Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 5 10727343
CMJF 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa (Prova 1) 2017TEXTO
Negrinho do pastoreio
Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
[5] cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para descansar e ... acabou dormindo.
[10] Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
— 1,2,83, 4... 29...297?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
[15] resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou furioso:
— O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
[20] Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
[25] recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
— Onde está o cavalo?
— Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
— Mas o quê, garoto?
— Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
[30] senhor.
— Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um suspiro e morreu.
[35] No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé, sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
— Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
[40] necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
[45] Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. E comum, por exemplo, ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tomou uma espécie de
[50] anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Considerando a leitura realizada do texto, assinale a alternativa correta.
Questão 3 10727340
CMJF 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa (Prova 1) 2017TEXTO
Negrinho do pastoreio
Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
[5] cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para descansar e ... acabou dormindo.
[10] Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
— 1,2,83, 4... 29...297?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
[15] resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou furioso:
— O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
[20] Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
[25] recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
— Onde está o cavalo?
— Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
— Mas o quê, garoto?
— Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
[30] senhor.
— Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um suspiro e morreu.
[35] No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé, sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
— Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
[40] necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
[45] Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. E comum, por exemplo, ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tomou uma espécie de
[50] anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
Marque a alternativa em que os fatos narrados seguem a ordem cronológica (sequência temporal) presente no texto.
Questão 2 10727339
CMJF 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa (Prova 1) 2017TEXTO
Negrinho do pastoreio
Há muitos anos, no tempo da escravidão, trabalhava em uma grande fazenda no Rio Grande do Sul um negrinho miúdo e fraquinho, mas muito habilidoso. O seu patrão era um homem malvado e obrigava o garoto a fazer todo tipo de trabalho.
Certa vez, no inverno, num frio de rachar, ele mandou o garoto pastorear seus trinta
[5] cavalos. Mas avisou que tivesse atenção especial com o cavalo baio, que era o mais valioso da fazenda.
O negrinho passou o dia todo bem longe da estância, pastoreando os animais. No caminho de volta, no final da tarde, com muito frio e fome, resolveu parar um pouquinho para descansar e ... acabou dormindo.
[10] Quando o menino acordou, ficou assustado: raios riscavam o céu, anunciando uma grande tempestade, e os cavalos tinham fugido. Com dificuldade, debaixo de muita chuva, conseguiu reuni-los e, para ter certeza de que estavam todos ali, começou a contar:
— 1,2,83, 4... 29...297?! Ops! Está faltando um! E é o cavalo baio!
O negrinho procurou o cavalo fugitivo por muito tempo, mas não o encontrou. Então,
[15] resolveu levar os outros 29 de volta para a estância. Já imaginou se mais algum se perdesse?
Chegando lá, o estancieiro logo notou a ausência de seu valioso cavalo baio e ficou furioso:
— O que você fez com o baio? Ah, provavelmente vendeu o cavalo por uns míseros trocados, né? Seu ladrãozinho barato! Mas você vai trazê-lo de volta!
[20] Em seguida, pegou o chicote e deu uma surra daquelas no pobre menino.
Debaixo de chuva, e com muito medo e chorando, o menino saiu à procura do animal. Já era madrugada quando encontrou o baio pastando. Ele o laçou, mas o nó se desfez e o cavalo fugiu novamente.
Quando chegou à fazenda sem ter conseguido capturar o animal, o negrinho foi
[25] recepcionado com a fúria do seu malvado patrão.
— Onde está o cavalo?
— Eu encontrei o baio pastando, cheguei a laçá-lo, mas...
— Mas o quê, garoto?
— Mas não consegui segurar o laço e ele escapou de novo. Eu trago ele de volta amanhã,
[30] senhor.
— Amanhã? Coisa nenhuma! Você está mentindo e será castigado.
O homem cruel bateu muito no garoto. Depois, o amarrou num tronco e o colocou sobre um formigueiro. Que malvadeza! O negrinho chorou muito e, depois de sofrer a noite inteira, deu um suspiro e morreu.
[35] No dia seguinte, o fazendeiro acordou e foi olhar o negrinho. O menino estava lá, em pé, sem nenhum arranhão ou cicatriz das chicotadas nem marcas de picadas de formiga. Ao seu lado, a imagem de uma santa e, mais adiante, o baio e os outros 29 cavalos.
Então, o estancieiro se jogou ao chão e implorou ao negrinho e à santa:
— Perdoem-me! Perdoem-me! Eu prometo mudar... Prometo ser bom e ajudar aos
[40] necessitados... Prometo tudo o que quiserem.
Sem dizer uma palavra, o negrinho montou no cavalo baio e partiu, ninguém sabe para onde.
Os comentários sobre a morte do pequeno escravo logo se espalharam pela região e as pessoas começaram a acender velas pela alma do bom negrinho.
[45] Desde então, muitos recorrem a ele quando precisam de ajuda. E comum, por exemplo, ouvir histórias de gente que fez algum pedido e foi atendido.
E tem mais! Tropeiros e peões, que viajam à noite, relatam aos seus amigos e familiares terem visto o negrinho cavalgando, passeando pelos Pampas.
Na tradição gaúcha, acredita-se que o negrinho do pastoreio se tomou uma espécie de
[50] anjo bom; e as pessoas pedem sua ajuda quando precisam encontrar objetos perdidos.
SOUSA, Mauricio de. Lendas Brasileiras. São Paulo: Ed. Mauricio de Sousa, 2009, p. 121-136.
Vocabulário do texto
baio: castanho, que tem a cor do ouro
estancieiro: proprietário de fazenda
No que diz respeito ao texto, pode-se dizer que:
Questão 14 10698551
CMRJ 6° Ano - Português 2017Texto

Disponível em www.segundasemcarne.com.br (Adaptado. Acesso em 05/09/2017.)
A origem do couro vegetal, como explica o texto, foi o “encauchado”, uma espécie de saco impermeabilizado pelo látex.
Na origem desse produto, pode-se observar que o seringueiro
Questão 17 10620013
FAETEC 2017Os negros
No mês de agosto, quando as noites eram mais quentes, nos agrupávamos ao redor de vovô para ouvi-lo contar os horrores da escravidão. Falava dos Palmares, o famoso quilombo em que os negros procuravam refugio, chefe era um negro corajoso de nome Zumbi. Que pretendia libertar os pretos. Houve um decreto: quem matasse o Zumbi ganharia duzentos mil-réis e um titulo
nobre de bardo. Mas onde é que já se viu um homem que mata assalariado receber um titulo de nobreza! Um nobre para ter valor tem que ter cultura, linhagem.
Mas com tantas celeumas em torno do negro, o negro foi ficando importante, o negro e o ouro eram coisas de grande valor. E com os debates, liberta não liberta, o português foi ficando amável com o negro. Mas não conseguia reconquista-lo, e já estava enfraquecendo-se Se era severo com negros, era criticado, perdendo sua autoridade.
Os abolicionistas instigavam os negros ano obedecer aos sinhôs. Mesmo que eles quisessem fazer um levante estariam sós, no poderiam contar com a cooperação dos seus escravos. Começaram a dar presentes aos escravos. Furavam as orelhas das negrinhas, ofereciam-lhes brincos de ouro com a pretensão de reconquistá-los. Mas já eram quase 400 anos de sofrimento.
Havia os outros que morriam com vinte e cinco anos de tristeza, porque ficaram com nojo de serem vendidos, Hoje estavam aqui, amanhã ali, como se fossem folhas espalhadas pelo vento. Eles tinham inveja das arvores que nasciam, cresciam e morriam no mesmo lugar.
Carolina Maria de Jesus
(Diário de Bitita, publicado pela Editora SESI-SP)
O trecho “não poderiam contar com a cooperação dos seus escravos” reforça a seguinte ideia:
Questão 15 10619980
FAETEC 2017Os negros
No mês de agosto, quando as noites eram mais quentes, nos agrupávamos ao redor de vovô para ouvi-lo contar os horrores da escravidão. Falava dos Palmares, o famoso quilombo em que os negros procuravam refugio, chefe era um negro corajoso de nome Zumbi. Que pretendia libertar os pretos. Houve um decreto: quem matasse o Zumbi ganharia duzentos mil-réis e um titulo
nobre de bardo. Mas onde é que já se viu um homem que mata assalariado receber um titulo de nobreza! Um nobre para ter valor tem que ter cultura, linhagem.
Mas com tantas celeumas em torno do negro, o negro foi ficando importante, o negro e o ouro eram coisas de grande valor. E com os debates, liberta não liberta, o português foi ficando amável com o negro. Mas não conseguia reconquista-lo, e já estava enfraquecendo-se Se era severo com negros, era criticado, perdendo sua autoridade.
Os abolicionistas instigavam os negros ano obedecer aos sinhôs. Mesmo que eles quisessem fazer um levante estariam sós, no poderiam contar com a cooperação dos seus escravos. Começaram a dar presentes aos escravos. Furavam as orelhas das negrinhas, ofereciam-lhes brincos de ouro com a pretensão de reconquistá-los. Mas já eram quase 400 anos de sofrimento.
Havia os outros que morriam com vinte e cinco anos de tristeza, porque ficaram com nojo de serem vendidos, Hoje estavam aqui, amanhã ali, como se fossem folhas espalhadas pelo vento. Eles tinham inveja das arvores que nasciam, cresciam e morriam no mesmo lugar.
Carolina Maria de Jesus
(Diário de Bitita, publicado pela Editora SESI-SP)
“ofereciam-lhes brincos de ouro...” (3º parágrafo).
A menção aos “presentes” apresenta uma tentativa dos portugueses de:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)