Estuda.com Estuda.com
  • Meu painel
  • Treinar
      Questões
    • Questões
    • Lista de exercícios
    • Provas
    • Simulados TRI
    • Simulados
    • Redações
    • Temas de redações
  • Estudar
      Plano de estudo
    • Cronograma de Estudos
    • Trilha de Estudo
    • Aulas
    • Videoaulas
    • Aulas ao vivo
    • Inteligência Artificial
    • Plano Adaptativo (via IA)
    • Duda IA
    • Conteúdos Gratuitos
    • Blogs e Ebooks
    • Resumos
  • Desempenho
      Desempenho
    • Meu Desempenho
    • Raio-X ENEM
    • Simulador SISU
  • Desafios
      Desafios
    • Ranking
    • Medalhas
    • Desafios da Duda
  • Login Criar conta grátis
    Estuda.com
  • Login Criar conta grátis

  • Meu painel
  • Treinar
      Questões
    • Questões
    • Lista de exercícios
    • Provas
    • Simulados TRI
    • Simulados
    • Redações
    • Temas de redações
  • Estudar
      Plano de estudo
    • Cronograma de Estudos
    • Trilha de Estudo
    • Aulas
    • Videoaulas
    • Aulas ao vivo
    • Inteligência Artificial
    • Plano Adaptativo (via IA)
    • Duda IA
    • Conteúdos Gratuitos
    • Blogs e Ebooks
    • Resumos
  • Desempenho
      Desempenho
    • Meu Desempenho
    • Raio-X ENEM
    • Simulador SISU
  • Desafios
      Desafios
    • Ranking
    • Medalhas
    • Desafios da Duda

  • Notificações 20
    • ⚠️ ÚLTIMO DIA DA OFERTA RELÂMPAGO
      Você só tem até às 23h59 de HOJE pra resgatar 35% OFF + Apostila de Redação. Vai ignorar?
    • 🚨 O simulado te espera até dia 07/09
      Faça agora o 2º Simulado Enem 2026 e descubra sua nota no modelo TRI. É grátis!
    • 🚨 OFERTA RELÂMPAGO EXCLUSIVA PRA VOCÊ
      R$ 307 DE DESCONTO + Apostila Redação Nota 1000 DE GRAÇA. Válido por 48h. Corre!
    • ⚠️⚠️⚠️ EI, VOCÊ JÁ COMEÇOU O SIMULADO?
      É sua chance de descobrir sua nota no modelo TRI e concorrer a uma bolsa 100% da Estuda.
    • 🚨🚨🚨 NOTÍCIA URGENTE!
      Assine hoje com 30% OFF e ganhe a Apostila Assuntos que mais caem no Enem. Use cupom ENEM!
    • 🚨 2º SIMULADO ENEM DISPONÍVEL, VEMMMM
      Realize as provas do 2º Simulado Enem 2026 e teste seu desempenho para a prova oficial.
    • 🤔 Se o Enem fosse hoje...
      Qual seria sua nota? Participe do 2º Simulado Enem 2026, receba seu diagnóstico e descubra
    • 🎁 R$ 263 OFF LIBERADO SÓ PARA VOCÊ!
      Resgate HOJE e LEVE DE GRAÇA a Apostila Assuntos que mais caem no Enem. ÚLTIMOS DIAS!
    • 🚨 PRESENTÃO EXCLUSIVO PRA VOCÊ!
      R$ 307 DE DESCONTO nos nossos planos + ALMANAQUE ENEM DE GRAÇA. Válido só HOJE. Corre!
    • 🚨 URGENTE!!!
      Você GANHOU R$ 281 OFF + Manual de Redação Enem 2026. Últimos dias para resgatar, corre!
    • ⚠️ ÚLTIMO DIAAAA DO 08.08 ESTENDIDO
      Você só tem até às 23h59 de HOJE pra resgatar 50% OFF no seu plano preferido. Vai ignorar?
    • 🚨🚨🚨 ACABANDO EM BREVE...
      Correeee que tá acabando sua chance de assinar um dos nossos planos com 50% DE DESCONTO!
    • 😱 APROVAÇÃO NO ENEM = 50% DE DESCONTO!
      É quase uma Black Friday antecipada. Corre pra assinar seu plano com 50% DE DESCONTO!
    • 😱 DESCONTAÇO DO 08.08!
      Por tempo limitado, você tem 50% OFF para assinar o PLANO da sua APROVAÇÃO no Enem. Corre!
    • 👀 Coloque alarme pra amanhã!
      Nosso 08.08 vem com uma condição ANTECIPADA, IMPERDÍVEL e EXCLUSIVA pra você. Não perde!
    • 🎁 PRESENTE PRA VOCÊ!
      35% OFF + Manual de Redação Enem 2026 no plano Aprovado com acesso até o fim do ano!
    • 🟢 A SEGUNDA AULA DO DIA COMEÇOU!
      O prof. Fernando está AO VIVO ensinando como passar no Enem em 100 dias, vem!
    • 🚨🚨🚨 O PROFINHO ESTÁ AO VIVO!
      Corre no YouTube pra conferir os 7 repertórios para TODOS os temas da redação do Enem 2026
    • 🟢 ESTAMOS AO VIVO, VEM!
      Clique no link e participe da aula de Mindfulness e Meditação Guiada antes do aulão!
    • ⚠️ AO VIVO EM 15 MINUTOS!
      17h30 entramos ao vivo no YouTube com Mindfulness + 7 repertórios de Redação, não perde!
    • Marcar tudo como lido
Cadastre-se grátis e treine com questões, provas, exercícios e muito mais → CADASTRAR AGORA
Descubra um novo jeito de estudar com a Estuda.com
Já tenho conta Criar conta
Google
- A senha deve conter no mínimo 5 caracteres.
*Usaremos o número de WhatsApp fornecido para contatos referentes a sua compra e/ou comunicações sobre o plano adquirido.
Ao fazer seu cadastro você concorda com nossos Termos de uso e Políticas da Estuda.com
Google
*Usaremos o número de WhatsApp fornecido para contatos referentes a sua compra e/ou comunicações sobre o plano adquirido.
Esqueceu a senha?
[Marketing] Questao Topo - deslogado

Questões de EFAF História

Filtro rápido

7.715 Questões

Marca Texto
Modo Escuro
Fonte

Questão 4 10779830
Médio 00:00

CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019
  • EFAF História
  • Sugira
  • Brasil - República Fundamentos da História e historiografia
  • Governos Militares Patrimônio Histórico
  • Cultura e Sociedade
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO


O Brasil queimou — e não tinha água para apagar o fogo

Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado.

Eliane Brum

 

    Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã.

    Então descobri que não tinha mais passado.

    Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.

   O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas

[5] coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A
múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.

     Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam.

    O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No
sem tempo. No fora do tempo.

[10] O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a
que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de
incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar
àgua do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar
salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem

[15] tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas.

    Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é.

    O Museu Nacional queimando.

    O que há mais para dizer agora que as palavras já não dizem e a realidade se colocou além da interpretação”

    Diante do Museu Nacional em chamas, de costas para o palácio, de frente para onde deveria estar o povo, Dom

[20] Pedro Il em estátua. Sua família tinha tentado inventar um país e o fundaram sobre corpos humanos. Seu avô, Dom João
VI, criou aquele museu no Palácio de São Cristóvão. Dom Pedro Il está no centro, circunspecto, um homem feito de pedra,
um imperador. Diante da parte esquerda do museu, indígenas de diferentes etnias observam as chamas como se mais uma
vez fossem eles que estivessem queimando. Estão. E o maior acervo de línguas indígenas da América Latina, diz Urutau
Guajajara. E a nossa memória que estão apagando. E o golpe, é o golpe. Poderiam ter salvo, e não salvaram, ele grita.

[25] Nunca salvaram. Há 500 anos não salvam.

      As costas de Pedro ferviam.

    Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com
uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse
também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou

[30] Gabriela Carneiro da Cunha. “Arealidade é Science Fiction1.”

    Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã,
sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de
fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum.

    A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva.

[35] “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais.”

    A frase reverbera nos corredores vazios do meu corpo. Se a primeira brasileira incendiou-se, que brasileira posso
ser eu?

    O que poderia expressar melhor este momento? A história do Brasil queima. A matriz europeia que inventou um
palácio e fez dele um museu. Os indígenas que choram do lado de fora porque suas línguas se incineram lá dentro. E eu

[40] preciso alcançar o Museu do Amanhã. Mas o Brasil já não é o país do futuro. O Brasil perdeu a possibilidade de imaginar
um futuro. O Brasil está em chamas.

O Museu Nacional sem recursos do Governo Federal. Os funcionários do Museu Nacional fazendo vaquinha na
Internet para reabrir a sala principal. O Museu Nacional morrendo de abandono. O Museu Nacional sem manutenção. O
Rio de Janeiro. Flagelado e roubado e arrancado Rio de Janeiro. Entre todos os Brasis, tinha que ser o Rio.

[45] Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário
atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara:
“Está tudo sob controle”.

    Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a
única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.

[50] O Brasil está queimando. 

    E o meteoro estava dentro do museu.

(El País Brasil: O Jornal Global. Opinião. 3 de setembro de 2018. Disponível em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/o0pinion/1535975822 1774583.html. Acesso em 14 de setembro de 2018)

 

Nota:

1 Ficção Científica.

No fragmento “Poderiam ter salvo, e não salvaram, ele grita. Nunca salvaram.

 

Há 500 anos não salvam.” (linhas 24-25), do Texto, em todos os verbos destacados, nota-se que a autora optou pelo seguinte recurso sintático-semântico:

Ver comentários

Questão 1 10779794
Médio 00:00

CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019
  • EFAF História
  • Sugira
  • Fundamentos da História e historiografia
  • Fontes Históricas
  • Imaterial Material
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO I


Memória, cultura e poder na sociedade do esquecimento

Olga Rodrigues de Moraes Von Simson

 

    Memória é a capacidade humana de reter fatos e experiências do passado e retransmiti-los às novas gerações
através de diferentes suportes empíricos (voz, música, imagem, textos etc.).

    Existe uma memória individual, que é aquela guardada por um indivíduo e se refere às suas próprias vivências e
experiências, mas que contém também aspectos da memória do grupo social onde ele se formou, isto é, onde esse

[5] Indivíduo foi socializado.

Há também aquilo que denominamos de memória coletiva, que é aquela formada pelos fatos e aspectos
julgados relevantes e que são guardados como memória oficial da sociedade mais ampla. Ela geralmente se expressa
naquilo que chamamos de lugares da memória, que são os monumentos, hinos oficiais, quadros e obras literárias e
artísticas que expressam a versão consolidada de um passado coletivo de uma dada sociedade.

[10] Como contrapartida, existem as memórias subterrâneas ou marginais, que correspondem a versões sobre o
passado dos grupos dominados de uma dada sociedade. Estas memórias geralmente não estão monumentalizadas, nem
gravadas em suportes concretos como textos, obras de arte e só se expressam quando conflitos sociais as evocam ou
quando os pesquisadores que se utilizam do método biográfico ou da história oral criam as condições para que elas
emerjam e possam, então, ser registradas, analisadas e passem a fazer parte da memória coletiva de uma dada

[15] sociedade. Elas geralmente se encontram muito bem guardadas no âmago de famílias ou grupos sociais dominados nos
quais são cuidadosamente passados de geração a geração.

    Na sociedade ocidental atual, o ritmo acelerado do trabalho urbano, somado à facilidade e à rapidez dos meios de
comunicação, coloca o homem comum frente a uma quantidade avassaladora de informações. Tais fatos criam para o
homem contemporâneo quase a obrigação de consumir a informação de forma acrítica, perdendo-se, portanto, uma das

[20] mais importantes funções da memória humana — a capacidade seletiva —, que é o PODER de escolher aquilo que deve ser
preservado como lembrança importante e aqueles fatos e vivências que podem e devem ser descartados. A perda do
exercício desse poder de seleção constitui o fator fundamental para a formação do que os profissionais da informação
chamam de sociedades do esquecimento.

    É verdade, nós não nos lembramos de tudo o que aconteceu ou que nos foi ensinado ao longo de nossa vida.

[25] Descartamos a maioria das experiências vivenciadas e só retemos aquelas que possuem significado, que são funcionais
para nossa existência futura. Yuri Lotman [...] já dizia que cultura é memória, pois é a cultura de uma sociedade que
fornece os filtros através dos quais os indivíduos que nela vivem podem exercer o seu poder de seleção. [...]

    Nas sociedades da memória, que existiram no passado e ainda subsistem em locais isolados da África e da
América do Sul, por exemplo, [...] a memória é organizada e retida pelo conjunto de seus membros, os quais se incumbem

[30] detransmiti-la às novas gerações, cabendo aos mais velhos o importante papel social de guardiões da memória. [...]

    Esse papel social dos idosos foi sendo gradativamente perdido ao longo da história das sociedades ocidentais,
mas muito mais intensamente na contemporaneidade, quando cada vez mais se diversificam e se sofisticam os suportes
para o registro e os suportes da memória (escrita, imprensa, fotografia, vídeo, discos, CDs, DVDs, disquetes etc.). Assim,
o enorme volume de informações fez surgir instituições especialmente voltadas ao trabalho de seleção, coleta,

[35] organização, guarda e manutenção adequada e divulgação da memória de grupos sociais ou da sociedade em geral
nessas novas sociedades do esquecimento.

    Essas instituições realizam, portanto, hoje, de forma profissional, uma tarefa social anteriormente exercida pelos
idosos. São elas os museus, arquivos, bibliotecas e centros de memória, que, de alguma forma e segundo critérios
previamente estabelecidos, realizam o trabalho de coletar, tratar, recuperar, organizar e colocar à disposição da

[40] sociedade a memória de uma região específica ou de um grupo social retida em suportes materiais diversos. [...]

(Adaptado de Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, n. 6, p. 14-18, maio 20083. Disponível em: http://fics.edu.br/index.php/augusto guzzo/article/view/57. Acesso em 23 de setembro de 2018)

 

TEXTO II


O Brasil queimou — e não tinha água para apagar o fogo

Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado.

Eliane Brum

 

 

    Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã.

    Então descobri que não tinha mais passado.

    Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.

   O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas

[5] coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A
múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.

     Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam.

    O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No
sem tempo. No fora do tempo.

[10] O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a
que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de
incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar
àgua do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar
salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem

[15] tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas.

    Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é.

    O Museu Nacional queimando.

    O que há mais para dizer agora que as palavras já não dizem e a realidade se colocou além da interpretação”

    Diante do Museu Nacional em chamas, de costas para o palácio, de frente para onde deveria estar o povo, Dom

[20] Pedro Il em estátua. Sua família tinha tentado inventar um país e o fundaram sobre corpos humanos. Seu avô, Dom João
VI, criou aquele museu no Palácio de São Cristóvão. Dom Pedro Il está no centro, circunspecto, um homem feito de pedra,
um imperador. Diante da parte esquerda do museu, indígenas de diferentes etnias observam as chamas como se mais uma
vez fossem eles que estivessem queimando. Estão. E o maior acervo de línguas indígenas da América Latina, diz Urutau
Guajajara. E a nossa memória que estão apagando. E o golpe, é o golpe. Poderiam ter salvo, e não salvaram, ele grita.

[25] Nunca salvaram. Há 500 anos não salvam.

      As costas de Pedro ferviam.

    Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com
uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse
também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou

[30] Gabriela Carneiro da Cunha. “Arealidade é Science Fiction1.”

    Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã,
sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de
fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum.

    A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva.

[35] “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais.”

    A frase reverbera nos corredores vazios do meu corpo. Se a primeira brasileira incendiou-se, que brasileira posso
ser eu?

    O que poderia expressar melhor este momento? A história do Brasil queima. A matriz europeia que inventou um
palácio e fez dele um museu. Os indígenas que choram do lado de fora porque suas línguas se incineram lá dentro. E eu

[40] preciso alcançar o Museu do Amanhã. Mas o Brasil já não é o país do futuro. O Brasil perdeu a possibilidade de imaginar
um futuro. O Brasil está em chamas.

O Museu Nacional sem recursos do Governo Federal. Os funcionários do Museu Nacional fazendo vaquinha na
Internet para reabrir a sala principal. O Museu Nacional morrendo de abandono. O Museu Nacional sem manutenção. O
Rio de Janeiro. Flagelado e roubado e arrancado Rio de Janeiro. Entre todos os Brasis, tinha que ser o Rio.

[45] Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário
atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara:
“Está tudo sob controle”.

    Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a
única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.

[50] O Brasil está queimando. 

    E o meteoro estava dentro do museu.

(El País Brasil: O Jornal Global. Opinião. 3 de setembro de 2018. Disponível em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/o0pinion/1535975822 1774583.html. Acesso em 14 de setembro de 2018)

 

Nota:

1 Ficção Científica.

 

TEXTO III


Por que temos poucos memoriais de abolição da escravidão?

Lilia Schwarcz

 

    Lembrar é uma forma de não deixar esquecer. O Brasil foi destino de mais de 40% de africanos e africanas por
aqui escravizados, e precisa cuidar, de maneira crítica, da sua memória.

    Bem no meio da pacata cidade de Nantes, na França, uma calçada reluz estranhamente ao sol. São centenas de
pequenas placas retangulares, feitas de um vidro translúcido e de cor azul celeste, espalhadas por uma via onde passam

[5] mães levando seus carrinhos de bebê, rapazes andando de bicicleta, moços e moças fazendo jogging1, senhores e
senhoras apressados a caminho do trabalho.

    Somente apurando bem os olhos é possível notar que há sempre um título gravado por debaixo desses delicados
sinais brilhantes, dispostos simetricamente ao chão. Le Saint Jean Baptiste, Le Juste, L'Union, La Valeur, La Felicité, Le
Bien Aimée e Brésil2 são alguns dos muitos nomes de navios negreiros que, desde o século 16 e até o final do 19, partiram

[10] do porto de Nantes ou lá aportaram. Os apelidos dados aos barcos parecem denotar uma certa culpa, tamanha a
desproporção entre eles e a tarefa que buscavam descrever.

    Essas eram embarcações que transportavam de tudo um pouco: tecidos, produtos agrícolas, azulejos, minérios,
especiarias, mas, acima de tudo, pessoas. Eles eram tumbeiros, navios negreiros que faziam o comércio de almas no
contexto moderno, quando o mundo ocidental reinventou uma nova escravidão; uma escravidão mercantil. Os navios

[15] vinham e voltavam cheios de “mercadorias”. Não havia espaço ocioso ou lugar nas embarcações que deixassem de
auferir lucro: de uma ponta saíam produtos agrícolas, de outra, metais preciosos, de outra, ainda, africanos e africanas
transformados em valiosos objetos de comércio.

    Foram recenseadas mais de 27.233 expedições marítimas que partiram de portos europeus durante esses
quatro longos séculos em que perdurou o sistema escravocrata. No total, mais de 12 milhões e meio de mulheres, homens

[20] e crianças foram arrancadas à força da África e deportados para as Américas e para o Caribe. Mais de um milhão e meio
dessas pessoas morreram durante a travessia. Só de Nantes saíram em torno de 1.800 expedições negreiras, tendo elas
apresado mais 550 mil africanos e africanas.

    Os números são fortes, definitivos, e explicam o motivo da criação, em Nantes, de um impressionante “Memorial
da abolição da escravidão”, inaugurado no dia 25 de março de 2012. A edificação é discreta e ao mesmo tempo tocante.

[25] Na verdade, é preciso conhecer o lugar, ou ser previamente informado, para saber que na cidade existe um memorial e,
ademais, um museu basicamente dedicado ao tema.

    Andar por aquela estranha calçada, agachar para ler os nomes dos navios, observar as datas em que cada uma
destas embarcações circulou, olhar para o mesmo mar, acaba sendo um exercício muito doloroso. Difícil sair de lá da
mesma maneira como se chegou. E impossível deixar de anotar a inacreditável quantidade de naus dedicadas a esse

[30] comércio de almas, que gerou a maior diáspora3 desde a época romana. Mais difícil ainda é tentar visualizar a maneira
como se “armazenavam” os bens importados, sem discriminação de pessoas ou produtos. Esse talvez seja o motivo de o
memorial continuar numa espécie de subsolo, onde se encontra uma cronologia da escravidão e uma série de frases
retiradas de textos de ativistas, literatos e filósofos que lutaram pela abolição desse sistema. [...]

    Memória e história nem sempre andam juntas. Afinal, muitas vezes, quando é difícil lembrar, o melhor caminho

[35] parece ser ignorar. Fico me perguntando, no entanto, se esquecer ou descuidar não são maneiras de dar espaço à
incredulidade e de construir o pouco caso diante de uma realidade tão brutal e tão presente em nossa história nacional
contemporânea.

    Em maio de 2018 faremos 130 anos de abolição da escravidão mercantil no Brasil. Que a data vire cicatriz. Como
escreveu Caio Fernando Abreu: “Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que

[40] provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva”.

(Adaptado de Nexo Jornal Ltda. Coluna. 9 de abril de 2018. Disponível em:
https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-que-temos-poucos-memoriais-de-aboli% CI HAY C3%A30-da-escravidhC3%A30. Acesso em 17 de setembro de 2018)

 

Notas:
1 Corrida
2 São João Batista, O Justo, A União, O Valor, A Felicidade, O Bem-Amado e Brasil.
3 Dispersão de um povo em consequência de preconceito ou perseguição política, religiosa ou étnica.

 

TEXTO IV


Pequena memória para um tempo sem memória
(A legião dos esquecidos)

Gonzaguinha

 

Memória de um tempo onde lutar
Por seu direito
E um defeito que mata
São tantas lutas inglórias
[5] São histórias que a história
Qualquer dia contará
De obscuros personagens
As passagens, as coragens
São sementes espalhadas nesse chão
[10] De Juvenais e de Raimundos
Tantos Júlios de Santana
Uma crença num enorme coração
Dos humilhados e ofendidos
Explorados e oprimidos
[15] Que tentaram encontrar a solução
São cruzes sem nomes, sem corpos, sem datas
Memória de um tempo onde lutar por seu direito
E um defeito que mata
E tantos são os homens por debaixo das manchetes
[20] São braços esquecidos que fizeram os heróis
São forças, são suores que levantam as vedetes
Do teatro de revistas, que é o país de todos nós
São vozes que negaram liberdade concedida
Pois ela é bem mais sangue
[25] Ela é bem mais vida
São vidas que alimentam nosso fogo da esperança
O grito da batalha
Quem espera nunca alcança
E ê, quando o Sol nascer
[30] E que eu quero ver quem se lembrará
E ê, quando amanhecer
E que eu quero ver quem recordará
É ê, não quero esquecer
Essa legião que se entregou por um novo dia
[35] É eu quero é cantar essa mão tão calejada
Que nos deu tanta alegria
E vamos à luta.

(Luiz Gonzaga e Gonzaguinha. A vida do viajante. Faixa 4. EMI-Odeon. 1981)

Ao abordarem o tema “memória” em seus variados aspectos, os textos que compõem a prova apresentam pontos em comum, mas também diferenças.

 

Assim, após uma leitura comparativa, é possível afirmar que:

Ver comentários

Questão 38 10777228
Médio 00:00

COLUNI/UFV 1° Dia 2019
  • EFAF História
  • Sugira
  • Brasil - República
  • Governos Militares
  • Atos Institucionais Censura no Regime Militar
  • Exibir tags
Resolução comentada

Veja a imagem abaixo e leia os textos a seguir:

Estudantes velam o corpo de Edson Luís na Assembléia Legislativa do Rio: morto por um policial militar durante manifestação no Restaurante Calabouço, em 28/3/1968.

Há 50 anos, paraense de 18 anos levou um tiro durante movimento estudantil no restaurante Calabouço, no Rio. Onda de contestações políticas culmina com AI-5 do regime militar.

(Disponível em: https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/morte-do-estudante-edson-luis-em-1968-deflagra-protestos-no-pais-contra-ditadura 22470751#ixzz5SrWwyKcC. Acesso em: 3 out. 2018.)

 

Menino

(Milton Nascimento)

 

Quem cala sobre teu corpo
Consente na tua morte
Talhada a ferro e fogo
Nas profundezas do corte
Que a bala riscou no peito
Quem cala morre contigo
Mais morto que estás agora
Relógio no chão da praça
Batendo, avisando a hora
Que a raiva traçou
No incêndio repetindo
O brilho de teu cabelo
Quem grita vive contigo.

(Disponível em: http://www.letrasdemusicas.fm/milton- nascimento/menino. Acesso em: 3 out. 2018.)

 

Em Dezembro de 1968, o Regime Militar decretou o Ato Institucional n° 5 em resposta a uma série de protestos da sociedade civil que aconteceram ao longo daquele ano, quando houve a morte do estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto.


Assinale a alternativa que NÃO apresenta as características do período do Regime Militar, especialmente após a vigência do AI-5:

Ver comentários

Questão 35 10777223
Médio 00:00

COLUNI/UFV 1° Dia 2019
  • EFAF História
  • Sugira
  • Geral - Idade Contemporânea Temática
  • Sociedade Totalitarismo
  • Nazismo
  • Exibir tags
Resolução comentada

Leia o texto abaixo do Discurso final do Filme “O Grande Ditador”, de Charles Chaplin, e observe a figura retirada do mesmo filme:

 

Discurso Final do Filme “O Grande Ditador”

 

    Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem
quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
    Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo
– não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que
é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
    O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos
homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. [...]
    Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens,
mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. [...] Os homens que odeiam
desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem
homens, a liberdade nunca perecerá.
    [...] Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que
não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! [...] Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e
bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós.
Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à
velhice. [...]
    Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se
dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão
acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa
para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

 

(Disponível em: http://www.culturabrasil.org/discurso_grande_ditador_chaplin.htm. Acesso em: 2 out. 2018. Adaptado.)

 

Chaplin brinca com o globo terrestre em cena clássica de "O Grande Ditador"...

(Disponível em: https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-oticias/entretenimento/2015/12/16/satira-de-chaplin-ao-nazismo-de-hitler-o grande-ditador- completa-75-anos.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em: 2 out. 2018.)

 

O Filme "O Grande Ditador" foi lançado em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial e faz uma sátira do regime do ditador da Alemanha, Adolf Hitler.

 

Sobre o regime nazista da Alemanha, que levou à Segunda Guerra Mundial e a crítica feita por Chaplin em seu filme, assinale a afirmativa CORRETA:

Ver comentários

Questão 22 10777204
Médio 00:00

COLUNI/UFV 1° Dia 2019
  • EFAF História
  • Sugira
  • Geral - Idade Antiga Pré-história
  • Origem da Espécie Humana Roma
  • Cultura e Sociedade
  • Exibir tags
Resolução comentada

Leia o texto a seguir para responder à questão

 

Brazil museum fire: Funding cuts blamed as icon is destroyed

3 September 2018

Fonte: https://ichef.bbci.co.uk/news/976/cpsprodpb/6227/production/_103272152_gettyimages-1026327264.jpg. Acesso em: 17 set.

 

Officials in Brazil have blamed lack of funding for a huge fire that has destroyed the country's National Museum.

 

    One of the largest anthropology and natural history collections in the Americas was almost totally destroyed in Sunday's fire in Rio de Janeiro. This included the 12,000-year-old remains of the skeleton of a woman known as "Luzia" - the oldest discovered in Latin America. There had also been a string of complaints about the dilapidated state of the museum. "We never had adequate support," its deputy director said after the fire. Experts had warned for years of a serious fire risk to the building.

    The fire started on Sunday evening, after the building - a 19th Century former royal palace - closed  or the day. The cause is not known, but Culture Minister Sergio Sa Leitao was quoted in Brazilian media as saying it may have been ignited by a small paper hot air balloon landing on the roof. By Monday morning the fire was under control and some of the museum's pieces had been rescued. No injuries have been reported but most of the 20 million items the museum contained went up in flames.

    The museum contained much history that is now forever lost. Its 20 million artefacts included fossils and dinosaur bones. The jewel in the crown for many visitors was "Luzia". "Luzia is a priceless loss for everyone interested in civilization," museum director Paulo Knauss told the AFP news agency. Using her skull, experts had produced a digital image of her face.

    Another popular exhibit was the Bendegó meteorite, weighing more than five tonnes and discovered in Bahía state in the 18th Century. Images taken in the aftermath suggest it is still intact. The building was also home to items covering the centuries from the arrival of the Portuguese in the 1500s to the declaration of a republic in 1889. The ethnology collection had unique pieces from the pre-Columbian era and artifacts from indigenous cultures. Pieces from Greco-Roman times and Egypt were also on display at the museum.

    The museum was established in 1818, with the aim of promoting scientific research by making its collection available to specialists. Marcelo Moreira - a journalist with TV Globo in Rio - told the BBC: "It's very sad... This museum has a great history. It represents a lot for Brazilian history and Brazilian culture. It's really a big loss for Brazil." In an interview with Globo, the museum's director said it was a "cultural tragedy".

(Disponível em: https://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-45392668. Acesso em: 17 set. 2018. Adaptado.)

O texto destaca dois itens do museu pela importância histórica e popularidade entre os visitantes.

 

Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE esses dois itens:

Ver comentários

Questão 49 10776149
Médio 00:00

IFMG 2019/1
  • EFAF História
  • Sugira
  • Brasil - Período Colonial
  • Ciclos Econômicos Principais Revoltas
  • Emancipacionistas Mineração
  • Exibir tags

Leia o texto a seguir:

 

“As minas de ouro já não produzem mais nem para pagar os impostos, que são muito elevados. Os mineradores protestam, mas o fisco só quer saber dos impostos. Os garimpeiros são acusados de contrabandear o ouro para não pagar o tributo e, assim, a situação vai ficando cada vez mais complicada. A coisa esquenta...”

BARBEIRO, Heródoto; CANTELE, Bruna. Bate-papo com a História: do descobrimento à chegada da família real. São Paulo: Escala Educacional, 2006, p. 73.

 

O texto anterior refere-se à tentativa de revolta, conhecida como Inconfidência Mineira, contra a Coroa Portuguesa em fins do século XVIII, em virtude da Derrama.

 

Apartir do texto e sobre esse movimento, pode-se concluir que havia um/uma

Ver comentários
Anterior 12345678910111213141516171819202122232425262728293031323334353637383940414243444546474849505152535455565758596061626364656667686970717273747576777879808182838485868788899091929394959697989910010110210310410510610710810911011111211311411511611711811912012112212312412512612712812913013113213313413513613713813914014114214314414514614714814915015115215315415515615715815916016116216316416516616716816917017117217317417517617717817918018118218318418518618718818919019119219319419519619719819920020120220320420520620720820921021121221321421521621721821922022122222322422522622722822923023123223323423523623723823924024124224324424524624724824925025125225325425525625725825926026126226326426526626726826927027127227327427527627727827928028128228328428528628728828929029129229329429529629729829930030130230330430530630730830931031131231331431531631731831932032132232332432532632732832933033133233333433533633733833934034134234334434534634734834935035135235335435535635735835936036136236336436536636736836937037137237337437537637737837938038138238338438538638738838939039139239339439539639739839940040140240340440540640740840941041141241341441541641741841942042142242342442542642742842943043143243343443543643743843944044144244344444544644744844945045145245345445545645745845946046146246346446546646746846947047147247347447547647747847948048148248348448548648748848949049149249349449549649749849950050150250350450550650750850951051151251351451551651751851952052152252352452552652752852953053153253353453553653753853954054154254354454554654754854955055155255355455555655755855956056156256356456556656756856957057157257357457557657757857958058158258358458558658758858959059159259359459559659759859960060160260360460560660760860961061161261361461561661761861962062162262362462562662762862963063163263363463563663763863964064164264364464564664764864965065165265365465565665765865966066166266366466566666766866967067167267367467567667767867968068168268368468568668768868969069169269369469569669769869970070170270370470570670770870971071171271371471571671771871972072172272372472572672772872973073173273373473573673773873974074174274374474574674774874975075175275375475575675775875976076176276376476576676776876977077177277377477577677777877978078178278378478578678778878979079179279379479579679779879980080180280380480580680780880981081181281381481581681781881982082182282382482582682782882983083183283383483583683783883984084184284384484584684784884985085185285385485585685785885986086186286386486586686786886987087187287387487587687787887988088188288388488588688788888989089189289389489589689789889990090190290390490590690790890991091191291391491591691791891992092192292392492592692792892993093193293393493593693793893994094194294394494594694794894995095195295395495595695795895996096196296396496596696796896997097197297397497597697797897998098198298398498598698798898999099199299399499599699799899910001001100210031004100510061007100810091010101110121013101410151016101710181019102010211022102310241025102610271028102910301031103210331034103510361037103810391040104110421043104410451046104710481049105010511052105310541055105610571058105910601061106210631064106510661067106810691070107110721073107410751076107710781079108010811082108310841085108610871088108910901091109210931094109510961097109810991100110111021103110411051106110711081109111011111112111311141115111611171118111911201121112211231124112511261127112811291130113111321133113411351136113711381139114011411142114311441145114611471148114911501151115211531154115511561157115811591160116111621163116411651166116711681169117011711172117311741175117611771178117911801181118211831184118511861187118811891190119111921193119411951196119711981199120012011202120312041205120612071208120912101211121212131214121512161217121812191220122112221223122412251226122712281229123012311232123312341235123612371238123912401241124212431244124512461247124812491250125112521253125412551256125712581259126012611262126312641265126612671268126912701271127212731274127512761277127812791280128112821283128412851286 Próximo
Pastas

/

06


Faça seu login GRÁTIS


Compartilhar questão
ENEM estuda.com é um sistema para estudantes que desejam ingressar em um curso de nível superior. Resolva questões através do computador, tablet ou celular. vestibular,enem,questoes,estudar,alunos,simulados,questões enem,simulados enem,simulados vestibular,vestibular,provas,provas enem Estuda.com
logo da estuda.com
  • Quem somos
  • Blog
  • Trabalhe conosco

SEJA TEAM ESTUDA

  • Assine agora
  • Cadastre-se

NOSSAS SOLUÇÕES

  • Planos
  • Estudantes
  • Escolas
  • Professores

NOSSAS MATÉRIAS

  • Questões de Matemática
  • Questões de Português
  • Questões de História
  • Questões de Biologia
  • Questões de Geografia

ENEM E VESTIBULARES

  • Questões de Enem
  • Temas de Redação
  • ITA Vestibular
  • Questões Fuvest
  • Vestibular Unesp

SUPORTE

  • Central de ajuda
  • Ouvidoria

Disponível no Google Play Disponível na App Store
Termos de uso Política de privacidade

Todos os direitos reservados

Estuda Tecnologias LTDA

CNPJ 22951899000160