sociedade ocidental de nossos dias das sociedades
mais antigas da Europa e do Oriente do que o conceito de tempo. Tanto para os antigos
gregos e chineses quanto para os nômades árabes de hoje, o tempo é representado pelos
processos cíclicos da natureza, pela sucessão dos dias e das noites, pela passagem das
[5] estações. Os nômades e os fazendeiros costumavam medir, e ainda hoje o fazem, seu dia do
amanhecer até o crepúsculo e os anos em termos de tempo de plantar e de colher, das folhas
que caem e do gelo derretendo nos lagos e rios.
O homem do campo trabalhava em harmonia com os elementos, como um artesão,
durante tanto tempo quanto julgasse necessário. O homem ocidental civilizado, entretanto,
[10] vive num mundo que gira de acordo com os símbolos mecânicos e matemáticos das horas
marcadas pelo relógio. É ele que vai determinar seus movimentos e dificultar suas ações.
O relógio modificou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma
mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como um sabonete ou um punhado de
passas de uvas. O relógio representa um elemento de ditadura mecânica na vida do homem
[15] moderno, mais poderoso do que qualquer outro explorador isolado ou do que qualquer outra
máquina.
Assim, o homem que não conseguir ajustar-se deve enfrentar a desaprovação da
sociedade e a ruína econômica, a menos que abandone tudo, passando a ser um dissidente
para o qual o tempo deixa de ser importante. O operário transforma-se em um especialista
[20] em "olhar o relógio", preocupado apenas em saber quando poderá escapar para gozar as
escassas e monótonas formas de lazer que a sociedade industrial lhe proporciona; onde ele,
para "matar o tempo", programará tantas atividades mecânicas com tempo marcado, como ir
ao cinema, ouvir rádio e ler jornais quanto permitir o seu salário e o seu cansaço. Agora, são
os movimentos do relógio que vão determinar o ritmo da vida do ser humano.
WOODCOCK, George. A ditadura do relógio. Porto Alegre: L&PM Editores (Adaptado).
Após a leitura do Texto, é correto afirmar que:
Questão 1 14945519
ONHB Fase 3 2024Documento
Em nome do objeto: museu, memória e ensino de história
Uma proliferação incessante de objetos. Essa é, certamente, uma característica do mundo no qual vivemos. Além do aparecimento constante de certas novidades que rapidamente se tornam de uso mais ou menos comum, como o telefone celular, o videocassete ou o CD, coisas já inventadas ganham rapidamente outras cores e formatos Estamos, como diz Jean Baudrillard, no “tempo dos objetos”. No passado, não muito distante, havia uma perenidade que hoje já não há: “os objetos viam o nascimento e a morte de gerações humanas. Atualmente, são os homens que assistem ao início e ao fim dos objetos”.
Quem nasceu nos anos 1970 não manuseou discos de cera, com uma música de cada lado. Para os adolescentes da década de 1990, o disco de vinil apresentou-se como coisa fora de uso comum. E assim, vemos nascer e morrer objetos, com uma rapidez que assusta e excita, no desejo sempre renovado de consumir. O “tempo dos objetos” pressupõe a existência da “sociedade de consumo”.
No cotidiano, usamos uma infinidade de objetos: desde a televisão até uma roupa. Por outro lado, pouco pensamos sobre os objetos que nos cercam. Se pouco refletimos sobre nossos próprios objetos, a nossa percepção de objetos expostos no museu será também de reduzida abrangência. Sem o ato de pensar sobre o presente vivido, não há meios de construir conhecimento sobre o passado. E o próprio conhecimento do presente já pressupõe referências ao pretérito. É por isso que qualquer museu histórico pode (e deve) ter, em seu acervo, artefatos do mundo contemporâneo.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: RAMOS, Francisco Régis Lopes. Em nome do objeto: museu, memória e ensino de história. Fortaleza, Imprensa Universitária da Universidade Federal do Ceará (UFC), 2020. Pgs. 31, 38, 41. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/56706. Acesso em 26 mai 2024. CRÉDITOS: Francisco Régis Lopes Ramos PALAVRAS-CHAVE: cultura material, historiografia
Documento
Do teatro da memória ao laboratório da História: a exposição museológica e o conhecimento histórico
Enfim, do ponto de vista metodológico (base também para uma sólida exploração educacional), as possibilidades da exposição histórica são privilegiadas. Não sendo a História um conjunto a priori de noções, afirmações e informações - mas uma leitura em que ela mesma institui, em última instância, aquilo que pretende tornar inteligível - ensinar História só pode ser, obrigatoriamente, ensinar a fazer História (e aprender História, aprender a fazer História). Por isso, a diretriz (...) de um museu histórico seria transformar-se num recurso para fazer História com objetos e ensinar como se faz História com os objetos.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. Do teatro da memória ao laboratório da História: a exposição museológica e o conhecimento histórico. São Paulo. Anais do Museu Paulista. V.3, jan/dez 1995, pgs 39-40. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/anaismp/article/view/5289. Acesso em: 26 mai 2024. CRÉDITOS: Ulpiano T. Bezerra de Meneses PALAVRAS-CHAVE: museus, historiografia, cultura material
Documento
Os objetos sobrevivem ao morto
Os objetos sobrevivem ao morto:
os sapatos,
o relógio,
os óculos
sobrevivem
ao corpo
e solitários restam
sem conforto.
Alguns deles, como os livros,
Ficam com o destino torto.
Parecem filhos deserdados
ou folhas secas no horto.
As joias perdem o brilho
embora em outro rosto.
Não deveriam
deixar pelo mundo
espalhados
os objetos órfãos do morto, pois eles são, na verdade,
fragmentos
de um corpo.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Poema ORIGEM: SANT’ANNA, Affonso Romano de. Intervalo amoroso e outros poemas escolhidos. Porto Alegre: L&PM, 1999. p. 78. CRÉDITOS: Affonso Romano de Sant’Anna PALAVRAS-CHAVE: literatura, cultura material
Os dois textos acadêmicos, em conjunto com o poema, estabelecem:
06
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