Questões de EFAF História - Geral - Anarquismo
9 Questões
Questão 7 14935974
ONHB 4 Fase 2025Observe o grafite e, em seguida, leia o texto sobre Espertirina Martins.
Você conhece o buquê de Espertirina?

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Grafite ORIGEM: Mundano + Armamento Visual. Disponível em: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=605340349479785&id=335663696447453&set=a.436092103071278. Acesso em 23 fev. de 2025. CRÉDITOS: Mundano + Armamento Visual PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, história das mulheres
Espertirina Martins
Corajosa e bela militante anarquista. Feminista. Oradora e conferencista. Natural de Lajeado, onde nasceu em 1902. Era a mais jovem das irmãs Martins. Agitadora, atuou em Porto Alegre, Rio Grande, São Paulo (SP) e Campos (RJ). Foi aluna da Escola Moderna, onde também estudava seu futuro marido, Artur Fábião Carneiro, e, das irmãs, era ‘a mais intransigente do ponto de vista ideológico’, segundo seu sobrinho Marat Martins Budaszewski.
Com apenas 15 anos, em 1917, carregava a bomba com que Djalma Fettermann enfrentou a carga da cavalaria da Brigada Militar na batalha campal travada na Várzea, hoje Avenida João Pessoa, entre anarquistas e brigadianos, em janeiro desse ano. O confronto se deu durante o enterro de um trabalhador assassinado pela repressão. Espertirina levava essa bomba disfarçada dentro de um buquê de flores…
‘Morou com a irmã Eulina, esposa de Zenon de Almeida, em Rio Grande, onde participou de comícios, manifestações e passeatas, inclusive de um encontro sangrento com as forças de repressão. Teve o curso primário completo, estudou violino, escrevia e era oradora ardente. Com Zenon, no prelo portátil, imprimia os panfletos e jornais revolucionários, distribuindo-os nas fábricas e bairros operários. De novo em Porto Alegre, já moça feita, tornou-se uma feminista convicta. Em 1925 foi residir com Eulina e Zenon em Campos (RJ), ligando-se novamente aos grupos anarquistas, quando promoveu reuniões e pronunciou conferências’
‘Com a irmã Dulcina, que se havia casado com Djalma Fettermann, foi residir no Rio, na Ilha do Governador, Praia da Bandeira, aí casando-se com Fabião Carneiro, o qual logo a seguir foi trabalhar na empresa de publicidade Eclética, em São Paulo. Nesta cidade, ambos ligaram-se a Edgar Leuenroth, junto a quem prosseguiram nas atividades revolucionárias, até voltarem para Porto Alegre. Aqui, Espertirina veio a falecer em 22 de dezembro de 1942, em virtude das complicações de um parto prematuro e apendicite. Faleceu antes de completar quarenta anos, fiel às suas posições revolucionárias.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: MARÇAL, João Batista. Os anarquistas do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Unidade Editorial, 1995, pp. 108-109. CRÉDITOS: João Batista Marçal GLOSSÁRIO: Intransigente : que não faz nenhuma concessão Prelo portátil: máquina manual ou mecânica para imprimir livros, jornais, revistas etc. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, história das mulheres
Escolha uma das alternativas.
Questão 5 14946306
ONHB Fase 3 2022O conteúdo a seguir foi traduzido do espanhol pela pesquisadora Fernanda Gregolin. Trata-se de um texto assinado pela anarquista Maria Antônia Soares (1898-1991) publicado, em setembro de 1922, na capa do jornal Nuestra Tribuna, editado na Argentina.
O centenário brasileiro

Trechos traduzidos:
Os caça níqueis de todas as repúblicas e monarquias existentes estiveram reunidos nesta capital com o pretexto de comemorar o centenário da independência brasileira. E comemoraram lindamente! Os banquetes se sucedem de tal forma que aparecem empenhados em deixar bem presente a voracidade dos comensais e a generosidade do povo anfitrião. A exaltação despendida para obsequiar as delegações estrangeiras assumiu proporções escandalosas, porque nossos governantes parecem ter perdido aquela qualidade dos bons políticos a qual consiste em enganar o povo deixando-o contente, e então, a pouca vergonha que tinham.
Uma coisa ganharemos os brasileiros com tudo isso; ao voltar aos seus países, os ilustres hóspedes dirão aos jornalistas que os entrevistarão: ”o Brasil é uma grande nação; o povo brasileiro é hospitaleiro, cavalheiro, bom, generoso, rico, etc, etc.”
O povo do Brasil. Pobre povo!
Disso tudo, das festas do centenário, guardará uma lembrança muito amarga.
Jamais nossas misérias parecem tão grandes em relação aos demais. E neste caso, não houve ao menos a preocupação de fazer do contraste algo menos brutal.
Mas se a atitude do governo nestas festas foi de desprezo e provocação para com o povo, uma sábia precaução o colocou em condições de poder atuar livremente, sem nenhum contratempo, ao decretar estado de sítio.
Se nestas festas somente aos embaixadores e demais engravatados é dado o direito de estar no banquete e se divertir, também somente a eles é permitido falar. E assim dirão, em longos e retumbantes discursos, toda a grandeza de uma pátria independente e livre. Entoarão hinos à glória imensa deste povo que há cem anos se libertou do domínio português, mas esconderão muito bem escondido e não dirão que hoje vivem sob o domínio de um pequeno tirano sem escrúpulos, sofrendo das desastrosas consequências de uma política de escândalos e vergonhas.
Depois da campanha eleitoral em prol dos candidatos à presidência da República, e com a decisão tomada, os derrotados colocaram em atividade todas as suas habilidades intrigantes e prepararam um movimento revolucionário que teve início em princípios de julho p.p. com a Revolta do Forte de Copacabana.
Falta de preparação, de tática, ou por traição, o movimento fracassou. E alguns poucos jovens valentes que levaram a sério a coisa e vestiram seu heroísmo até o fim, foram sacrificados. Os feridos foram recolhidos a hospitais, os presos foram colocados em lugares incomunicáveis e desde então não se sabe deles. O estado de sítio foi logo decretado para que as bocas pudessem ser ainda mais amordaçadas e algumas consciências compradas pelo melhor preço.
Desde breve os jornais de oposição mudaram suas atitudes passando a enaltecer aqueles que até o dia anterior eram insultados por eles rudemente. E os nossos jornais, que naturalmente não podiam se prestar a essa atitude de renúncia e humilhação, tiveram que suspender a circulação. A censura é exercida com exagerada severidade e as partes censuradas não podem sair em branco, devem ser substituídas por outras. Assim, o que chega de fora, que nada disso sabe, nunca poderá supor que a censura existe. As aparências com o estrangeiro são salvas e o Brasil não perde seus privilégios legais de país livre.
O presidente Epitácio Pessoa vive sob o pesadelo de levantes militantes. Daí sua severidade, suas medidas reacionárias, e este ambiente de apreensão, de ameaças vagas e resultados obtusos: os governantes excluíram o povo das festas do centenário, e este povo por natureza sempre alegre e expansiva, encarou os mesmos festejos com atitude fria, indiferente.
E a alegria, como sempre, foi para os de cima... e para os outros...
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Periódico: Nuestra Tribuna, Ano I, Número 4, capa, setembro de 1922. Documento digitalizado disponível em: https://americalee.cedinci.org/portfolio-items/nuestra-tribuna/ Tradução: Fernanda Gregolin in: Aline Ludmila et alli Unidas nos lancemos na luta: o legado anarquista de Maria A. Soares. São Paulo: Tenda de Livros, 2021, pp. 61-3. CRÉDITOS: Maria Antonia Soares; Tradução: Fernanda Gregolin in: Aline Ludmila. GLOSSÁRIO: p.p . = passado próximo PALAVRAS-CHAVE: jornal, centenário da independência, história das mulheres
A autora Maria Antônia Soares:
Questão 1 11053031
Concursos Pref de Cianorte 2013ERA UMA VEZ UM TIRANO
Era uma vez um reino. Ou uma república. Essa é uma das coisas que não deu para saber direito. Mas não tem muita importância. O importante é saber que era uma vez um país muito alegre e divertido, em que as pessoas davam muito palpite no jeito que queriam viver, mas também não esquentavam muito a cabeça com isso. Quem mandava era escolhido por elas – não seu se era presidente ou primeiro-ministro. Esse negócio de todo mundo dar palpite às vezes ficava parecendo uma bagunça completa, por que todo mundo todos queriam falar ao mesmo tempo, cada qual gritava mais do que o outro, às vezes até discutiam e brigavam, não era ___________ ficar sempre em ordem e tranquilidade. Mas no fim acabava dando certo. Era assim: quando tinha mais gente querendo uma coisa, era essa coisa que acabava sendo feita. E quem não estava de acordo podia chorar, resmungar, reclamar, fazer bico, chiar, gritar, espernear, mas no fundo sabia que não tinha mesmo muito jeito, a não ser convencer um monte de gente para passar para o seu lado. Era assim mesmo. Mas de vez em quando toda essa onde e bate-boca pareciam uma bagunça, lá isso pareciam.
Foi por isso que apareceu o Tirano. Ou Deposta. Ou Ditador, tem muitos nomes. Quer dizer, um homem que não perguntou ao pessoal se podia ser presidente ou primeiro-ministro, expulsou quem tinha sido escolhido pela maioria e desandou a dar ordens e mandar em todo mundo, só porque era o mais forte. NO começo, houve até quem ficasse satisfeito com ele, pensando que estava dando um jeito no tal bagunça e que agora as pessoas iam ter ordem para trabalhar em paz. Mas como ele não ouvia palpite dos outros, foi começando a fazer besteira. Primeiro, implicou com isso de cada um ter uma ideia diferente.
– Onde já se viu? Por isso é que fica todo mundo discutindo em vez de trabalhar. É uma perda de tempo...
E lá veio a ordem:
– A partir de hoje, só podem ter as minhas ideias!
É claro que teve gente que protestou:
– Não estou de acordo... Isso é um absurdo!
– Quem que esse cara pensa que é? Será que ele acha que tem o rei na barriga?
Nem faltou um mais __________ sugerindo:
– Podemos abrir a barriga dele e ver...
Não adiantou nada. Agora não tinha mais aquela velha bagunça. Quem não concordou, foi preso. Ou foi expulso do reino. Ou tratou de ir embora antes de ser expulso. Ou ficou bem quietinho, guardou suas ideias bem guardadas no canto mais fundo e escondido da cabeça, e saiu ______________, disfarçando, fazendo de conta que não tinha nada lá dentro.
Era uma Vez um Tirano – Ana Maria Machado – pp. 6-7-8 – Salamandra – 2ª edição – 1982.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto:
Questão 39 10785167
Liceu-SP 2008“De pé ficaremos todos
E com firmeza juramos
Quebrar tesouras e válvulas
E pôr fogo às fábricas daninhas.
"(Canção dos quebradores de máquinas do séc. XIX, citada por Leo Huberman. História da riqueza do homem.1979)
O movimento representado nessa canção denominou-se:
Questão 23 483242
IFPR 2019“Greve Geral de 1917” é a designação como ficou conhecida a interrupção dos trabalhos industriais e comerciais no Brasil na segunda metade daquele ano por parte dos trabalhadores. Movimento esse fruto da luta e da organização operária. Assinale a alternativa que apresenta sob qual influência deu-se essa movimentação.
Questão 37 167675
IFSP 2014Observe a imagem a seguir, que apresenta uma das formas de luta e resistência dos trabalhadores europeus contra a profunda exploração que sofriam nas primeiras etapas da Revolução Industrial.

Analisando a imagem, é correto afirmar que a estratégia de luta apresentada é o
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