Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 25 169175
IFPE 2017Na década de 1950, o Brasil vivenciou um período de desenvolvimento econômico e social, devido a um plano do governo de Juscelino Kubitscheck (JK), que estabeleceu, entre suas metas, que o país deveria crescer “50 anos em 5”. Qual alterativa refere-se a outra meta proposta por JK?
Questão 11 15463846
EPSJV Técnico em Saúde 2016
TEXTO
Dilma veta Projeto de Lei que ampliava uso de línguas indígenas em escolas e universidades
Depois de um ano inteiro de ataques aos direitos indígenas, o Congresso Nacional aprovou no final 2015 um projeto de lei a favor da educação escolar indígena: o PL nº 5944/2013, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT/DF). O problema é que antes do ano terminar, no dia 29/12, ele foi vetado integralmente por Dilma Rousseff.
Aprovado com parecer favorável em todas as comissões do Senado e da Câmara dos Deputados, o projeto alterava a redação de dois artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para garantir que as escolas indígenas não sejam avaliadas pelos mesmos critérios das escolas dos brancos e permitir que as línguas indígenas sejam usadas não só na alfabetização e no ensino fundamental, mas também nos ensinos médio, profissionalizante e superior.
Em sua decisão, a presidente afirma que o veto é apoiado pelos ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento (MPOG) e que o PL seria contrário ao interesse público.
“Interesse público de quem? Certamente não o dos povos indígenas”, questiona o especialista em educação escolar indígena Luis Donisete Benzi Grupioni. Para ele, que representa a sociedade civil no Conselho Nacional de Educação Escolar Indígena (Cneei), o fato é um disparate e contradiz iniciativas do próprio governo para tentar fazer com que as escolas indígenas sejam diferentes, e não piores, que as outras: “Ter garantias na lei de que os índios têm direito a uma educação que respeite as suas culturas, línguas e respondam a seus projetos de futuro é importante para mudar uma prática secular de imposição da escola nacional nas Terras Indígenas”, explica, em entrevista ao Instituto Socioambiental.
No texto, Dilma Rousseff afirma: “Apesar do mérito da proposta, o dispositivo incluiria, por um lado, obrigação demasiadamente ampla e de difícil implementação por conta da grande variedade de comunidades e línguas indígenas no Brasil”. Para as lideranças indígenas, a alegação é inconstitucional: “Onde estão os direitos da Constituição de 1988, que diz que nós temos direito a processos próprios de educação?”, questiona a professora indígena Poty Poran Turiba Carlos, do povo Guarani. Sonia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), avalia: “O governo se mostra cego para o tema da diversidade e o tratamento diferenciado dos povos indígenas; prioriza línguas estrangeiras às línguas maternas”.
A antropóloga e linguista Bruna Franchetto, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concorda: “O veto vem para dar o golpe fatal a uma educação já limitada e frágil. A diversidade é uma riqueza, mas não para os lacaios do desenvolvimentismo. Esta riqueza está em cerca de 160 línguas indígenas e suas variedades dialetais, todas acossadas por mídias e um sistema de ensino que as ignoram”. (...)
(Adaptado de http://www.socioambiental.org/pt-br/noticiassocioambientais/dilma-veta-projeto-de-lei-a-favor-do-uso-de-linguasindigenas-em-escolas-e-universidades, acesso em 08/01/2016)
No trecho “A diversidade é uma riqueza, mas não para os lacaios do desenvolvimentismo.”, os termos em destaque poderiam ser substituídos, sem alteração de sentido, por:
Questão 8 15463840
EPSJV Técnico em Saúde 2016
TEXTO
Dilma veta Projeto de Lei que ampliava uso de línguas indígenas em escolas e universidades
Depois de um ano inteiro de ataques aos direitos indígenas, o Congresso Nacional aprovou no final 2015 um projeto de lei a favor da educação escolar indígena: o PL nº 5944/2013, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT/DF). O problema é que antes do ano terminar, no dia 29/12, ele foi vetado integralmente por Dilma Rousseff.
Aprovado com parecer favorável em todas as comissões do Senado e da Câmara dos Deputados, o projeto alterava a redação de dois artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para garantir que as escolas indígenas não sejam avaliadas pelos mesmos critérios das escolas dos brancos e permitir que as línguas indígenas sejam usadas não só na alfabetização e no ensino fundamental, mas também nos ensinos médio, profissionalizante e superior.
Em sua decisão, a presidente afirma que o veto é apoiado pelos ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento (MPOG) e que o PL seria contrário ao interesse público.
“Interesse público de quem? Certamente não o dos povos indígenas”, questiona o especialista em educação escolar indígena Luis Donisete Benzi Grupioni. Para ele, que representa a sociedade civil no Conselho Nacional de Educação Escolar Indígena (Cneei), o fato é um disparate e contradiz iniciativas do próprio governo para tentar fazer com que as escolas indígenas sejam diferentes, e não piores, que as outras: “Ter garantias na lei de que os índios têm direito a uma educação que respeite as suas culturas, línguas e respondam a seus projetos de futuro é importante para mudar uma prática secular de imposição da escola nacional nas Terras Indígenas”, explica, em entrevista ao Instituto Socioambiental.
No texto, Dilma Rousseff afirma: “Apesar do mérito da proposta, o dispositivo incluiria, por um lado, obrigação demasiadamente ampla e de difícil implementação por conta da grande variedade de comunidades e línguas indígenas no Brasil”. Para as lideranças indígenas, a alegação é inconstitucional: “Onde estão os direitos da Constituição de 1988, que diz que nós temos direito a processos próprios de educação?”, questiona a professora indígena Poty Poran Turiba Carlos, do povo Guarani. Sonia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), avalia: “O governo se mostra cego para o tema da diversidade e o tratamento diferenciado dos povos indígenas; prioriza línguas estrangeiras às línguas maternas”.
A antropóloga e linguista Bruna Franchetto, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concorda: “O veto vem para dar o golpe fatal a uma educação já limitada e frágil. A diversidade é uma riqueza, mas não para os lacaios do desenvolvimentismo. Esta riqueza está em cerca de 160 línguas indígenas e suas variedades dialetais, todas acossadas por mídias e um sistema de ensino que as ignoram”. (...)
(Adaptado de http://www.socioambiental.org/pt-br/noticiassocioambientais/dilma-veta-projeto-de-lei-a-favor-do-uso-de-linguasindigenas-em-escolas-e-universidades, acesso em 08/01/2016)
Ao longo do texto, qual sinal de pontuação foi usado como recurso para reportar um discurso?
Questão 7 15463831
EPSJV Técnico em Saúde 2016
TEXTO
Dilma veta Projeto de Lei que ampliava uso de línguas indígenas em escolas e universidades
Depois de um ano inteiro de ataques aos direitos indígenas, o Congresso Nacional aprovou no final 2015 um projeto de lei a favor da educação escolar indígena: o PL nº 5944/2013, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT/DF). O problema é que antes do ano terminar, no dia 29/12, ele foi vetado integralmente por Dilma Rousseff.
Aprovado com parecer favorável em todas as comissões do Senado e da Câmara dos Deputados, o projeto alterava a redação de dois artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para garantir que as escolas indígenas não sejam avaliadas pelos mesmos critérios das escolas dos brancos e permitir que as línguas indígenas sejam usadas não só na alfabetização e no ensino fundamental, mas também nos ensinos médio, profissionalizante e superior.
Em sua decisão, a presidente afirma que o veto é apoiado pelos ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento (MPOG) e que o PL seria contrário ao interesse público.
“Interesse público de quem? Certamente não o dos povos indígenas”, questiona o especialista em educação escolar indígena Luis Donisete Benzi Grupioni. Para ele, que representa a sociedade civil no Conselho Nacional de Educação Escolar Indígena (Cneei), o fato é um disparate e contradiz iniciativas do próprio governo para tentar fazer com que as escolas indígenas sejam diferentes, e não piores, que as outras: “Ter garantias na lei de que os índios têm direito a uma educação que respeite as suas culturas, línguas e respondam a seus projetos de futuro é importante para mudar uma prática secular de imposição da escola nacional nas Terras Indígenas”, explica, em entrevista ao Instituto Socioambiental.
No texto, Dilma Rousseff afirma: “Apesar do mérito da proposta, o dispositivo incluiria, por um lado, obrigação demasiadamente ampla e de difícil implementação por conta da grande variedade de comunidades e línguas indígenas no Brasil”. Para as lideranças indígenas, a alegação é inconstitucional: “Onde estão os direitos da Constituição de 1988, que diz que nós temos direito a processos próprios de educação?”, questiona a professora indígena Poty Poran Turiba Carlos, do povo Guarani. Sonia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), avalia: “O governo se mostra cego para o tema da diversidade e o tratamento diferenciado dos povos indígenas; prioriza línguas estrangeiras às línguas maternas”.
A antropóloga e linguista Bruna Franchetto, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concorda: “O veto vem para dar o golpe fatal a uma educação já limitada e frágil. A diversidade é uma riqueza, mas não para os lacaios do desenvolvimentismo. Esta riqueza está em cerca de 160 línguas indígenas e suas variedades dialetais, todas acossadas por mídias e um sistema de ensino que as ignoram”. (...)
(Adaptado de http://www.socioambiental.org/pt-br/noticiassocioambientais/dilma-veta-projeto-de-lei-a-favor-do-uso-de-linguasindigenas-em-escolas-e-universidades, acesso em 08/01/2016)
O texto aborda a educação linguística indígena.
Segundo o texto, podemos afirmar que:
Questão 2 15463816
EPSJV Técnico em Saúde 2016TEXTO
O silêncio da mídia em torno do assassinato brutal de um bebê indígena
Na tarde de 30 de Dezembro, uma mulher da etnia Caingangue amamentava o filho de dois anos, sentada numa calçada junto à central rodoviária da cidade de Imbituba, no Estado de Santa Catarina. Eles tinham dormido naquele local juntamente com um grupo de indígenas após terem efetuado uma viagem de ônibus que durou oito horas, desde Chapecó até Imbituba, onde vendem artesanato.
No estado de Santa Catarina, o fim do ano é a época em que as praias famosas ficam cheias de turistas vindos de outras partes do país e do exterior como Uruguai e Argentina. O povo indígena vê neste fluxo de visitantes uma oportunidade para vender artesanato e gerar alguma receita. As estações rodoviárias ficam cheias de artesãos, que passam ali a noite para estarem mais perto dos clientes que chegam de ônibus.
A jovem mãe segurava o seu bebê encostada ao muro quando um desconhecido se aproximou deles. Imagens da câmera de segurança mostram o homem ao aproximar-se. Ele primeiro tocou na face do menino Vítor Pinto e depois, com uma pequena lâmina, desferiu um golpe cortando a garganta da criança, fugindo logo em seguida. A mãe, desesperada, gritou por ajuda, mas o pequeno Vítor acabaria por morrer. Tinha apenas dois anos.
Este crime horrendo cometido contra uma criança, assassinada a sangue-frio, nos braços da mãe e em plena luz do dia não ocupou as manchetes da imprensa nacional. Apenas alguns jornais deram a notícia, de forma discreta. A jornalista Eliane Brum opina sobre o caso no jornal espanhol El País: “Se fosse meu filho, ou de qualquer mulher branca de classe média, assassinado nessas circunstâncias, haveria manchetes, haveria especialistas analisando a violência, haveria choro e haveria solidariedade. E talvez houvesse até velas e flores no chão da estação rodoviária, como nas vítimas de terrorismo em Paris. Mas Vítor era um índio. Um bebê, mas indígena. Pequeno, mas indígena. Vítima, mas indígena. Assassinado, mas indígena. Perfurado, mas indígena. Esse “mas” é o assassino oculto. Esse “mas” é serial killer”. (...)
Quais as vidas que têm mais importância?
Desde que a América Latina se tornou um “negócio europeu” – como afirmou o jornalista Eduardo Galeano – a vida indígena sempre foi a mais barata do continente. Não é novidade, “o racismo sobre o povo indígena é histórico”, sublinha o professor Waldir Rampinelli numa entrevista à Rádio Campeche logo após a morte do pequeno Vítor. (...)
O assassino de Vítor
Dois dias depois do assassinato, o suspeito de 23 anos entregou-se à polícia e confessou o crime. Decidiu entregar-se por temer pela própria vida, mas, até o momento, não apresentou o motivo pelo crime. Relatos da polícia dão conta de que o autor do crime possa sofrer de perturbações psicológicas.
Mas se não há muito para dizer sobre o assassino, a morte de Vítor diz muito sobre como o Brasil cuida do seu povo nativo. Eliane Brum comenta que: “Quem continua morrendo de assassinato no Brasil, em sua maioria, são os negros, os pobres e os índios. […] Estamos nus. E nossa imagem é horrenda. Ela suja de sangue o pequeno corpo de Vítor por quem tão poucos choraram.”
(Adaptado de http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/01/o-silencio-da-midia-em-torno-do-assassinato-brutal-de-um-bebeindigena.html, acesso em 08/01/2016)
Em qual dos fragmentos abaixo a exemplificação é utilizada como recurso para sustentar a tese presente no texto?
Questão 29 11008823
IFC Exame de Classificação 2016*Leia o texto abaixo:
“O racismo, que não é exclusividade do Ocidente ou da situação colonial (o caso do antissemitismo é um exemplo), é, de um ponto de vista histórico, um aliado e um produto parcial do colonialismo. As vítimas mais óbvias do racismo são aqueles cujas identidades foram forjadas no caldeirão colonial: os africanos, os asiáticos e os povos nativos das Américas, assim como aqueles que foram deslocados pelo colonialismo, como é o caso dos asiáticos e os caribenhos na Grã-Bretanha ou os árabes na França”.
SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006, p. 45).
Duas nações da América, cujos territórios foram colonizados por europeus, enfrentam até hoje as consequências do racismo em suas relações sociais, adotando políticas de ações afirmativas de ingresso às universidades para as populações marginalizadas através da discriminação racial.
Com base no texto acima e nesta afirmação, assinale a alternativa correta:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)