Questões de EFAF História - Geral - Idade Média -
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Questão 45 10775982
IFMG 2020/1Leia estes textos.
TEXTO I
“Foi o mais conhecido dos imperadores do Mali, e essa reputação se deveu à sua peregrinação a Meca em 1325 e, sobretudo, à temporada no Cairo, onde distribuiu ouro em tal quantidade que fez baixar a cotação do precioso metal por muito tempo. Essa peregrinação teve consequências bastante importantes para a subsequente história do Sudão ocidental, região que doravante passaria a ocupar a mente dos homens; Egito, Magreb, Portugal e as cidades mercantis da Itália interessavam-se cada vez mais pelo Mali. O próprio mansa Mūsā, orgulhoso de seu poder, muito fez para que o Mali se afigurasse um Eldorado aos olhos dos estrangeiros. Uma vez no trono, tratou de consolidar as aquisições dos predecessores e de fazer respeitada a autoridade central, contando, para isso, com a ajuda do insigne general Saran Mandian. Este reafirmou o poder do soberano, não apenas no vale do Níger até adiante de Gao, como também em todo o Sahel, conquistando a submissão dos nômades saarianos, tão inclinados ao saque e à revolta.”
NIANE, DjibrilTamsir. O Mali e a segunda expansão Manden. In: História Geral da África, IV: África do século XII ao XVI. Brasília: UNESCO, 2010. p. 133-192.
TEXTO II
“[A globalização] no período Moderno caracterizou um processo amplo de abertura dos horizontes geográficos da humanidade, marcado pelo crescimento das navegações indianas pelo Índico; expansão do comércio na Ásia, por vias terrestres e marítimas; fortalecimento das rotas de peregrinação muçulmana, em todo o Velho Mundo; ampliação das conexões africanas com o exterior, através doSaara, Mediterrâneo ou marVermelho; estabelecimento definitivo de vínculos entre a África Ocidental e Meca; ligação da América ao restante do globo, através das navegações europeias, e circunavegação marítima do globo, realizada pelos europeus. Trata-se, assim, de um processo difuso e multivetorial”.
MOTA, Thiago Henrique. História Atlântica da islamização na África Ocidental: Senegâmbia, séculos XVI e XVII. Universidade Federal de Minas Gerais (Tese de Doutorado). Belo Horizonte, 2018. p. 178.
Considerando esses textos, o Império do Mali
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